Meu perfil
BRASIL, Sul, MARINGA, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese



Arquivos
 01/08/2010 a 15/08/2010
 16/07/2010 a 31/07/2010
 01/07/2010 a 15/07/2010
 16/06/2010 a 30/06/2010
 16/12/2009 a 31/12/2009
 01/12/2009 a 15/12/2009
 16/11/2009 a 30/11/2009
 01/11/2009 a 15/11/2009
 16/10/2009 a 31/10/2009
 01/10/2009 a 15/10/2009
 16/09/2009 a 30/09/2009
 01/09/2009 a 15/09/2009
 16/08/2009 a 31/08/2009
 01/08/2009 a 15/08/2009
 16/07/2009 a 31/07/2009
 01/07/2009 a 15/07/2009
 16/06/2009 a 30/06/2009
 01/06/2009 a 15/06/2009
 16/05/2009 a 31/05/2009
 01/05/2009 a 15/05/2009
 16/04/2009 a 30/04/2009
 01/04/2009 a 15/04/2009
 16/03/2009 a 31/03/2009
 01/03/2009 a 15/03/2009
 16/02/2009 a 28/02/2009
 01/02/2009 a 15/02/2009
 16/01/2009 a 31/01/2009
 01/01/2009 a 15/01/2009
 16/12/2008 a 31/12/2008
 01/12/2008 a 15/12/2008
 16/11/2008 a 30/11/2008
 01/11/2008 a 15/11/2008
 16/10/2008 a 31/10/2008
 01/10/2008 a 15/10/2008
 16/09/2008 a 30/09/2008
 01/09/2008 a 15/09/2008
 16/08/2008 a 31/08/2008
 01/08/2008 a 15/08/2008
 16/07/2008 a 31/07/2008
 01/07/2008 a 15/07/2008
 16/06/2008 a 30/06/2008
 01/06/2008 a 15/06/2008
 16/05/2008 a 31/05/2008
 01/05/2008 a 15/05/2008
 16/04/2008 a 30/04/2008
 01/04/2008 a 15/04/2008
 16/03/2008 a 31/03/2008
 01/03/2008 a 15/03/2008
 16/02/2008 a 29/02/2008
 01/02/2008 a 15/02/2008
 16/01/2008 a 31/01/2008
 01/01/2008 a 15/01/2008
 16/12/2007 a 31/12/2007
 01/12/2007 a 15/12/2007
 16/11/2007 a 30/11/2007
 01/11/2007 a 15/11/2007
 16/10/2007 a 31/10/2007
 01/10/2007 a 15/10/2007
 16/09/2007 a 30/09/2007
 01/09/2007 a 15/09/2007
 16/08/2007 a 31/08/2007
 01/08/2007 a 15/08/2007
 16/07/2007 a 31/07/2007
 01/07/2007 a 15/07/2007
 16/06/2007 a 30/06/2007
 01/06/2007 a 15/06/2007
 16/05/2007 a 31/05/2007
 01/05/2007 a 15/05/2007
 16/04/2007 a 30/04/2007
 01/04/2007 a 15/04/2007
 16/03/2007 a 31/03/2007
 01/03/2007 a 15/03/2007
 16/02/2007 a 28/02/2007
 01/02/2007 a 15/02/2007
 16/01/2007 a 31/01/2007
 01/01/2007 a 15/01/2007
 16/12/2006 a 31/12/2006
 01/12/2006 a 15/12/2006
 16/11/2006 a 30/11/2006
 01/11/2006 a 15/11/2006
 16/10/2006 a 31/10/2006

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 Zaniratti (política no cotidiano)
 Angelo Rigon
 Portal Estacao 13
 Ministério do Meio Ambiente
 Ibama
 João da Caixa
 historias ambientais
 Joka Madruga
 blog fonte do maracajá
 Blog do Valdeci
 Blog do Rubem Mariano
 Blog do Pegoraro
 Blog do Carlos Giovanni
 Blog da Lucimar
 Projeto EA/UEM




Blog do Marino
 


POLÊMICA:

DEVE SE TER ALTERNATIVA PARA AS SACOLAS PLÁSTICAS

google

O assunto referido na matéria abaixo já foi objeto de comentário em meu blog. Naquela oportunidade manifestei a necessidade de mudar hábitos com vistas à preservação ambiental. No caso das sacolas plásticas uma das alternativas era a sua substituição por sacolas de fios de nylon ou sacolas de feiras, mais ainda do que as sacolas plásticas oxibiodegradáveis (que também sofre algum tipo de crítica, sobretudo porque incentiva o seu uso, quando o ideal seria eliminá-lo). Como a maioria dos produtos vem embalada, não há, portanto, a necessidade de embalá-los mais uma vez com uma ou mais sacolinhas plásticas, como se verifica, principalmente nos supermercados. Marino Elígio Gonçalves.

 

Supermercados de Curitiba/PR são multados por não apresentar alternativas às sacolas plásticas

 

15/02/2008 - Gazeta do Povo/PR

 

As alternativas para as sacolas plásticas usadas pelos supermercados saíram do campo da discussão ambiental para a prática. Nesta quinta-feira (14), as três redes que representam seis supermercados de Curitiba - Wal Mart, Big, Mercadorama, Pão de Açúcar, Extra e Carrefour - foram multadas em R$ 70 mil, cada uma, pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) porque não apresentaram alternativas para a substituição das sacolas. "A fase da saliva já acabou", resumiu o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues. E ameaçou: "caso as redes não apresentem propostas nos próximos 30 dias, o valor da multa será triplicado".


Em Curitiba, poucos supermercados apresentaram e já utilizam as alternativas para a sacola plástica. O Condor e o Muffato, lembra Rasca, utilizam as sacolas retornáveis - o que representa uma responsabilidade com o meio-ambiente. "Em Maringá praticamente todos os supermercados fizeram a substituição", conta. A iniciativa de buscar alternativas para as sacolas plásticas é do programa Desperdício Zero, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente, que tem como objetivo reduzir em 30% o volume de lixo gerado e eliminar os lixões a céu aberto no Estado.


A idéia do IAP não é arrecadar dinheiro, mas fazer com que estes estabelecimentos tomem atitudes que não prejudiquem o meio-ambiente. "Falta visão moderna, sócio-ambientais. Eles vão na contramão das políticas adotadas no Brasil e no mundo", diz. O secretário critica a posição de alguns dos supermercados que não assumem esse compromisso no país. "Alguns deles não querem fazer aqui o que fazem em outros países", comentou Rasca, fazendo referência às redes Wal Mart, que recentemente passou a distribuir sacolas oxibiodegradáveis em todas suas lojas na Argentina, e Carrefour, que disponibiliza dois tipos de sacola (oxibiodegradável e de pano) em seus estabelecimentos na França.


80 milhões de sacolas - O IAP quer buscar alternativas para o passivo ambiental gerado pelas 80 milhões de sacolas distribuídas mensalmente nos supermercados paranaenses – o equivalente a 20 toneladas de plástico. "De março a dezembro de 2007 foram recolhidas por uma empresa 150 tartarugas no Litoral do Paraná. 75% apresentavam no estômago resíduos de plástico", afirmou o secretário. "Além disso, as sacolas sempre são vistas quando há entupimento de esgoto".


A multa se baseia no artigo 17 da Lei Estadual 12.493 de 1999 que dispõe sobre as atividades geradoras de quaisquer tipos de resíduos sólidos. De acordo com o coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente do Ministério Público, Saint-Clair Onorato Santos, esta é uma ação inédita no Brasil. "Certamente deverá repercutir em todo o território nacional esta iniciativa de proteção ao meio ambiente", acrescentou.


Os supermercados têm agora um prazo de até 20 dias para recorrer junto ao IAP. "O espírito da lei (12.493/99) não é de arrecadação. A intenção é fazer com que os estabelecimentos promovam as mudanças em prol do meio-ambiente", explicou o secretário que adiantou: "as farmácias serão as próximas".


Supermercados reagem - O supermercado Carrefour informou, por meio de sua assessoria de imprensa em São Paulo, que não vai se manifestar sobre a multa aplicada pelo IAP. A assessoria dos supermercados Pão de Açucar e Extra disse que em dezembro apresentou alternativas para o impacto ambiental gerados pelas sacolas plásticas. Dentre essas ações, as sacolas retornáveis funcionam como uma das alternativas e são comercializadas em todas as lojas do Grupo no Estado. A assessoria ressalta ainda que a empresa também dispõe de postos de reciclagem onde são depositadas centenas de embalagens pós-consumo.

 

O Wal-Mart Brasil (que engloba os estabelecimentos Wal Mart, Big e Mercadorama) disse que está analisando o auto de infração e seus aspectos e irá apresentar defesa dentro do prazo legal. Explicou ainda que vem estudando diferentes propostas de alternativas às sacolas plásticas e que atualmente utiliza sacolas reprocessadas.



Escrito por Marino às 11h37
[] [envie esta mensagem
]





TRANSGÊNICOS

google

Repercutindo ainda a decisão do Conselho Nacional de Biossegurança, os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, por meio da Agência de Vigilância Sanitária – Anjvisa e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, tentam, com muito custo, impedir que os produtos feitos à base dos milhos transgênicos da Bayer e da Monsanto sejam colocados nas prateleiras dos mercados em todo o país. A Anvisa vai exigir elementos técnicos que possam convencê-la de que tais produtos não serão nocivos à saúde humana. Já o Ibama alega não ter sido comprovado que o meio ambiente não será afetado. Essa matéria é muito importante e a sociedade deveria se envolver mais ainda. Além de se referir à questão da saúde dos brasileiros e brasileiras, a liberação de transgênicos deve ser cercada de todas as garantias de que não haverá nenhum tipo de contaminação. Essa certeza não existe e, sendo assim, deve incidir o Princípio da Precaução. Enquanto não se souber as conseqüências, não se libera, como fez a França em recente decisão sobre a liberação de uma variedade de milho modificada geneticamente da Monsanto. Não se deve esquecer que o Brasil é o maior país do mundo em biodiversidade, o que aumenta ainda mais a responsabilidade de nossas atitutes. Marino Elígio Gonçalves.

 

Anvisa decidirá se libera produtos com milho transgênico

 

14/02/2008  - Estadão Online

 

Os produtos feitos com milho transgênico liberado ontem pelo Conselho Nacional de Biossegurança vão ter de enfrentar uma batalha técnica e jurídica para provar a segurança alimentar e serem comercializados. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, avisou na quarta-feira (13) que o registro de produtos que levem em sua composição milho geneticamente modificado só será concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) caso seja comprovada a sua segurança.


Na prática, isso significa que a Anvisa poderá vetar a venda de produtos derivados de milho transgênico - como óleo de milho e maisena - até que seu pedido, exposto no recurso proposto ao Conselho Nacional de Biossegurança, seja atendido pelas empresas. "A liberação para o plantio é competência do Ministério da Agricultura. À Anvisa caberá avaliar se o produto feito com o milho é ou não seguro", afirmou o ministro.


Integrante do Conselho Nacional de Biossegurança, Temporão foi um dos quatro ministros que votaram contra a liberação comercial de duas variedades de milho transgênico, uma delas produzida pela Bayer e a outra pela Monsanto. A votação ocorreu ontem, numa reunião organizada pelo conselho para avaliar recursos contra a liberação comercial do milho propostos pela Anvisa e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).


As duas instituições argumentavam que, no processo que definiu a liberação das sementes, não foram apresentados documentos que comprovassem que as espécies de milho eram inofensivas ao meio ambiente, não provocavam alergias ou eram tóxicas para humanos. Sete ministros foram favoráveis à liberação, que já havia sido concedida ano passado pelo Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

 



Escrito por Marino às 11h01
[] [envie esta mensagem
]





ANISTIA AOS CRIMINOSOS AMBIENTAIS DA AMAZÔNIA?

 

 

google

Marina Silva                                           Reinhold Sthefanes

Estou me informando sobre o assunto. Portanto, publicarei a nota abaixo do MMA em conjunto com o MA, sem tecer qualquer comentário,nesse momento. Assim que obtiver o retorno de minhas consultas, volto ao tema. Marino Elígio Gonçalves.

 

 

Nota à Imprensa

 

11/02/2008 - MMA

 

Ao contrário do que foi noticiado nesse fim de semana, os Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento esclarecem que não estão trabalhando em qualquer proposta de anistia para desmatadores ilegais ou para redução da reserva legal, seja na Amazônia ou em qualquer outra região.

 

O Governo Federal defende a manutenção da Reserva Legal e a solução dos passivos ambientais no âmbito do Zoneamento Ecológico Econômico e está trabalhando fortemente para aprofundar os mecanismos de penalização efetiva dos desmatadores ilegais, a exemplo da implementação do Decreto 6.321, de dezembro de 2007, que instituiu o embargo econômico de áreas desmatadas ilegalmente e a responsabilização da cadeia de produção.

 

Os fortes indícios de aumento do desmatamento nos meses de novembro e dezembro de 2007, constatados pelo sistema DETER, impõem para o governo e a sociedade a necessidade de intensificar ações enérgicas que coíbam o desmatamento ilegal. Flexibilizar o Código Florestal como prevê o PL 6.424/2005, aprovado na Comissão da Agricultura da Câmara dos Deputados, em dezembro passado, não levará à diminuição do desmatamento e sim à legalização do passivo ambiental e ao estímulo a novos desmatamentos.

 

Marina Silva - Ministra do Meio Ambiente

Reinhold Stephanes - Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

 

 



Escrito por Marino às 10h46
[] [envie esta mensagem
]





TRANSGÊNICOS

google

O MAU EXEMPLO DO BRASIL PARA O MUNDO

 

Ontem publiquei matéria sobre o bom exemplo vindo da França-Europa que negou o pedido da Monsanto para a liberação de uma variedade de milho transgênico. Comemorei, pois isso poderia ser um sinal alvissareiro, principalmente para nós brasileiros. Pudesse ser como um farol a iluminar as autoridades brasileiras, de modo a impedir também que em nosso território as multinacionais dos grãos malditos não grassassem com têm grassado. Ainda, que aquela decisão dos franceses pudesse sensibilizar os brasileiros que iriam decidir a questão aqui acerca dos pedidos de liberações de duas variedades de milho geneticamente modificados da Bayer e da Monsanto. Isso, porque, a decisão européia valorizava o Princípio da Precaução. A França está sendo precavida, pelo menos no que se refere ao milho transgênico da Monsanto. Porque o Brasil também não deveria ser precavido? Os Ministérios do Meio Ambiente e da Saúde e a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, na reunião do Conselho Nacional de Biossegurança, composto por onze ministérios que deliberou favoravelmente ao pedido das multinacionais, votaram contra. É significativo notar: um ministério cuida do meio ambiente, o outro da saúde e o outro dos recursos pesqueiros. Em suma, tais ministérios cuidam da vida. E a vida deveria ter prioridade absoluta sobre qualquer projeto econômico, quiçá no caso vertido em que os interesses das grandes multinacionais dos grãos malditos se contrapõem aos interesses maiores da República do Brasil, notadamente no que se refere aos Direitos à Vida (CF, art. 5.º) e ao Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado (CF, art. 225). Sempre é bom lembrar que tais organismos geneticamente modificados (OGMs) podem provocar contaminação sem precedentes na história da humanidade. Digo isso, porque no evento promovido pela ONU, em 2006, na cidade de Curitiba, a MOP-3 sobre biossegurança, a comunidade científica mundial que esteve lá representada, não chegou a um consenso sobre os riscos de OGMs para a Natureza e para os seres humanos. É, sem dúvida, o caso de aplicar o Princípio da Precaução, volto a frisar. Estou totalmente indignado com esta infeliz e nefasta decisão que conspira contra a vida em todas as suas formas. Marino Elígio Gonçalves.

 

Governo libera comercialização de milho transgênico

O governo brasileiro autorizou na tarde dessa terça-feira a produção e comercialização de duas sementes de milho transgênico. O Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), composto por 11 ministérios, decidiu por sete votos contra quatro autorizar a comercialização da semente da Bayer, mais resistente a herbicidas, e da semente da Monsanto, mais resistente a insetos. Essas são as primeiras liberações de comercialização de milho transgênico no País. Até hoje, apenas a soja geneticamente modificada era liberada no Brasil.

O Ministério da Agricultura vai preparar agora uma portaria para definir as regras de produção e comercialização das novas sementes no Brasil. Porém, a decisão política já está tomada e é irreversível.

Votaram contra a liberação do milho geneticamente modificado os ministérios do Meio Ambiente, da Saúde, da Aqüicultura e Pesca e do Desenvolvimento Agrário. A favor do parecer da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) ficaram os ministros da Casa Civil, da Defesa, da Justiça, de Ciência e Tecnologia, da Agricultura, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento.

 

A liberação é bastante polêmica e a Anvisa e o Ibama contestaram a decisão técnica da CTNBio em todas as instâncias administrativas possíveis. Foi necessário inclusive um parecer jurídico da Advocacia Geral da União (AGU) esclarecendo que a CTNBio, composta por técnicos, tinha competência legal para autorizar tecnicamente a comercialização.



Escrito por Marino às 17h44
[] [envie esta mensagem
]





PEIXES x USINAS

 

 

google

 

 

 

 

Estudo desenvolvido por cientistas da Universidade Estadual de Maringá em parceria com outros cientistas da Universidade Federal do Tocantins, revela que os chamados “Corredores da Piracema” podem servir de armadilhas para a extinção de espécies da fauna aquática. Reportagem completa foi publicada na Folha de São Paulo, edição de domingo, dia 10 de fevereiro do corrente ano, caderno Ciência. Fiz questão de ressaltar esta matéria em razão de dupla motivação: primeiro: o estudo é comandado pela UEM, que é renomada internacionalmente em se tratando de ictiologia, é de Maringá e também nela leciono; segundo: o estudo tem muita relevância e pode mudar o pensamento de muitas pessoas (inclusive o meu) sobre as tais escadas para a transposição de barragens por espécies migratórias de peixes. O que poderia ser considerado adequado como medida mitigadora dos impactos de empreendimentos desta natureza, pode se converter em armadilha mortal. Particularmente, continuarei a debruçar sobre o tema e também o participarei aos que tiverem acesso ao blog. Marino Elígio Gonçalves. 

 

Escada para peixe aumenta risco de extinção, aponta estudo

11/02/2008 - Folha Online


Escadas construídas especialmente para facilitar a transposição da barragem por peixes que pretendem desovar são muito utilizadas no hemisfério Norte. Mas nas regiões tropicais, isso apenas dificultou a vida desses animais, segundo reportagem de Cláudio Angelo publicada neste domingo na Folha de S.Paulo.

Concebidas para atenuar o impacto de hidrelétricas sobre a fauna, essas escadas de peixe, em vários casos, acabam tendo o efeito inverso, acelerando extinções. O fenômeno foi observado em Lajeado por cientistas da Universidade Estadual de Maringá (PR) e da Universidade Federal do Tocantins, mas deve estar se repetindo em vários rios Brasil.

As razões pelas quais os peixes não voltam são, em geral, uma combinação da biologia dos peixes tropicais e do ambiente alterado pelas construção das usinas hidrelétricas.

Peixes migradores dos trópicos depositam seus ovos em afluentes dos rios. As larvas desses animais e os ovos que não eclodiram descem o rio, seguindo a correnteza, e amadurecem no caminho. Mas, para isso, eles dependem de águas turvas e agitadas, o que as represas em geral não têm. Já os adultos evitam água parada. Especialistas acreditam que, na viagem de volta da piracema (como é chamada a subida para a desova), a água parada da represa funciona como uma barreira.



Escrito por Marino às 15h23
[] [envie esta mensagem
]





TRANSGÊNICOS

goolge

BOA NOTÍCIA QUE VEM DA EUROPA

A notícia abaixo é muito importante, sobretudo, para nós brasileiros. As autoridades francesas fizeram valer o Princípio da Precaução no caso do pedido de liberação de uma variedade de milho transgênico da Monsanto. Não é possível autorizar Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) sem que se tenha a certeza de que estes não irão comprometer a Natureza, incluído aí os próprios seres humanos. No caso do milho, a situação é ainda mais grave, porquanto o processo de polinização se dá em ambiente livre, o que facilita a propagação no meio ambiente e, com isso, aumenta consideravelmente o risco de contaminação. Que o Brasil possa seguir o bom exemplo que a França fornece ao mundo. Marino Elígio Gonçalves.

 

França proíbe cultivo de milho transgênico da Monsanto

11/02/2008 - Yahoo!


A França proibiu oficialmente o cultivo do milho geneticamente modificado MON810, variedade transgênica da empresa americana Monsanto, segundo uma decisão do Ministério da Agricultura publicada neste sábado no Diário Oficial.

Esta proibição será aplicada "até que se tenha tomado uma decisão sobre um pedido de renovação da autorização para colocar este organismo no mercado", afirma ainda a nota oficial.

Os produtores de milho já haviam prevenido, no final de janeiro, que iam atacar esse decreto com um processo urgente ante o Conselho de Estado.

Segundo a Associação Geral de Produtores de Milho (APGM) francesa, o prejuízo financeiro de seus membros é avaliado em dez milhões de euros, já que, sem esta proibição, cerca de 100.000 hectares iam ser semeados com OGM este ano, contra apenas 22.000 em 2007, 5.000 em 2006 e 500 em 2005.



Escrito por Marino às 14h19
[] [envie esta mensagem
]





AMAZÔNIA LEGAL: DIMINUIR PARA DESMATAR AINDA MAIS

google

É inacreditável a capacidade de alguns dos Deputados Federais. A exclusão de três estados da Amazônia Legal foi colocada em pauta e é tão absurda quanto a proposta separatista do Sul do Brasil, defendida em tempos idos. É importante que a população tenha claro quem são estes que prestam um desserviço à Nação. A nefasta proposta traz em si o desejo de se desmatar ainda mais a Amazônia, pois visa-se, com isso, diminuir a área de Reserva Legal. Está na cara que estes deputados servem ao um senhor maior, todo poderoso e que só vê o lucro. Preservar o meio ambiente é balela para estes. Querem mesmo é ferir de morte nosso oceano verde. Querem desmatar ainda mais do que já desmataram. É um absurdo! Estou profundamente indignado. Marino Elígio Gonçalves

 

 

Grupo quer diminuir a Amazônia Legal

 

08/02/2008 – Folha Online

 

Em meio à escalada do desmatamento que levou o governo federal a suspender o abate de árvores em 36 municípios e criar um esquema especial de fiscalização, a Amazônia Legal poderá ter sua área reduzida em até um quarto, caso dois projetos de lei que tramitam no Congresso sejam aprovados.


As propostas pedem a retirada de Estados da área. Os excluídos seriam Mato Grosso, principal foco do aumento da devastação medida pelo Inpe nos últimos cinco meses de 2007, Tocantins e parte do Maranhão. Em toda a Amazônia Legal, as propriedades rurais precisam manter reservas de 80%, segundo a legislação.


Produtores rurais e um dos autores dos projetos argumentam que a vegetação desses Estados não é formada em sua maioria por floresta amazônica. Também afirmam que a conseqüência das atuais regras leva produtores rurais ao prejuízo. Ambientalistas, no entanto, temem que, com uma mudança, a degradação das matas se agrave ainda mais.


O deputado federal Osvaldo Reis (PMDB-TO), autor de uma proposta de retirada do Tocantins da Amazônia Legal, diz que a permanência do Estado na região deixa a economia "tolhida". "Não temos área suficiente para produzir porque o Estado está na Amazônia Legal sem ter áreas de mata."


O outro projeto que sugere mudanças, do senador Jonas Pinheiro (DEM-MT), já foi aprovado em uma das comissões do Senado em 2007. Segundo dados do IBGE, Mato Grosso tem quase metade do território em área de bioma da Amazônia.


A Federação da Agricultura e Pecuária mato-grossense apóia a retirada do Estado da área. Para o presidente Rui Prado, a inclusão de Mato Grosso na Amazônia é "equivocada". "As pessoas que acompanham a mídia ligam Mato Grosso com Amazônia. E isso não é a realidade", diz. A aprovação, para Prado, poderia amenizar a "pressão de ONGs na atividade" agrícola. A federação do setor no Maranhão também aprova a idéia.


O biólogo americano naturalizado brasileiro Charles Clement, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas de Amazônia, ligado ao governo federal, diz que uma eventual sanção da proposta teria uma repercussão internacional muito negativa, justamente em um momento em que o Brasil já se sente pressionado na área ambiental. O desmatamento é a principal fonte brasileira de gases do efeito estufa.


Para Clement, uma mudança também teria conseqüências graves sobre o cerrado, que é o bioma líder em destruição nas últimas décadas.


O governo do Tocantins também é contrário ao plano. Marcelo Falcão, presidente interino do órgão ambiental do Estado, diz que aumentaria o "desgaste ambiental" e desorganizaria a produção agrícola local.


Desenvolvimentismo - O conceito de Amazônia Legal foi criado na década de 1950 pelo governo federal. A divisão foi feita para organizar investimentos e ações na floresta. Em 2001, uma medida provisória determinou que propriedades rurais nos Estados incluídos no conceito passassem a ter reservas naturais de 80%.


Para Angelo Mazola, da Federação da Agricultura do Tocantins, a alteração criou uma "distorção". "O conceito (de Amazônia Legal) é desenvolvimentista e não ambiental. Não temos características de floresta amazônica no Estado", diz.



Escrito por Marino às 18h09
[] [envie esta mensagem
]





google

Consumidor deveria pagar por sacola plástica de supermercado, diz professor


Carolina Pimentel  - 05/fev/2008 - Repórter da Agência Brasil

 

Brasília - O consumidor deveria pagar pela sacola plástica usada para carregar as compras de supermercado. A sugestão é do professor da Escola Técnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Haroldo Mattos de Lemos.


Para o professor, a cobrança seria uma forma de obrigar o brasileiro a usar a embalagem mais de uma vez. “Se quer uma sacola plástica para levar suas compras, pague um determinado valor por ela." Em entrevista à Rádio Nacional, Lemos disse que isso faria com que as pessoas tivessem mais cuidado com as sacolas plásticas e não as jogassem em qualquer lugar, poluindo o meio ambiente. Segundo o professor, na Europa, vários países já adotaram a medida.


“Ao chegar em casa com as suas compras, você pagou pela sacola e não vai jogar fora. Você guarda a sacola para levar da próxima vez que for ao supermercado. Essa é a atitude correta”, completou.


Haroldo Mattos ressaltou, no entanto, que os supermercados precisam distribuir sacolas de melhor qualidade, que não rasguem com facilidade, para serem utilizadas outras vezes.

 

 

As sacolas de plásticos em muitas residências brasileiras já possuem outras finalidades, sendo corriqueiro o uso para a deposição de lixo em substituição aos tradicionais sacos de lixo criados somente para esse fim. Entretanto, avalio que ainda não é suficiente para a sustentabilidade ambiental, porquanto, de um modo ou de outro, tais sacolas plásticas acabam na Natureza e, por conseqüência, constituindo-se num fator de poluição. No meu dia-a-dia tenho adotado alguns procedimentos que avalio serem mais eficazes. Cito o exemplo das compras em feiras livres. Na própria feira, adquiri duas sacolas de fio de nylon e, desde de então, dispenso qualquer outra forma para transportar os produtos.

 

Em minha cidade, Maringá, tem um mercado de grande porte que vende no varejo e no atacado. Este eliminou qualquer sacola plástica para transportar os produtos que vende. Fez isso com base na constatação de que os produtos já vinham com embalagem própria e, portanto, não se justificaria mais uma embalagem para o seu transporte. No início foi uma chiadeira geral dos consumidores, todavia, logo compreenderam a mensagem ambiental e se adaptaram ao novo modo, sendo que vão às compras devidamente munidos de sacolas de nylon, couro ou corvim, ou ainda, com caixas de papelão que já haviam sido utilizadas.

 

Em minha opinião, são medidas mais apropriadas do que a proposta veiculada na matéria acima, embora a veja como positiva, pois promove o debate sobre o assunto.

 

Marino Elígio Gonçalves

 



Escrito por Marino às 09h20
[] [envie esta mensagem
]





DESMATAMENTO DA MATA SECA

google

Desmatamento à mineira

Felipe Lobo - 02.02.2008 – O Eco

 

Nos últimos três meses, as árvores na Amazônia voltaram a cair em ritmo acelerado. Mas não é apenas o maior bioma do Brasil que suplica por maior atenção do poder público. A Floresta Estacional Decidual, cujo pomposo nome pode ser reduzido a Mata Seca, também demanda cuidados. No último dia 18, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, sancionou a Lei 17.353 sem esperar pelas propostas da sociedade civil e dos órgãos ambientais interessados na preservação da floresta. O texto da lei aumenta a possibilidade de desmatamento para 70% de todo ecossistema, que está presente na região Norte do estado. Pouco estudado, essa vegetação reúne número significante de espécies da fauna e flora, algumas endêmicas.

A notícia da nova lei agradou aos madeireiros e produtores rurais da porção Norte de Minas. Afinal, são eles os mais interessados nas nobres madeiras e solos férteis que abrigam as formações arbóreas acostumadas a climas bem definidos. Aliás, Mata Seca é uma denominação um tanto arriscada para o ecossistema distribuído do México até os chacos argentinos. Rica em árvores altas e de bom valor econômico, como o umbu, ipê e barriguda, a cobertura vegetal recebeu o nome por liberar, pelo menos, 50% de suas folhas durante o período de seca, que dura por volta de três meses a cada ano.

 

Apesar de serem encontradas, predominantemente, em regiões áridas, é possível avistar as Florestas Tropicais Secas (como também é conhecida) até na Amazônia. Sua principal incidência, porém, acontece no Nordeste brasileiro e no Norte do estado governado por Aécio Neves. Foi justamente ali, já fragmentada pelo desmatamento irregular, que a Mata Seca acabou de perder parte de sua proteção. “Trata-se do ecossistema terrestre mais ameaçado no país, principalmente por ocorrer em solos férteis, cobiçados pela agricultura e pecuária. Além disso, tem importantes espécies de árvores que fornecem madeira para construção e movelaria de alta qualidade. Por essas razões, no Brasil restam somente áreas fragmentadas e geralmente perturbadas”, conta Aldicir Scariot, do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas. (...)

 



Escrito por Marino às 18h05
[] [envie esta mensagem
]





DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

google

DEBATE ABERTO

 

É hora de acusar alguém.

É hora de exigir que o agronegócio, que jamais deixou de exercer pressão sobre a floresta sempre que isso lhe foi vantajoso, assuma responsabilidades públicas para evitar a destruição do maior patrimônio ambiental do país.

Maurício Thuswohl (jornalista da Carta Maior)

 

Ao presenciar o embate verbal entre os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Reinhold Stephanes (Agricultura) durante a reunião de cúpula que analisou na semana passada o aumento do desmatamento na Amazônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou: “Não é hora de acusar ninguém”. O mais provável é que a intenção presidencial tenha sido simplesmente a de acalmar os ânimos da discussão, mas parte da mídia já se apropriou das palavras de Lula, dando a elas significado de severa advertência à Marina. O pecado da ministra foi apontar a expansão da pecuária e da soja como o principal fator de aumento do desmatamento no segundo semestre do ano passado, além de exigir um compromisso dos grandes produtores rurais para reverter essa expansão.

 

Não sei qual teor quis dar a sua advertência o presidente, mas peço licença para apresentar aqui minha discordância. Acho que, se o governo federal não quiser perder as rédeas da luta contra o desmatamento na Amazônia, é hora, sim, de “acusar” alguém. É hora de exigir que um setor da sociedade brasileira, o chamado agronegócio, que jamais deixou de exercer pressão sobre a floresta sempre que isso lhe foi vantajoso, assuma responsabilidades públicas junto à sociedade brasileira para evitar a destruição do maior patrimônio ambiental de nosso país.

 

No dia 15 de janeiro, o ministro Stephanes anunciou exultante que a balança comercial do agronegócio fechou o ano de 2007 com o saldo recorde de US$ 49,7 bilhões (resultado da diferença entre US$ 58,4 bilhões em exportações e US$ 8,7 bilhões em importações). O aumento do preço internacional de algumas commodities agrícolas, destacou o ministro, foi fundamental para esse brilhante desempenho. Em primeiro lugar, a soja, que contribuiu com US$ 11,4 bilhões nas vendas externas. Logo atrás, as carnes, sobretudo a bovina, com US$ 11,3 bilhões em vendas. Em meio ao clima de euforia causado no governo pelos três anos consecutivos de redução do desmatamento, algumas organizações ambientalistas alertavam que o aumento do preço da soja e da carne ainda em 2006 fatalmente se traduziria em novo ciclo de devastação em 2007. Dito e feito. Nesse sentido, os números das exportações apresentados pelo Ministério da Agricultura e os dados da destruição da floresta captados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) são desgraçadamente complementares.

 

O ministro disse à imprensa que a área plantada com soja no país foi reduzida nos últimos dois anos e garantiu que não é esta a cultura que ameaça o bioma amazônico. Parafraseando Elio Gaspari, eu diria que o ministro está subestimando a inteligência da patuléia. Até o mais singelo uirapuru da floresta já sabe que a soja nunca é a primeira a entrar em cena neste ciclo de destruição. Primeiro, vem a exploração da madeira em si, depois o gado, em seguida uma outra cultura para “acertar o terreno” e, aí sim, a soja com suas máquinas. Por mais que se fechem os olhos, não há como negar que as grandes empresas do agronegócio estão por trás de todo esse processo de devastação.

 

Reinhold Stephanes é do PMDB, mas ocupa um ministério que, desde a nomeação de Roberto Rodrigues (PP) em 2003, sempre pertenceu politicamente à bancada ruralista do Congresso Nacional. O rei da soja no Brasil também é aliado do governo. Trata-se de Blairo Maggi, governador do Mato Grosso e dono do império industrial Maggi, não necessariamente nessa ordem. Segundo os dados do Inpe, o PR, partido do qual Maggi é presidente de honra, governa um quarto das 36 cidades apontadas pelos satélites do Inpe como campeãs do desmatamento da Amazônia. São esses aliados que Lula deve chamar agora ao compromisso público com toda a Nação, com toda a sociedade brasileira, pela preservação da Amazônia!

 

Nas mãos de pouquíssimas famílias, o agronegócio sempre foi um dos setores que mais se beneficiou do poder público. Exporta quase tudo o que produz. Quando obtém lucros, fica com eles. Quando tem perdas, sempre as empurra para os cofres públicos. Os financiamentos de safras são infinitos e, quando alguma coisa não sai como o

desejado, lá estão os caminhões fechando as rodovias e os tratores invadindo a Esplanada dos Ministérios. Pelo que se sabe nos rincões desse país, poucos benefícios ao povo trouxeram os senhores do agronegócio. Sem falar naqueles “patrões” que são chegados a “contratar” um trabalho escravo.

 

Será que os 98% restantes do povo brasileiro são favoráveis a que esses senhores do agronegócio destruam a Amazônia para manter seus lucros? O governo voltou a falar agora em cortar os financiamentos que Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal e outras instituições públicas concedem aos proprietários que desmatam. Mas, ora bolas, isso já não deveria ter sido feito há muito tempo? Essa discussão existe desde o primeiro dia do governo Lula, mas parece não ter avançado muito. O governo deveria abrir essa discussão e revelar quais são os interesses que impedem o andamento dessas soluções.

 

Outro problema que segue sem solução política é a linha de ação do Banco da Amazônia que continua concedendo crédito para plantio de soja e até mesmo para a construção de frigoríficos na região! Como evitar o desmatamento se o que se faz é incentivar com dinheiro público as principais atividades que ameaçam a floresta? O agronegócio é um dos pilares da economia brasileira, e nada indica que Lula vá tirá-lo do trono que ocupa em nossa estrutura social desde que o Brasil “se modernizou”. Ainda assim, nesses tempos em que se discute o aquecimento global e suas conseqüências, seria interessante para o governo e didático para o povo expor as coisas como elas realmente são no que se refere ao desmatamento da Amazônia. Fazer isso é apontar claramente os setores da sociedade brasileira responsáveis pela derrubada incessante de árvores em nossa maior floresta, nosso maior patrimônio natural. É hora de acusar alguém, como o fez de forma muito oportuna a ministra Marina Silva.

 

 



Escrito por Marino às 11h03
[] [envie esta mensagem
]





DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

google

A Serviço de Quem?

 

É sempre assim, todas as vezes que o Governo Federal anuncia um aperto diante dos crimes ambientais, vozes e porta-vozes de setores que tradicionalmente são os mais predadores da natureza se levantam para desviar o foco das atenções e atacar a área de meio ambiente, sobretudo, o Ministério do Meio Ambiente – MMA e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. Não é que não existam situações em que as críticas são merecidas, todavia, as que foram requentadas pela Folha de São Paulo, na edição do dia 30 de Janeiro do corrente ano, sob o título “Indicados do PT são maioria no Ibama”, é totalmente descabida e injusta.

 

As pessoas que ora ocupam cargos de superintendentes estaduais do IBAMA, independentemente de pertencerem ao partido “a” ou “b”, são comprometidas e têm experiência na área ambiental. Muitos deles foram forjados na luta diária na defesa de causas ecológicas. Falo isso por conhecimento próprio advindo inclusive da relação que tive com todas e todos os superintendentes estaduais, porque, também fiz parte dessa equipe, quando ocupei o mesmo cargo aqui no estado do Paraná, entre 2003 e 2006.

 

Posso afirmar que a minha condição de filiado a determinado partido em nada interferiu na minha atuação. Ademais, as experiências profissional e acadêmica na área ambiental me forneceram subsídios importantíssimos para comandar um órgão de tamanha relevância. A maioria daqueles que estão à frente do IBAMA nos estados, igualmente, reúne todos esses atributos. Não obstante, deve ser ressaltado que a grande maioria já estava na equipe desde o primeiro mandato do Presidente Luís Inácio LULA da Silva e da Ministra Marina Silva.

 

De outro lado, a sociedade organizada, com especial destaque para os setores ambientalistas, tem sempre exigido atuação mais efetiva do IBAMA e, quando isso ocorre, outros setores organizados da sociedade, principalmente, aqueles representantes da oligarquia rural brasileira, logo se rebelam e, numa rápida movimentação veiculam através da imprensa fatos que, dada a amplitude de cobertura, acabam por confundir a opinião pública. Isso está ocorrendo agora através do exemplo acima referido da Folha de São Paulo.

 

Devo salientar novamente que nem o MMA e nem o IBAMA estão isentos de críticas, todavia, se há um clamor para que haja mais e maior atuação repressora contra os crimes e criminosos ambientais, que se dê o devido apoio, que se pressione para que o Governo Federal como um todo dê as condições necessárias para tal desiderato.

 

A opinião pública certamente haverá de reconhecer que a estratégia adotada por tais setores conservadores (e nada conservacionistas) e por seus porta-vozes tem como único propósito desviar o foco das atenções sobre os crimes ambientais cometidos no Brasil, principalmente na Amazônia. Saberá ainda discernir que no momento há de se juntar forças para combater a insana sanha capitalista de busca do lucro fácil e a curto espaço de tempo à custa da devastação ambiental e da destruição da Natureza sem, contudo, deixar de ser vigilante quanto às exigências de efetividade dos órgãos ambientais brasileiros, certamente, incluídos aqui, além do IBAMA, os órgãos ambientais estaduais e municipais.

 

Marino Elígio Gonçalves.



Escrito por Marino às 17h23
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]