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ENERGIA NUCLEAR

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

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Novas audiências públicas para discutir Angra 3

 

Ascom/MMA - 30/Jan/2008

 

O Ibama determinou a realização de mais três audiências públicas para discutir a construção da unidade três da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, Usina Angra 3. Elas acontecerão nos dias 25, 26 e 27 de março, nos municípios de Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro respectivamente. Novamente será discutido o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental, (EIA-Rima), da Usina.


A determinação do Ibama atende à liminar do juiz da 1ª Vara Federal de Angra dos Reis. Apesar do EIA_RIMA de Angra 3 já ter sido discutido em 17 reuniões prévias em Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro e ainda em quatro audiências públicas, nos referidos municípios e na cidade do Rio de Janeiro, além de uma audiência complementar ocorrida na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.


Para o diretor de licenciamento, Roberto Messias, “o empreendimento já foi amplamente discutido e analisado publicamente, entretanto, novas audiências são sempre oportunidades para os que ainda não externaram suas dúvidas e opiniões o façam”.


A relação com os locais onde encontram-se o EIA-RIMA foi publicada no diário oficial da união do dia 25 de janeiro de 2008. E está disponível na página da diretoria de licenciamento www.ibama.gov.br/licenciamento.

 



Escrito por Marino às 09h28
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TRANSGÊNICOS

São Paulo, Brasil — Iniciativa acontece depois de ação judicial do Ministério Público de SP, baseada em denúncia feita pelo Greenpeace em 2005.

Greenpeace – 14/jan/2008

 

Começaram a chegar às prateleiras dos supermercados brasileiros os primeiros produtos rotulados como transgênicos desde que a lei de rotulagem entrou em vigor em 2004. O óleo Soya, um dos mais vendidos do mercado brasileiro, é o primeiro a ostentar o símbolo de produto geneticamente modificado (uma letra T no meio de um triângulo amarelo) no país. A embalagem também traz o aviso: “Produto produzido a partir de soja transgênica”.

 

A rotulagem do óleo Soya em todo o território nacional só aconteceu graças à denúncia que o Greenpeace fez em outubro de 2005, comprovando que a soja usada pelas empresas Bunge (fabricante do óleo Soya) e a Cargill (fabricante do óleo Liza) era geneticamente modificada. Em setembro do ano passado, o Ministério Público de São Paulo se baseou na denúncia do Greenpeace para entrar na Justiça com uma ação civil pública exigindo a rotulagem de ambos os produtos.

 

“É uma tremenda vitória, mas ainda há muito o que fazer. As margarinas e maioneses da marca Soya, por exemplo, não estão rotuladas ainda”, afirma Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace, lembrando ainda que a Cargill também foi citada na ação judicial mas não rotulou nenhum de seus óleos e demais produtos.

 

O Greenpeace entrou em contato com a Bunge para saber a extensão da rotulagem nos produtos da empresa e recebeu a seguinte resposta do diretor de Comunicação Corporativa, Adalgiso Telles: “Como nós entendemos que pode eventualmente haver alguma preocupação por parte de alguns consumidores em relação à presença de transgênicos, resolvemos agir pró-ativamente e rotular nosso óleo de cozinha Soya, mesmo sabendo que os óleos vegetais não contêm nem 1% de componente transgênico, porcentagem a partir da qual a lei exige a rotulagem, para melhor atender consumidores que considerem isso relevante.”



Escrito por Marino às 09h19
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL

 

Marcos Sorrentino/Diretor de Educação Ambiental do MMA/google

DEA participa de Foro na República Dominicana

Grace Perpetuo – ASCOM/MMA - 28/01/2008

 

O Ministério do Meio Ambiente participa até 1º de fevereiro, da 16ª Reunião do Foro de Ministros de Meio Ambiente da América Latina e do Caribe, a ser realizada em Santo Domingo, capital da República Dominicana. O encontro será dividido em dois momentos: em segmento preparatório, reunindo especialistas ambientais, entre domingo (27) e terça-feira (29); e em segmento ministerial, entre quarta-feira (30) e sexta-feira (1º de fevereiro). Em pauta, quatro grandes eixos temáticos definidos em reuniões preparatórias anteriores: o manejo integrado de ecossistemas; as mudanças climáticas; a transversalidade de políticas ambientais; e a governança ambiental internacional.

 

O Departamento de Educação Ambiental (DEA) do MMA estará presente ao encontro com o objetivo específico de propor que o Brasil seja o próximo país a assumir a coordenação do Programa Latino-americano e Caribenho de Educação Ambiental (Placea), lançado em 2005, na última Reunião do Foro de Ministros de Meio Ambiente da América Latina e do Caribe. O momento é oportuno, pois o mandato da Venezuela, último país-coordenador, expirou em 2007. Caso a proposta seja aceita, a coordenação do Placea, no período 2008-2010, seria exercida pelo Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA).

 

Uma carta foi enviada pelo DEA aos chefes dos ministérios de Meio Ambiente dos países participantes. Nela, o diretor do departamento, professor Marcos Sorrentino, reitera a importância do Placea como instrumento de cooperação, integração e fortalecimento regional. O diretor expõe também alguns dos fatores que validam a disposição brasileira de coordenar o programa - como a implementação descentralizada e participativa da Política e do Programa Nacional de Educação Ambiental, que resultou na proposição do sistema Nacional de Educação Ambiental; a experiência adquirida por meio de conexões estabelecidas com os países africanos de língua portuguesa; a organização da quinta edição do Congresso Ibero-americano de Educação Ambiental; e a participação em eventos e espaços internacionais de recomendação e tomada de decisão na área das políticas ambientais e da educação ambiental.

 

Na carta, Sorrentino reitera que o diálogo democrático com os países envolvidos é prioridade na proposta brasileira de coordenação do Placea, e sugere algumas ações para uma possível gestão brasileira - entre elas, intensificar a legitimidade política do Placea em todo o mundo; e, na América Latina e Caribe, fortalecer e potencializar as redes de diálogo entre educadores ambientais da região; atualizar o exame sobre o estado da arte da educação ambiental nos países envolvidos; articular em âmbito regional a implementação da Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, de acordo com a identidade latino-americana da educação ambiental; e participar das instâncias decisórias sobre políticas e programas internacionais em educação ambiental representando a região, por exemplo. 



Escrito por Marino às 17h11
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DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

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Pecuarista rejeita rótulo de "vilão" da natureza

 

Para Fernando Vieira, expansão da fronteira agrícola aliviou crise social no Sul

Folha de São Paulo – Rodrigo Vargas – 28/janeiro/2008, Ciência

 

Natural de Barretos (interior de São Paulo), o pecuarista Fernando Antônio Vieira, 68, chegou à região de Alta Floresta (MT) em 1975, no início do projeto de colonização que faria nascer a cidade. Hoje dono de três fazendas, onde cria um dos maiores rebanhos bovinos da região, ele rejeita o rótulo de "vilão" da natureza "imposto pelas regiões Sul e Sudeste”.  

 

FOLHA - Como o setor tem acompanhado a repercussão do anúncio dos números do desmatamento?

FERNANDO VIEIRA - O que chama a atenção é que não se fala das pessoas que trabalham aqui. É como se houvesse só a floresta. E somos mais de 20 milhões na Amazônia. A colonização nesta região deu um desafogo em Estados superpovoados, principalmente os do Sul. Eu não sei o que seria hoje desses Estados se não tivesse surgido essa válvula de escape oferecida pelas fronteiras agrícolas. Isso evitou o agravamento de problemas sociais.

 

FOLHA - Como era a região em 1975, quando o sr. chegou?

VIEIRA - Era mato. Somente mato. Na época, a documentação da empresa colonizadora já dizia que era preciso conservar as castanheiras e que seria preciso seguir a legislação e manter 50% de áreas preservadas [hoje, a reserva legal é de 80%]. Nós atendemos a um chamamento do governo para que viéssemos ocupar a região.

 

FOLHA - Mas não se desmatou além da conta?

VIEIRA - Ninguém iria se aventurar a sair dos grandes centros e vir para cá se não fosse para trabalhar e ganhar dinheiro. Houve exageros nesse período? Houve. Mas o que queremos hoje é parceria com o governo.

 

FOLHA - Como assim?

VIEIRA - A produção de grãos e de gado é importante para o país. Hoje, se nós precisamos fazer algum ajuste, temos que fazer em conjunto. Nós queremos parceria, não repressão.

 

FOLHA - Como é possível a coexistência da floresta e da pecuária?

 

VIEIRA - O pecuarista tem que trabalhar dentro da lei. Agora, o governo também precisa cumprir a sua parte. Se vão fazer o recadastramento das propriedades por satélite é fundamental que o Incra esteja estruturado para analisar as imagens. Do contrário, o processo vai se arrastar por longos anos e as nossas atividades ficarão paralisadas. É preciso punir quem precisa ser punido. Aqui a maioria é trabalhadora, que não merece ser tratada com polícia e repressão. Não somos bandidos.

 

 

É mole ter de ler isso? O que passa na cabeça de um cidadão que sabe que sua maneira de agir coloca em risco um dos principais biomas do Planeta Terra? Por quê pensar de modo tão egoísta quando se sabe da importância de se manter preservado e equilibridado o meio ambiente também para as gerações futuras? Por quê? ... Marino Elígio Gonçalves.

 



Escrito por Marino às 16h23
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DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

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Municípios temem crise no MT com plano da Amazônia

Uol – Notícias - Nelson Francisco - Cuiabá 28/01/2008 - 15h09

 

As medidas anunciadas pelo governo para conter o desmatamento na Amazônia estão causando apreensão entre produtores rurais e prefeitos de 19 municípios de Mato Grosso que integram a "lista suja" do Ministério do Meio Ambiente.

 

Entidades como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), sindicatos rurais e indústrias madeireiras temem uma estagnação econômica em 31 mil propriedades, como ocorreu em 2005 após Operação Curupira, que mandou para a cadeia empresários e servidores públicos acusados de corrupção.

 

Juntos, esses municípios são responsáveis por 20% da produção pecuária do Estado e 11% da produção de soja, segundo a Famato. A partir de amanhã, produtores rurais e prefeitos estarão em Brasília para discutir com o governo os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) na semana passada. Eles temem que as ações de prevenção e controle do desmatamento, anunciadas pelo Ministério do Meio Ambiente, inviabilizem a atividade econômica nos municípios.

 

Em nota, a Famato informou que os instrumentos para controle do meio ambiente são legítimos, mas lembra que os produtores rurais estão buscando se adequar à legislação brasileira. A entidade critica a ausência do Estado para administrar as questões ambientais. "Os produtores rurais do Estado de Mato Grosso têm demonstrado formalmente o desejo de adequarem suas propriedades às exigências da complexa legislação brasileira."

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, José Aparecido dos Santos, discorda dos números do desmatamento apresentados pelo Inpe. "Os prefeitos têm que saber se de fato ocorreu todo esse desmatamento em seus municípios para tomarmos providências", disse ele, informado que os prefeitos vão se reunir na quarta-feira em Cuiabá para debater o assunto.

 

É sempre assim! Basta o Governo anunciar algumas medidas de repressão a crimes ambientais e, logo vem a representação dos fazendeiros alegar que estes estão sendo injustiçados, que estão se adequando à legislação ambiental, que não cometeram ou cometem crime algum, que querem trabalhar, que não são criminosos e etc.

 

A minha paciência já se esgotou há muito tempo. Como cidadão, espero que o Governo Federal, de fato, coloque em prática as medidas anunciadas, sobretudo, naqueles municípios tidos como campeões dos desmatamentos e crimes ambientais na Amazônia. Marino Elígio Gonçalves.



Escrito por Marino às 16h05
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DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

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Crítica de Marina sobre desmatamento perturba governo

 

Data:Fri, 25 Jan 2008

Fabiana Franco  - www.vidaeobradefabianafranco.blogspot.com/

 

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao reclamar da falta de empenho de governadores aliados no combate ao desmatamento causou constrangimento no Palácio do Planalto. Logo após a entrevista dela para falar do problema na Amazônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou assessores dizerem à imprensa que não era hora de acusações, mas de tomar providências.

 

Lula acompanhou parte da entrevista no gabinete um piso acima do local onde estava a ministra. Marina Silva havia começado a entrevista criticando o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), e de Rondônia, Ivo Cassol (sem partido), de retirarem policiais militares de ações integradas de combate ao desmatamento. "Estamos vivendo um momento atípico, um período de estiagem longa, um período eleitoral, onde temos muita dificuldade de operar com os agentes locais", disse Marina.

 

"É só verificar o que aconteceu em Rondônia, onde estávamos com uma operação com a policia ambiental do Estado, os agentes da Polícia Federal e o Ibama", completou. "E o governador deu uma ordem unida para que os 45 policiais militares nos deixassem completamente à deriva, numa operação que eles deveriam nos dar suporte."

 

Contravenção

 

Ela observou que a decisão de Cassol, que teria ocorrido anteontem, tem acontecido em outras situações, inclusive em Mato Grosso. No decorrer da entrevista, Marina foi questionada sobre o fato de os três estados com maiores índices de desmatamento - Mato Grosso, Pará e Rondônia - serem governados por aliados do Planalto. Blairo Maggi chegou a indicar um ministro para a pasta da Agricultura e mantém boas relações com governo.

 

"Num processo republicano você não opera com essa lógica de que a contravenção é de aliado ou de não aliado, a contravenção deve ser combatida com igual rigor para todos", se limitou a dizer a ministra. A ministra e os assessores não abordaram a questão da grilagem de terras públicas, considerada por especialistas como uma das principais causas do desmatamento irregular na Amazônia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Escrito por Marino às 14h39
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DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

 

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GOVERNO FEDERAL DIVULGA LISTA DAS PRINCIPAIS CIDADES QUE LIDERAM O DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA.  ELAS RESPONDEM POR MAIS DE 50% DAS DERRUBADAS.

Fonte: MMA – 25 de janeiro de 2008

 

Segue a lista, em ordem alfabética, dos 36 maiores desmatadores, segundo a portaria ministerial:

 

1- Alta Floresta (MT)

2- Altamira (PA)

3- Aripuanã (MT)

4 - Brasil Novo (PA)

5 - Brasnorte (MT)

6 - Colniza (MT)

7 - Confresa (MT)

8 - Cotriguaçu (MT)

9 - Cumaru do Norte (PA)

10 - Dom Eliseu (PA)

11 - Gaúcha do Norte (MT)

12 - Juara (MT)

13 - Juína (MT)

14 - Lábrea (AM)

15 - Machadinho D´Oeste (RO)

16 - Marcelândia (MT)

17 - Nova Bandeirantes (MT)

18 - Nova Mamoré (RO)

19 - Nova Maringá (MT)

20 - Nova Ubiratã (MT)

21 - Novo Progresso (PA)

22 - Novo Repartimento (PA)

23 - Paragominas (PA)

24 - Paranaíta (MT)

25 - Peixoto de Azevedo (MT)

26 - Pimenta Bueno (RO)

27 - Porto dos Gaúchos (MT)

28 - Porto Velho (RO)

29 - Querência (MT)

30 - Rondon do Pará (PA)

31 - Santa Maria das Barreiras (PA)

32 - Santana do Araguaia (PA)

33 - São Félix do Araguaia (MT)

34- São Félix do Xingu (PA)

35 - Ulianópolis (PA)

36 - Vila Rica (MT)



Escrito por Marino às 14h32
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DEU NA MÍDIA 

 

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Lula divulga medidas para conter desmatamento em 36 municípios

24/01/2008 - 17h00

Renata Giraldi - Folha Online, em Brasília

Em uma reunião de emergência no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou divulgar uma lista com a relação dos 36 municípios campeões em desmatamento na Amazônia. Também decidiu que vai reunir os prefeitos dessas cidades e os governadores do Pará, de Rondônia, de Mato Grosso e do Amazonas para que juntos tomem providências e busquem reduzir a derrubada de árvores na região.

Segundo dados oficiais, 50% de 3.235 km2 desmatados na floresta na Amazônia, nos últimos cinco meses de 2007, estão localizados em 19 municípios do Mato Grosso, 12 do Pará, quatro de Rondônia e um do Amazonas.

Lula determinou que fossem intensificadas as decisões anunciadas em dezembro para conter o desmatamento. Na relação de providências que serão intensificadas estão o embargo de propriedades onde houve desmatamento; controle de agropecuária; criação de unidades de conservação; bloqueio de financiamentos para aqueles que tiverem atividades que geram a derrubada de árvores e a exigência de recadastramento de propriedades localizadas nas regiões desmatadas.

Outra orientação do presidente para os ministros que tratam diretamente do assunto é que todos deverão sobrevoar os municípios onde se registram os principais percentuais de derrubada de árvores. A idéia é que eles identifiquem os problemas e definam por ações conjuntas.

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse que a partir do dia 21 de fevereiro serão reforçadas uma série de ações de fiscalização e policiamento ostensivo na região Amazônica. A idéia é enviar mais 780 policiais federais, que representariam 25% de acréscimo no contingente amazônico, para 11 postos-chave - um fluvial, outro aéreo e nove estratégicos espalhados nos Estados onde se localizam as áreas de desmatamento.

As medidas foram discutidas em encontro de cerca de duas horas com os ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Reinhold Stephanes (Agricultura), Nelson Jobim (Defesa), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), Dilma Rousseff (Casa Civil), Tarso Genro (Justiça) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), além do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.

Marina Silva reiterou que desconfia que o aumento do desmatamento foi provocado pela pressão para elevar a produção de soja e carne - uma vez que as commodities subiram -, além do período de eleições. Ao lado dela, Stephanes negou essa avaliação, optando por afirmar que não houve aumento de produção agrícola ou bovina em áreas desmatadas.

Tarso, Marina Silva e Stephanes negaram que as ações reiteradas hoje foram emergenciais. Segundo eles, eram medidas já previstas. "A questão ambiental é prioritária e [esse conjunto de medidas] já estava pronto", disse o ministro da Justiça.



Escrito por Marino às 17h54
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FELIZ 2008 SUSTENTÁVEL

 

cartão extraído do blog do meu amigo João da Caixa (www.joaodacaixa.blogspot.com)



Escrito por Marino às 16h48
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DEU NA MÍDIA

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Desmate cresce e põe Planalto em alerta

 

Medições feitas pelo Inpe indicam aceleração em meses de chuva, o que é anormal; preocupado, Lula reúne ministros hoje

Reaquecimento dos preços de gado e soja impulsiona corte da Amazônia, que pode ter batido 7.000 km2 entre agosto e dezembro

 

Folha de São Paulo, 24/01/2008 - Ciência

Marta Salomon (Sucursal de Brasília)  e Cláudio Ângelo (Editor de Ciência)

 

O Deter, sistema de detecção de desmatamento em tempo real do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou a derrubada de 3.235 km2 de floresta na Amazônia nos últimos cinco meses de 2007. Mas a área real devastada entre agosto e dezembro pode ter alcançado o dobro disso: até 7.000 km2, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

Os dados foram apresentados ontem em novo alerta de desmatamento na Amazônia. Preocupado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência com seis ministros hoje no Palácio do Planalto.

Segundo avaliação da equipe da ministra Marina Silva (Meio Ambiente), o retrato feito pelo Deter indica uma tendência de alta "inequívoca" no ritmo das motosserras, cuja ação o governo vinha conseguindo conter desde 2004. O reaquecimento da devastação a partir de meados de 2007 já vinha sendo indicado por projeções do próprio Inpe e de um sistema independente, do Imazon, uma ONG de pesquisas de Belém.

Para o Inpe, o ritmo mostrou-se especialmente acelerado em Mato Grosso -que havia perdido a liderança no ranking do desmatamento para o Pará- e em novembro e dezembro, meses em que tradicionalmente não há corte raso da floresta porque chove muito.

Segundo o Imazon, no entanto, a real explosão no final do ano aconteceu no Pará: dados que serão publicados hoje pela ONG mostram um crescimento de 300% em novembro em relação a outubro. Para os cinco meses (agosto a dezembro), a perda da floresta aumentou 74%. Para o Inpe, o aumento foi de apenas 18%.

Para Adalberto Veríssimo, do Imazon, apesar das discrepâncias ambos os dados trazem uma mensagem clara: "O aumento do desmatamento está absolutamente confirmado e bem caracterizado". Em meados de 2007, quando essa tendência começou a aparecer, lembra Veríssimo, o governo negou a subida. Agora, se as projeções do MMA estiverem certas, em cinco meses, três deles (outubro a dezembro) de tradicional baixa na devastação, cortou-se 62% de tudo o que se cortou no ano passado.

Boi e soja, é claro

Marina Silva apontou como prováveis causas do aumento do desmatamento a pressão por aumento da produção de soja e carne, commodities cujos preços subiram. Os satélites indicam que o desmatamento se concentrou em regiões produtoras de soja -o Nordeste mato-grossense, onde o governador do Estado, Blairo Maggi, tem uma fazenda- e de gado -o Sudeste do Pará.

"A pecuária e a soja são atividades típicas desses Estados; a realidade econômica indica que essas atividades pressionam o desmatamento", observou a ministra. "Esperamos conseguir conter o desmatamento mesmo com o aumento do preço das commodities."

Veríssimo, do Imazon, se diz preocupado com o que acontecerá a partir de abril, quando a Amazônia seca e o desmatamento esquenta para valer. "A decisão de desmatar devido ao aumento das commodities já está tomada. Como o governo vai reverter isso?"

Ele afirma que o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento do governo ainda não incorporou as restrições de crédito aos produtores rurais que desmatam ilegalmente. Sem isso, avalia, será difícil evitar um desastre em 2008.

"Sem controle da produção, não teremos solução para o desmatamento", investiu Gilberto Câmara, diretor do Inpe, ao defender o rastreamento da origem da soja e do gado na Amazônia. Este deve ser o tema mais polêmico da reunião de hoje no Planalto: como conciliar o aumento da produção agropecuária e o avanço da fronteira agrícola com a queda do desmatamento.

A equipe do Meio Ambiente sugere o uso mais intenso de 160 mil quilômetros quadrados de áreas de florestas já derrubadas, áreas que seriam pouco aproveitadas. O Ministério da Agricultura estima em R$ 850 o custo por hectare de recuperação de pastos degradados e avalia que o valor elevado incentiva o abate de árvores para a abertura de novos pastos.

Decreto editado em dezembro por Lula pune quem comercializar ou mesmo transportar produtos de áreas desmatadas ilegalmente. "Vamos responsabilizar toda a cadeia produtiva", insistiu João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Meio Ambiente. O decreto começará a ser regulamentado nos próximos dias, com a divulgação da lista dos 30 municípios que mais derrubam floresta. Os campeões são São Félix do Xingu e Cumaru do Norte, ambos no Pará, seguidos de Colniza (MT).

O aumento do preço das commodities é apenas um dos fatores de pressão sobre a floresta. Marina Silva atribui também à proximidade das eleições municipais uma resistência maior dos governantes locais à ação dos fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). 



Escrito por Marino às 15h41
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DEU NA MÍDIA

foto: google

Desmatamento e urbanização contribuem para aumento da febre amarela, diz especialista

por jpereira – Brasil de Fato

Segundo epidemiologista da Santa Casa de São Paulo, mudanças no ecossistema são facilitadoras de doenças por vetores

16/01/2007 - Paula Laboissière - de Brasília (Agência Brasil)

O desmatamento intenso, a urbanização desordenada de áreas rurais e as conseqüentes mudanças climáticas decorrentes de todo o processo colaboram para que doenças como a febre amarela se alastrem não só no Brasil, mas também em um grande número de países em todo o mundo. A afirmação é do médico epidemiologista José Cássio de Moraes, da Santa Casa de São Paulo.

O último relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta crescimento não apenas do número de casos de febre amarela como também do número de países atingidos pela doença nos últimos 20 anos. “Toda essa mudança do ecossistema, o aquecimento global, chuvas intensas, calor, tudo isso é um facilitador de doenças por vetores", disse o Moraes. Ele destacou a grande preocupação mundial com o que tais mudanças podem representar de aumento desse tipo de doença.

Segundo Moraes, existe ainda outro agravante: a grande dificuldade de controle da transmissão pelo mosquito Aedes aegypti: Além do fácil acúmulo de água em recipientes, o combate ao mosquito transmissor com inseticidas tem uma grande limitação – o produto se espalha facilmente e é necessária a visita de agentes de controle de casa em casa para um combate efetivo às larvas. “Isso é praticamente inviável. Tem uma dificuldade ecológica importante na transmissão de doenças por vetores”.

O epidemiologista lembrou que, no início do ano 2000, houve um aumento de casos de febre amarela similar ao que se registra atualmente no país – em viajantes que visitaram regiões turísticas durante o período de férias, sobretudo nos estados de Goiás e de Mato Grosso.

“Na passagem do milênio, houve várias excursões a locais considerados exotéricos, como a Chapada dos Veadeiros [em Goiás] e a Chapada dos Guimarães [em Mato Grosso]. Tivemos um aumento razoável de casos de febre amarela em viajantes que foram para essas regiões e não estavam vacinados.”

Segundo ele, a invasão de terras para a criação de trilhas ecológicas com fins comerciais, como é o caso de regiões em Goiás e também em Minas Gerais, provocam grandes alterações no ecossistema, que podem levar o mosquito haemagogus a substituir o macaco pelo homem. “Os macacos vivem nas copas das árvores. O ciclo se forma e se mantém restrito ali. Na hora em que as árvores são destruídas e surge a presença de um outro primata, o ser humano, esse haemagogus vai substituir o macaco pelo homem”.

Moraes alerta que, se a expansão urbana em áreas rurais não for ordenada e equilibrada, a mudança pode acarretar não só o aumento de casos de febre amarela em escala mundial, como também de outras doenças transmitidas por vetores, como a leishmaniose e a malária. “Existe toda essa questão de desequilíbrio e ocupação desordenada, que traz este aumento de casos”.

Ele acredita que o quadro de febre amarela no Brasil é de uma epidemia localizada em população não-vacinada, que mora em regiões rurais ou que entra em contato com a mata onde podem ser encontrados macacos portadores do vírus da doença. De acordo com o epidemiologista, a situação endêmica ocorre quando existe um número bastante reduzido de casos. Os surtos são registrados apenas em áreas restritas, como uma comunidade ou uma escola. Já o alastramento de casos é caracterizado como epidemia. “Qualquer caso que exceda aquele padrão de poucos casos já se considera epidemia”, afirmou Moraes.



Escrito por Marino às 14h22
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SÉRIE BICHOS

Ao longo desse ano também apresentarei uma série de informações sobre animais de nossa fauna nativa e alguns exóticos. Muitos deles em sério risco de extinção. Sabe-se que o desconhecimento é uma das causas que pressionam o meio ambiente. Saber quem são aqueles que compartilham o mesmo planeta com os seres humanos e sua importância para o equilíbrio ambiental, pode contribuir para a preservação. Além disso, tais informações podem servir de fonte de consulta para qualquer trabalho escolar, por exemplo. Marino Elígio Gonçalves.

foto: terra

Saiba tudo sobre a arara azul

http://www.terra.com.br/criancas/bichos

 

Nome popular: Arara azul

Nome Científico: Anodorhynchus hyacinthinus

Distribuição geográfica: Interior do sul do Brasil, Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Hoje é raro encontrá-la livre. Isso só acontece no interior da Bahia

Habitat natural: Vive nas matas e em buritizais

Hábitos alimentares: Alimenta-se de sementes e frutas. Em cativeiro, é comum comer amendoim, girassol, milho verde e frutas

Tamanho: Até 1,10 metro. É a maior ave da família dos psitacídeos

Peso: Elas têm cerca de 500 gramas

Gestação: Como todas as aves, as araras colocam ovos, na primavera. Elas costumam fazer os ninhos em ocos de árvores como palmeiras e buritizais. O período de incubação dura 30 dias.

Filhotes: Costumam nascer dois de cada vez. São alimentados pelos adultos, que regurgitam a comida, ou seja, a mastigam, engolem e devolvem aos pequeninos. Eles chegam à idade adulta aos seis meses.

Tempo médio de vida: 30 anos

Curiosidades:
As araras têm hábito solitário. É comum encontrar apenas casais.

Elas estão em extinção.

As araras não falam como os papagaios, mas conseguem aprender algumas palavras.

Antigamente, ter uma arara indicava grande riqueza.

Todas as araras têm bico forte, língua carnosa e cauda longa, em forma de espada.

Elas usam o bico para escavar o tronco das árvores e comer larvas de insetos.

No total, existem 18 espécies de araras. A arara azul é apenas uma delas.

 



Escrito por Marino às 11h44
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Rio São Francisco/google

 

DEU NA MÍDIA

 

DIÁRIO DO NORDESTE - CE  

22/01/2008

 

Geddel autoriza o início das obras civis no Rio São Francisco

 

Expectativa é que dentro de 20 dias, máquinas, equipamentos e operários estejam no local da obra

Brasília. O início da execução das obras civis do primeiro lote do Projeto de Integração da bacia do São Francisco às bacias do Nordeste Setentrional foi autorizado ontem pelo Ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. "A assinatura da ordem de serviço mostra, mais uma vez, que o Projeto de Integração da bacia do São Francisco às bacias do Nordeste Setentrional é irreversível e uma prioridade para o governo federal. Os recursos para a execução da obra estão garantidos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e não faltará dinheiro para o projeto seguir adiante", afirmou o ministro Geddel Vieira.

Caberá ao consórcio vencedor da licitação, formado pelas empresas S.A. Paulista, Serveng e Carioca, realizar obras de instalação, montagem e testes dos equipamentos mecânicos e elétricos da primeira etapa de implantação do Lote 1 do Eixo Norte, que parte de Cabrobó, em Pernambuco, cujo valor global é R$ 238,8 milhões.

A expectativa é que dentro de 20 dias, máquinas, equipamentos e os operários estejam no local da obra. O Eixo Norte percorrerá cerca de 400 km em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Uma outra fase do projeto, o Eixo Leste terá sua captação no lago da barragem de Itaparica, no município de Floresta (PE), terá uma extensão de 220 km até o rio Paraíba, deixando parte da vazão transferida nas bacias do Pajeú, do Moxotó e da região Agreste de Pernambuco. Segundo os técnicos do Ministério, para o atendimento das demandas da região Agreste de Pernambuco, o projeto prevê a construção de um ramal de 70 km que interligará o Eixo Leste à bacia do rio Ipojuca.

 



Escrito por Marino às 09h59
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50 GRANDES AMBIENTALISTAS

DE BUDA A CHICO MENDES

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JEAN – JACQUES ROUSSEAU (1712-78)

 

O estudo próprio do homem é o de sua relação com seu ambiente [...] essa é a preocupação de toda a sua vida.

 

Nascido em Genebra foi educado pela tia e pelo seu excêntrico pai relojoeiro, que instilaram nele um amor duradouro pela literatura, especialmente clássica. Depois de uma infância instável e de vários anos vivendo como um vagabundo, Rousseau se mudou para Paris em 1743, onde conheceu Diderot e outros philosophes engajados na grande Encyclopédie, ou Dictionnaire Raisonée (...) Em 1750, ganhou um prêmio de prestígio por seu Discurso sobre as artes e ciências, e compôs duas óperas. Em 1754, voltando a Genebra, reconverteu-se ao calvinismo e recuperou seu status de cidadão, do qual sempre se orgulhou. Durante os oito anos seguintes, vivendo principalmente no campo, publicou a maior parte de suas principais obras, inclusive Emílio ou da educação, e O contrato social e outros escritos. Essas obras foram condenadas em Paris e Genebra, e Rousseau se mudou para a Inglaterra, incentivado por David Hume, com quem logo se desentendeu. De volta à França em 1767, ficou mentalmente perturbado e passou a ter medo constante de ser preso. Finalmente se estabeleceu em Paris em 1770, onde terminou Confissões, e teve contra si uma ordem de interdição policial emitida pela ex-amiga e confidente Madame d´Epinay. Sua última obra – que ficou inacabada -, antes de sua morte em 1778, foi a mais serena e meditativa: Devaneios de um caminhante solitário.

 

No Discurso sobre as artes e ciências, Rousseau (...) Em oposição direta à visão esposada philosophes, afirmou que o progresso das artes e ciências em toda sociedade foi acompanhado pela corrupção e diminuição da moral. Nesse ensaio, ele tocou no conceito de um ser humano natural, caracterizado pela simplicidade, falta de vaidade e, virtude básica, um estado natural erodido pela aquisição da polidez, ornamentos supérfluos e dependência de artifícios, inclusive a máquina de guerra. (...)

 

Apesar do tom confiante, esse primeiro Discurso padece de incoerência, falta de originalidade e indecisão com relação ao remédio para essa situação crítica. Nesse ensaio, ele não tem certeza de ser o declínio geral da cultura a causa ou efeito da erosão da moral.

 

No Discurso sobre a origem e fundamentos da desigualdade entre os homens, Rousseau leva adiante o tema central da desnaturação dos seres humanos, seu progressivo afastamento das fontes do seu ser natural (...) Rousseau constrói uma história conjectural para dar sentido às origens das noções políticas e morais, como direito natural e justiça. (...)

 

Rousseau acompanha Descartes quando considera ser o animal na sua dimensão corpórea uma máquina complexa, movida pelos sentidos para buscar o seu alimento e se proteger contra, ou evitar, o que poderia prejudicá-lo. Mas onde os animais não-humanos executam suas ações para satisfazer suas necessidades pelas operações internas do instinto, os humanos têm a liberdade de escolher: têm a liberdade de aquiescer ou abster-se de tudo aquilo a que seus desejos naturais lhe impõem. (...) Rousseau assim se alinha expressamente com a visão filosófica de que somente o aspecto corporal dos humanos poder ser explicado de forma mecanicista. Mas o fato de os animais-não humanos serem criaturas sensíveis significa que eles devem compartilhar dos direitos naturais; os humanos estão sujeitos a uma obrigação até mesmo com relação às bestas. (...)

 

Rousseau glorifica uma idade de ouro imaginada, “verdadeira juventude do mundo”, cujo melhor exemplar é o nobre selvagem que mantém uma média justa entre a indolência do estado primitivo e a petulante atividade do nosso "amour-propre”. O estágio seguinte da humanidade foi o trabalho especializado da metalurgia e da agricultura, mas a distribuição variada desses recursos naturais permitiu aos que tinham mais poder e propriedades acumularem mais riquezas. (...) Como os ricos desfrutam de mais bens físicos e os talentosos de maior estima pública, passou a ser do interesse dos menos aquinhoados parecer o que na verdade não eram. A lisonja, os estratagemas, a mentira tornam-se habilidades valorizadas. Mas como até mesmo os ricos e poderosos poderiam ter de enfrentar os perigos e a rebelião dos outros, eles imaginaram um plano engenhoso: “transformar em aliados os seus adversários, inspirá-los com máximas diferentes e dar-lhes outras instituições, tão favoráveis a ele quanto fora desfavorável a lei da natureza”. Assim foi proposta a primeira versão do contrato social, em que o poder supremo que governa a todos é investido na regra do direito. “Todos correram para suas cadeias na esperança de assim conquistar a liberdade”; o contrato “prendeu novos grilhões nos pobres e deu novos poderes aos ricos: o que destruiu irrecuperavelmente a liberdade natural [...] e em troca da vantagem de alguns indivíduos ambiciosos, sujeitou toda a humanidade ao trabalho perpétuo, à escravidão e à miséria.”

 

Essa denúncia estrepitosa dos infortúnios resultantes da desnaturação progressiva dos seres humanos foi retomada novamente em O contrato Social: “o homem nasce [ou nasceu] livre, e em toda parte ele é acorrentado.” O Contrato Social retrata uma associação por contrato que une os cidadãos em vez de afastá-los, e protege os ideais igualitaristas do engajamento público que ressaltam a liberdade. (...) Sua visão radical estava centrada na noção de que essa associação por contrato seria a garantia de que as várias partes teriam condições de realizar ambições que não poderiam conquistar sem o contrato. Ao renunciar à liberdade do controle “de uns pelos outros, [...] os cidadãos adquirem personalidades morais e interesses cooperativos inimagináveis para os selvagens solitários”.

 

A exposição mais completa e madura de dois temas pouco discutidos no Contrato Social e outros escritos – a condição natural dos humanos e o processo de desnaturação – está em Emílio ou da educação, obra dividida em cinco livros que correspondem mais ou menos às cinco idades do homem – infância, meninice, puberdade, adolescência e vida adulta; O tema central dessa obra complicada é que a educação adequada para as crianças deve levar em conta o grau de maturidade de suas capacidade cognitivas e afetivas, orientando seus desejos naturais para objetivos que serão valiosos na vida adulta, e não impor expectativas de adultos em cada estágio de crescimento. As experiências do próprio Rousseau como professor particular lhe ensinaram que a única forma de forçar uma criança a obedecer ordens era não prescrever nada, proibir nada, exortá-las a fazer nada, e evitar entediá-las com livros inúteis. (...)

  

Toda criança, antes do início de sua educação, vive na era de ouro deste mundo (...) o ambiente imediato nem sempre satisfaz os desejos da criança, nem a criança tem a capacidade de manipular as pessoas e coisas para atingir seus objetivos; porém, a natureza também dotou os humanos de imaginação, e esse poder cognitivo compensa o que a natureza geralmente deixa de ofertar para a existência da criança. É pela imaginação que a criança em maturação passa a entender que os outros têm desejos e sentimentos e que pela compaixão a criança tem condições de ampliar o próprio mundo; O adulto necessita da compaixão de outras pessoas, do companheirismo, para seus próprios desejos e satisfação deles; esse pacto mútuo com outros adultos se baseia num equilíbrio entre o modo egoísta da vida primitiva do ser humano e a dependência da estima dos outros no modo social. (...)

 

Émile tornou-se o mais importante tratado sobre a educação desde República de Platão, e os Devaneios de um caminhante solitário o vade mecum do movimento naturalista romântico.

 

Observação: o texto acima foi extraído da obra de Joy A. Palmer, intitulada “50 grandes ambientalistas: de Buda a Chico Mendes”, traduzida por Paulo Cezar Castanheira, editada pela Editora Contexto, no ano de 2006, em São Paulo. Em respeito ao trabalho de Joy A. Palmer, a transcrição acima é literal. Para aqueles/as que desejam aprofundar o conhecimento sobre os ambientalistas ali indicados eu recomendo a leitura da referida obra. Marino Elígio Gonçalves.

 



Escrito por Marino às 16h55
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Escrito por Marino às 16h49
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POLÍTICA NACIONAL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA

 

 

Comitê começa a definir Política sobre Mudança do Clima

ASCOM/MMA/Gisele Teixeira/17/01/2008

O Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), instalado ontem, indica nos próximos dias os nomes dos componentes do Grupo Executivo que trabalhará na primeira versão da Política Nacional sobre Mudança do Clima. O objetivo é ter uma proposta para consulta pública até o final de fevereiro. A partir desse documento, que conterá as diretrizes do governo para a área, será elaborado o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, com ações de mitigação, adaptação aos efeitos da mudança do clima; pesquisa e desenvolvimento, e capacitação e divulgação.

O Comitê é formado por 16 ministérios e Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, sob a coordenação da Casa Civil. Entre suas atribuições estão, por exemplo, propor ações prioritárias de curto prazo, promover a articulação internacional para a troca de experiências e transferência de tecnologia e ainda identificar fontes de recursos para a implementação da iniciativa, entre outras responsabilidades. O grupo executivo é o braço operacional, formado por seis pastas, além do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e da Casa Civil, com a liderança do Ministério do Meio Ambiente.

Tanto o Plano quanto a Política Nacional sobre Mudança do Clima fazem parte dos esforços do governo brasileiro para reduzir as emissões dos gases de efeito estufa como, por exemplo, o Plano de Ação de Prevenção e Controle do Desmatamento, que envolve 13 ministérios e resultou na redução de 59% na taxa de desmatamento de 2004 a 2007.

 



Escrito por Marino às 10h09
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FELIZ 2008 SUSTENTÁVEL

 

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Escrito por Marino às 09h53
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cartaz:http://salasverdes.blogspot.com                              foto: Marcos Sorrentino/DEA/MMA/google

Salas Verdes terá encontro nacional

Ascom/MMA/Grace Perpétuo/10/01/2008

 

O Departamento de Educação Ambiental (DEA) quer realizar este ano um grande encontro nacional de Salas Verdes e de outros centros de Educação Ambiental. Uma outra proposta é a implantação de mais cinco módulos do Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental (Sibea) e sua ampla divulgação, de forma a duplicar o número de educadores ambientais cadastrados no país - além de realizar um Encontro Nacional de Coletivos Educadores e oficinas em todas as Unidades da Federação.

Também em âmbito nacional, a idéia é duplicar o número de Salas Verdes no País e incluí-las no Plano Plurianual (PPA) - destinando a elas recursos anuais para a compra de computadores e o envio de livros e outros materiais; e integrando-as com os Coletivos Educadores da região onde atuam, envolvendo-as no apoio aos processos de implantação dos Municípios Educadores Sustentáveis.

Ainda este ano, o documento-base da Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental para Unidades de Conservação deverá ser elaborado e submetido à análise da sociedade em ao menos três encontros. Espera-se que cada uma das 27 Unidades da Federação do País fechem 2008 com sua Comissão Interinstitucional Estadual de Educação Ambiental (CIEA) implantada e em pleno funcionamento - cada qual com políticas e programas estaduais de educação ambiental criadas ou em processo de elaboração.

Para o departamento, deverão ser também intensificadas, este ano - a fim de sintonizar as emendas parlamentares com a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) -, as articulações junto ao Congresso Nacional. Nesse sentido, pretende-se que o Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA); o Sistema Nacional de Educação Ambiental (SisNEA); e os sub-programas de Formação de Educadoras e Educadores Ambientais (ProFEA), de Educomunicação Socioambiental (ProEducom), e de Enraizamento e Gestão da Educação Ambiental sejam instituídos por instrumento legal e aprimorados pelo debate com a sociedade nas Conferências Estaduais e Nacional de Meio Ambiente e no VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental.

Entre as prioridades do DEA para 2008 estão também a promoção de debates acerca de um Fundo e/ou uma Fundação Nacional de Educação Ambiental; a criação de um sistema de indicadores para avaliar a educação ambiental no País; e o incremento do apoio a pesquisas na área, em parceria com órgãos nacionais e estaduais e Instituições de Ensino Superior; e o trabalho continuado de promoção do VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, das III Conferências Nacionais de Meio Ambiente (adulto e infanto-juvenil), e das atividades iniciais de organização da Conferência Internacional Infanto-Juvenil de Meio Ambiente (a realizar-se em 2010, no Brasil).



Escrito por Marino às 14h56
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Encontro em Washington dá a largada ao Ano dos Corais

Ascom/MMA-14/01/2008

 

O Ministério do Meio Ambiente participa este mês, em Washington (EUA), da reunião da Iniciativa Internacional de Conservação dos Recifes de Coral (ICRI, na sigla em inglês). O evento, entre os dias 20 e 27 de janeiro, marca o início dos trabalhos do Ano Internacional dos Corais e reunirá governos, organizações internacionais e e ONG ambientais de todos os países membros da iniciativa, como Hawai, México e Indonésia.

Durante o encontro serão apresentadas as evoluções dos trabalhos de conservação de corais no mundo, bem como as metas e projetos programados para 2008. Entre os principais desafios do ICRI está o de promover o reconhecimento da importância dos serviços ambientais que os corais realizam para o desenvolvimento sustentável. O Brasil possui as únicas formações recifais do Atlântico Sul, distribuídas por aproximadamente 3 mil quilômetros de costa. Em todo o País, existem 10 Áreas Protegidas, o equivalente 18,53% de toda o litoral.

Segundo os pesquisadores, os corais estão para o ambiente marinho da mesma forma que as florestas tropicais estão para os terrestres, ou seja, são os maiores centros de biodiversidade do planeta. Eles protegem a costa da ação inesperada das ondas e abrigam e protegem grande número de organismos que são capturados e consumidos pelo homem, fazendo o papel de criadouro desses organismos. Além disso, servem como fonte de matéria-prima para pesquisas farmacológicas.

Mesmo assim, estão gravemente ameaçados pela ação do homem. Atividades como o turismo, a exploração de petróleo e a contaminação da água por substâncias tóxicas contribuem para a degeneração desses animais marinhos.



Escrito por Marino às 14h41
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joka madruga (www.jokamadruga.zip.net)

DEU NA MÍDIA

 

Brasil proíbe mais três produtos químicos perigosos

Gisele Teixeira - 18/12/2007

 

O Brasil comunicou ao mercado internacional que não aceita mais a produção e a importação das substâncias químicas Lindano e Pentaclorofenol, usadas como preservantes de madeira, e do agrotóxico Monocrotofós. A informação foi encaminhada nessa segunda-feira (17) pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) ao Secretariado da Convenção de Roterdã, que trata do comércio internacional de produtos químicos considerados perigosos. O MMA tem o status de Autoridade Nacional Designada pela Convenção, assim como o Ministério das Relações Exteriores e o Ibama.

 

De acordo com a Gerência de Controle da Poluição e Substâncias Químicas do MMA, a proibição dos três produtos ocorreu principalmente devido à alta persistência ambiental e toxicidade. Os instrumentos legais brasileiros que subsidiam essa ação são a Lei 7.802/89, o Decreto 4.074/2002, a Instrução Normativa do Ibama 132/2006 e as Resoluções da Anvisa 165/2006, 164/2006 e 215/2006.

 

Implementada em 1998, a Convenção de Roterdã sobre o Procedimento de Consentimento Prévio Informado (PIC) Aplicado a Certos Agrotóxicos e Substâncias QuímicasPerigosas Objeto de Comércio Internacional entrou em vigor em 2004. Seu objetivo é reduzir os riscos associados ao uso de pesticidas e produtos químicos perigosos. Assim, permite que os países signatários, como o Brasil, decidam quais produtos químicos potencialmente perigosos podem ser importados em seu território e quais devem ser excluídos por apresentarem riscos ao meio ambiente e à saúde humana. Nos casos em que a importação é permitida, devem ser feitos requerimentos quanto à rotulagem dos produtos, visando a garantir a segurança no uso dos mesmos.

 

A Convenção de Roterdã é um dos pilares para a construção do manejo global ecologicamente saudável das substâncias perigosas. As outras duas convenções que tratam deste tema são a Convenção de Basiléia sobre o Controle do Movimento Transfronteiriço de Resíduos Perigosos e seu Depósito e a Convenção de Estocolmo sobre os Poluentes Orgânicos Persistentes. Estima-se que existam cerca de 70 mil produtos químicos no mercado mundial e que a cada ano sejam criados 1.500 novos produtos.

Matéria enviada pela amiga e ambientalista Felomena, de Umuarama-PR.

 



Escrito por Marino às 10h57
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FELIZ 2008 SUSTENTÁVEL

 

 

cartão extraído do blog do meu amigo João da Caixa (www.joaodacaixa.blogspot.com)

 



Escrito por Marino às 10h44
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