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A AMAZÔNIA ESTÁ NO NOSSO QUINTAL

A ATUAL SITUAÇÃO AMBIENTAL DE MARINGÁ

blog do Rigon: área desmatada e árvore cortada no centro da cidade com aspecto fitossanitário normal

 

É inacreditável como o prefeito municipal de Maringá-PR vem tratando o meio ambiente local. A principal marca de sua administração tem sido o "desmatamento" das áreas públicas do município. Nunca se viu tanta derrubada de árvores dos passeios públicos, dos canteiros centrais das vias públicas e, sobretudo, diante de lojas comerciais. E o que intriga muito é que a empresa terceirizada para realizar tais "obras ambientais" tem como proprietário um "ex-assessor" do deputado federal Ricardo Barros, irmão do prefeito Sílvio Barros.

Outro ponto que intriga é a facilidade dos "laudos" para condenação das árvores. Quando estive à frente da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (2001-2002) o corte de uma árvore era a última alternativa. Lembro-me do pedido da PUC/PR para remover uma árvore defronte à entrada do prédio que a universidade utilizaria, mais precisamente nas dependências do Colégio Marista, entrada pela Avenida Tiradentes. Embora os argumentos fossem válidos, mas a permanência da árvore totalmente sadia em nada prejudicaria a instituição. Neguei a remoção e a árvore lá está, bonita, frondosa e totalmente adaptada à paisagem da entrada daquela instituição que aceitou os argumentos dos técnicos da Secretaria do Meio Ambiente e demonstrou sua sensibilidade com o meio ambiente de Maringá.

O corte de uma árvore se constitui no ato mais extremo a ser praticado ainda assim, só se a mesma estiver muito doente ou puder colocar em risco as pessoas ou o patrimônio daqueles que, principalmente, tenham seus imóveis nas proximidades.

Atualmente, parece que houve flexibilização da lei e, ao que tudo indica, houve inversão das ações de intervenção, de modo que o extermínio vem em primeiro lugar. Um verdadeiro absurdo!

De outro lado, como bem observado pela imprensa e bloguistas locais, o prefeito Sílvio Barros faz de conta que tudo está correndo dentro da normalidade, que não existem crimes ambientais sendo praticados na cidade e, que portanto, Maringá continua sendo a cidade "verde" do Paraná e do Brasil.

Ocorre, que há muito tempo esse "marketing" ambiental já não se sustenta. Recordo-me do Primeiro Fórum Ambiental de Maringá, realizado em 2001 (prática suprimida por Sílvio Barros), que desmascarou o mentiroso "marketing". Maringá, embora seu povo tivesse grande apego e orgulho ao seu meio ambiente, infelizmente tinha uma parcela que não fazia a sua parte. A própria municipalidade, simplesmente, não intervinha adequadamente.

O Primeiro Fórum Ambiental apontou a necessidade de mudar a concepção ambiental da cidade: educar, proteger e agir de forma preventiva na defesa do patrimônio ambiental. Sílvio Barros não deseja isso, não deseja que o nível da consciência crítica da população aumente, porque isso seria um incômodo a ele. Não dispensou os meios e recursos necessários para que a Secretaria do Meio Ambiente pudesse agir adequadamente. Não valorizou os servidores da Secretaria do Meio Ambiente. Desarticulou a equipe de Fundos de Vale. Perseguiu fiscais e membros da referida equipe.

Diante disso, não se pode culpar os servidores da Secretaria do Meio Ambiente quando, diante da vista de toda a cidade, proprietários de áreas com remanescentes de florestas nativas (ou pelo menos em estágio avançado de regeneração) pratiquem diariamente crimes como o denunciado recentemente acerca do desmate de uma importante área onde antes funcionava o restaurante Manga Rosa. Também não se pode culpar os servidores da Secretaria pelo descaso com as áreas de fundos de vale que, sem exceção alguma, estão agonizantes.

Por fim, outro descaso de Sílvio Barros pode ser verificado ao tratamento dispensado ao Parque do Ingá. Essa unidade de conservação possui exemplares da fauna em cativeiro e também em vida livre. Embora se tenha determinado o fechamento do Zoológico, nem todos os animais foram transferidos. Não bastasse, tem ainda os animais em vida livre no seu interior. Pois bem, desrespeitando a legislação ambiental, sobretudo, aquela protetiva da fauna, o prefeito Sílvio Barros tem liberado constantemente eventos no entorno do Parque do Ingá. Tais eventos, em sua maioria, produzem ruídos excessivos, como foi a etapa de um campeonato de Kart. Quem mora nas proximidades ou foi assistir o evento concluíram a inadequação do local. Além dos transtornos decorrentes do fechamento de importante via de escoamento do trânsito, o barulho foi intenso e incomodou os moradores da cidade e, com certeza, os "moradores" do parque.

Consultei um biólogo e um veterinário, ambos confirmaram que os animais ali existentes passaram por uma dose muito exagerada de "stress". Muitos possivelmente teriam se deslocado para outras áreas do parque, filhotes poderiam ter sido abandonados ou pisoteados, ovinhos quebrados ou lançados para fora do ninho etc.

Avalio que é necessário dar um basta a tudo isso. No caso dos eventos automobilísticos Maringá dispõe de ampla área no antigo aeroporto de Maringá, de modo, que não existe justificativa plausível para que o sr. Sílvio Barros tenha autorizado referido evento ou venha a autorizar outros eventos de igual natureza.

Hoje ficarei restrito a tais observações. Volto em outra oportunidade, pois a situação ambiental de Maringá se mostra muito grave.

Marino Elígio Gonçalves.

 

 



Escrito por Marino às 11h27
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MAIS UMA FERRAMENTA NO COMBATE AO DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

google: a foto foi tirada pelo satélite Alos em 2007 e revela desmatamento em Rondônia.

Satélite Alos disponibiliza primeiras imagens, diz o Ibama.

Luis Lopes/Ascom/Ibama – 23/05/2008

As primeiras imagens com indicativos de desmatamento obtidas pelo satélite Alos (Advanced Land Observing Satellite - satélite de observação avançada da terra) já foram analisadas e colocadas à disposição da Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro) pelo Centro de Sensoriamento Remoto (CSR). O satélite indicou 57 novos polígonos de desmatamento, mais 26 polígonos não identificados pelo Deter em decorrência da presença de nuvens.As imagens obtidas pelo Alos são de radar (banda L) e não sofrem interferências mesmo quando há condições climáticas desvaforáveis. O Alos pertence à Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (Jaxa). Em agosto de 2007, o Ibama celebrou um acordo interinstitucional com a agência para o recebimento de imagens que cobrem toda a área da Amazônia.

“Essas imagens fazem com que estejamos na vanguarda do monitoramento e sensoriamento remoto em áreas chuvosas de florestas”, comemora Humberto Mesquita, coordenador do CSR. Segundo ele, esse ganho operacional se reflete nas próprias ações da fiscalização, pois, “o desmatamento não pára por causa das chuvas”.

Humberto informa ainda que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) pretende construir, em parceria com a Alemanha, um satélite com o mesmo tipo de sensor até 2012.



Escrito por Marino às 11h16
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CARTA DE FREI BETTO À MARINA SILVA

arquivo: mandato do Dep. Tadeu Veneri (PT)

Ainda repercute a saída da Senadora Marina Silva do Meio Ambiente. Assim como publiquei a carta de Leonardo Boff, a seguir também publico a carta de Frei Betto. Como recomendei a leitura da carta de Boff, também esta é impoerdível. Vale a pena conferir. Vale a pena refletir. Marino Elígio Gonçalves.

 Querida Marina.  

 

Carlos Alberto Libanio Christo - Frei Betto - Envolverde/Revista Fórum - 16/05/2008

 

Caíste de pé!Tu eras um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente. CAÍSTE DE pé! Trazes no sangue a efervescente biodiversidade da floresta amazônica. Teu coração desenha-se no formato do Acre e em teus ouvidos ressoa o grito de alerta de Chico Mendes. Corre em tuas veias o curso caudaloso dos rios ora ameaçados por aqueles que ignoram o teu valor e o significado de sustentabilidade. Na Esplanada dos Ministérios, como ministra do Meio Ambiente, tu eras a Amazônia cabocla, indígena, mulher. Muitas vezes, ao ouvir tua voz clamar no deserto, me perguntei até quando agüentarias. Não te merece um governo que se cerca de latifundiários e cúmplices do massacre de ianomâmis. Não te merecem aqueles que miram impassíveis os densos rolos de fumaça volatilizando a nossa floresta para abrir espaço ao gado, à soja, à cana, ao corte irresponsável de madeiras nobres. Por que foste excluída do Plano Amazônia Sustentável? A quem beneficiará esse plano, aos ribeirinhos, aos povos indígenas, aos caiçaras, aos seringueiros ou às mineradoras, às hidrelétricas, às madeireiras e às empresas do agronegócio? Quantas derrotas amargaste no governo?

 

Lutaste ingloriamente para impedir a importação de pneus usados e a transformação do país em lixeira das nações metropolitanas; para evitar a aprovação dos transgênicos; para que se cumprisse a promessa histórica de reforma agrária.

 

Não te muniram de recursos necessários à execução do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, aprovado pelo governo em 2004. Entre 1990 e 2006, a área de cultivo de soja na Amazônia se expandiu ao ritmo médio de 18% ao ano. O rebanho se multiplicou 11% ao ano. Os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectaram, entre agosto e dezembro de 2007, a derrubada de 3.235 km2 de floresta. É importante salientar que os satélites não contabilizam queimadas, apenas o corte raso de árvores. Portanto, nem dá para pôr a culpa na prolongada estiagem do segundo semestre de 2007. Como os satélites só captam cerca de 40% da área devastada, o próprio governo estima que 7.000 km2 tenham sido desmatados. Mato Grosso é responsável por 53,7% do estrago; o Pará, por 17,8%; e Rondônia, por 16%. Do total de emissões de carbono do Brasil, 70% resultam de queimadas na Amazônia.Quem será punido? Tudo indica que ninguém.

 

A bancada ruralista no Congresso conta com cerca de 200 parlamentares, um terço dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. E, em ano de eleições municipais, não há nenhum indício de que os governos federal e estaduais pretendam infligir qualquer punição aos donos das motosserras com poder de abater árvores e eleger ($) candidatos. Tu eras, Marina, um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente, os mesmos que repudiam a proposta de proibir no Brasil o fabrico de placas de amianto e consideram que 'índio atrapalha o progresso'. Defendeste com ousadia nossas florestas, nossos biomas e nossos ecossistemas, incomodando quem não raciocina senão em cifrões e lucros, de costas para os direitos das futuras gerações. Teus passos, Marina, foram sempre guiados pela ponderação e pela fé. Em teu coração jamais encontrou abrigo a sede de poder, o apego a cargos, a bajulação aos poderosos, e tua bolsa não conhece o dinheiro escuso da corrupção.Retorna à tua cadeira no Senado Federal.

 

Lembra-te ali de teu colega Cícero, de quem estás separada por séculos, porém unida pela coerência ética, a justa indignação e o amor ao bem comum. Cícero se esforçou para que Catilina admitisse seus graves erros: 'É tempo, acredita-me, de mudares essas disposições; desiste das chacinas e dos incêndios. Estás apanhado por todos os lados. Todos os teus planos são para nós mais claros que a luz do dia. Em que país do mundo estamos nós, afinal? Que governo é o nosso?' Faz ressoar ali tudo que calaste como ministra. Não temas, Marina. As gerações futuras haverão de te agradecer e reconhecer o teu inestimável mérito.

 

Carlos Alberto Libanio Christo, o Frei Betto, 63, frade dominicano, escritor e assessor de movimentos sociais, é autor de, entre outras obras, 'A Obra do Artista Uma Visão Holística do Universo'.



Escrito por Marino às 15h57
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MUDANÇA NO IBAMA

g-1 - Roberto Messias e Bazileu Margarido

Está confirmada a informação de que o novo presidente do IBAMA será mesmo o geógrafo Roberto Messias. Ele substituirá Bazileu Margarido que deixou o cargo na mesma oportunidade que a Senadora Marina Silva. A sua posse pode ocorrer ainda nesta semana.

 

O Roberto Messias é um daqueles amigos que, pela sua experiência e serenidade, sempre busquei apoio e idéias, enquanto ocupei o cargo de Superintendente do IBAMA. Assim como eu ele era Superintendente do IBAMA em Minas Gerais.

 

Além disso, compartilhamos em momentos distintos a coordenação geral do Conselho de Superintendentes das Regiões Sul e Sudeste.

 

Posso atestar que Roberto Messias conhece como ninguém a estrutura e o funcionamento do IBAMA e saberá conduzi-lo de forma honrosa, dinâmica e voltada para os grandes interesses ambientais do país.

Desejo-lhe total êxito nessa nova missão. Marino Elígio Gonçalves.



Escrito por Marino às 15h47
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MINC ASSUME NO LUGAR DE MARINA

google

 

Lula critica imprensa, elogia Marina e alerta Minc sobre dificuldades que enfrentará

 

RENATA GIRALDI - da Folha Online – 26/maio/2008

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje a imprensa na posse de Carlos Minc no Ministério de Meio Ambiente. Lula disse que a imprensa não divulgou o trabalho de Marina Silva -antecessora de Minc-, além de alimentar intrigas entre ela e a colega Dilma Rousseff (Casa Civil).

"Lamentavelmente, o PAS (Plano Amazônia Sustentável) não mereceu quase nenhuma lembrança da imprensa. Se pegar o que foi publicado do PAS no dia seguinte ao lançamento. Ouvidos moucos não quiseram retratar a força daquilo que aqui foi apresentado", disse Lula hoje se referindo ao tratamento dado pela imprensa ao PAS.

Lula afirmou ainda que Marina teve dificuldade para divulgar seu trabalho na mídia. "Marina sabe o quanto apanhou. Não foram poucas às vezes que ela disse: 'já falei, já dei entrevista. Mas não adianta, presidente, não sai'. Para sair no Brasil, tem que dar primeiro no "New York Times". Foi assim que Chico Mendes começou a ser conhecido no Brasil depois que foi premiado internacionalmente."

O presidente criticou ainda a forma como a imprensa retratou as divergências entre Dilma e Marina. "Lembro das brigas que criaram entre Dilma e Marina. Os desenvolvimentistas contra ambientalistas. Eu que participava da reunião com as duas não via as brigas que saíam no dia seguinte nos jornais. Quem era tal de fonte que passava informação que não tinha acontecido na minha mesa?"

Lula ainda alertou Minc sobre o que o novo ministro vai enfrentar na pasta. "Sei do tormento que você viveu, Marina. E sei Minc do tormento que você vai viver."

Desenvolvimentistas x ambientalistas

Lula disse ainda que a imprensa tentou colocar em Minc o rótulo de desenvolvimentista. "Entra Minc que é desenvolvimentista e sai Marina, uma ambientalista. Sai uma mulher do Acre que quer preservar a Amazônia e entra um carioca que quer destruir Amazônia", disse ele se referindo à forma como Minc foi tratado.

O presidente afirmou que não é assim que funciona. "Nem Minc é cortador da Amazônia nem Marina deixou de levar a sério a possibilidade de levar desenvolvimento para região. De melhorar a vida dos agricultores."



Escrito por Marino às 17h20
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CARTA DE LEONARDO BOFF À MARINA

arquivo pessoal

 

Com muita ansiedade aguardava a manifestação de Leonardo Boff sobre a saída da Senadora Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente. A Carta abaixo foi escrita por Boff e endereçada à Marina Silva, porém, publicizada a toda sociedade que igualmente esperava uma posição de Leonardo Boff. A carta apresenta algumas críticas ao Governo LULA, mas o seu objetivo mesmo é fazer um tributo a mulher, mãe e guerreira das causas ambientais, Marina Silva. Em vários momentos como Superintendente do IBAMA/PR tiver o prazer de compartilhar com Marina e Boff boas conversas, planos, esperanças e lutas em favor das causas ambientais. Sinto certa tristeza, contudo, sei que a luta é lutada em várias frentes. No Senado, Marina continuará a contribuir muito pela Natureza. A carta a seguir vale a pena ler e divulgar. Marino Elígio Gonçalves.

 

 

Para Marina Silva: 'política sem teologia é puro negócio'

 

Leonardo Boff – Envolverde – maio/2008

 

A saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente representa uma pesada perda de qualidade política do governo Lula. Por qualidade política entendo a competência do governante de manter a unidade dos contrários, contrários esses, inerentes a todo convívio social e democrático, que confere dinamismo e vida à sociedade. Marina Silva representava um pólo decisivo no governo e fundamental para uma política responsável pelo futuro da vida e da integridade do Planeta: o cuidado com o ambiente inteiro e com as condições ecológicas que garantem a vida em toda sua imensa diversidade.

 

No outro pólo estão outros, em maior número, que perseguem um projeto, que nos remete ao século XIX, de crescimento material acelerado e a todo custo, sem considerar a mutação das consciências ocorrida no Brasil e no mundo face principalmente às perigosas transformações negativas do estado da Terra, ocasionadas, em grande parte, por aquele projeto. Missão do governante é ser um homem de síntese, capaz de articular os pólos e ter a sabedoria suficiente para decisões estratégicas, mesmo difíceis, que garantam o futuro de nossa existência neste pequeno Planeta.

 

O atual presidente mostrou essa capacidade de síntese. Mas desta vez, parece-nos, se operou desastroso desequilíbrio. Com a ausência de Marina Silva, há o risco do pensamento único e da obsessão furiosa pelo crescimento fazendo crescer nossa dívida para com a natureza e as gerações futuras. A ex-ministra Marina Silva mantinha tenaz coerência com a missão que se propôs de introduzir a partir de seu Ministério a transversalidade do cuidado ecológico em todas as instancias do poder, no esforço de conferir uma direção inovadora e à altura dos desafios contemporâneos ao desenvolvimento sócio-ambiental sustentável.

 

Foi vista como obstáculo ao crescimento e como empecilho à modernização. E efetivamente era e precisava se-lo. Não é possível com tudo o que sabemos da história e da experiência recente continuar com o tipo de crescimento retrógrado que visa a acumulação à custa da devastação da natureza e do aprofundamento das desigualdades sociais. Há que se estigmatizar essa modernização conservadora e socialmente criadora de tantas vitimas no campo e nas cidades. As pressões contra a ministra vindas do interior do próprio governo e do exterior, de grupos poderosos ligados à pecuária e ao agronegócio solaparam a sustentação política e a viabilidade de seu trabalho, especialmente, com referência à preservação da floresta amazônica.

 

Retirou-se do ministério pela porta da frente, com elevado espírito público e ético, protestando lealdade e fidelidade ao presidente.Marina Silva era uma das reservas éticas do governo, uma referência de credibilidade para o Brasil e para o mundo. Mas ética era pouco para ela. Movia-a uma inspiração espiritual, de serviço à vida e de proteção a todo o Criado. Ela me faz lembrar a frase de um dos grandes pensadores da escola de Frankfurt que foi um rigoroso marxista e materialista: Max Horkheimer. No final de sua vida escreveu um instigante livro:'Saudade do totalmente Outro'. Ai,como marxista e não como cristão, diz:'uma política, sem teologia, é puro negocio'.

 

E explicava:'teologia significa aqui, a consciência de que o mundo não é a verdade absoluta, que não é o fim; teologia é a esperança de que tudo não se acabe na injustiça que tanto marca o mundo, que a injustiça não detenha a última palavra'.

 

Estimo que Marina Silva mostrou em sua vida e prática a verdade desta sentença. Por isso todos lhe somos agradecidos e devedores.



Escrito por Marino às 18h27
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MINC, VIANA E UNGER

google: Carlos Minc, Jorge Viana e Mangabeira Unger

A prudência nesse aspecto sobre o PAC da Amazônia indica, de fato, que o seu executor, em nome do Governo Federal, deva ser gente que conhece a floresta, tenha laços e compromissos com o bioma e, acima de tudo, considere a importância dos povos da floresta que devem ser ouvidos e participar desse amplo processo que envolve a Amazônia. Conheço a Senadora Marina Silva. Sei que sua delicadeza impede de externar que um dos motivos, talvez a gota d´água, de fato, tenha sido a nomeação de Mangabeira Unger para comandar o PAC da Amazônia. Nesse sentido, a proposta do futuro ministro Minc é sóbria e deve ser considerada pelo Presidente LULA. Resta saber se Jorge Viana aceitará, pois recusou missão ainda maior, justamente para comandar o Ministério do Meio Ambiente. Outro fator a esse respeito refere-se ao próprio ministro Mangabeira Unger. Logicamente, que não aceitará uma saída desonrosa. A situação, como visto, é muita delicada. Se aceitar o pedido do novo ministro do Meio Ambiente, poderá desencadear crise na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, que tem status de ministério e é comandada por Mangabeira Unger. Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega. É esperar para ver. Marino Elígio Gonçalves.

 

Novo ministro propõe Jorge Viana como coordenador local de plano da Amazônia

 

G1 - 16/05/2008

 

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta quinta-feira (15), em Paris, que vai sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nomeação do ex-governador do Acre Jorge Viana (PT) como coordenador local do Plano Amazônia Sustentável (PAS).


A coordenação geral do plano foi entregue pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ministro Roberto Mangabeira Unger, da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.


A indicação de Mangabeira para coordenador do PAS teria sido um dos motivos que levaram ao pedido de demissão de Marina Silva. Em entrevista nesta quinta-feira, a ex-ministra disse que não saiu por essa razão, mas afirmou que não teve conhecimento prévio da indicação de Mangabeira para a coordenação do plano.


"Não posso dizer que meu gesto é em função do doutor Mangabeira porque o ministro José Dirceu já coordenou esse processo, a ministra Dilma, o ministro Ciro Gomes coordenava. Não é uma questão de pessoa", declarou a ex-ministra.

 

Carlos Minc afirmou que sugerirá a Lula o nome de Jorge Viana - que chegou a ser cotado para substituir Marina no ministério - para ocupar a função de coordenador-executivo local do PAS. Segundo ele, Viana é habilitado para exercer essa tarefa porque tem articulação com políticos e lideranças da Amazônia.


Política ambiental - Minc disse que manterá a política ambiental iniciada pela ex-ministra Marina Silva, mas que tentará reduzir a burocracia em licenciamentos ambientais, de acordo com informações da Globo News.


Segundo Minc, os licenciamentos de forma mais rápida evitam a corrupção. O novo ministro destacou, no entanto, que, independentemente do valor que for investido, o licenciamento não será concedido caso ele entenda que pode ser prejudicial.


Carlos Minc afirmou que quer participar de todas as discussões econômicas que afetem o meio ambiente e que vai precisar de recursos para implantar ações. Segundo Minc, a secretaria estadual de Ambiente do Rio tem mais recursos do que o Ministério do Meio Ambiente.


Em relação ao desmatamento da Amazônia, Minc afirmou que não basta apenas ampliar a fiscalização. Conforme o ministro, é preciso implantar compensações financeiras para populações e prefeituras de áreas de preservação ambiental. Citou como exemplo  o projeto ICMS verde, que desenvolveu no governo do Rio. O programa concedia créditos a prefeituras que estimulem projetos de preservação.

O ministro disse ainda que foi impelido a aceitar o cargo, de acordo com a BBC. "Tenho sérias dúvidas se estarei à altura desse desafio. (...) Não sei se estou preparado para isso. Fui impelido a aceitar o cargo."


 
Marina Silva - Minc substituirá a ex-ministra Marina Silva, que falou nesta quinta (15) pela primeira vez desde que pediu demissão.


A ex-ministra do Meio Ambiente atribuiu sua saída da pasta a um processo que conduziu a uma "estagnação" e afirmou que o novo ministro, Carlos Minc (PT-RJ), pode dar "contribuição significativa" à política ambiental brasileira.



Escrito por Marino às 09h59
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