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mosquito aedes aegypti - google imagens

A Dengue e o Meio Ambiente.

 

Estamos no limiar do Dia Mundial da Saúde, que é comemorado em todo o mundo em 07 de abril. Infelizmente, nem todos os municípios brasileiros poderão comemorar ou apresentar à população os resultados práticos de suas ações. É o caso, por exemplo, do município de Maringá que lidera no Paraná os casos de dengue, inclusive com o registro de sua primeira vítima fatal. Maringá ostenta a marca de campeã da epidemia dessa grave doença que, dentre tantas outras, tem relação direta com a qualidade do meio ambiente e de como este é tratado.

 

Sabe-se que o mosquito transmissor da dengue se reproduz em água parada. No caso de Maringá, este inseto encontrou meios adequados que facilitam a sua proliferação. E por quê?

 

A resposta pode ser dividida em duas partes. A primeira refere-se ao descuido da municipalidade e da própria população com o lixo gerado e que pode servir de local de procriação do mosquito caso a água seja nele represada. A coleta seletiva não abrange a totalidade da cidade; não há investimento público em novos caminhões coletores; a cidade não possui aterro sanitário, embora haja esforço para tornar o lixão em aterro controlado; os lotes urbanos servem de locais para deposição de lixo. Enfim, o lixo se apresenta como um dos principais problemas ambientais e deveria receber da municipalidade a devida atenção. Por certo, a privatização dos serviços de coleta e disposição do lixo não é a solução.

 

A segunda diz respeito à falta de campanhas de conscientização e sensibilização da sociedade para o problema do lixo e das doenças dele resultantes ou dele potencializadas, como no caso da dengue. Estas campanhas deveriam ser desenvolvidas ao longo do ano, utilizando-se os meios de comunicação social, os movimentos e organizações da sociedade e não, quando a situação se mostra insustentável, como agora. Fala-se de dengue somente nessa época do ano. As autoridades municipais deveriam falar de prevenção o ano todo.

 

Além disso, o Ministério da Saúde recomendou seis visitas às residências. No entanto, conforme informações do próprio Secretário do Meio Ambiente de Maringá, somente três visitas foram viabilizadas. É mais um indicativo que agrava a situação.

 

Culpar a sociedade também não resolve, principalmente porque é obrigação do gestor e de sua equipe zelarem pela qualidade de vida dos que habitam o município.

 

As experiências recentes do Orçamento Participativo e das Conferências Municipais foram importantes na medida em que se assegurou à cidadania espaço para apresentação de críticas e de propostas. Ao final sempre se tiravam tarefas que competiam à administração e às comunidades. Havia, efetivamente, participação popular.

 

A falta desses momentos de relação direta com o povo reduziu sensivelmente a capacidade de mobilização social e, assim, as grandes campanhas, como essa da erradicação da dengue, não mais encontram amparo no seio da sociedade porque esta se sente fora do processo de construção de sua cidade.

 

A grande virtude é compreender que não se administra para o povo, mas sim, com o povo. E, é por isso, que avalio que a solução para o problema da dengue e da degradação ambiental, bem como de tantos outros, está na participação da população. O administrador público deve ter a capacidade de mobilizar e de sensibilizar a sociedade durante todos os meses do ano. A luta contra doenças passa necessariamente pela melhoria da qualidade ambiental. E, se não houver participação popular não se obterá êxito algum.

 

Marino Elígio Gonçalves



Escrito por Marino às 15h53
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Dia Mundial da Água: Refletir e Agir.

Durante a Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, ocorrida no Rio de Janeiro, em 1992 (a Eco-92) ficou recomendada a instituição de um dia dedicado à água. Acatando esta recomendação, a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Resolução n.º 47/193, declarou o dia 22 de março como sendo o Dia Mundial da Água e que as nações todas deveriam, a partir de 1993, dedicar maior atenção à preservação da água, com ações que envolvam o cuidado dos recursos hídricos (rios, lagos e reservatórios subterrâneos), além de práticas visando conter o desperdício de água e a sua não poluição.

Na Eco-92 ficou evidenciado que a água está ligada ao Direito Humano Fundamental à Vida. Não há a menor possibilidade de se manter a vida em todas as suas formas sem assegurar o acesso à água com qualidade.

O Brasil além de ratificar as recomendações da Eco-92, decidiu instituir também o dia 22 de março como o Dia Nacional da Água, o que se deu através da Lei n.º 10.670/2003. Com isso, o país deve-se mobilizar para que toda a sociedade reflita, discuta e execute ações voltadas à proteção, conservação e melhoria da qualidade da água.

Mais de um quinto da população mundial não tem acesso à água potável, e mais de 5 milhões de pessoas morrem a cada ano por causas ligadas à péssima qualidade da água. Cálculos da ONU sinalizam que aproximadamente 16 pessoas a cada 100 têm acesso à água tratada e que 84 pessoas a cada 100 têm de procurar água em fontes distantes de suas moradias, cuja qualidade é duvidosa.

O tratamento dispensado à água pela humanidade, sobretudo na modernidade, está colocando em risco à própria sobrevivência humana. A poluição industrial, residencial e agrícola é cada vez mais crescente. Rios, lagos e nascentes são pressionados a todo o momento por deposição de lixo e descarga de poluentes líquidos e, ainda, se vêem desprotegidos de sua mata ciliar. O desperdício de água tratada é absurdo. Até mesmo nas atividades diárias do lar se verificam práticas indevidas e que poderiam ser modificadas de maneira a contribuir para diminuir o desperdício como fechar as torneiras ao escovar os dentes ou ao se barbear, usar a vassoura para varrer a calçada e não a mangueira,  não jogar lixo nos rios e nascentes etc.

Por muito tempo dominou a idéia de que a água era infinita. Entretanto, sabe-se que é um recurso natural não renovável e pode se esgotar, caso não se modifique o modo de tratá-la.

Cada um deve fazer a sua parte e, como cidadão ou cidadã, exigir das autoridades públicas a implantação de sistemas de tratamento de água, de saneamento básico, de coleta e disposição adequada de lixo e de políticas sérias de proteção e recuperação de áreas de mananciais, fundos de vale, rios, lagos e nascentes. E aí, quem sabe, se poderá desejar um feliz Dia Mundial e Nacional da Água. Brindemos, é lógico, com água!

Marino Elígio Gonçalves



Escrito por Marino às 20h05
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foto: MMA

 

Divulgo, na íntegra, a nota da Coordenação do Programa de Formação de Educadores/as Ambientais (FEA): 

PROGRAMA FEA NOS MUNICÍPIOS DA BACIA DO PARANÁ III, ÁREA DE INFLUÊNCIA DE ITAIPU E ENTORNO DO PQ NAC. DO IGUAÇU

EDUCAÇÃO POPULAR AMBIENTAL CRIA RAIZES NA REGIÃO

Foi-se o tempo em que a Educação Ambiental era considerada assunto exclusivo de bancos escolares, principalmente de escolas primárias. A situação crítica do Meio Ambiente virou assunto diário em jornais, revistas, programas de rádio e de televisão, além de começar a fazer parte das preocupações da comunidade acadêmica e dos estrategistas, planejadores e executores de políticas públicas. Anos de trabalho de educadores e educadoras ambientais e, recentemente, noticias propagadas pela grande mídia confirmaram a evidencia de que, independentemente de nossa formação acadêmica “somos todos aprendizes”, como sinalizou o Tratado de Educação Ambiental na Rio 92. Na região da Bacia do Paraná III e do entorno do Parque Nacional do Iguaçu, esta questão vem sendo trabalhada intensamente há mais de dois anos, através de uma parceria Ministério do Meio Ambiente e 42 instituições regionais, tendo como instituições âncoras a Itaipu Binacional e o IBAMA/Parque Nacional do Iguaçu. Um Coletivo Educador foi constituído com a participação de 42 instituições e 34 prefeituras, o qual teve, como primeira função, dar início ao Programa de Formação de Educadores/as Ambientais - FEA, através do qual, em 2006, desenvolveu-se um processo de formação para 300 educadores/as ambientais.

Novidades em 2007

Como resultado de sua aprendizagem, os/as integrantes do FEA já começaram a implementar, em seus respectivos municípios e espaços de atuação, Comunidades de Aprendizagem, que hoje reúnem, na região, pelo menos 2.000 (duas mil) “pessoas que aprendem participando” ao desenvolver ações ambientais em seu próprio pedaço. São Comunidades de Aprendizagem centradas na melhoria do ambiente e de qualidade de vida que congregam escolas, pastorais, ongs, movimentos sociais, clubes de serviços, prefeituras, empresas, todos empenhados em aprender o que significa exercer no cotidiano a “ética do cuidado”.

Um passo adiante

Além das Comunidades de Aprendizagem que se espalham pelo território geográfico e facilitam a capilaridade do processo educativo que deve estender-se a todos os cidadãos e cidadãs da região, em março de 2007 foi criado o Núcleo Facilitador do Coletivo Educador, composto por 19 pessoas representativas da região, da diversidade das instituições e da coordenação técnica dos trabalhos para pensar a sustentabilidade deste processo.

 

Agendas se concretizam e complementam:

No dia 16 de março, na Associação Comercial de Medianeira (avenida José Calegari, 700) , das 9h às 16h, os/as integrantes do  Coletivo Educador (PAP2) definirão sua agenda anual de trabalho que inclui a continuidade da formação que deverá permear as instituições envolvidas no conceito de Educação Ambiental, além de dar a conhecer o Núcleo Facilitador responsável pelos encaminhamentos das tutorias e outras ações relacionadas com os Educadores/as Ambientais (PAP3) formados em 2003 e responsáveis pela implantação das Comunidades de Aprendizagem (PAP4). Dia 17, no Centro Popular de Cultura de Medianeira (Avenida Brasil, 1.677 - duas quadras abaixo da Praça Central e ao lado da Escola do Trabalho)  das 9h às 13h,  é a vez dos Educadores e Educadoras Ambientais (PAP3) da região colocarem em comum o que está sendo o universo das Comunidades de Aprendizagem, suas dinâmicas específicas, suas necessidades e de encaminhar uma agenda comum de acompanhamento regional. Os desafios que se apresentam, sem dúvida são muitos. Mas é importante registrar que a região está conhecendo um processo pioneiro de política nacional descentralizada e participativa, no contexto de mais de 150 coletivos educadores que estão sendo implementados em todo o país. Os municípios da Bacia do Paraná III e do entorno do Parque Nacional do Iguaçu estão de parabéns! É o momento de desejar longa vida e muito apoio à Educação Popular Ambiental na região! Coordenação do FEA, março de 2007.



Escrito por Marino às 15h09
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