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IMPORTAÇÃO DE PNEUS USADOS: TEM MAIS CAROÇO NESSE ANGU...

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Mercosul cria grupo de trabalho para discutir comercialização de pneus remoldados

Agência Brasil - Mylena Fiori – 30/06/2008

Os quatro países do Mercado Comum do Sul – Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai - começarão a discutir uma política comum para a comercialização de pneus remoldados. Será criado um grupo de trabalho com a missão de fechar, até o final do ano, as regras para o comércio intrabloco deste tipo de produto. Essa foi a alternativa encontrada pelo governo brasileiro para evitar a suspensão das compras de pneus usados dos sócios menores do Mercosul.

Por questões ambientais e de saúde pública, o Brasil proibiu a importação de pneus reformados da União Européia. A região questionou a decisão na Organização Mundial do Comércio (OMC), que, em dezembro passado, autorizou o Brasil a manter a proibição, desde que também fossem suspensas as importações deste tipo de produto dos países do Mercosul.

Paraguai e Uruguai dependem das exportações para o Brasil e manifestavam insatisfação com as cotas de importação fixadas pelo governo brasileiro. O Paraguai pretendia, inclusive, apresentar queixa formal, na última cúpula, quanto às cotas.

Nos próximos dias, a OMC definirá um árbitro para definir o prazo que o Brasil terá para implementar a decisão final do órgão. Com a criação do grupo de trabalho no âmbito do Mercosul, o Brasil procura sinalizar à OMC que está em busca de uma solução.

 



Escrito por Marino às 10h09
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IMPORTAÇÃO DE PNEUS USADOS: NÃO DEIXE O BRASIL SE TORNAR A LIXEIRA DA EUROPA E DOS EUA.

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O assunto a que se refere a matéria abaixo deve ser acompanhada com muita atenção pela população brasileira. Aqui mesmo em meu blog já publiquei comentários sobre a importação de pneus. A questão é simples se considerar que um pneu novo pode ter duas vidas úteis, ou seja, uma enquanto novo e outra enquanto remoldado. O somatório de ambos os períodos de vida útil resulta num maior espaço de tempo até que o mesmo vire lixo. O pneu importado já teve gasta uma vida útil, de modo que se aceito no país, o seu tempo de utilidade será reduzido pela metade, na melhor das hipóteses. Em outras palavras, o pneu importado se transforma em lixo para os brasileiros em menos tempo. Aliás, nem é preciso relembrar os problemas ambientais e de saúde que os pneus têm gerado especialmente no Brasil. A decisão do Governo Federal é acertada e vai ao encontro dos princípios que chancelam o bem estar do povo brasileiro e o equilíbrio do meio ambiente. O Supremo Tribunal Federal tem de dar esta resposta afirmativa em favor da saúde e do meio ambiente brasileiros. A postura da Conselheira do Conama, Zuleica Nycz, que é do Paraná, pertencente a ONG APROMAC, de Cianorte, que atualmente é a representante das ONGs da Região Sul do país e tenho o prazer de cultivar profunda amizade, representa o anseio daqueles que desejam que o Brasil não se transforme na lixeira dos países do primeiro mundo. Se passar a possibilidade de importar pneus usados, não se terá mais qualquer garantia de que outros bens usados, como eletrodomésticos, portáteis, utilitários de um modo em geral, não possam ser despejados aqui no país. É importante acompanhar essa discussão e manifestar apoio ao Governo Federal e exigir que a decisão do STF seja em conformidade com o direito à vida, com qualidade, respeito à saúde de boa qualidade e equilíbrio ambiental. Marino Elígio Gonçalves.

 

STF ouve empresários e ambientalistas sobre importação de pneus usados

Agência Brasil - Luana Lourenço – 28/06/2008

Em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), ambientalistas e empresários apresentaram ontem (27) pontos de vista divergentes sobre a importação de pneus usados. A ministra Cármem Lúcia convocou a audiência para reunir dados técnicos e argumentos contrários e favoráveis, para subsidiar julgamento em que o STF decidirá se o Brasil pode ou não comprar pneus usados de outros países.

A Argüição de Descumprimento Fundamental (ADF) nº 101 foi apresentada ao STF pela Presidência da República. O governo é contra a importação de carcaças de pneus, defendida por empresas nacionais, que utilizam o produto como matéria-prima mais barata para a fabricação de pneus remoldados.

A Presidência pede que o tribunal suspenda decisões judiciais, liminares ou transitadas em julgado, que liberaram a compra dos pneus para empresas brasileiras e declare a constitucionalidade da proibição.

No início da sessão, o advogado-geral da União, José Dias Toffoli, argumentou que o veto às importações de pneus protege os preceitos fundamentais dos direitos à saúde e ao meio ambiente equilibrado.

Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Pneus Remoldados, Francisco Simeão Rodrigues Neto, defendeu a compra de pneus usados de outros países. Ele argumentou que grandes empresas estrangeiras, como Michelin e Goodyear, importam pneus para fabricar remoldados na Europa e nos Estados Unidos. “No Brasil sempre existiram pneus velhos e até pouco tempo ninguém se preocupava em que fim dar a eles”, apontou.

Rodrigues Neto, que é dono da fabricante de pneus remoldados BS Colway, afirmou que a restrição das importações pode provocar o fim de 90 mil empregos, com o fechamento de fábricas por falta de matéria-prima. “O Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] é insensível aos prejuízos sociais dessa proibição”, disse ele.

A ambientalista Zuleika Lopes, que integra o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), argumentou que não há fiscalização do cumprimento da legislação ambiental na utilização de pneus para fins industriais.

Zuleika Lopes acrescentou que o Brasil não tem condições e infra-estrutura para descarte de pneus já utilizados, por falta de aterros sanitários controlados. Além disso, os pneus facilitam a disseminação da dengue (porque acumulam água limpa e parada, onde os mosquitos costumam se reproduzir) e obstruem cursos hídricos. “Somente do rio Tietê foram retirados mais de 120 mil pneus nos últimos anos”, citou.

O STF não tem previsão de quando a ADF será julgada pelo plenário do tribunal. É a segunda vez que a Corte realiza audiência pública. A primeira, em 2007, antecedeu o julgamento da constitucionalidade do artigo 5º da Lei de Biossegurança, que autorizou o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas científicas.

 



Escrito por Marino às 20h33
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ARTIGO DE JAMES LOVELOCK, AUTOR DA TEORIA DE GAIA

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“Através de nós, Gaia foi vista do espaço e ganhou consciência de seu lugar no Universo. Devemos, portanto, ser o coração e a mente da Terra e não a sua doença.”

A frase acima extraí do artigo que abaixo publico, de autoria de James Lovelock, autor da Teoria de Gaia. O artigo é sensacional e auto-explicativo, de maneira que não tecerei maiores comentários. Apenas faço o convite para que todos e todas leiam e, se assim entenderem importante, o reproduzam ou mesmo indiquem o meu blog. Embora um pouco longo, a sua leitura é atraente e se torna impossível parar de lê-lo. Boas reflexões. Marino Elígio Gonçalves.

A Terra ardente, por James Lovelock.

Imagine um policial novato extremamente entusiasmado com o cumprimento de seu dever. Imagine agora que ele tenha de dizer a uma família que seu filho foi brutalmente assassinado a pauladas. Ou então, pense em um médico que recebe a incumbência de lhe dizer que você tem um tumor maligno em metástase. Os médicos e policiais sabem que algumas pessoas aceitam a verdade com dignidade. Mas também sabem que outras tentarão negá-la veementemente, mesmo sabendo que isso não mudará a realidade.
Sejam quais forem as reações, sem dúvida, dar notícias ruins é sempre uma tarefa difícil. Nós nos sentimos aliviados quando é um juiz quem dá uma sentença de pena de morte. Afinal, temos o conforto de ao menos saber que essa decisão tem uma justificativa moral. Já os médicos e os policiais não têm nenhuma válvula de escape ao cumprir seus deveres. Por essa mesma razão, esse é, para mim, o artigo mais difícil que eu já tive de escrever.

A hipótese que desenvolvi, conhecida como Teoria de Gaia, entende a Terra como um superorganismo vivo. Como tal, esse organismo pode desfrutar de boa saúde ou simplesmente adoecer.

A Teoria de Gaia fez de mim um médico planetário e o que faço aqui é uma séria análise técnica. Nesse momento, tenho a obrigação profissional de trazer uma má notícia a vocês: os centros de análises climáticas em todo o planeta, que são os equivalentes aos laboratórios de patologia dos hospitais, analisaram as condições físicas da Terra e constataram que ela sofre de uma grave doença. Ela está a ponto de contrair uma febre fatal que poderá durar cerca de 100 mil anos.

Como médico, devo dizer a você, que é membro dessa grande família chamada Terra, que toda a sua civilização está correndo um grave perigo.

Nos últimos três bilhões de anos nosso planeta manteve-se saudável e apto a permitir o desenvolvimento da vida de modo natural. Mas nós poluímos e arranhamos em excesso esse paciente, e o fizemos num momento em que o Sol está superaquecido. Assim, provocamos em Gaia uma febre que agora está se transformando em estado de coma. A Terra já passou por uma situação trágica como essa e demorou mais de 100 mil anos para se recuperar. Nós somos responsáveis por essa nova onda febril e sofreremos duramente as suas conseqüências.

Se continuarmos nesse ritmo que conduz ao desequilíbrio ambiental, ainda neste século, a temperatura se elevará em cerca de 8ºC nas regiões temperadas e 5ºC nos trópicos. Grande parte da massa tropical da Terra se tornará deserta, limitando ainda mais os seus mecanismos de auto-regulação. Some-se a isso o fato de que já devastamos 40% de sua superfície com as atividades industriais e agropecuárias e as perspectivas se tornam ainda mais sombrias. Curiosamente, a poluição causada pelo uso de aerossóis no Hemisfério Norte reduz o aquecimento global ao criar uma camada que reflete a luz solar de volta ao espaço. Esse “escurecimento global” é transitório e poderá desaparecer em pouco tempo, deixando-nos inteiramente expostos ao calor da estufa global. Nesse momento, vivemos um clima enganoso, que é mantido acidentalmente fresco pela camada de poluentes. Porém, o desenlace mais provável é que bilhões de pessoas morrerão antes do final do século 21. Os únicos sobreviventes serão os povos que habitam a região do Ártico, onde o clima ainda permanecerá tolerável. Nós não estamos percebendo que a Terra regula sintomaticamente seu clima e sua composição. Estamos cometendo um erro gravíssimo ao tentar cuidar, nós mesmos, dessa tarefa, como se estivéssemos no comando desses mecanismos reguladores altamente complexos.

Essa tentativa descabida nos condena ao pior tipo de escravidão.

Se nos elegermos como administradores do planeta, automaticamente nos tornaremos responsáveis por manter sua atmosfera, oceanos e superfícies sempre favoráveis à vida. Logo descobriremos que essa é uma tarefa impossível de ser realizada. Afinal, temos retribuído com devastação desenfreada a todas as comodidades que o planeta nos tem graciosamente oferecido por milênios.


Para compreender como essa tarefa é impossível, pense como você, caso estivesse gravemente adoecido, poderia regular sua própria temperatura ou a composição de seu sangue sem ajuda médica. Pessoas que têm rins debilitados conhecem bem a interminável dificuldade diária de ajustar equilibradamente as entradas de água, sal e proteínas no organismo. O apoio tecnológico da diálise pode até ajudar, mas está longe de se comparar com a qualidade garantida por rins que funcionam saudavelmente.

Em meu novo livro, A Vingança de Gaia, faço uma extensa análise dessas questões. No entanto, você ainda pode estar se perguntando: “Por quê a ciência demorou tanto tempo para reconhecer a verdadeira natureza da Terra?”
Acredito que seja porque a visão de Darwin foi tão clara e tão bem elaborada que, até hoje, estamos assimilando os seus conceitos. Contudo, vale lembrar que, quando ele desenvolveu a Teoria da Evolução das Espécies, o conhecimento sobre a química da atmosfera e dos oceanos ainda era muito limitado. Darwin não dispunha de informações suficientes para saber que os organismos vivos tanto podem se adaptar ao meio ambiente como podem, também, provocar alterações nele.

Se Darwin soubesse que a vida e o meio ambiente estão conectados de maneira tão íntima, ele veria que a evolução envolve não apenas os organismos vivos, mas a superfície planetária como um todo.

Nós vimos a Terra do espaço e, lá de cima, pudemos percebê-la como um organismo vivo. Sabemos que não podemos poluir o ar ou usar a superfície terrestre – os ecossistemas de suas florestas e oceanos – como uma mera fonte de produtos para nos alimentar e fornecer mais conforto. Sabemos instintivamente que esses ecossistemas devem ser preservados porque fazem parte da Terra viva. Sendo assim o que deveríamos fazer? Primeiramente, temos de nos conscientizar do ritmo acelerado em que as mudanças ambientais estão ocorrendo. E também de como temos pouco tempo para agir se quisermos evitar o pior. Diante da urgência desse quadro, cada comunidade e cada nação devem fazer o melhor uso de seus recursos para garantir a sobrevivência da civilização pelo maior tempo possível. A civilização é movida a energia e nós não podemos simplesmente desligá-la. Portanto, necessitamos de uma redução de consumo em bases seguras. Devemos ser conscientes de que devemos pensar na humanidade como um todo e não apenas em nós mesmos.

A mudança ambiental é global, mas cada região do globo tem suas particularidades. Eu, por exemplo, moro na Inglaterra. Nós, cidadãos britânicos, temos de tratar das conseqüências aqui no Reino Unido. Infelizmente, temos tantas áreas urbanizadas em nossa nação que hoje somos praticamente uma única grande cidade. Restaram pouquíssimas áreas para a agricultura e para a preservação das florestas.

Assim, nós ingleses, dependemos do mundo para sobreviver. A mudança climática irá nos negar as fontes de alimento e de combustível que vêm de outros países. Na Inglaterra, podemos até crescer mantendo um nível de consumo como o que adotamos durante a Segunda Guerra Mundial. Mas chega a ser ridícula a idéia de que meu país tem terra suficiente para produzir biocombustíveis ou para implantar fazendas movidas à energia eólica.

Tenho certeza de que nós, ingleses, faremos de tudo para sobreviver. Mas infelizmente não vejo os Estados Unidos ou as grandes economias emergentes, como a China e a Índia, voltando no tempo. O pior é que sabemos que esses países são os que mais emitem gases na atmosfera. A catástrofe irá ocorrer e os sobreviventes terão de se adaptar a um clima infernal. O mais triste de tudo é que Gaia perderá muito mais do que nós. Não serão apenas animais selvagens e ecossistemas inteiros que irão desaparecer: desaparecerão também preciosos recursos necessários ao desenvolvimento da civilização.

Na nossa relação com a Terra, não somos meramente uma doença. Com nossa inteligência e nossa capacidade de comunicação, somos o sistema nervoso do planeta. Através de nós, Gaia foi vista do espaço e ganhou consciência de seu lugar no Universo. Devemos, portanto, ser o coração e a mente da Terra e não a sua doença. Teremos de ser fortes e parar de pensar unicamente em nossos direitos e necessidades. Precisamos tomar consciência de que prejudicamos a vida na Terra e temos de fazer as pazes com Gaia. Devemos fazer isso enquanto ainda somos fortes o bastante para negociar, e não quando formos hordas descabeçadas, conduzidas por brutais Senhores da Guerra. Sobretudo, devemos recordar que somos parte da Terra e que ela é, antes de mais nada, o nosso lar.

Artigo originalmente publicado pela Revista Planeta, EDIÇÃO 414

 



Escrito por Marino às 18h10
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NÃO DÁ PARA CONFIAR!

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São exemplos dessa natureza que deixam a população brasileira apreensiva quanto à ampliação da atividade de produção do etanol da cana-de-açúcar. Enquanto não houver comprometimento sério dos empresários do setor, o governo deve ser cauteloso em sua política expansionista do etanol. Trabalhado assemelhado à escravidão, adicionado ao desrespeito sistemático à Legislação Ambiental, são fatores que conspiram contra os interesses econômicos do setor sucroalcoleiro brasileiro. A sociedade deve exigir maior rigor na fiscalização e, principalmente, na punição destes criminosos. A lei deve disciplinar a intervenção, inclusive no direito de propriedade, quando presente o desrespeito ao direito das pessoas humanas no que se refere à valorização da pessoa e do trabalho humanos consagrados na Constituição Federal. A expropriação da propriedade pode ser um bom começo, assim como se dá nos casos em que são flagrados plantios de ervas psicotrópicas ilegais. Marino Elígio Gonçalves.

Trabalho degradante: fiscais resgatam 118 em grandes usinas na divisa entre SP e MG

Repórter Brasil - Christiane Peres e Maurício Hashizume – 25/06/08

55 dos resgatados trabalhavam na Usina Agrisul, em Icém (SP), que faz parte do Grupo José Pessoa - reincidente em casos de trabalho degradante. Usina Moema, de Orindiúva (SP), assumiu responsabilidade por outras 63 pessoas.

Duas equipes do grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estiveram numa das principais áreas de expansão de usinas de cana-de-açúcar - entre São José do Rio Preto (SP) e Uberlândia (MG), no Triângulo Mineiro - para averiguar denúncias e encontraram 118 trabalhadores em condições degradantes. Por trás dos flagrantes de precariedade, fiscais se depararam com esquemas ilegais de aliciamento e de servidão por dívida de trabalhadores vindos de regiões como o Vale do Jequitinhonha, no extremo norte de Minas Gerais, e de estados distantes como Bahia, Maranhão e Ceará.

Do total de regatados entre os dias 3 e 14 de junho, 55 trabalhavam na Usina Agrisul, no município de Icém (SP), que faz parte da Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool (CBAA), conglomerado do Grupo José Pessoa. As empresas ligadas ao Grupo José Pessoa foram suspensas do Pacto Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo em dezembro do ano passado, depois que uma fiscalização encontrou 831 indígenas em condições degradantes na unidade do grupo em Brasilândia (MS).

O agravante, no caso da Agrisul, foi a constatação de servidão por dívida, combinada com o atraso no pagamento de salários. Por meio de um mandado de busca e apreensão assinado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e acatado pela Justiça, a fiscalização vasculhou uma mercearia de Fronteira (MG) e flagrou a retenção de mais de 80 documentos pessoais - RG, CPF, Título de Eleitor e Cartão-Cidadão da Previdência Social, de um total de 40 trabalhadores. “Era a garantia do pagamento da dívida”, conta a auditora fiscal do trabalho Jacqueline Carrijo, que coordenou a operação na Agrisul.

Em nota encaminhada à Repórter Brasil, a CBAA, de José Pessoa de Queiroz Bisneto, reconhece que a fiscalização encontrou na Agrisul “55 funcionários em situação irregular, que tiveram seus contratos rescindidos”. “Numa mercearia de terceiros - cuja propriedade não tem e nunca teve relação alguma com o grupo CBAA - foram encontrados documentos de trabalhadores das três usinas fiscalizadas. O procedimento, em momento algum, teve relação direta com a Agrisul, sendo resultado de negociação direta entre os trabalhadores e a própria mercearia para fins de afiançar compra de mercadoria no referido estabelecimento. Estamos recorrendo dessa acusação e acreditamos no êxito do processo”, rebate a empresa, que não se pronunciou acerca da questão dos vencimentos atrasados.

O grupo resgatado da Agrisul, de acordo com Jacqueline, não foi vítima apenas da grave retenção de documentos. Foram aliciados ilegalmente por empresas de turismo e transportados de forma clandestina do Vale do Jequitinhonha para as proximidades da usina. Chegaram para trabalhar em abril e foram arregimentados por um intermediário (”turmeiro”), funcionário de uma das subcontratadas da Agrisul. No início da empreitada, conforme relatos obtidos pela fiscalização, os cortadores de cana dormiram no chão e passaram fome. (...)

 



Escrito por Marino às 15h38
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AVALIAÇÃO DE RISCOS SOCIOAMBIENTAIS: PRINCÍPIOS DO EQUADOR

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A notícia abaixo é muito interessante, pois trata de critérios para o fornecimento de créditos a empreendedores clientes de bancos privados e estatais, que, a partir de 01 de julho de 2008, devem estar em dia com suas obrigações sociais e ambientais. Na realidade, trata-se da materialização dos Princípios do Equador. No Brasil, várias instituições já vinham se adaptando à Carta de Princípios. Uma destas instituições é o Banco Real, que dispõe de um setor específico para Riscos Socioambientais. Em recente evento na capital do Estado, tive contato com o staff do setor e, pude verificar a seriedade com que tratam da questão. Bancos oficiais também aderiram aos Princípios do Equador, como, no caso, do Banco do Brasil, que desde fevereiro de 2005, mantém setor de avaliação de riscos sociais e ambientais para liberação de créditos. Penso que a medida do Banco Central só vem a reforçar e, talvez, institucionalizar um procedimento que as instituições financeiras (pelo menos parte delas) já vinham agregando às suas atividades. Para mim, não deixa de ser uma boa notícia. Marino Elígio Gonçalves.

Bancos discutem critérios socioambientais do crédito

Folha de S.PauloAndré Palhano - 24/06/2008


A partir da próxima terça-feira, dia 1º de julho, entra em vigor uma resolução do Banco Central que determina aos bancos públicos e privados restringirem a concessão de crédito rural apenas a produtores que estejam devidamente regularizados com os órgãos de fiscalização.

Ainda que restrito à Amazônia Legal e de eficácia questionável, o documento deu fôlego a um debate que vem sendo travado há algum tempo no sistema financeiro no Brasil e no exterior: até que ponto os bancos são responsáveis pela avaliação dos riscos socioambientais de seus tomadores de crédito?

"Há pessoas que acreditam que os bancos são totalmente responsáveis pela avaliação socioambiental de seus clientes. Outras, que os bancos não têm responsabilidade alguma, pois isso caberia ao Estado. A resposta correta deve estar em algum lugar no meio do caminho", diz Christopher Wells, principal executivo da força-tarefa para América Latina da Unep-FI, braço do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas para o setor financeiro).

O debate tomou forma em 2002, quando o IFC (International Finance Corporation), braço financeiro do Banco Mundial, e um grupo de bancos privados lançaram os Princípios do Equador, que originalmente reuniam um conjunto de critérios de avaliação socioambiental que passariam a ser exigidos na concessão de créditos para empresas e projetos de infra-estrutura a partir de determinado valor. O objetivo: evitar o financiamento de empresas e obras potencialmente desastrosas para a sociedade e o ambiente.

O tema da sustentabilidade cresceu. E diversos bancos passaram a incorporar princípios semelhantes em suas operações cotidianas de crédito, criando áreas específicas ou em parcerias com ONGs (organizações não-governamentais) e consultorias para avaliar os riscos socioambientais de seus clientes.

É uma avaliação interessante para as instituições financeiras, na medida em que o risco de inadimplência de uma empresa potencialmente sujeita a multas ambientais e trabalhistas, ou a acidentes, é consideravelmente maior.

Discussão avançada

Mais recentemente, a utilização maciça da sustentabilidade como estratégia de negócios e de marketing por parte dos bancos agregou um novo fator de risco relacionado ao tema: o de imagem. "A responsabilidade que um banco tem de avaliar os riscos socioambientais de seus clientes se torna maior quando esse assunto é utilizado em seu posicionamento estratégico. Quanto maior esse uso, maior o telhado de vidro", afirma Gustavo Pimentel, gerente do Programa Eco-Finanças, da organização Amigos da Terra -Amazônia Brasileira.

Segundo os especialistas, o Brasil é um dos países mais avançados na discussão sobre critérios e responsabilidades socioambientais relacionados ao crédito bancário. O que pode ser explicado, em boa parte, pelos conhecidos problemas da fiscalização do setor público, entre eles o de falta de pessoal, de recursos e a corrupção.

Em outras palavras, uma empresa pode estar em dia com os órgãos de fiscalização trabalhista e ambiental e, ao mesmo tempo, representar enormes riscos de inadimplência, de garantias e de imagem para as instituições financeiras.

Essa realidade acabou funcionando como um verdadeiro acelerador do tema socioambiental nas áreas de crédito das instituições financeiras locais. "Em alguns países, estar em dia com os órgãos de fiscalização já basta para que os bancos tenham segurança nesse quesito ao emprestar os recursos. No Brasil, os problemas que temos nessa área são justamente a causa desse debate no sistema financeiro", diz Wells.

Formação especial

Quase todos os bancos de maior porte já possuem ou estão estruturando áreas específicas de avaliação de critérios sociais e ambientais no segmento de pessoas jurídicas. Nelas, a formação dos funcionários foge do padrão da indústria financeira: são geólogos, biólogos, cientistas sociais e técnicos ambientais, entre outros, que realizam o trabalho.

O que a resolução do BC trouxe de novo foi regulamentar um assunto que os bancos preferem relacionar às suas próprias decisões e práticas na área socioambiental. E cujos limites ainda não parecem muito claros sequer para os bancos.

"Há um grande debate no setor financeiro, que é justamente se a responsabilidade socioambiental dos bancos tem ou não limites. A única coisa que se sabe até agora é que, em um cenário de evolução do tema da sustentabilidade, esses limites serão cada vez mais estendidos", diz Sônia Favaretto, diretora de responsabilidade social da Federação Brasileira de Bancos.

Outro dilema enfrentado pelos bancos é a concorrência. Afinal, um banco pode se recusar a conceder crédito para um cliente, seguindo critérios socioambientais, e esse mesmo cliente conseguir o crédito em outro banco.

"Isso é uma coisa que acontece, ainda que seja cada vez menos comum. É por isso que precisamos de políticas setoriais, coordenadas, pois é do interesse de todos ter um bom radar para detectar clientes que representem riscos socioambientais", diz Wells.

 

Conheça mais:

Os Princípios do Equador são um conjunto de políticas e diretrizes (salvaguardas) a serem observadas na análise de projetos de investimento de valor igual ou superior a US$ 50 milhões. Tendo por base critérios estabelecidos pelo International Finance Corporation, braço do Banco Mundial, as salvaguardas versam sobre avaliações ambientais; proteção a habitats naturais; gerenciamento de pragas; segurança de barragens; populações indígenas; reassentamento involuntário de populações; propriedade cultural; trabalho infantil, forçado ou escravo; projetos em águas internacionais e saúde e segurança no trabalho. (BB).

 

 



Escrito por Marino às 11h52
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MMA AVANÇA NA PROPOSTA DE ZEE DA AMAZÔNIA LEGAL

mma:Amazônia Legal

ZEE da Amazônia quer fortalecer economia intra-regional

 

Ascom/MMA – Lúcia Leão - 23/06/2008

 

O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Egon Krachecke, reuniu-se nesta segunda-feira (23) com o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, para discutir a participação do órgão na elaboração do Zoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia, que colocará o fortalecimento da economia intra-regional como base do desenvolvimento sustentável da região. Segundo o coordenador do projeto ZEE, Roberto Vizentin, a proposta que norteia o macrozoneamento da região orientará, entre outras, as decisões do poder público na área de infra-estrutura.

 

"Os programas de desenvolvimento para a Amazônia eram baseados nas suas relações econômicas com o sul do País e com o exterior. Por isso, os investimentos públicos se concentraram na criação de corredores de transporte Norte-Sul e pólos de exportação. Estamos propondo, além desses eixos, o fortalecimento da economia intra-regional, que também precisará ser favorecida por estruturas próprias de transportes, comunicação e serviços", observa Vizentin.

 

Para o coordenador do Projeto ZEE Brasil, a economia intra-regional envolverá diretamente as comunidades locais não beneficiárias das atividades agropecuárias, mineral e madeireira de exportação que prevalecem no atual modelo de desenvolvimento. O ZEE da Amazônia está sendo elaborado por um Grupo de Trabalho integrado por representantes de todos os estados da região e o Consórcio ZEE Brasil, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente.

 

Instrumento de ordenamento e gestão territorial, o zoneamento ecológico-econômico foi agregado à legislação brasileira em 1981, na Política Nacional de Meio Ambiente. Apenas em 2002 o dispositivo foi regulamentado e a partir das últimas medidas de combate ao desmatamento na Amazônia os órgãos públicos passaram a exigir a observância dos ZEEs estaduais para operações como a concessão de crédito rural e a regularização de propriedades rurais, como é o caso da Medida Provisória 422, que autorizou a regularização de posses de até quinze módulos rurais na Amazônia. Elas podem ser feitas sem licitação, mas devem obedecer os ZEEs estaduais.

 

"O poder público e a sociedade tomaram consciência de que o zoneamento ecológico-econômico é o caminho mais curto para o desenvolvimento sustentável. Apesar de serem poucos os estados que têm seus zoneamentos aprovados, já aparecem resultados onde eles estão sendo implementados, como no Acre e no Pará. Os governos estaduais e federal estão concentrando seus investimentos de acordo com as indicações dos ZEEs e o resultado é muito mais efetivo", afirmou Vizentin.



Escrito por Marino às 14h59
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ETANOL: PONTO PARA O BRASIL

google/colégio sesi

Na matéria abaixo a ONU, pela primeira vez, manifesta que o etanol brasileiro extraído da cana-de-açúcar é sustentável e não promove o desmatamento. Afirmou ainda que existem vários tipos de etanol, tendo destacado que aqueles produzidos da palma e do milho não seriam sustentáveis, o primeiro, porque desmata e o segund, porque proporcionou elevação dos preços de alimentos. Sem dúvida alguma é uma vitória expressiva do Brasil, no entanto, isso não pode significar que o etanol da cana-de-açúcar não venha a ser um dos elementos de pressão ambiental, sobretudo, porque, o seu incremento exige sempre e cada vez mais áreas contínuas e desflorestadas. É quase sintomática que em regiões canavieiras praticamente não existam mais os denominados "capoeirões" - porções de matas que mais parecem ilhas vegetais "banhadas" por áreas de cultivo. O que ocorreu com tais capoeirões? A resposta pode ser um sinal de que a tal "sustentabilidade" não seja uma realidade assim tão manifesta. Por outro lado, sabe-se que há um movimento de convefrsão de áreas que eram dedicadas à pecuária para a produção de cana-de-açúcar. Ao mesmo tempo verifica-se o aumento da atividade agopecuária na Região Norte, incluída a Amazônia. Urge a realização de zoneamento econômico ecológico em todo o país, a fim de que, entre outras coisas, haja total controle da produção do etanol brasileiro. Marino Elígio Gonçalves.  

ONU: etanol brasileiro não desmata e é sustentável

AE, Jamil Chade, 23/06/08

GENEBRA - A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece que parte da resistência ao uso do etanol vem da oposição dos interesses ligados ao petróleo. Hoje, o secretário-executivo da Convenção da ONU para Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, ressaltou que o etanol brasileiro “não gera desmatamento” e é sustentável, mas criticou os biocombustíveis de outras fontes. Para ele, apenas o etanol que seja produzido de forma sustentável fará parte de uma solução final para garantir a redução de emissões de gás carbônico no mundo. E ainda alertou: “Uma solução climática no mundo não passa por abandonar um combustível por outro. Todos terão de estar envolvidos.”

De Boer lidera os esforços da ONU para conseguir que, até o final de 2009, um acordo internacional estabeleça regras para reduzir as emissões de gás carbônico. Em sua avaliação, o mundo precisará de investimentos de até US$ 300 bilhões para reduzir as emissões até 2030 aos níveis de 1990. Pouco, em comparação com os US$ 20 trilhões que serão necessários em termos de investimento no setor de energia até 2030 para alimentar o mundo.

No que se refere ao etanol, De Boer admitiu que o assunto não é bem recebido pelos produtores de petróleo. “Cada país e setor tem seu interesse”, disse. “O pessoal do petróleo não gosta desse debate (do etanol)”, admitiu. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já alertou no início do mês em Roma que os “dedos apontados contra a energia limpa dos biocombustíveis estão sujos de óleo e de carvão”.

Mas o representante da ONU também alerta que os países emergentes e produtores de etanol devem aceitar debater um espaço para o petróleo e tecnologias limpas para esse setor. “O que precisamos é que todos se sentem à mesa para discutir. A solução para a questão climática não será a de escolher entre um ou outro combustível”, disse. Ele nega que a solução nas emissões de gás carbônico tenha de passar pela substituição de combustíveis no mundo. “O que queremos é reduzir as emissões. Esse é o objetivo”, disse.

Para ele, o debate sobre o futuro do etanol precisa ser mais “sofisticado”. “Não há um só etanol. O que existe no Brasil não desmata e é sustentável”, disse. Em sua avaliação, o critério de sustentabilidade será o que determinará se o etanol poderá ou não fazer parte de uma solução climática no mundo. “O biocombustível de óleo de palma desmata. Há também o etanol de milho, que está gerando a alta nos preços dos alimentos”, alertou. “Portanto, sei que o etanol será ainda um tema polêmico nas negociações do clima”, completou.

 

 



Escrito por Marino às 14h21
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QUESTÕES PAROQUIAIS: PARQUE DO INGÁ - REVITALIZAÇÃO E PRIVATIZAÇÃO

google

 

Câmara vota propostas para o Parque do Ingá

 

Humberto Henrique - 20/06/08

 

Vereadores propõem aplicação efetiva dos recursos e manifestam preocupação com possibilidade de terceirização

           

Após nove meses de estudos, pesquisas e reuniões, tramitam na Câmara Municipal de Maringá as propostas elaboradas pela Comissão Especial de Estudos (CEE) sobre o Parque do Ingá, criada com a finalidade de sugerir medidas para revitalização e preservação do parque.

 

O relatório da CEE, realizado pelo vereador Humberto Henrique (PT), alerta que o Poder Executivo municipal precisa priorizar os gastos e investimentos financeiros para viabilizar a revitalização e manutenção das áreas verdes da cidade.

 

Outra preocupação apresentada pelos vereadores é com relação a possibilidade da Prefeitura terceirizar a administração do local; pois entende a CCE que o Parque não deve ser usado como fonte de geração de riqueza para terceiros, e sim para a sua preservação.

 

Por conta disso, a Comissão apresentou um projeto de lei consolidando normas já existentes e criando uma política ambiental para o município. O projeto incrementa as fontes de receita do Fundo Municipal do Meio Ambiente para garantir que os recursos destinados a manutenção de áreas verdes, como o ICMS Ecológico, sejam, de fato, aplicados na manutenção dos parques da cidade.

 

Além de tratar da educação ambiental, de penalidades, entre outras questões, a proposta também prevê adequações na composição do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA), estabelecendo, inclusive, que ocupantes de cargo ou função pública não sejam eleitos presidentes do Conselho.

 

Um outro projeto de lei da Comissão institui o dia do aniversário do Parque do Ingá, que será comemorado anualmente, no dia 13 de outubro, e fará parte do calendário oficial do município.

Além do vereador Humberto Henrique (PT), fizeram parte da CEE as vereadoras Marly Martin (DEM), como presidente, Márcia Socreppa (PSDB) e Norma Deffune (PP) como membros.



Escrito por Marino às 12h05
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USINA DE MAUÁ: ONG PEDE APURAÇÃO CONTRA ATO DO PRESIDENTE DO IAP

Baixaki: Rio Tibagi

 

 

Liga Ambiental pede representação contra presidente do IAP. Entidade vê ato ilícito por parte de Vitor Burko na concessão de licença para instalação de usina

 

Londrix.com – 08/04/08

 

A Ong Liga Ambiental levou ao novo procurador de Justiça do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, um pedido formal de investigação civil, administrativa e criminal contra o presidente do IAP, Victor Burko.

 

Na representação, Burko é acusado de desrespeitar orientação da Funai para que não concedesse licença de instalação até o aprofundamento das investigações sobre os indígenas da área onde o governo anuncia a construção da Usina Hidrelétrica Mauá, entre Telêmaco Borba e Ortigueira.

 

Em ofício ao IAP, a Funai justificou que a delimitação dos impactos nas comunidades kaigangues do Paraná atende ao princípio 15 da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Segundo a Ong Liga Ambiental, conforme a resolução Conama 237/97, a licença prévia (LP) deveria ter sido cancelada, já que não houve cumprimento da pré-condição - e a licença de instalação (LI) jamais deveria ter sido concedida. Diferente do que manda a legislação, a LI foi autorizada em 18 de março último.

 

Para a entidade, o diretor-presidente do IAP praticou ato ilícito ao ignorar a recomendação da Funai, conforme o artigo 67 da Lei Federal de Crimes Ambientais (...)

 

Além de desconsiderar as questões indígenas, o IAP também não respondeu ao pedido para que fossem realizadas audiências públicas onde seriam expostas as complementações requeridas pelo órgão indigenista. O documento da Liga Ambiental que pede novas audiências publicas ficou parado no Departamento de Licenciamento Estratégico do IAP, sem respostas. A realização das audiências é determinação da resolução Conama 009/87 (...)

 

"Por mais esse motivo, a licença de instalação é um ato ilícito, pois foi expedida sem que as audiências públicas solicitadas pela Liga Ambiental tivessem sido convocadas. E essa situação mais uma vez remete à Lei de Crimes Ambientais", relembra o advogado Rafael Filippin, da Liga. A pena de detenção para agentes público é de um a três anos de detenção e multa.



Escrito por Marino às 11h43
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PREVISÃO PARA 2050

google/sounatural

Em 2050, seremos todos vegetarianos, entrevista com Paul Roberts

Ecodebate – 20/06/08

Comer menos carne é o único meio de alimentar 10 bilhões de humanos, diz o autor de “O Fim da Comida”

No Ensaio Sobre O Princípio Da População, publicado em 1798, o inglês Thomas Malthus fez uma afirmação alarmante. Como a população humana crescia em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética, no longo prazo o saldo desse descompasso seriam a fome e o aumento da mortalidade, ajustando o tamanho da população à oferta de alimento.

Em 1800, havia 1 bilhão de humanos. Hoje, somos 6,6 bilhões.

A produção agrícola superou a explosão populacional. Malthus estava errado? Para o jornalista americano Paul Roberts, de 54 anos, talvez não. A hora de Malthus pode ter chegado. Em The End of Food (O Fim da Comida, editora Houghton Mifflin), Roberts prevê que, até 2050, a demanda por comida ultrapassará a oferta. Um primeiro alerta seria a atual explosão do preço dos alimentos. Por Peter Moon, na revista Época n° 0526.



Escrito por Marino às 12h26
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REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS ENTRE UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS

logos do IBAMA (União), do IAP (Estados) e do Programa Ambiental de Lins-SP utilizado para representar os Municípios brasileiros.

 

Projeto define competências ambientais de entes federados

 

Câmara dos Deputados – 14/06/08

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei Complementar 127/07, do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), que define a responsabilidade ambiental da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O objetivo é eliminar os conflitos de competência no âmbito legal e agilizar as decisões relativas à preservação de florestas e combate à poluição e aos crimes ambientais.


O projeto determina que as competências ambientais sejam compartilhadas por meio de acordos de cooperação entre a União e os demais entes federados, com a intenção de elaborar uma política ambiental unificada e permanente. Essa cooperação será implementada por meio do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), instituído pela Lei 6.938/81.


O Sisnama deverá formular as diretrizes gerais da Política Nacional de Meio Ambiente, a qual deverá ser executada pelos estados, municípios e o Distrito Federal.


Licenciamento e fiscalização


Na prática, a proposta atribui a estados, municípios e ao Distrito Federal competências para conceder licenciamento ambiental, controlar e fiscalizar atividades poluentes e elaborar relatórios de avaliação de impactos ambientais.


Pela legislação em vigor, essas atividades são desempenhadas exclusivamente pela União, por meio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A legislação permite que o Ibama faça convênios com órgãos estaduais para a realização dessas atividades, mas não permite que os municípios exerçam tais atribuições. Pelo projeto, os municípios poderão ter competência para atuar no âmbito de sua jurisdição.


Competências específicas


Pela proposta, a União atuará nos casos de interesse nacional, os municípios nos casos de interesse exclusivamente local, e os estados e o Distrito Federal atuarão nos demais casos.


O projeto destaca algumas competências que serão exclusivas da União, entre elas:


- o cuidado com a preservação de espécies raras ou em risco de extinção;

- a caracterização física e biológica dos biomas brasileiros;

- a definição de unidades de conservação;

- o licenciamento ambiental de obras e empreendimentos que causem impactos ecológicos de caráter nacional - como rodovias, redes de transmissão de energia elétrica e indústrias químicas e petroquímicas - e de empreendimentos em terras indígenas, em áreas marítimas e zonas militares.


Entre as competências específicas dos estados e dos municípios, estão a execução da Política Nacional de Meio Ambiente, a promoção da educação ambiental na rede pública de ensino; e a definição de florestas, respeitada a jurisdição de cada ente federado.

 

Taxa de fiscalização


O projeto também cria a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA), com objetivo de fortalecer o poder de polícia dos estados e municípios e custear as atividades técnicas relacionadas a controle e fiscalização das atividades poluidoras e extrativistas. O valor da taxa será dividido da seguinte forma: 30% para a União; 35% para o estado ou para o Distrito Federal e 35% para o município.


O texto destina ainda 20% dos valores arrecadados com as multas ao aparelhamento dos órgãos de proteção ambiental.


Tramitação

O projeto será votado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural;

de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue para o Plenário.



Escrito por Marino às 12h08
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BOA NOTÍCIA

blog do Rigon

Alemanha apresenta máquina que faz tomografia de árvores

Estadão Online - 20/06/2008

 
O Instituto de Pesquisa e Experimentação Florestal de Baden-Würtenberg apresentou nesta quinta-feira (19) em Freiburg, sudoeste da Alemanha, o primeiro scanner para captar tomografias axiais computadorizadas (TAC) de árvores.


O aparelho consegue fazer leituras do comprimento, do volume, do diâmetro e do interior do tronco da árvore, sem necessidade de cortar, explicou o ministro regional de Agricultura do estado de Baden-Würtenberg, Peter Hauk.


"O scanner permite realizar pela primeira vez uma avaliação qualitativa das árvores", explicou Hauk.


A principal vantagem do novo sistema é que permite cortar custos, já que, após a análise "in situ", os pesquisadores podem ter acesso aos dados armazenados na máquina de forma imediata.


"Poderá contribuir para melhorar e racionalizar o estudo das árvores", afirmou Hauk, que considera que tanto os proprietários de terrenos florestais quanto a indústria madeireira se beneficiarão desta nova técnica.



Escrito por Marino às 11h35
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DEU NO BLOG DO VALDECI RAIMUNDO

(que é recomendado nesta página de meu blog).

arquivo pessoal de Valdeci Raimundo

Caminhão fragado pelo Ibama transportando araucárias cortadas irregularmente.

 

FLORESTA COM ARAUCÁRIAS: UM ECOSSISTEMA ÚNICO

 

O Bioma Mata Atlântica é considerado Patrimônio Nacional pela Constituição Federal. Originalmente cobria mais de 1.300.000 km2 do território brasileiro. Hoje a Mata Atlântica está reduzida a 7,84%, cerca de sua cobertura florestal original.

 

Apesar da devastação, este bioma ainda abriga uma das mais altas taxas de biodiversidade de todo o planeta: cerca de 20.000 espécies de plantas (6,7% de todas as espécies do mundo), sendo 8.000 endêmicas, e grande riqueza de vertebrados, (264 espécies de mamíferos, 849 espécies de aves, 197 espécies de répteis e 340 espécies de anfíbios).Originalmente, as florestas que compõem a Mata Atlântica no Paraná ocupavam 168 mil km2 do território do Estado do Paraná. Os campos naturais, com 30 mil km2 e restingas e várzeas cobriam o restante do Estado.

 

A araucária-angustifólia, ou pinheiro do Paraná, é a espécie dominante de um ecossistema chamado Floresta com Araucárias, ou Floresta Ombrófila Mista, que por sua vez faz parte do bioma Mata Atlântica.

 

A Floresta com Araucárias ocupava originalmente cerca de 40% do território do Paraná - cerca de 73.380 km2 -, 30% de Santa Catarina e 25% do Rio Grande do Sul. Além da presença predominante dos pinheiros - que chegam a viver até 700 anos, alcançando diâmetro de 2 m e altura de 50 m - este ecossistema abriga uma grande e complexa variedade de espécies de plantas, como a canela sassafrás, a imbuia, a erva-mate e o xaxim; e de animais, como a onça-pintada, o lobo-guará, a anta, o papagaio-de-peito-roxo e a gralha azul. (fonte: redeprouc.org.br).



Escrito por Marino às 11h26
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POLUIÇÃO DE RIOS

Rio Iguaçu/Ciciro Back

 

A matéria abaixo trouxe uma discussão entre o IBGE e o secretário do Meio Ambiente do Paraná, Sr. Rasca Rodrigues. O secretário não concordou com a colocação atribuída pelo IBGE ao Rio Iguaçu como sendo o segundo mais poluído do Brasil. A questão, a meu ver, não é saber se o Rio Iguaçu está em segundo, terceiro ou último em poluição. A questão é discutir formas de despoluir os rios como um todo, inclusive o Rio Iguaçu. As autoridades ambientais estaduais e, infelizmente, também a do Paraná, perdem a oportunidade de colocar a questão da poluição dos rios na ordem do dia da pauta ambiental dos estados. Preferem discutir a colocação, e não, as formas de atacar esse terrível problema ambiental. Para mim, pouco importa a colocação que o IBGE deu ao Rio Iguaçu, importa foi a constatação de que o mesmo padece dia-a-dia pela inconseqüência daqueles cujos atos resultam na poluição do rio e que ainda permanecem impunes. Um amigo meu já dizia que “de um limão devemos fazer uma limonada”. Ora, diante da divulgação nacional das condições dos principais rios que cortam importantes áreas urbanas feitas pelo IBGE, em minha opinião, o respectivo relatório deveria ser usado para convencer os governos todos a implantarem políticas e medidas eficazes para cessar as fontes poluidoras e recuperarem a qualidade das águas dos rios.  Não se pode perder essa oportunidade. Marino Elígio Gonçalves.

 

 

Rio Iguaçu é o segundo mais poluído do Brasil

 

Newton Almeida – Paraná-online - 05/06/2008

  

Iguaçu: índice de qualidade da água só não é pior que do Rio Tietê, em SP. Entre os motivos está a falta de  saneamento.

                

No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje, o Paraná tem um motivo a mais para se preocupar com o tema.

 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), o Rio Iguaçu, que nasce na região de Curitiba e corta o Estado até o extremo oeste, é o segundo mais poluído do Brasil, atrás apenas do Rio Tietê, em São Paulo.

 

O IBGE levou em consideração a média anual do Índice de Qualidade da Água (IQA), divulgado ontem, para concluir que a poluição do Iguaçu está num estágio crítico. A água do rio obteve nota de 31 no índice.

 

O Tietê, famoso por décadas de poluição, ficou com 30. O IQA considera como água de ótima qualidade a que tiver uma pontuação acima de 80.

 

Segundo o IBGE, além dos dois primeiros, os demais rios mais poluídos são aqueles que cortam grandes centros urbanos. Entre os que inspiram cuidados estão o Rio das Velhas, que corta Belo Horizonte (MG), e o Rio Paraguaçu, que banha parte do Recôncavo Baiano.

 

De acordo com Enéas Machado, gerente da Bacia do Alto Iguaçu, ligado à Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), a situação do rio ficou crítica devido a dois motivos.

 

"O primeiro fator é que ficamos muitos anos sem investir em obras de saneamento. Mesmo com as obras mais incisivas, é necessário um período de pelo menos dez anos para haver uma melhora significativa da qualidade da água dos rios que cortam a região de Curitiba", prevê.

 

Para Enéas, a segunda razão é demográfica. "Hoje há pelo menos 2,5 milhões de pessoas vivendo numa região que chamamos de 'cabeceira de bacia', ou seja, onde os rios se iniciam. Com o despejo de esgoto nas nascentes, fica mais difícil controlar a qualidade da água no alto curso do rio."

 

Machado afirma que, para amenizar o problema, serão instituídos comitês com representantes de órgãos públicos, organizações não-governamentais e universidades para criar um plano de bacia para cada região. "Esse plano, que deve ficar pronto em julho, vai definir a destinação de investimentos e quais obras são mais urgentes."

 

Critérios

 

Já o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, questiona os critérios de pesquisa do IBGE. "Comparar o Rio Iguaçu com o Rio Tietê é uma sandice. Pelo que conheço do Iguaçu, acredito que a poluição do rio fica restrita à região de Curitiba. Depois que as águas do Rio Barigüi encontram o curso do Iguaçu, há uma redução de dejetos", explica.

 

Segundo o IBGE, o IQA é obtido a partir de uma fórmula matemática que usa variáveis como a temperatura, o oxigênio dissolvido, a demanda bioquímica de oxigênio e a quantidade de coliformes fecais. Quanto maior o valor do IQA, melhor a qualidade da água.



Escrito por Marino às 11h12
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DESVIO DE ROTA

Uol

Lobo-marinho aparece em praia de SC com a nadadeira ferida e muito cansado

 

Uol Notícias – 18/06/2008

 

Um lobo-marinho apareceu na praia de Itapirubá, em Imbituba, sul de Santa Catarina na manhã desta quarta-feira. O animal está com uma das nadadeiras ferida e aparentemente muito cansado. Alguns moradores da região se aproximaram do lobo, mas ele sequer se mexia.


O animal deve ser encaminhado pela Polícia Ambiental e pelo Projeto Baleia Franca de Imbituba para o Centro de Estudos e Pesquisas Ambientais (Cepa), em Florianópolis. Lá o lobo-marinho será cuidado por veterinários até que possa voltar ao mar.

 



Escrito por Marino às 15h22
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EXTINÇÃO: O RINOCERONTE BRANCO PODE SER DECLARADO EXTINTO NA NATUREZA

google/gforum

 

Últimos quatro rinocerontes brancos são procurados na África

 

Estadão Online – 18/06/2008

 

União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) está tentando localizar os últimos quatro exemplares do rinoceronte branco do norte, uma espécie de rinoceronte africano a beira da extinção.


"É muito preocupante que nas últimas explorações sobre o terreno não se tenha encontrado nenhum rastro dos últimos quatro rinocerontes brancos que restam", disse o médico Martin Nrooks, chefe do grupo de especialistas nestes animais da IUCN, em comunicado difundido nesta terça-feira (17).


"A menos que sejam encontrados durante as buscas intensivas planejadas pela direção da Fundação de Parques Africanos, esta subespécie está condenada à extinção", acrescentou.


Segundo dados de agosto de 2006, nesse momento restam apenas quatro rinocerontes brancos vivos, todos eles no Parque Nacional Garamba, no noroeste da República Democrática do Congo, pelo o que esta subespécie está catalogada como "em perigo crítico" de extinção.


A dramática diminuição dos exemplares desta subespécie contrasta com o aumento que experimentou a espécie geral dos rinocerontes africanos, que alcançou cifras recorde pela primeira vez em décadas.

Segundo os números da Comissão de Sobrevivência de Espécies da IUCN, atualmente há mais de 21 mil rinocerontes africanos.  



Escrito por Marino às 11h01
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ENERGIA

google/wikiquote

Nova Zelândia proibirá uso da lâmpada incandescente em 2009

EFE/Terra – 17/08/2008

 

O Governo neozelandês anunciou hoje um plano para proibir o uso da lâmpada incandescente a partir de outubro de 2009, segundo um comunicado de imprensa emitido pelo departamento de Energia da Nova Zelândia.

 

O ministro da Energia, David Parker, disse em comunicado que "a lâmpada tradicional é uma tecnologia muito velha, muito ineficaz.

 

Só 5% da energia que utiliza gera luz, e o resto é calor inútil". Os cidadãos da Nova Zelândia gastam US$ 500 milhões em energia para gerar eletricidade.

 

A estratégia do Governo tem como objetivo o consumo energético em 20% antes de 2015, e economizar cerca de US$ 380 milhões a partir de 2020.

 

O país vizinho, Austrália, deve aplicar em 2009 o mesmo plano que a Nova Zelândia.



Escrito por Marino às 10h43
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MATA ATLÂNTICA

apremavi: floresta em estágio avançado de regeneração

Recuperação de floresta leva de séculos a milênios

 

Áreas degradadas de mata atlântica levam de 100 a 300 anos para se regenerar

 

Demora para retomar 40% de espécies endêmicas pode alcançar de 1 a 4 milênios, daí a urgência de preservar os últimos fragmentos

 

Marcelo Leite – Colunista da Folha, 18/06/2008


Um estudo na edição deste mês do periódico "Biological Conservation" traz boas notícias para a mata atlântica, que precisa desesperadamente delas depois de perder 93% de sua cobertura original. A floresta que recobria o litoral oriental do Brasil na chegada dos europeus consegue, sim, recuperar-se em tempo relativamente curto: 100 a 300 anos.

 

Em outras palavras, seriam necessárias de 4 a 12 gerações de brasileiros para recompor a mata destruída nas últimas 20. Se parece muito, prepare-se para a má notícia: o trabalho concluiu que a recomposição de toda a biodiversidade da floresta pode demorar entre 40 e 160 gerações (1.000 a 4.000 anos).


O estudo foi realizado por três pesquisadores da Universidade Federal do Paraná a partir de uma idéia de Marcia Marques, do Laboratório de Ecologia Vegetal. "Surgiu de uma curiosidade minha em compreender a resiliência [resistência] da floresta", conta. "Quando se observa uma floresta que se regenerou após um distúrbio, sempre vem a pergunta se aquela floresta corresponde ou não ao que era originalmente."

 

Seu estudante de mestrado Dieter Liebsch, co-orientado por Renato Goldenberg, se encarregou de levantar os dados. Eles foram obtidos em 18 outros estudos sobre mata atlântica publicados entre 1994 e 2007 que estabeleciam com alguma segurança a data de início da exploração da floresta. É o que se chama de "meta-análise" (compilação de informações de outros trabalhos).

 

A base da pesquisa foram as listas de plantas (florística) encontradas nos trabalhos anteriores. Uma floresta digna do nome precisa abrigar também aquelas espécies tolerantes à sombra, grandes árvores como a maçaranduba (Manilkara subsericea) e as perobas (Aspidosperma spp).


Isso leva tempo. Nos primeiros anos e décadas, predominam as espécies pioneiras, que se dão melhor com a abundância de luz solar em clareiras e fragmentos desmatados. Também são menos freqüentes as espécies que dependem de animais para ter suas sementes dispersadas, como os guamirins, parentes da goiabeira dependentes de aves.


Uma floresta madura contém 90% de espécies não-pioneiras e 80% de espécies dispersas por animais. Sabendo a proporção desses dois tipos e o tempo decorrido desde a perturbação da mata em cada um dos 18 casos, foi possível calcular a velocidade de regeneração do perfil: de um a três séculos.


A mata atlântica é também uma das florestas tropicais mais biodiversas do planeta, com 40% de espécies endêmicas (que só existem em certos locais). Para recompor essa chamada beta-diversidade, no ritmo atual, a mata precisaria de 1.000 a 4.000 anos.



Escrito por Marino às 10h20
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CARRO ECOLOGICAMENTE CORRETO?

g1/BBC

 

Honda inicia produção de primeiro carro movido a hidrogênio

Automóveis serão vendidos inicialmente nos Estados Unidos e no Japão.

 

A fabricante japonesa de automóveis Honda começou a produzir nesta segunda-feira os primeiros carros movidos a hidrogênio para serem vendidos no mercado americano em julho, e a partir de setembro no Japão.

 

O carro de tamanho médio para quatro pessoas, chamado FCX Clarity, é movido a hidrogênio e eletricidade, emitindo apenas vapor d'água.

 

Segundo a Honda, o veículo oferece três vezes mais eficiência em termos de combustível do que um carro convencional, movido a gasolina.

 

A Honda planeja produzir cerca de 200 unidades nos próximos três anos, que serão vendidas em contratos de lease por três anos, a um valor de US$ 600 por mês, que inclui seguro e manutenção.

 

Uma das maiores dificuldades para o uso em larga escala dos carros movidos a hidrogênio é a falta de postos de abastecimento.

A empresa já havia produzido dez gerações de carros movidos a células de energia, e têm veículos experimentais em uso em todo o mundo.

 

 

Saiba o que é hidrogênio.

 

O hidrogênio é o mais simples e mais comum elemento do Universo! Está presente em quase tudo, inclusive em você! Ele compõe 75% da massa do Universo e 90% de suas moléculas, como a água (H2O) e as proteínas nos seres vivos. No planeta Terra, compõe aproximadamente 70% da superfície terrestre.

No seu estado natural e sob condições ambientes de temperatura e pressão, o hidrogênio é um gás incolor, inodoro, insípido e muito mais leve que o ar. Ele também pode estar no estado líquido, ocupando um espaço 700 vezes menor do que se estivesse em forma de gás! Mas ele tem que estar armazenado numa temperatura de –253 ?C, em sistemas de armazenamento conhecidos como “sistemas criogênicos”. Acima desta temperatura, o hidrogênio não pode ser liquefeito, mas pode ser armazenado em forma de gás comprimido em cilindros de alta pressão.

Um exemplo do potencial energético do Hidrogênio está na fonte de energia do Sol - compõe 30% da massa solar. É com a energia do hidrogênio que o Sol aquece a Terra, favorecendo a vida em nosso planeta.

Como é quimicamente muito ativo, está sempre procurando outro elemento para se combinar. Raramente permanece sozinho como um único elemento (H2), em suspensão ou à parte, estando associado ao petróleo, carvão, água, gás natural, proteínas, entre outros elementos.

As misturas dos gases hidrogênio e oxigênio são inflamáveis, até mesmo explosivos, dependendo da concentração. Quando queimado com oxigênio puro, os únicos sub-produtos são o calor e a água. Quando queimado com ar, constituído por cerca de 68% de nitrogênio e 21% de oxigênio, alguns óxidos de nitrogênio (NOX) são formados. Ainda assim, a queima de hidrogênio com ar produz menos poluentes atmosféricos que os combustíveis fósseis (petróleo, carvão).

A agência espacial dos EUA, a NASA, percebeu estas qualidades do hidrogênio e o utiliza nos seus projetos espaciais para a propulsão dos foguetes, pois estes requerem características não obtidas com outros combustíveis, tais como: o baixo peso, a compactação e a capacidade de grande armazenamento de energia. Quando utilizado em células a combustível, a água que resulta do processo é consumida pelos astronautas!

Decolagem do avião espacial Shuttle da NASA. O hidrogênio é o combustível ideal por apresentar baixo peso e capacidade de grande armazenamento de energia. Foto: cortesia da NASA.

Atualmente, a maior parte do hidrogênio produzido no mundo é utilizado como matéria-prima na fabricação de produtos como os fertilizantes, na conversão de óleo líquido em margarina, no processo de fabricação de plásticos e no resfriamento de geradores e motores. Agora, as pesquisas sobre hidrogênio estão concentradas na geração de energia elétrica, térmica e de água pura através das células a combustível! A Energia do Hidrogênio! (fonte: portalh2.com.br).



Escrito por Marino às 14h09
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A REVITALIZAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO

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Coletivos Educadores e Salas Verdes discutem a revitalização do Rio São Francisco

PR-SF/MMA - 16/06/2008

A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente realiza de 17 a 19 em Penedo, Alagoas, I Oficina de Formação de Coletivos Educadores e Salas Verdes cujo tema em debate será a revitalização do Rio São Francisco. O objetivo é promover a formação no campo teórico-conceitual e metodológico, no âmbito das estratégias de atuação e no contexto das políticas públicas.

A atividade é destinada aos representantes dos Coletivos Educadores constituídos nos pólos do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, que estão envolvidos com a proposta de formação de educadores e educadoras ambientais, bem como às Salas Verdes das quatro regiões do Alto, Médio, Sub-Médio e Baixo São Francisco, as Redes de Educação Ambiental e as Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental (CIEAs) localizadas na bacia.

A oficina busca a articulação das ações do Coletivo Educador e Sala Verde para a intervenção educacional, propiciando a aproximação com os demais projetos em andamento a exemplo do desenvolvimento de estudos e propostas relacionadas ao Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), aos Centros de Recuperação de Áreas Degradadas, Turismo Ambiental Sustentável do Proecotur, entre outras ações pensadas também numa perspectiva transversal e integrada para o fortalecimento socioambiental, formação de educadoras e educadores, e estímulo à pesquisa na bacia do São Francisco.

O Programa de Revitalização São Francisco coordena a oficina em parceria com a Universidade Federal de Alagoas, por meio da Pró-Reitoria de Extensão; Prefeitura de Penedo; Fundação Raimundo Marinho; Companhia Siderúrgica Nacional; Caixa Econômica Federal; Superintendência de Qualidade Ambiental Desenvolvimento Sustentável e Educação Ambiental; e Codevasf/SE.

 



Escrito por Marino às 19h29
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PILHAS E BATERIAS NA MIRA DO CONAMA

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Descarte de pilhas e baterias será pauta de reunião do Conama

Ascom/MMA - Daniela Mendes - 13/06/2008

 

A proposta de resolução que dispõe sobre o descarte e gerenciamento ambientalmente adequado de pilhas e baterias usadas que contenham chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos será discutida na 90ª reunião ordinária do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), nos dias 17 e 18, na sede do Ibama, em Brasília. Se aprovada, ela revogará a Resolução 257/99, atualmente em vigor. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, abrirá a reunião prevista para iniciar às 9 horas.

 

De acordo com Dominique Louette, coordenadora da área técnica do Conama, já há consenso em relação aos padrões, ao controle e à fiscalização desses produtos. "O Ibama propõe padrões da legislação européia e já há consenso com o setor produtivo", diz.

 

O Conama apreciará, ainda, a solicitação de criação de um grupo de trabalho, no âmbito da Câmara Técnica de Controle e Qualidade Ambiental, para revisão da Resolução 344/04, que estabelece as diretrizes gerais e os procedimentos mínimos para a avaliação do material a ser dragado em águas jurisdicionais brasileiras, entre outros assuntos.



Escrito por Marino às 11h52
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