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arquivo pessoal

Recebi da amiga e militante ambiental Felomena, de Umuarama-PR., o artigo abaixo de Leonardo Boff. Por sua força de reflexão não poderia deixar de publicá-lo. Se você tiver algum artigo e também queira que eu o divulgue basta me enviar (marino@irapida.com.br). Marino Elígio Gonçalves.

 

Retirada sustentável

Leonardo Boff

 

Aos grandes meios de comunicação passou despercebido o impressionante discurso que o Presidente da Bolívia Evo Morales fez em outubro nas Nações Unidas. Falou menos como chefe de Estado e mais como um líder indígena, cuja visão da Terra e dos problemas ambientais está em claro confronto com o sistema mundial imperante.

 

Denuncia  sem rodeios: "a doença da Terra chama-se modelo de desenvolvimento capitalista" que permite a perversidade de "três famílias possuírem ingressos superiores ao PIB dos 48 países mais pobres" e que faz com que "os Estados Unidos e a Europa consumam em média 8,4 vezes mais do que a média mundial". E fez uma ponderação sábia e de graves conseqüências: "perante esta situação, nós, os povos indígenas e os habitantes humildes e honestos deste Planeta, acreditamos que chegou a hora de fazer uma parada para reencontrarmos as nossas raízes com respeito à Mãe Terra, com a Pachamama como a chamamos nos Andes".

  

O alarme ecológico provocado pelo aquecimento global já iniciado deve produzir este primeiro efeito: fazermos uma parada para repensarmos o caminho até agora andado e criarmos novos padrões que nos permitam continuar juntos e vivos neste pequeno planeta. Temos, sim, que reencontrar nossas raízes terrenais. Urge que reconquistemos a consciência de que homem vem de humus (terra fecunda) e que Adão vem de Adamah (terra fértil). Somos Terra que sente, pensa, ama e venera. E agora, devido a um percurso civilizatório de alto risco, montado sobre a ilimitada exploração de todos os recursos da Terra e da vontade desenfreada de dominação sobre a natureza e sobre os outros, chegamos a um ponto crítico em que a sobrevivência humana corre perigo.

  

Assim como está não podemos continuar, caso contrário, iremos ao encontro de nossa própria destruição. Ainda recentemente observava Gorbachev: "precisamos de um novo paradigma civilizatório porque o atual chegou ao seu fim e exauriu suas possibilidades; temos que chegar a um consenso sobre novos valores ou em 30 ou 40 anos a Terra poderá existir sem nós". Conseguiremos um consenso mínimo quando sabemos que o capitalismo e a ecologia obedecem a duas lógicas contrárias? O primeiro se preocupa em como ganhar mais dominando a natureza e buscando o benefício econômico e a ecologia como produzir e viver em harmonia com a natureza e com todos os seres. Há aqui uma incompatibilidade de base. Ou o capitalismo se nega a si mesmo e assim cria espaço para o modo sustentável de viver ou então nos levará fatalmente ao destino dos dinossauros. Mas somos confiantes como Evo Morales que em seu discurso enfatizou: "tenho absoluta confiança no ser humano, na sua capacidade de raciocinar, de aprender com seus erros, de recuperar as suas raízes e de mudar para a reconstrução de um mundo justo, diverso, inclusivo, equilibrado e harmônico com a natureza".

  

Consola-nos a sentença do poeta alemão Hölderin: "Quando grande é o perigo, grande é também a chance de salvação". Quando, dentro de anos, atingirmos o coração da crise e tudo estiver em jogo, então valerá o máxima da sabedoria ancestral e do

cristianismo dos primórdios: "em caso de extrema necessidade, tudo se torna comum". Capitais, saberes e haveres serão participados por todos para poder salvar a todos. E nos salvaremos, com a Terra.



Escrito por Marino às 10h19
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arquivo pessoal de Rosimeire A. Faccin

ENCONTRO PARANAENSE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM MARINGÁ

 

Foi realizado em Maringá, nos dias 26 a 28 de outubro pp, o X Encontro Paranaense de Educação Ambiental. Foram mais de 600 participantes vindos de várias regiões do país, que participaram de palestras, mesas redondas, apresentações de artigos, painéis e de atrações culturais que, na avaliação geral, foi reconhecido como um dos melhores e qualificados encontros sobre educação ambiental já realizados no Estado do Paraná.

 

Particularmente, também comungo com essa avaliação. Participei do encontro e apresentei um trabalho que faz parte dos anais do evento, sob o título “Apontamentos Críticos sobre a Educação Ambiental”. Nas várias salas foram apresentados diversos trabalhos e, todos eles de muito bom nível. Alguns traziam a experiência de processos educativos ambientais de grande êxito, seja local ou mesmo regional. E o que foi muito positivo foi a troca de experiências que, certamente, é um bom indicativo de que se está fazendo algo para a mudança da cultura ambiental brasileira.

 

O êxito do evento pode ser medido também pela inscrição de vários municípios para organizar e realizar o XI EPEA. Em consenso ficou decidido que o próximo encontro no ano que vem será realizado em Londrina.

 

Maringá foi a organizadora desse X EPEA e, como não poderia ser diferente, várias instituições de ensino se fizeram presentes. Destaco o Colégio Estadual Juscelino Kubistchek – o JK. Referida instituição, que possui um dos mais concorridos cursos de técnico ambiental, foi representado por várias professoras e alunas e alunos. A foto acima ilustra bem isso. A preocupação com a formação ambiental de seu corpo docente e discente tem sido o grande fator de sucesso daquela instituição.

 

Esperemos que o XI EPEA em Londrina seja tão qualificado como foi este em Maringá. Lá estaremos com certeza.

 

Marino Elígio Gonçalves.

 



Escrito por Marino às 09h01
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MMA lança kit de publicações sobre educação ambiental

06/11/2007 - ASCOM

Grace Perpétuo

Primeira publicação brasileira a receber o Selo de Reconhecimento da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014) da Organização das Nações Unidas (ONU), o kit de publicações Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis: Uma Coletânea para Pensar e Agir será lançado nesta quinta-feira (8), a partir das 8h30, no hall de entrada da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara dos Deputados. O kit, que tem edição limitada, contém documentos técnicos do Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA) do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Cultura e a Ciência (Unesco).

O lançamento ocorrerá pouco antes da realização do seminário Metrópoles Sustentáveis: Responsabilidades Individuais e Coletivas, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e a CDU. No evento serão apresentadas iniciativas variadas, de autoria de diferentes segmentos da sociedade, que enfrentam um desafio comum: fomentar mudanças comportamentais, de atitudes e de valores naqueles que hoje vivem em grandes regiões metropolitanas. Aberto ao público, o encontro ocorrerá na plenária da CDU e contará com a participação do Departamento de Educação Ambiental do MMA.



Escrito por Marino às 09h24
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MICHEL DE MONTAIGNE (1533-92)

 

Quando brinco com minha gata, quem sabe se ela não está se divertindo comigo, e não eu com ela?

 

Advogado por profissão, foi por duas vezes prefeito de Bordéus e personagem menor no cenário político nacional, num período em que a França foi assolada por uma guerra civil religiosa de selvageria sem paralelo. Em 1571, decidiu se retirar para a “paz e segurança” de sua biblioteca e de suas próprias reflexões. (...) 1571 marcou o início dos anos de estudo, ruminação e escrita que resultaram nos Ensaios. (...)

 

Montaigne trabalhou nos ensaios até sua morte, e uma edição póstuma, em 1594, contém extensas inserções no corpo do texto. Bem antes disso, Montaigne havia determinado o assunto de seus livros, e esse assunto era ele próprio. Isso foi uma revolução na história do pensamento europeu. Nenhum autor, antes de Montaigne havia feito de si o tema de seu próprio livro (...) Os Ensaios de Montaigne têm uma estrutura indefinida, mas são extraordinariamente inteligentes e críticos, meditações sobre suas respostas à total diversidade de sua própria experiência, leituras, interações sociais, hábitos, meio ambiente, reflexões, sensações e suas predisposições corporais. (...) Os Ensaios de Francis Bacon não poderiam ter sido concebidos sem ele. Descartes, Pascal e todos os principais pensadores do século XVII partem de perguntas propostas por Montaigne, ainda, sob a influência da Revolução Científica, eles tenham chegado a uma visão de mundo muito diferente. As Confissões de Jean-Jacques Rousseau, o grande ensaio autobiográfico que se seguiu na Europa, são claramente descendentes de Montaigne (...) Como pensador ambientalista (um conceito que ele não poderia ter reconhecido, embora pensasse sobre o meio ambiente), Montaigne pode ser considerado sob três aspectos: sua reação às atitudes típicas de sua classe social; suas reflexões sobre a “natureza”; e o lugar dos animais na sua visão cética das pretensões humanas de superioridade na ordem natural (...). 

 

A discussão mais sistemática da relação geral do homem com outros habitantes de seu ambiente está na longa Apologia (ou Defesa) de Raymond Sebond (Livro II, n. 12). Serve como introdução a uma tradução, encomendada a Montaigne, da Teologia Natural de Sebond, escrita no início do século XV. Sebond havia afirmado que a verdade pode ser lida no Livro da Natureza, mas somente se quem observa a natureza e a interpreta o fizer à luz da revelação cristã. Aqui, o tema força Montaigne a investigar as atitudes teológicas tradicionais com relação ao mundo natural e a explorar as ciências cosmológicas, psicológicas e biológicas de sua época. (...) Montaigne acumula evidências em dois tópicos: primeiro, mostrar que as opiniões sobre as operações da natureza são incoerentes e contraditórias; segundo, mostrar como o homem é uma criatura frágil, apesar de sua muito louvada capacidade de raciocínio sobre a qual se funda a presunção de poder governar o restante da criação. Este segundo tema é tratado por ele por meio de um copioso inventário de exemplos em que os animais envergonham os homens por sua capacidade de se comunicar, pelas habilidades criativas, engenhosidade, seus poderes de dedução, memória, virtudes morais de fidelidade e coragem, e muitas outras. (...)

 

Ao enfatizar o papel dos animais na cultura humana e submeter as suas carcaças ao olhar espantado do possuidor de uma curiosidade de gabinete, as enciclopédias e coleções tendiam a promover uma visão antropomórfica do mundo animal, de maneira tão eficaz quanto as lentes morais e cristológicas através das quais seus predecessores medievais leram o Livro da Natureza. O objetivo de Montaigne não é mostrar como os homens devem entender a natureza e sentir-se bem nela, mas afligir o homem, mostrar que sua reivindicação de superioridade sobre os animais é constantemente solapada pelos contra-exemplos.

 

A atitude generosa e gentil de Montaigne para com as criaturas não-humanas foi produto de uma mentalidade pré-científica. Para ele, o meio natural era um conjunto de formas móveis, um parque de diversões para sua mente ágil.  (...) Para Descartes, os animais eram mecanismos funcionais sem pensamento, linguagem ou sensação. O respeito de Montaigne pelos animais sobreviveu à Revolução Científica nas fábulas de La Fontaine. Também nele os animais têm seu modo de comunicação e dão uma lição à humanidade.

 

Observação: o texto acima foi extraído da obra de Joy A. Palmer, intitulada “50 grandes ambientalistas: de Buda a Chico Mendes”, traduzida por Paulo Cezar Castanheira, editada pela Editora Contexto, no ano de 2006, em São Paulo. Em respeito ao trabalho de Joy A. Palmer, a transcrição acima é literal. Para aqueles/as que desejam aprofundar o conhecimento sobre os ambientalistas ali indicados eu recomendo a leitura da referida obra. Marino Elígio Gonçalves.



Escrito por Marino às 10h59
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