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WANG YANG - MING (1472 - 1528)

 

O homem é a mente do universo; no fundo, Céu e Terra e todas as coisas são o meu corpo. Existe sofrimento ou amargura das massas que não seja doença e dor em meu próprio corpo? Aqueles que não conhecem doença e dor em seu corpo são pessoas que não têm senso do certo e do errado. O sendo do certo e do errado é conhecimento possuído sem deliberação pelos homens, uma capacidade não adquirida pela aprendizagem. É o que chamamos de conhecimento inato (liang-chih).

 

Wang Yang-ming (ou Wang Shou-jen), o pensador confuciano de maior influência na dinastia Ming (1368-1644) na China, foi herdeiro crítico das duas principais tendências do neo-confucionismo, ou seja, das filosofias de Ch´eng I-ch´uan (1033-1107) e Chu Hsi (1130-1200) de um lado, e de outro, das filosofias de Ch´eng Ming-tao (1032-85) e de Lu Shiang-shan (1138-92). (...) Wang foi na juventude muito influenciado pelo zen-budismo e taoísmo, apesar de rejeitá-los mais tarde por considerar que representavam uma espécie de quietismo que foge das relações sociais. Tal como um mestre zen, ele se iluminou aos 37 anos, depois de um longo período de concentração refletindo sobre situações muito difíceis. Certa vez, ainda jovem, Wang concentrou seus pensamentos nas coisas fora de sua mente, porque seu predecessor Chu Hsi interpretou a importante tese do “Grande Aprendizado” como significando que a “investigação das coisas” haveria de levar à “extensão do conhecimento”, retificando assim a vontade. (...) Mais tarde, ele tomou outro curso e se concentrou no interior da mente. E chegou à idéia do “bom conhecimento” que combina o conhecimento com a ação. (...) Foi o general mais competente de seu tempo e conquistou uma grande reputação como militar, derrotando muitas rebeliões. (...) Dizia: “é fácil derrotar os rebeldes nas montanhas, mas difícil derrotar os rebeldes na mente”. Em 1527, foi chamado a subjugar uma rebelião, e estava sofrendo de uma doença grave. Depois de derrotar a rebelião, voltou para casa e morreu, aos 57 anos; (...) Suas últimas palavras foram: “Minha mente está cheia de luz; não tenho mais nada a dizer”.

 

A exigência básica da filosofia moral de Wang Yang-ming é a unidade de conhecimento e ação. (...) A questão moral decisiva da ética ambiental não é apenas saber o problema do meio ambiente, mas também o que devemos fazer. Essa é uma das razões por que a filosofia moral de Wang Yang-ming é a mais promissora quando aplicada à ética ambiental. “Saber é o início da ação, e fazer é completar o saber ...”. (...)

 

A expressão “o céu sabe” tem origem em algumas versões do confucionismo. Acredita-se que o céu observa nossas boas ações e as más, ainda que ninguém na terra o saiba. (...) Recomenda-se então às pessoas “cuidar-se na solidão”.

 

Todos conhecem a regra de ouro do confucionismo de “Não faças aos outros o que não queres que te façam” (The Analects, 12:2, 5:11). Esse é o espírito do “jen” (“benevolência” ou “amor”, geralmente traduzido como “humanidade”, mas o jen vai muito além da humanidade e abrange todas as coisas). O “jen” é geralmente superposto a cinco outras virtudes (piedade filial, lealdade, o amor ordeiro entre esposos, entre irmãos, confiança entre amigos). (...) Se interpretarmos “jen” como algo parecido com a “benevolência imparcial” dos utilitaristas, então qual é a diferença entre as duas posições?

 

A diferença é esta: esse lema utilitarista na antiga versão da teoria é “a maior felicidade do maior número”. Os utilitaristas expandiram a preocupação moral além da nossa espécie para incluir o bem-estar dos animais (Benthan e Singer), e também para as gerações futuras. Diante de uma crise ambiental em escala global, as pessoas perceberam que, se o ambiente está em perigo, já não existe felicidade para nenhum ser. Assim, um utilitarismo ampliado deverá basear-se em alguma espécie de visão eco-holística. Se nós, como agentes morais avançarmos mais um passo, expandindo os sujeitos morais além dos seres sencientes, e incluirmos nas nossas considerações morais o ambiente natural relacionado às atividades humanas, chegaremos então muito próximo da posição de Wang Yang-ming. (...)

 

Enquanto o utilitarista se concentra nos seres sencientes, o interesse de Yang-ming se voltava para todos os seres inter-relacionados sob o céu. Mas essa visão eco-holística foi abolida e importou-se do Ocidente a tendência dualista sob a pressão das potências ocidentais e passou a prevalecer a dominação da natureza. Mas um gigante industrial e econômico implica um monstro degradador do ambiente. O custo da modernização ainda não é geralmente observado. Apenas alguns filósofos começaram a rever as antigas visões confucianas da natureza, entre eles um proeminente filósofo ambientalista, J. Baird Callicott, que classificou o confucionismo como uma forma de ecologia profunda.

 

Observação: o texto acima foi extraído da obra de Joy A. Palmer, intitulada “50 grandes ambientalistas: de Buda a Chico Mendes”, traduzida por Paulo Cezar Castanheira, editada pela Editora Contexto, no ano de 2006, em São Paulo. Em respeito ao trabalho de Joy A. Palmer, a transcrição acima é literal. Para aqueles/as que desejam aprofundar o conhecimento sobre os ambientalistas ali indicados eu recomendo a leitura da referida obra. Marino Elígio Gonçalves.



Escrito por Marino às 18h06
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SÃO FRANCISCO DE ASSIS (1181/82 - 1226)

 

Quando (São Francisco) considerou a fonte primordial de todas as coisas, encheu-se ainda mais de abundante bondade, chamando todas as criaturas, por menores que fossem, pelos nomes de irmão e irmã porque sabia que vinham da mesma fonte que ele.

 

Ele nasceu em 1181 ou 1182 em Assis, filho de um rico comerciante de tecidos, Pedro Bernardone. (...) Em 1204, caiu doente por um longo período, o que decretou o fim de sua carreira militar. (...) No final de 1204 ou início de 1205, Francisco aparentemente recebeu a sua primeira experiência visionária. Durante aquele mesmo ano ele se viu diante da pobreza e sofrimento em encontros casuais com mendigos. Mas foi o encontro com um leproso, o mais desprezado e temido de todos os rejeitados medievais, que aparentemente mudou a sua vida.

 

Para tristeza de seu pai, ele renunciou às ambições militares e comerciais, vendeu todas as suas posses e abraçou uma vida de pobreza. (...) Entre 1206 e 1208, vivendo como ermitão na Porciúncula, restaurou as capelas de São Pedro e de Santa Maria dos Anjos. Entre 1209 e 1210, Francisco fundou sua ordem e buscou aprovação papal. Ansioso para realizar a reforma da Igreja, o Papa Inocêncio III recebeu Francisco em audiência e subseqüentemente autorizou a ordem itinerante de Francisco e seus seguidores na Igreja Católica. (...) A comunidade cresceu e se expandiu ao longo dos dez anos seguintes e tornou-se um instrumento de reforma papal da Igreja, que culminou nos decretos do Quarto Concílio de Latrão em 1215. (...)

 

Do ponto de vista de uma teologia ecológica, há quatro aspectos de sua pregação que merecem atenção partículas.

 

O primeiro trata da simplicidade. Como já vimos, Francisco causou escândalo pela rejeição da riqueza de seu pai e por se vestir com uma túnica rota e sandálias. (...) Era uma tentativa de imitar Jesus na sua identificação com os pobres e rejeitados. Ao fazê-lo, Francisco vivia a noção profundamente enraizada nos Evangelhos de que a riqueza material era um obstáculo ao progresso espiritual. (...) A simplicidade exigia uma vida igual à do mais pobre dos pobres e a divisão de todas as coisas em comum.

 

O segundo trata da relação de parentesco. Francisco adotava literalmente a afirmação de que o Evangelho deveria ser pregado a “toda criação”. (...) As criaturas são nossos “irmãos” ou “irmãs”. (...)

 

O terceiro trata da generosidade. (...) Um de seus primeiros biógrafos, Tomás de Celano, escreveu: “Ele transbordava de espírito de caridade, demonstrando compaixão não somente pelo homem que passa necessidades, mas até mesmo pelas bestas irracionais, répteis, pássaros e outras criaturas sem sentimentos”. (...) Para avaliar o radicalismo dessa abordagem, basta compará-la com o pensamento do quase contemporâneo de Francisco, São Tomás de Aquino. Para São Tomás havia uma distinção absoluta entre animais e humanos, e estes não poderiam ter “nenhuma amizade” com aqueles porque animais não eram racionais. Ainda que os dois tenham sido canonizados santos e fossem figuras celebradas da Igreja Católica, a diferença entre os dois é quase total. Embora Francisco aceitasse que os humanos dominassem os animais, ele interpretava cristologicamente esse domínio, ou seja, em termos de serviço. (...)

 

O quarto refere à celebração. (...) Francisco via o mundo da criação como um lugar de celebração. (...) Geralmente vistos como matéria inconsciente, ele encara sol, lua, vento, água e fogo como parte da consciência cósmica divina. (...) Inevitavelmente talvez, o exemplo de Francisco acabou sendo eclipsado pelos séculos de pensamento e prática cristãos que se seguiram. A abordagem nitidamente contrária de São Tomás – de muitas formas o fundador do catolicismo romano moderno – teve influência muito maior e trouxe séculos de descaso, e até mesmo insensibilidade, pelo mundo não-humano. (...) Deve-se dizer que muitos cristãos, até mesmo e especialmente os franciscanos, minimizaram a importância da dimensão da atitude amistosa pela ecologia e pelos animais presente em sua pregação.

 

Mas há alguns sinais de que uma insatisfação crescente com as atitudes instrumentalistas e utilitaristas em relação à criação corporificadas na teologia histórica estão incentivando as pessoas religiosas e os teólogos a reexaminar a tradição e redescobrir os elementos genuínos, mas desprezados, da atitude amistosa pela criação que existem dentro dela. (...) “São Francisco está diante de nós como um exemplo de mansidão inalterável e amor sincero com relação aos seres irracionais que fazem parte da criação”, afirmou o Papa João Paulo II no seu sermão em Assis, no dia 12 de março de 1982. “Também nós somos chamados a uma atitude semelhante. Criados à imagem de Deus, devemos torná-lo presente entre as criaturas ‘como mestres inteligentes e nobres e guardiães (sic) da natureza, e não como inconscientes destruidores e exploradores’”.

 

Observação: o texto acima foi extraído da obra de Joy A. Palmer, intitulada “50 grandes ambientalistas: de Buda a Chico Mendes”, traduzida por Paulo Cezar Castanheira, editada pela Editora Contexto, no ano de 2006, em São Paulo. Em respeito ao trabalho de Joy A. Palmer, a transcrição acima é literal. Para aqueles/as que desejam aprofundar o conhecimento sobre os ambientalistas ali indicados eu recomendo a leitura da referida obra. Marino Elígio Gonçalves.



Escrito por Marino às 20h53
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PF e Ibama cobram tipificação do crime de biopirataria

Elton Bomfim – 19/10/2007 – Agência Câmara

 

As espécies mais cobiçadas pela biopirataria são insetos, aracnídeos, serpentes e sapos.

 

Representantes da Polícia Federal, do Ibama e do setor acadêmico solicitaram hoje aos deputados da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional alterações na legislação para facilitar o combate à biopirataria. Atualmente, não há, nas leis do Brasil, a tipificação desse crime.

 

O pedido foi feito durante audiência pública solicitada pelos deputados Marcelo Serafim (PSB-AM) e Rebecca Garcia (PP-AM), para avaliar avanços na legislação e na fiscalização da biopirataria.

 

Alemão preso

O delegado da Divisão de Meio Ambiente da Polícia Federal, Marcelo Andrade, destacou as dificuldades enfrentadas atualmente para se combater esse tipo de crime, citando o caso do alemão Carsten Roloff, detido em 2004 ao tentar sair do Brasil com dezenas de aranhas capturadas em Pernambuco, Goiás e Mato Grosso do Sul. Segundo o delegado, Roloff foi o primeiro 'biopirata' preso. Entretanto, por não haver tipificação do crime, o alemão foi apenas indiciado por tráfico de animais silvestres. (...)

 

(O) assessor da Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama, Marcelo Sauwen Cruz (...) destacou ainda o conflito que há entre dois acordos internacionais assinados pelo Brasil sobre propriedade intelectual. A Convenção de Diversidade Biológica (CDB), ratificada pelo Brasil em 1998, determina que os pesquisadores façam consulta prévia junto a órgãos estatais para então encaminhar o pedido de patente. No entanto, outro acordo estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e ratificado pelo Brasil em 1996 garante a propriedade intelectual ao pesquisador. "A compatibilização entre esses acordos é um ponto fundamental para manter nosso patrimônio genético seguro", disse Marcelo Cruz.

 

Animais cobiçados

O assessor informou que as espécies mais cobiçadas pela biopirataria são insetos, aracnídeos, serpentes e sapos. Segundo ele, já há pelos menos dez patentes, registradas nos Estados Unidos, Europa e Japão, do kambô (conhecido popularmente como vacina do sapo), que possui substâncias analgésicas e antibióticas.   

Marcelo Cruz citou ainda o caso do Captopril (remédio contra hipertensão) que foi patenteado por um laboratório norte-americano e é produzido a partir do veneno da jararaca. Esse laboratório, segundo ele, lucra 5 bilhões de dólares por ano com esse medicamento. O assessor destacou ainda que o jaborandi tem 34 patentes registradas no exterior, 18 delas nos EUA.

 

Trabalho articulado

Cruz ressaltou a importância do trabalho articulado entre o Ibama, a Polícia Federal, a Receita Federal, a Infraero e os Correios. Em 2006, segundo ele, apenas a Receita Federal apreendeu em aeroportos 270 aracnídeos, 109 grilos, 2.034 borboletas, 10 cupins, 210 pupas de mariposa vivas e 13 onicóforos (invertebrado com corpo anelado de verme e patas em forma de garra).

 

 



Escrito por Marino às 08h22
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VIRGÍLIO (70 – 19 a.C)

 

Então há todas as cidades famosas, laboriosamente construídas, empilhadas todas sobre a rocha por mãos humanas, com os rios deslizando ao pé dos muros ancestrais. Devo mencionar os mares Adriático e Toscano? Ou os grandes lagos? – tu, o Como, o maior dos lagos, e tu, lago Garda, cujas ondas imitam o estrondo do mar? Ou deveria mencionar as baías, e os diques impostos ao lago Lucrino, e o mar bramindo a sua indignação? [...] essa mesma terra traz de suas veias rios de prata e minas de bronze, e despeja inundações de ouro. Foi esta a terra que produziu uma feroz raça de homens, os marsianos e a raça sabina, os ligurianos acostumados à dureza e os volsianos, com seus dardos, esta terra que produziu os decii, os marii, os grandes camilli, e os scípios endurecidos na guerra, e tu, grande César, que hoje, vitorioso nas praias distantes da Ásia, expulsas os indianos das colinas de Roma. “Elogio da Itália”, Geórgicas 2.155-76

 

Acredita-se que o poeta romano Virgílio tenha nascido no dia 15 de outubro do ano 70 a.C. em Andes, uma aldeia próxima de Mântua; o escritor Macrobius, da antiguidade recente disse que ele “nasceu em Vêneto de pais agricultores e foi criado entre os bosques e os arbustos”. Foi educado em Cremona e Milão antes de ir para Roma; (...) No final dos anos 40, ele escreveu sua primeira grande obra, as Éclogas (provavelmente publicada em 39 ou 38 a.C.), um livro de dez poemas pastorais em que um dos temas foi o confisco de terras em 42 a.C. para instalar os veteranos de Otávio (o futuro Augusto) depois da guerra civil contra os assassinos de Júlio César.

 

Virgílio entrou para o círculo de Mecenas, patrono da literatura e íntimo de Otávio, a quem dedicou os quatro volumes das suas Geórgicas, na forma de um poema didático sobre a agricultura, provavelmente publicado em 29 a.C., ano do triplo triunfo de Otávio dois anos após a batalha decisiva de Actium, em que este derrotou Antônio e Cleópatra e assim deu fim a duas décadas de guerra civil. Durante os dez últimos anos de sua vida, Virgílio trabalhou na Eneida, um épico no estilo de Homero sobre as aventuras e guerras do herói troiano Enéas, arquétipo do fundador e ancestral de Augusto (nome adotado por Otávio em 27 a.C., quando consolidou o poder em Roma). Ao voltar de uma viagem à Grécia, Virgílio morreu de febre em Brindisi no dia 20 de setembro de 19 a.C., sem dar os toques finais na Eneida. Seu último desejo de que se queimasse o poema foi rejeitado por Augusto. (...)

 

As Écoglas representam uma forma simples de sociedade humana: pastores ligados entre si pela amizade desfrutam idealmente de uma relação íntima e sem problemas com os animais sob seus cuidados e com a paisagem que habitam. As Geórgicas tratam da competência e tecnologia necessárias ao trato da terra; a relação entre homem e natureza – animal, mineral e vegetal – é então uma relação tanto de dominação imperialista e militarista, quanto de uma coexistência mais colaborativa. O tema final da Eneida é a fundação da grande cidade de Roma e de um povo cuja máquina militar haveria de conquistar o mundo. Mas é também um poema sobre a Itália e as sociedades agrícolas e as paisagens italianas; (...)

 

Durante grande parte dos últimos dois mil anos, a idéia pastoral tem sido uma tradição principalmente virgiliana. A inacessibilidade aos séculos sem marcas gregas do próprio modelo de Virgílio, as Bucólicas de Teócrito, ocultou as origens do pastoral como um gênero semi-realista e ligado à terra. (...) Fundamental na visão pastoral de Virgílio é o sentido da vida em harmonia com a natureza, mas sob ameaças externas, como a guerra civil e os confiscos de terra, e internas, acima de tudo sob a forma da paixão erótica. (...)

 

A visão virgiliana da relação do homem com seu meio ambiente é multifacetada. O Império Romano é ora a realização histórica de uma simpatia estoicamente colorida entre o homem e o mundo natural, ora a subjugação violenta e moralmente questionável de povos e paisagens indignadas. O homem derruba as florestas para trazer as bênçãos da agricultura, mas as árvores também são seres vivos sagrados que não deveriam ser violados. A paisagem urbana é prova do progresso político e cultural do homem, mas a cidade é também o cenário da corrupção luxuriante da virtude do primitivo. A ciência e tecnologia humanas são objetos de espanto e admiração, mas existe um lugar para o mistério na abordagem dos segredos do mundo natural. Pode-se acusar Virgílio de incoerência, ou pode-se ver nele um comentador extremamente sensível das complexidades e dilemas de uma civilização urbana avançada. Apesar de todas as diferenças entre a Roma do final do século I a. C. e a sociedade global pós-cristã de alta tecnologia do século XXI, algumas dessas complexidades ainda parecem familiares.

 

Observação: o texto acima foi extraído da obra de Joy A. Palmer, intitulada “50 grandes ambientalistas: de Buda a Chico Mendes”, traduzida por Paulo Cezar Castanheira, editada pela Editora Contexto, no ano de 2006, em São Paulo. Em respeito ao trabalho de Joy A. Palmer, a transcrição acima é literal. Para aqueles/as que desejam aprofundar o conhecimento sobre os ambientalistas ali indicados eu recomendo a leitura da referida obra. Marino Elígio Gonçalves.



Escrito por Marino às 08h26
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RARIDADES DA NATUREZA

 

UOL Notícias

16/10/2007

 

Peixe-caixa é visualizado no Mar Celebes, nas Filipinas; por meio de câmera operada por controle remoto, pesquisadores filipinos e norte-americanos exploram espécies submarinas no local.

 



Escrito por Marino às 13h08
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Uol

RARIDADES DA NATUREZA

 

UOL Notícias

16/10/2007

 

Pesquisadores filipinos e norte-americanos usam câmera operada por controle remoto e exploram espécies que ficam a uma profundidade de cerca de 1,5 km, como esta medusa, nas Filipinas.

 



Escrito por Marino às 13h07
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