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DEU NA MÍDIA

 

Parar o desmatamento não salva Amazônia, dizem cientistas

14/12/2007 - 10h19 – UOL - Denize Bacoccina - De Brasília

Se todo o desmatamento das últimas décadas - que já destruiu 17% da Amazônia brasileira - cessasse hoje, ainda assim a floresta continuaria a correr riscos com o aquecimento global, de acordo com cientistas ouvidos pela BBC Brasil.

"Se o resto do mundo não fizer nada e o Brasil parar totalmente o desmatamento, aquela possibilidade de savanização continua exatamente a mesma", diz o pesquisador Antonio Manzi, gerente-executivo do projeto LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

As emissões de gases que causam o efeito estufa são o principal risco à floresta, porque estão provocando o aquecimento do planeta como um todo.

Eles são causados, segundo os cientistas, principalmente pela queima de combustíveis fósseis nos países desenvolvidos. De acordo com especialistas, o desmatamento contribui com cerca de 20% das emissões, e a floresta brasileira com cerca de 6%.

"Do ponto de vista das mudanças climáticas, só vale a pena preservar se mudar a matriz energética mundial, com redução do uso de combustíveis fósseis", diz Manzi.



Escrito por Marino às 11h33
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BASHÔ (1644-94)

 

A castanheira diante dos beirais

Em floração magnífica

Não é vista

Pelos homens deste mundo.

 

Considerada por muitos como parte da melhor literatura japonesa, a obra de Bashô é um importante desenvolvimento epítome das atitudes culturais medievais japonesas com relação ao mundo natural, e enfatiza um elevado senso de unidade com a natureza, muito ressaltado nas expressões artísticas posteriores do zen budismo. (...)

 

Acredita-se que Matsuo Kinsaku, que mais tarde iria adotar o nome Bashô, tenha nascido em 1644 numa família samurai a serviço do senhor de Ueno, a sudeste de Kioto, então capital do Japão. Ainda menino, foi pajem de Tôdô Yoshitada, o filho mais velho do senhor feudal da região – e seus deveres de pajem e companheiro o colocaram em contato com a literatura das classes dominantes. Os dois rapazes tinham em comum o interesse pela poesia, e, à medida que aumentava a sua amizade, eles se influenciaram e incentivaram mutuamente, particularmente na criação do haicai. Havia entre as classes mais ricas do Japão medieval uma antiga tradição literária de construir em conjunto o renku (ou renga), poemas ligados de trinta e cinco, cinqüenta ou cem versos. (...) Os primeiros versos de Bashô de que se tem registro datam desse tempo com o Yoshitada, no início dos anos 1660.

 

Em 1666, Yoshitada morreu subitamente e a dor de Bashô o levou a deixar o serviço da família governante, e assim renunciar ao status de samurai. (...) Entre 1667 e 1671 seus versos foram incluídos em quatro antologias, e em 1672 conseguiu publicar haicai Kai Oi [O jogo da concha], seu registro de um concurso de haicai que marcou o início de sua prosa crítica.

 

Em 1672, com vinte e oito anos, sai de Kioto para uma viagem a Edo. (...) O povo de Edo deu-lhe de presente uma casinha circundada de bananeiras, o Ermitério das Bananeiras [Bashô An] de que Bashô tomou o nome. Mas não se sentia completamente satisfeito com um estilo de vida estático e partiu no que foi a sua primeira grande viagem em 1684 – sempre se referia a si próprio como sem lar e com certeza tinha poucas posses. Enquanto viajava, continuou compondo renku e haicais e escreveu seu primeiro diário de viagem: Nozarashi [Os Registros de um esqueleto exposto ao tempo]. (...) Duas antologias poéticas de 1686, Kawasu Awase [Concurso dos sapos] e Haru no Hi [Dia de Primavera], incluem o seu famoso haicai do sapo, que é geralmente usado como exemplo paradigmático do estilo poético de Bashô:

 

         A velha lagoa;

         O sapo mergulha –

O som da água.

 

Oku no Hosomichi [A estrada estreita para o norte misterioso] (...) É considerado a maior realização literária de Bashô, combinando prosa e poesia concisas e vivas numa peça arrebatadoramente unificada. (...) Bashô morreu em 1694, durante uma peregrinação a Osaka. Cerca de mil haicais lhe são atribuídos. Ele definiu o haicai como uma forma poética séria e profunda que captura a pureza e a unidade na imediação da experiência do mundo natural. (...)

 

Muitas palavras e frases adquiriram conotações de estações e de atividades sazonais, trazendo à mente mais que o quadro inspirado pelos significados literais da palavra. Por exemplo, “botão” (hana) num poema significa o botão ornamental de cerejeira e a imagem associada desse botão dançando à brisa morna da primavera. Essa “logopoeia” permitiu aos poetas condensar muitas imagens numa frase simples. (...) as estações e a natureza permaneceram fundamentais para a poesia japonesa posterior à medida que o haicai amadurecia, tanto que todo haicai – pelo menos na sua forma tradicional -, para ser completo, deve fazer referência a uma estação. É a concentração das “imagens” associadas, abrangendo todos os sentidos, que paradoxalmente torna tão puro o haicai. O “plop” do mergulho do sapo na velha lagoa, junto com a imobilidade, as ondas da água e o raio de cor evocado pelo “som da água”, nos traz a imaginação do momento que descrições mais longas não conseguem evocar. Assim, no haicai encontramos a suprema expressão estética da experiência de um ser pensante em relação com o mundo natural. E, Bashô foi, sem dúvida, um dos grandes mestres do haicai. No entanto, seu gênio abarca mais do que a inteligência do seu estilo. (...)

 

Bashô também se vale explicitamente da “[...] fusão das dimensões religiosa e literária da experiência humana” japonesa, uma recusa deliberada de separar aspectos diferentes de uma experiência onde tal separação fosse possível. (...)

 

Ele tenta o impossível para nós: levar-nos a um vislumbre não mediado do mundo real das coisas naturais em que a flor é gloriosa e bela e depois fenece e morre, para voltar no ano seguinte, cada flor nova e única. Apenas quando se atinge um estado de iluminação pode-se aperfeiçoar essa visão, pois somente então teríamos consciência das ligações entre todas as coisas vivas e a mente-Buda. (...)

 

Os versos de Bashô aparecem hoje em quase todas as coleções de inspiração zen. É também citado e usado por escritores budistas para forjar uma ligação entre o zen e a ecologia profunda, mas, no fim, é a pureza simples de sua prosa e poesia que mantém viva a sua preocupação pelo mundo natural e atrai continuamente novos leitores.

 

 

Observação: o texto acima foi extraído da obra de Joy A. Palmer, intitulada “50 grandes ambientalistas: de Buda a Chico Mendes”, traduzida por Paulo Cezar Castanheira, editada pela Editora Contexto, no ano de 2006, em São Paulo. Em respeito ao trabalho de Joy A. Palmer, a transcrição acima é literal. Para aqueles/as que desejam aprofundar o conhecimento sobre os ambientalistas ali indicados eu recomendo a leitura da referida obra. Marino Elígio Gonçalves.



Escrito por Marino às 09h43
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