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"QUEIRA O IMPOSSÍVEL". ARTIGO DA SENADORA MARINA SILVA

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O artigo abaixo, de nossa querida Senadora Marina Silva, é bastante significante, pois traz crítica (construtiva) em relação às nossas universidades, ao papel de cada um como sujeito e mero espectador das transformações mundiais sem que se perceba como parte integrante e responsável destas transformações, seja para o bem ou para o mal. Convido a todas e todos para a leitura e reflexão. Vale a pena conferir, porém, considero necessária não só a reflexão, mas, também, a ação. Marino Elígio Gonçalves.

Vê mas não percebe, ouve mas não compreende

 

Marina Silva – Terra Magazine – 08/082008

 

Li na internet sobre a decepção de dois universitários, Giuliano e Carlos, que após percorrerem cinco mil quilômetros em nove estados, para sensibilizar estudantes de doze universidades e incentivá-los a ir ao Fórum de Comunicação e Sustentabilidade (realizado em junho, em Brasília), viram seu esforço reduzir-se a 130 presentes, de uma lista de mil inscritos, que foi o que restou da expectativa inicial de três mil participantes.

Ambos foram compreensivelmente críticos com a apatia dos colegas. Chamaram-nos de superficiais e escandalizaram-se com o desconhecimento diante do tema, por parte de quem deveria ser vanguarda das iniciativas por um mundo sustentável.

Ao mesmo tempo, registraram sinais positivos de interesse, tanto de estudantes que prometeram "pensar no assunto" quanto de muitos que espontaneamente os abordaram durante a viagem. Observaram também que as pessoas se reconhecem no conceito de sustentabilidade quando ele é associado ao seu dia-a-dia.

Quero dizer a Giuliano e Carlos que seu trabalho foi admirável e os resultados muito bons, até porque levantaram de maneira inusitada uma grande e necessária interrogação: de que maneira, hoje, um jovem pode pretender ser revolucionário e questionar as estruturas?

Certamente não o será por meio dos fetiches do consumo, da revolução fast food entregue em casa - by delivery - pela televisão. Será na mediação entre o vivido e o compreendido pela via das informações, da imaginação, da ação e das emoções. Será sempre caminhando no rumo de uma bela utopia.

Do tão falado ano de 68, em que jovens no mundo todo foram às ruas para lutar por liberdade, uma das melhores palavras de ordem é: "queira o impossível". Este é o combustível da garra, da tenacidade, dos sentimentos universais que nos tiram da armadilha solitária do individualismo exacerbado, do cipoal da mediocridade, e nos dão pernas, asas, coragem e a companhia de milhares de pessoas interessantes, idealistas e generosas.

A rebeldia de 68 exigia liberdade, democracia, paz, alegria. Atacava a hipocrisia dos costumes e as instituições autoritárias. Influenciou inúmeros movimentos posteriores que ajudaram a desenhar os contornos da utopia de agora, da revolução de nossos tempos. Que mudou de tom, tornou-se mais complexa, sofisticada, e menos um enfrentamento linear com o "mal", pretendendo saber exatamente o endereço e o nome do "bem".

Hoje, a utopia é mais exigente, porque o "bem" e o "mal" não estão evidentes, não estão encarnados na individualidade de heróis. Estão na trama, no tecido, no encontro das diferenças e na capacidade individual e coletiva de descobrir identidades, objetivos comuns. Hoje, está agudamente claro que a revolução é civilizatória e depende muito mais de entendimento do que de doutrina.

E o que mais se aproxima disso são os princípios, práticas e metas expressos no conceito de desenvolvimento sustentável ou sustentabilidade, cuja realização depende de múltiplos saberes, estímulos e de escolhas cotidianas. Não há senha ou cartilha, nem carteirinha e nem forma específica de adesão.

É verdade que o uso do discurso "sustentabilista" como mera ferramenta de marketing complica e confunde. Daí a importância da insistência, da criatividade e da expansão dos temas que trazem o cerne do conceito, ou seja, equilíbrio ambiental, eqüidade social, economia não predatória, respeito à diversidade e recriação da prática política.

Em tese, universidades seriam o espaço de acolhimento e fecundação do desenvolvimento sustentável, não só como objeto do conhecimento acadêmico mas como bandeira de engajamento político. E isso não está acontecendo, como Giuliano e Carlos constataram com angústia e constrangimento.

Mas não devem criticar apenas o jovem que faz cara de paisagem. É preciso, também, questionar a própria instituição Universidade, com seu estranho alheamento, em plena crise ambiental global aguda, exposta em todas as mídias. Que tipo de estímulo os jovens recebem? Quem são hoje nas universidades os grandes intelectuais, mentores e fomentadores da atitude de mudança?

As entidades estudantis, por sua vez, parecem ainda não terem ressignificado suas formas de organização e militância para dar conta das questões do presente. Talvez não tenham sabido fazer a transição da pauta política de décadas atrás, ou percebido quais os caminhos da transformação das estruturas na atualidade.

O alheamento também traduz descrença generalizada, o que induz à descrença em si mesmo, à sensação de impotência ante a magnitude dos desafios. Você se limita a assistir. Assiste ao espetáculo dos problemas sociais, da fome na África, da degradação ambiental global, da violência, da intolerância, sem se ver, em nenhum momento, como parte do problema ou da solução. É o sujeito-espectador. Como diz o provérbio bíblico, vê mas não percebe, ouve mas não compreende e, às vezes, sente mas não se compromete.

Estamos submetidos à superexposição da informação, sem nenhum chamado ao compromisso. É um combinado de hiperassimilação dos problemas com baixo nível de consciência e atitude.

Portanto, que os muitos Giulianos e Carlos das utopias civilizatórias não desanimem! Ao contrário, agora é que precisamos de todo o nosso ânimo e de tranqüilidade para descobrir ganhos, mesmo nos momentos em que, aparentemente, o fracasso é retumbante.

 



Escrito por Marino às 10h01
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SEGREDOS DA FLORESTA: SANTO DAIME

blog da amazônia:cipó jagube

Peru declara a ayahuasca como patrimônio cultural

Blog da amazônia – 15/07/2008

O governo do Peru declarou como patrimônio cultural da nação os conhecimentos tradicionais e usos da ayahuasca praticados por comunidades nativas em sua floresta amazônica. A ayahuasca é mais conhecida no Brasil como Santo Daime. A decisão do governo peruano, assinada pelo diretor do Instituto Nacional de Cultura, Javier Ugaz Villacorta, foi publicada na edição de sábado de El Peruano, o diário oficial do país.

Na declaração de reconhecimento, o governo peruano afirma que a ayahuasca tem qualidades psicotrópicas, isto é, que atuam sobre o psiquismo, a atividade mental, o comportamento, a percepção, sendo conhecida no mundo todo como uma planta indígena que transmite sabedoria para os iniciados sobre os próprios fundamentos do mundo.

Também afirma que os efeitos produzidos pelo seu consumo é equivalente à entrada nos segredos do mundo espiritual. Segundo o Instituto Nacional de Cultura, o ritual da ayahuasca está se estabelecendo como o centro da medicina tradicional e é um dos pilares da identidade dos povos amazônicos, sendo o seu uso necessário e indispensável para todos os membros da sociedade amazônica peruana.

A ayahauasca é uma bebida obtida a partir do cozimento do cipó jagube (Banisteriopis caapi), conforme foto acima, com a folha chacrona (Psichotria viridis), na foto abaixo. Segundo o governo peruano, a ayahuasca conta com extraordinária história cultural em virtude de suas qualidades psicotrópicas.

Virtudes terapêuticas

O Instituto Nacional de Cultura assinala que o uso e resultados obtidos com ayahuasca são necessários para todos os membros das sociedades amazônicas em algum momento de suas vidas e indispensáveis para que assumam o papel de portadores privilegiados, seja através de comunicações com o mundo espiritual ou para os que se expressam plasticamente.

O governo peruano afirma que os efeitos que a ayahuasca produz têm sido amplamente estudados por causa de sua complexidade e são diferentes dos que usualmente produzem os alucinógenos.

- Parte dessa diferença consiste no ritual que acompanha seu consumo, que conduz a diversos efeitos, porém sempre dentro de uma margem culturalmente delimitada e com propósitos religiosos, terapêuticos e de afirmação cultural - afirma Javier Villacorta.

No entendimento do governo peruano, a prática de sessões rituais de ayahuasca constitui um dos pilares da identidade dos povos amazônicos e seu uso ancestral nos rituais tradicionais, garantindo continuidade cultural, está vinculado às virtudes terapêuticas.

- Busca-se proteção do uso tradicional e do caráter sagrado do ritual de ayahuasca, diferenciando-o de usos ocidentais descontextualizados, consumistas e com propósitos comerciais - assinala a declaração do Instituto Nacional de Cultura.

 

 



Escrito por Marino às 09h42
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ENERGIA NUCLEAR: PRESENTE (BRASIL) E FUTURO (FRANÇA)

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Ao mesmo tempo que o Brasil deve iniciar a construção de sua terceira usina nuclear, como é retratado na matéria abaixo, a Europa é abalada por um acidente nuclear na França que reacende o debate sobre a segurança e a característica de não ser a energia nuclear uma fonte limpa. Aqui, em meu blog, tenho manifestado constantemente a desaprovação por tais usinas, não só pelo risco às pessoas e ao meio ambiente, como também pela falta de alternativa de tratamento de seus resíduos. Trata-se de uma bomba relógio armada e que num determinado momento explodirá gerando todas as conseqüências desastrosas que a humanidade já conheceu e, por isso mesmo, deveria repudiar com veemência. A primeira matéria é sobre a decisão do Brasil e a segunda é sobre o acidente na França. Dois fatos distantes, porém interligados. Um revela o presente (Brasil) e o outro o futuro que nos espera (França). Pense bem nisso. Marino Elígio Gonçalves.

 

Minc diz que o licenciamento de Angra 3 deve sair ainda em julho

Agência Brasil - Isabela Vieira, 12/07/2008.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ontem (11) que a licença para a construção de Angra 3 deve sair ainda este mês.

Mesmo com manifestações contrárias à construção da usina, Minc disse que não há divergências entre o Ministério do Meio Ambiente e o de Minas e Energia, favorável à usina. Ele lembrou que o Ministério de Minas Energia sempre foi favorável às obras, enquanto o Ministério do Meio Ambiente, mesmo com a senadora Marina Silva à frente, sempre esteve contra.

“Já disse que eu, individualmente, nunca fui favorável à usina nuclear. Mas a minha opinião e a da ala ambientalista do governo, da qual a ex-ministra Marina faz parte, foi derrotada no Conselho de Política Energética”, afirmou.

“Não vou dar uma de mimado. Afinal, cheguei aqui agora [no ministério]. Não há a menor possibilidade [de interromper o processo de construção da usina]. A questão está praticamente resolvida”, acrescentou.

Carlos Minc disse que vai impor algumas condições para o licenciamento da Usina Nuclear Angra 3.

“A usina vai ter que adotar o Parque Nacional da Bocaina, vai ter que adotar o saneamento de Angra dos Reis [cidade onde será instalada] e vai ter um controle externo de radioatividade gerido por um órgão independe”, informou.

Segundo Minc, o ministério vai exigir também um prazo para que seja apresentando um local para destinação do lixo atômico produzido.

 

 

Acidente nuclear em usina no sul da França

EcoDebate - Henrique Cortez, 12/07/2008.

O acidente em uma central nuclear na França reascendeu polemica sobre a energia nuclear. Varias organizações acusaram as autoridades e a empresa responsável pela ocultação de informações e demora em divulgar os detalhes do acidente.

Na manhã de quarta-feira, às 6.30 horas, ocorreu o vazamento de liquido radioativo, com aproximadamente 75 Kg de urânio empobrecido, da central nuclear de Tricastin, nas vizinhanças de Aviñón, no sudeste da França. Foi um vazamento de 30 metros cúbicos, que atingiram o solo e um rio nas proximidades. As equipes de emergência conseguiram contar uma parte, mas, ainda assim, vazaram para o ambiente 18 metros cúbicos, de acordo com a empresa AREVA, responsável pela central nuclear. As razões do acidente e do vazamento ainda são desconhecidas.

De acordo com o jornal El País, o secretario de Estado de Meio Ambiente da França, Michael Müller, declarou que “a tecnologia nuclear é de alto risco” e que este acidente “não era para ser avaliado precipitadamente”.

Inicialmente achou-se que era um acidente grave, mais tarde desmentido pela autoridade de segurança nuclear (ASN), que apenas a caracterizou como uma “não conformidade”. As autoridades tentaram acalmar a população qualificando o acidente como de baixo risco ambiental

O acidente gerou reações de diversas organizações que acusaram a AREVA de retenção deliberada de informação e de colocar a população em risco desnecessário. A empresa demorou mais de 12 horas para informar o vazamento radioativo e para declarar que as inspeções de segurança não detectaram nenhum dano anormal, confirmado também pela ASN.

A autoridade de segurança nuclear informou que a concentração de urânio se manteve em 12 gramas por litro e que as taxas de radioatividade estão em constante redução desde o acidente, na quarta-feira.

Apesar de ter sido declarado como um acidente de pouca gravidade várias medidas de segurança foram necessárias, tais como a proibição da pesca e do uso do rio atingido.

Greenpeace declarou que o acidente “demonstra que a energia nuclear não é uma energia limpa”.

Acidente semelhante ocorreu na Espanha, na central nuclear de Ascó, na Tarragona. O acidente ocorreu em novembro de 2007, mas só ficou conhecido em abril deste ano. Esta central permanece desativada para inspeções e avaliações de segurança.

 



Escrito por Marino às 10h34
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"VALE" TUDO?!?

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Ibama multa Vale em R$ 5 mi por venda ilegal de madeira

 

Terra – 10/07/2008

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a Vale em mais de R$ 5 milhões pela venda ilegal de cerca de 9,5 mil m³ de madeira in natura e pelo depósito ilegal de 612 m³ de madeira em tora, no município de Paragominas, sudeste paraense, conforme anunciado no endereço eletrônico do instituto.

O coordenador da Operação Minério Verde, Paulo Maués, disse que além dessas infrações, a empresa não apresentou registro no Cadastro Técnico Federal (CTF) do Ibama, o que custou à empresa R$ 9 mil em multas.

A companhia também foi autuada por não ter apresentado ao órgão ambiental responsável os relatórios do CTF referentes aos anos de 2006 e 2007.

Maués explica que a mineradora precisa desmatar muitas áreas verdes para avançar suas frentes de lavra e essa atividade gera volumes de madeira de diversas essências.

Resposta
A respeito das multas, a mineradora multinacional esclarece que, em 2005, a empresa realizou um inventário para levantamento da vegetação de uma área de 358 hectares no município com o objetivo de subsidiar pedido de autorização de supressão vegetal à Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema), para iníciar a operação da mina de bauxita de Paragominas.

Porém, de acordo com a empresa, o inventário continha erros técnicos, o que levou a empresa a superestimar a quantidade de madeira existente. O pedido foi concedido em 1º de setembro de 2006, de acordo com a Vale.

A empresa afirma que obteve autorização da Sema para retirar até 11 mil metros cúbicos de madeira. No entanto, diz que o projeto só efetivou a retirada de 2,7 mil metros cúbicos - ou seja, um quarto do autorizado pelo órgão público.

Diante disso, a Vale afirma ter decidido pelo desligamento dos responsáveis e pela contratação de uma empresa independente para rever os inventários já realizados na região e, com isso, enviar novas informações aos órgãos ambientais.

 



Escrito por Marino às 17h13
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CABO DE GUERRA NO CONGRESSO NACIONAL

Comissão de Meio Ambiente aprova moção contra projeto que retira poderes do governo

Folha Online - 09/07/2008

A Comissão de Meio Ambiente da Câmara aprovou nesta quarta-feira moção de protesto ao projeto de decreto legislativo que retira poderes do Executivo no que se refere ao monitoramento e ao controle do desmatamento em terras na Amazônia. O texto aguarda discussão e votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

Para o líder do PV na Casa, Sarney Filho (MA), a proposta, se aprovada, ameaçará todas as ações que tentam combater o desmatamento no país.

“É um posicionamento político da Comissão de Meio Ambiente, de que nós não concordamos com o conteúdo de um projeto que, se aprovado, vai lançar por água abaixo as medidas de combate ao desmatamento”, disse o líder.

De autoria da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), a proposta é considerada polêmica pelos ambientalistas porque questiona uma série de sanções, como o bloqueio a financiamentos rurais disponibilizados por bancos federais para o produtor que não seguir a legislação ambiental e que não atualizar os dados do imóvel rural junto ao Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR).

O projeto da senadora tramita na CCJ do Senado e tem a oposição dos ambientalistas não apenas pelo conteúdo, mas pelo fato de a senadora ter sido escolhida relatora setorial de Meio Ambiente da Lei Orçamentária de 2009.

Segundo Sarney Filho, a moção não é uma crítica pessoal à senadora, mas uma advertência ao que o projeto poderá provocar, se aprovado pelos parlamentares. Os ambientalistas resistem à Kátia Abreu porque afirmam que ela tem vínculos com ruralistas.

No mês passado, os ambientalistas e alguns parlamentares fizeram um abaixo-assinado contra a aprovação do projeto que está na CCJ.

 



Escrito por Marino às 17h07
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FOME MUNDIAL: A SITUAÇÃO É GRAVE E MUITO PREOCUPANTE

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Fome atingiu 130 milhões a mais em 2007, dizem EUA

Terra - 09/07/2008 

Os alimentos e o petróleo mais caros empurraram mais 133 milhões de pessoas para o grupo dos que passam fome em 2007, afirmou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que mudou sua previsão sobre a falta de comida nos próximos dez anos, apostando agora no agravamento do problema e não mais em sua diminuição.

A Avaliação sobre Segurança Alimentar, um relatório anual do USDA, disse que o número de pessoas "sem garantia de ter alimentos" em 70 países em desenvolvimento cresceu para 982 milhões em 2007, de 849 milhões no ano anterior.

A quantidade de pessoas com dificuldade para obter comida poderia crescer para 1,2 bilhão em 2017, advertiu o órgão, revertendo a previsão do ano passado sobre a possibilidade de a fome diminuir nos próximos dez anos em todas as regiões do planeta com exceção da África subsaariana.

O USDA define como "insegurança alimentar" ter dificuldade em adquirir comida suficiente para alimentar a família ao longo do ano.

"Até a próxima década, a desaceleração da economia global deve combinar-se com a alta do preço dos combustíveis e dos alimentos contribuindo para a deterioração atual da segurança alimentar no mundo", disse o USDA.

"Isso terá um impacto particularmente negativo nos países em desenvolvimento que já se incluem entre os mais problemáticos nessa questão - os da África subsaariana." Entre esses estão a Etiópia, a Eritréia, o Sudão e Moçambique.

Os preços do trigo, do milho, da soja e do arroz dispararam para patamares recordes nos últimos meses em meio a safras ruins em várias partes do planeta e à demanda crescente de economias emergentes por biocombustíveis e produtos alimentícios.

Em todo o mundo, a elevação do preço dos alimentos provocou o cancelamento de exportações, o aumento das filas para obter alimentos gratuitamente e distúrbios violentos provocados pela falta de comida.

Os países pobres mostram-se especialmente suscetíveis à elevação do preço dos alimentos porque grande parte do orçamento familiar nessas economias costuma estar comprometido com gastos em comida.

Segundo o USDA, a comida pode responder por mais da metade de um orçamento familiar em alguns países.

O órgão americano disse que a distribuição mundial de ajuda na forma de alimentos enfrentava dificuldades. Entre 2004 e 2006, o volume de alimentos doados caiu para cerca de 7,4 milhões de toneladas, uma queda de 25%.

A elevação do preço dos alimentos e do custo dos transportes levou os EUA, o maior doador de comida do mundo, a diminuir esse tipo de remessa em cerca de 50% nos últimos cinco anos.



Escrito por Marino às 18h29
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MEDIDAS DE FISCALIZAÇÃO PARA AS UC´S E O TRISTE QUADRO ADMINISTRATIVO

google/Parque Nacional do Iguaçu

Minc anuncia medidas de fiscalização de reservas

Terra – 08/07/2008

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou hoje um pacote de medidas que pretendem dar às unidades de conservação federais condições mínimas de fiscalização e gestão para proteger ecossistemas. Segundo ele, as medidas devem auxiliar na conservação da biodiversidade, além de garantir boas condições de vida para comunidades tradicionais extrativistas e fornecer para o mercado madeira legal, produzida por meio de manejo sustentável em áreas concedidas das florestas nacionais. O ministro afirmou que as medidas devem ser implementadas ainda este mês.

 

Minc também pretende implantar um plano de turismo nos Parques Nacionais junto com o Ministério do Turismo. "Um parque que é visitado todo dia está muito menos suscetível às invasões que acontecem nas Unidades que só existem no papel", disse ele.

 

O pacote prevê transferência de cargos dentro do Ibama e remanejamento de funções no ICMBio. Minc anunciou que vai contratar 180 funcionários para o ICMBio, 215 para o Ibama e 1.000 brigadistas que auxiliarão no combate aos incêndios florestais e ao desmatamento durante o período da estiagem. Os contratos serão temporários para as áreas da Amazônia consideradas em "risco ambiental" e devem ser feitos no mês de agosto.

 

Junto com o anúncio das medidas, o ministério divulgou um relatório do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) sobre a situação das Unidades de Conservação. Das 299 unidades sob responsabilidade do ICMBio, 82 estão sem gestor, 173 não contam com nenhum fiscal e 226 não têm plano de manejo. "É um quadro triste, inaceitável e insustentável", afirmou Minc.

 

A princípio, as medidas anunciadas pelo ministro serão implantadas nos parques nacionais, nas reservas extrativistas e nas florestas nacionais, onde, segundo ele, os problemas são mais graves.

 



Escrito por Marino às 16h08
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CONAMA E O LICENCIAMENTO SIMPLIFICADO DE ATERROS SANITÁRIOS

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Câmara do Conama aprova licenciamento simplificado de aterro sanitário

Conama - 04/07/2008

A Câmara Técnica de Assuntos Jurídicos do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou nesta quinta-feira (3) proposta de resolução sobre o licenciamento simplificado de aterros sanitários de pequeno porte. O texto, que altera a Resolução Conama 308/02, define os critérios e as diretrizes necessárias para viabilizar a correta destinação de resíduos urbanos em aterros sanitários com capacidade de até 20 ton/dia com a possibilidade de dispensa do EIA/Rima. A proposta deve alcançar cerca de 80% dos municípios brasileiros que atualmente têm população de até 30 mil habitantes dispondo a imensa maioria de lixões com graves impactos à saúde pública e ao meio ambiente.

A proposta recebu demanda dos 26 órgãos estaduais de meio ambiente presentes nas discussões do Seminário sobre Licenciamento Ambiental de Destinação Final de Resíduos Sólidos, realizado pelo Ministério do Meio Ambiente em dezembro de 2005, e vem sendo debatida nas Comissões Tripartites Estaduais. O tema é também do interesse das entidades municipais de meio ambiente e dos ministérios das Cidades e da Saúde (Funasa) e Integração Nacional (Codevasf) e entidades como Anamma (municipais) e Abema (estaduais).

 

Para o Ministério do Meio Ambiente, além de simplificar os procedimentos para o licenciamento, a nova resolução poderá trazer mais agilidade e melhor controle dos órgãos licenciadores estaduais e locais, contribuindo para a implementação de alternativas técnicas viáveis para a destinação adequada de resíduos e recuperação de lixões nas pequenas cidades brasileiras.

 

O novo texto estará na pauta para deliberação da 91ª reunião ordinária do Conama, que será realizada em Brasília, nos dias 9 e 10 de setembro.

 

A Câmara Técnica também fez recomendações à resolução sobre Audiências Públicas para Licenciamento Ambiental, com referência a aspectos técnicos e jurídicos, indicando o retorno da matéria à Câmara de Controle e Qualidade Ambiental.

 



Escrito por Marino às 15h57
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PRESSÃO SOBRE O G8 E SOBRE OS BIOCOMBUSTÍVEIS

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Biocombustíveis podem ser até piores mais do que se pensava a princípio

Uol Notícias - Der Spiegel - 05/07/2008 (ecodebate).

Um relatório interno do Banco Mundial que vazou para o “Guardian” sustenta que os biocombustíveis talvez sejam responsáveis por até 75% da alta nos preços dos alimentos. Nem os grupos ambientais foram tão longe em suas estimativas.

Os preços de alimentos são um assunto prioritário na agenda para a reunião de cúpula da semana que vem do G-8 no Japão, e o presidente do Banco Mundial Robert Zoellick foi claro que é preciso tomar medidas. “O que estamos testemunhando não é um desastre natural -um tsunami silencioso ou uma tempestade perfeita”, escreveu em uma carta na terça-feira (1) aos principais líderes ocidentais. “É uma catástrofe feita pelo homem e, como tal, deve ser consertada pelas pessoas.”

De acordo com um relatório confidencial do Banco Mundial obtido pelo “Guardian” na quinta-feira, a organização de Zoellick talvez tenha uma idéia bem clara de como deveria ser a solução: parar de produzir biocombustíveis.

O relatório alega que os biocombustíveis elevaram os preços dos alimentos mundiais em 75%, sendo responsáveis por mais da metade do salto de 140% nos preços desde 2002 dos alimentos examinados pelo estudo. O artigo do “Guardian” alega que o relatório, concluído em abril, não foi divulgado para não embaraçar o presidente americano George W. Bush.

Uma análise americana recentemente chegou à conclusão que apenas 3% do aumento dos preços dos alimentos poderiam ser atribuídos aos biocombustíveis.

O Banco Mundial na sexta-feira procurou limitar o impacto do vazamento do relatório. Um porta-voz da organização, que pediu para não ser identificado, disse ao Spiegel Online que o documento obtido pelo “Guardian” foi apenas um de vários relatórios internos sobre biocombustíveis não destinados à publicação. Ele salientou que o Banco Mundial há muito concordou que os biocombustíveis são um fator que pressiona os preços dos alimentos, mas que prefere não quantificar esse impacto.

“Os biocombustíveis sem dúvida contribuem significativamente”, disse Zoellick nesta primavera, estabelecendo a linha do Banco Mundial sobre biocombustíveis. “Claramente, os programas na Europa e nos EUA que aumentaram a produção de biocombustíveis contribuíram para a maior demanda por alimentos.”

Um “crime contra a humanidade”

Ainda assim, em um ambiente de crítica crescente aos biocombustíveis e cada vez mais preocupação com o impacto do salto nos preços de alimentos, o relatório é uma bomba. Ele estima que os aumentos nos custos de energia e de fertilizantes foram responsáveis por apenas 15% do aumento nos preços de alimentos. Nem mesmo o grupo ambiental Oxfam chegou tão longe quanto o relatório do Banco Mundial. Em um estudo divulgado no final de junho, chamado “Outra verdade inconveniente”, a Oxfam disse que os biocombustíveis levaram mais de 30 milhões de pessoas à pobreza - mas que haviam contribuído com apenas 30% no aumento de preços globais de alimentos.

“Os líderes políticos parecem ter a intenção de suprimir e ignorar fortes evidências que os biocombustíveis são um importante fator nos recentes aumentos de preços de alimentos”, disse o assessor de política da Oxfam, Robert Bailey, ao “Guardian”, na sexta-feira.

A demanda por biocombustíveis aumentou significativamente nos últimos anos, na medida em que os países industrializados procuraram cortar as emissões de CO2 utilizando fontes de energia renováveis. Em abril, Londres introduziu novos regulamentos exigindo que 2,5% do combustível vendido nas bombas no Reino Unido fosse composto de biocombustível e que essa mistura aumentasse para 5% em 2010. A União Européia estabeleceu para si mesma a meta de acrescentar 10% de biocombustível aos combustíveis até 2020 em todo o continente. O presidente dos EUA, George W. Bush, também se apegou ao etanol como forma de reduzir a dependência dos EUA em petróleo estrangeiro.

Em um relatório publicado na terça-feira pelo Banco Mundial, em preparação para a reunião de cúpula da próxima semana do G-8, a organização recomendou que o grupo promovesse “ações nos EUA e na Europa para diminuir subsídios, mandatos e tarifas sobre biocombustíveis que derivam do milho e de sementes”.

As críticas ao combustível feito de grãos e capim não giram apenas em torno dos preços de alimentos. Os produtores nos países em desenvolvimento estão derrubando florestas e drenando mangues - ambos valiosos por sua habilidade de absorver CO2 da atmosfera- para abrir espaço para plantações de biocombustível. Assim, muitos duvidam que o produto seja neutro em carbono. E mais, alguns fertilizantes usados na produção de grãos para biocombustíveis liberam óxido nitroso na atmosfera, um gás de efeito estufa que é até 300 vezes mais nocivo do que o CO2.

O relatório do Banco Mundial obtido pelo “Guardian” diz que a produção de biocombustíveis coloca pressão sobre os preços de alimentos tirando os grãos da produção de alimentos, estimulando os agricultores a separarem terras para plantações de biocombustíveis e gerando especulação de grãos nos mercados financeiros.

O problema tornou-se tão ruim que o Representante Especial da ONU pelo Direito ao Alimento, Jean Ziegler, chamou os biocombustíveis de um “crime contra a humanidade” no início desta primavera.

 

 



Escrito por Marino às 19h54
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AQÜÍFERO GUARANI: TODO CUIDADO É POUCO.

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Aqüífero Guarani não é o mar de água doce que se imaginava

Folha de São Paulo - Rafael Garcia – 05/07/2008 (ecodebate).

Trabalho indica que fluxo de águas na reserva subterrânea é mais lento do que se achava e sugere cautela com poços. Estudo preliminar aponta que área do reservatório hídrico deve ser 10% menor do que estimativa anterior; trabalho sai até o fim do ano.

Quanto mais os geólogos estudam o aqüífero Guarani - a maior reserva hídrica subterrânea das Américas - mais fica claro que ele não é o mar inesgotável de água doce que se imaginava existir há algumas décadas. Um novo mapeamento realizado pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) constata que o fluxo de água na camada geológica que compõe o aqüífero é mais lenta do que se imaginava anteriormente.

O novo mapa hidrogeológico realizado pelo Laboratório de Estudo de Bacias, da Unesp, está em fase de finalização e deve ficar pronto até o fim do ano. Mas já está claro para os cientistas que o panorama revelado no trabalho sugere cautela.

O fluxo mais lento significa que, se o ritmo de extração das águas é muito intenso em um local, a água acaba ali e demora para reaparecer. É um risco, portanto, apostar no Guarani para suprir a crescente demanda de água no interior paulista.

“No caso de necessidade de extração de grandes volumes, a alternativa de se concentrar um elevado número de poços em pequenas áreas pode não ser a mais correta”, diz Didier Gastmans, da Unesp. Segundo o geólogo, é preciso cuidar para que os lugares mais favoráveis -onde o aqüífero fica perto da superfície, como Ribeirão Preto- sejam superexplorados. “Os técnicos responsáveis pela elaboração de políticas públicas de recursos hídricos terão de considerar que a água subterrânea terá que ser aduzida até os pontos de consumo.”

Um provável resultado do novo mapa da Unesp será a “diminuição” do Guarani em 10%, em razão da adoção de novos critérios geológicos. O padrão está sendo adotado para o projeto internacional de proteção do reservatório, do qual a Unesp participa. “Hoje se conhece a real extensão do aqüífero em território argentino e uruguaio, o que no início do projeto era mera suposição.”

Segundo Gastmans, porém, a extensão total do aqüífero é uma “questão menor” comparada à perspectiva de problemas regionais. Um deles é o da poluição da agricultura, sobretudo a de cana-de-açúcar. “Com a prática da fertirrigação com vinhaça [resíduo da fabricação de álcool], podemos em longo prazo ter problemas com concentrações elevadas de nitrato nas águas”, diz.

Outra preocupação é a entrada de contaminantes no aqüífero por meio de poços escavados sem precaução. Em algumas áreas de Santa Catarina a água já é inadequada para consumo humano por excesso de sulfatos e cloretos. Regiões mais “azaradas”, como Presidente Prudente, estão sobre águas não potáveis do aqüífero, com excesso natural de flúor.

 



Escrito por Marino às 19h44
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL:MUDANÇA NA DEA/MMA

google/Marcos Sorrentino

 

 Já se sabe que a Diretoria de Educação Ambiental passou por alterações, pelo menos, em seu comando. Desde a semana passada MARCOS SORRENTINO, não mais responde pela diretoria. Não sei quem foi a nomeada ou o nomeado para substituí-lo. Procurei na página oficial do MMA e lá ainda consta o nome de Sorrentino.

 

Particularmente, avalio que a saída de Sorrentino não foi adequada, pois, ao longo de todo o mandato da ex-ministra Marina Silva e parte do mandato do atual ministro Carlos Minc, tenho testemunhado o avanço da educação ambiental em todo o país. Não bastasse isso, tem ainda o seu esforço que representa o do próprio ministério de levar adiante a experiência brasileira para os países lusófonos.

 

Marcos Sorrentino, com competência e muita paixão tem desenvolvido um ótimo trabalho e conseguiu montar uma eficiente equipe técnica.

 

Não sei quais as razões que levaram o ministro Minc a promover tal mudança, de qualquer modo, espero que mantenha os bons programas ambientais desenvolvidos pela DEA.

 

Também espero que o ministro Minc reconheça a dedicação diuturna de Marcos Sorrentino em favor da educação ambiental no Brasil.

 

Não pude conversar ainda com o Sorrentino, mas espero em breve poder fazê-lo. Também não sei quais são os seus planos, se vai voltar à academia, se vai dedicar à educação ambiental através de outras ferramentas, enfim, o que pretende fazer. Mesmo assim, por meio de meu blog quero expressar minha gratidão pelo grande trabalho que realizou e pelo respeito como tratou os parceiros nessa caminhada. Quando ainda respondia pela Superintendência do Ibama aqui no Paraná, tive o prazer da companhia de Sorrentino para a implementação de programas de educação ambiental no Paraná, com destaque à região Oeste em que se desenvolve a passos largos o importante programa de educação ambiental – o FEA – Formadores de Educação Ambiental, dentro do programa MES – Municípios Educadores Ambientais.

 

Ao amigo Marcos Sorrentino, um grande abraço; e que seus caminhos sejam sempre iluminados como foram até aqui.

 

Marino Elígio Gonçalves

 



Escrito por Marino às 19h42
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OS DONOS DO MUNDO SE REUNIRÃO NO JAPÃO

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Os países mais ricos do mundo se reunirão mais uma vez. Os principais assuntos da pauta serão mudanças climáticas e fome mundial. Eu não sei se é apenas uma sensação ou uma certeza, mas destas reuniões não têm saído nada de útil para a humanidade. A maioria desses países ricos, com destaque aos EUA, não é cooperativa. Na realidade, somente defende a economia doméstica, pouco se importando com as conseqüências danosas às pessoas e ao meio ambiente. Até hoje os EUA não assinaram o Protocolo de Kyoto. Ainda, são os EUA o grande produtor de etanol a partir do milho, o que tem provocado um encarecimento dos alimentos, sobretudo porque muitos países periféricos se vêem tentados a exportar praticamente toda a sua produção com sérios problemas de desabastecimento interno. Avalio que a sociedade mundial deve ficar atenta e, principalmente, exigir de seus governantes posturas mais incisivas em defesa da vida e do meio ambiente. A fome de muitos tem se tornado a felicidade e riquezas de alguns ao longo de muitos e muitos anos. A excessiva exploração dos recursos naturais, o intensivo despejo de poluentes na Natureza, o trabalho assemelhado ao de escravo, a miséria, a dor, a angústia e a desesperança de muitos povos, exigem que os “donos do mundo”, em reunião, tenham vergonha e mudem suas atitudes. Marino Elígio Gonçalves.

 

 

Mudança climática e crise alimentícia serão temas centrais na cúpula do G8

 

EFE – 06/07/2008

 

Os líderes do Grupo dos Oito (G8, que reúne os sete países mais industrializados e a Rússia) estudarão na cúpula do órgão, em Hokkaido (norte do Japão), a partir de amanhã, como enfrentar a mudança climática, apesar de parecer difícil a obtenção de um acordo para reduzir as emissões de CO2 até 2020 ou 2050

 

A crise alimentícia, com seu crescente impacto econômico e social, a escalada do preço do petróleo e a ajuda à África são outros grandes temas do encontro, que reunirá os líderes dos países mais ricos do mundo até quarta-feira em um luxuoso hotel de Toyako, em Hokkaido, no norte do arquipélago japonês.

Vigiados por mais de 20 mil policiais, os líderes de Japão, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Canadá, Alemanha e Rússia se unirão em algumas ocasiões aos governantes de 14 países emergentes e em desenvolvimento, incluindo o Brasil, que estará representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Também estarão presentes primeiros-ministros ou presidentes de China, Índia, México, África do Sul, Austrália, Indonésia, Coréia do Sul, Argélia, Etiópia, Gana, Nigéria, Senegal e Tanzânia.

Será a última cúpula do G8 para o americano George W. Bush e a primeira para o russo Dmitri Medvedev. O francês Nicholas Sarkozy comparecerá ainda na condição rotativa de chefe da União Européia (UE).

Haverá também convidados de alto escalão como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente da Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE), o português José Manuel Durão Barroso.

Os dirigentes reunidos em Hokkaido, em instalações meticulosamente elaboradas para respeitar o meio ambiente, terão a luta contra a mudança climática como grande tema a ser debatido, com pressões por parte do Japão e da UE para que seja definido pelo menos uma meta de redução de CO2 para 2020.

Mas as minutas do comunicado final, que já circulam na imprensa, não incluem referências a metas para essa data ou mesmo 2050, para quando o Japão gostaria de definir um corte de 50% nas emissões globais de CO2, apesar de seu primeiro-ministro, Yasuo Fukuda, pretender que o país as rebaixe entre 60% e 80%.

A proposta de Tóquio reflete o compromisso japonês com o meio ambiente, apesar de os mais pessimistas lembrarem que vem de um país que, em vez de reduzir suas emissões em 6% - como tinha se comprometido no Protocolo de Kioto -, as aumentou em 8%.

A minuta da declaração final do G8, obtida pela agência japonesa "Kyodo", informa simplesmente que "são essenciais maiores compromissos ou medidas por parte das principais economias para combater a mudança climática".

O documento pedirá ainda, segundo a mesma fonte, que se expanda a energia nuclear civil na luta contra o aquecimento global, sob os princípios da não-proliferação e da segurança internacional e em colaboração com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Marcar ou não uma data concreta para as reduções globais de CO2, como pedem Ban Ki-moon, Tony Blair - ex-primeiro-ministro britânico - e os próprios ministros de Meio Ambiente dos países que compõem o G8, poderia ser o grande tema em questão nos três dias de reuniões, apesar de o próprio Fukuda admitir que a conquista do objetivo seja pouco provável.

Outro tema em debate será - e pela primeira vez em várias décadas durante uma reunião entre os países mais ricos - a alta nos preços dos alimentos, que para a ONU é, junto com a mudança climática, um dos grandes desafios mundiais.

O G8 debaterá o comércio de alimentos básicos como milho e arroz, cujos preços dobraram ou triplicaram, o efeito dos biocombustíveis e a produtividade da agricultura, segundo o primeiro-ministro japonês.

Finalmente os líderes falarão sobre o desenvolvimento da África.

Para isso, terão como interlocutores em um fórum sete líderes africanos ávidos por ouvir a confirmação do G8 de que a ajuda do órgão chegará a US$ 25 bilhões anuais, como havia ficado decidido em 2005 na cúpula de Gleneagles, na Escócia.

A minuta do comunicado, no entanto, não inclui até o momento referências a esse número ou à promessa das nações ricas de repassar US$ 60 bilhões para a luta contra doenças como malária, Aids e tuberculose na África.

 



Escrito por Marino às 19h19
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O CONSUMO RESPONSÁVEL COMO FERRAMENTA AMBIENTAL

ecoagência

“Considerando que 18% da maior floresta tropical úmida do mundo já foram destruídos, e que a derrubada de árvores na Amazônia para a abertura de novos pastos responde por 80% dessa devastação, o consumidor de carne torna-se, na prática, um avalista dessa tragédia ambiental.” Esse é um trecho do artigo do jornalista André Trigueiro, que abaixo transcrevo e, cuja leitura avalio ser muito pertinente. Marino Elígio Gonçalves.

Consumo como Ato Político

André Trigueiro - ecodebate - 03/07/2008

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) considerou insuficientes as informações dadas pelas três maiores redes varejistas do país — Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart — a respeito da origem da carne bovina vendida nesses estabelecimentos.

Através das respostas enviadas ao Instituto, chegou-se à conclusão de que os supermercados não dispõem hoje de meios seguros e isentos para aferir se a produção de carne causa desmatamento ou explora mão-de-obra escrava ou infantil.

A rastreabilidade da carne é condição fundamental para a redução do desmatamento em uma região onde, de acordo com o IBGE, a população de bois dobrou nos últimos 10 anos, alcançando a marca de 73 milhões de cabeças de gado (três vezes superior à população de brasileiros que vivem na área da Amazônia Legal). Um terço da carne hoje exportada pelo Brasil tem origem na Amazônia.

Considerando que 18% da maior floresta tropical úmida do mundo já foram destruídos, e que a derrubada de árvores na Amazônia para a abertura de novos pastos responde por 80% dessa devastação, o consumidor de carne torna-se, na prática, um avalista dessa tragédia ambiental. A inexistência de carne certificada inviabiliza qualquer tentativa de privilegiar os segmentos do mercado que atuam na legalidade em toda a cadeia produtiva.

Os bons pecuaristas têm a reputação abalada pela impunidade dos que atuam na clandestinidade, e tornam-se competitivos apenas porque não recolhem impostos.

Para piorar a situação, a construção de frigoríficos em áreas de floresta vem sendo financiada por bancos oficiais e privados sem qualquer estudo prévio que possa revelar com clareza os impactos ambientais causados pela aplicação desses recursos.

Segundo o relatório produzido pela organização não-governamental Amigos da Terra (“O reino do gado — uma nova fase na pecuarização da Amazônia Brasileira”), “a proliferação de abatedouros, assim como a compra de muitos deles por grandes grupos que os ampliam e equipam, é financiada principalmente com apoio financeiro do BNDES, e em certa medida de bancos multilaterais como o IFC (grupo ligado ao Banco Mundial) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e de bancos comerciais, entre os quais Itaú, Banco do Brasil e Bradesco”.

O que deveria valer para a carne é igualmente importante para os mercados de soja e madeira. A moratória da soja — renovada recentemente — assegura aos importadores europeus o fornecimento de grãos plantados em áreas onde não houve desmatamentos recentes (de 2006 para cá). Por que não ampliar essa exigência para o mercado interno? No mercado madeireiro, o exemplo também poderia vir de cima. Toda a madeira bruta ou processada comprada pelos governos (federal, estaduais e municipais) deveria ser certificada, priorizando-se nas licitações públicas os fornecedores que seguem à risca os planos de manejo.

A certificação não está imune à fraude, e qualquer movimento nesta direção demandará novos esforços de fiscalização e controle. Mas é muito bem-vindo o compromisso do Ministério do Meio Ambiente de mobilizar os esforços necessários para identificar a origem desses produtos e dividir com o consumidor a tarefa de proteger a floresta.

A rigor, quando a certificação obtida por meios confiáveis é entendida como algo elementar e referencial nas relações comerciais, todo e qualquer produto ou serviço — não apenas os da Amazônia — são passíveis de algum selo que ateste o cumprimento desse check-list socioambiental.

Imóveis, veículos, roupas, eletrodomésticos, tudo o que demanda uso de mão-de-obra, matéria-prima e energia, merece algum tipo de certificação. Entramos no século XXI experimentando uma crise ambiental sem precedentes, com direito à exploração de crianças e escravos em linhas de montagem abomináveis. Quem compra o resultado dessa lógica perversa é responsável por isso.

A sociedade de consumo possui ferramentas sofisticadas e inteligentes de promover ajustes no mercado em favor da sustentabilidade.

A disposição dos consumidores em comprar produtos e serviços sustentáveis já foi amplamente confirmada por pesquisas no Brasil, repetindo um fenômeno que já se consolidou na maioria dos países desenvolvidos.

Entender o consumo como um ato político é um sinal de maturidade civilizatória, de respeito à vida e ao próximo.

 



Escrito por Marino às 15h34
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MUDANÇAS NO IBAMA/PR

arquivo pessoal: Hélio Sydol e eu (Marino)/Operação Araucária 4

JOSÉ ÁLVARO CARNEIRO É O NOVO SUPERINTENDENTE DO IBAMA-PR

Saiu neste início de semana a publicação da portaria de nomeação de José Álvaro Carneiro – Zé Álvaro, para o cargo de Superintendente do IBAMA/PR. A posse deverá se dar ainda nesta semana em Brasília.

Zé Álvaro assume no lugar de Hélio Sydol, que ocupou até então o cargo. Devo destacar que quando fui Superintendente do IBAMA/PR o Hélio era meu substituto, além de ser o chefe do setor de fiscalização do órgão.

Poucos servidores, como o Hélio, reúnem vários atributos e honram a condição de servidor público: dedicado, honesto, comprometido com a instituição, autodidata em programas de computador etc. Nesse aspecto cabe um registro: o Hélio desenvolveu alguns programas para controles de bens apreendidos, da frota de veículos em campo, de planos de manejo por imagens de satélite, e ainda, para o controle, também por imagens de satélite, dos desmatamentos da Floresta com Araucárias entre outros.

Devo registrar ainda que a competência do Hélio Sydol o credenciou para coordenar diversas operações nacionais do IBAMA, inclusive na região Norte, mais especificamente, na Amazônia Legal. Espero que o Zé Álvaro consiga manter o Hélio em sua nova equipe.

Ao novo Superintendente desejo total êxito nessa nova empreitada. Conheço-o bem e sei que não é de desistir no primeiro obstáculo. Avalio que contribuirá muito com o IBAMA/PR e, certamente, não medirá esforços para que o órgão se mantenha próximo da sociedade organizada que é, sem dúvida alguma, a principal aliada do IBAMA frente aos desmandos ambientais que no Paraná, infelizmente, são vários e sérios.

Marino Elígio Gonçalves.

 



Escrito por Marino às 15h04
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TEORIA DA EVOLUÇÃO: 150 ANOS

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Teoria da evolução por seleção natural completa 150 anos

Estadão Online – 02/07/2008

Charles Darwin tinha a teoria da evolução por seleção natural quase pronta desde 1838, mas somente em 1º de julho de 1858, ao lado de Alfred Russell Wallace, resolveu apresentá-la.

Entretanto, naquele dia, na Sociedade Linneana de Londres, sua tese revolucionária passou despercebida.

"Praticamente ninguém se interessou", explicou Juan Moreno, professor de pesquisa do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC, na sigla em espanhol) no departamento de Ecologia Evolutiva do Museu Nacional de Ciências Naturais.

Assim, há 150 anos, esta primeira tomada de contato "teve uma difusão tão pequena como quase todas as publicações científicas atuais".

"Os especialistas não estavam nessa onda" e não levaram a sério uma proposta que era "profundamente materialista, antiteleológica. Não apresentava nenhum fim. Era pura adaptação no momento", algo que rompia com a teologia natural.

Quando estudou em Cambridge, Darwin (1809-1882) também era um crente, mas ao chegar à América Latina no barco Beagle em 1831 e comprovar a diversidade das espécies "viu como a teoria de um projeto divino fazia água por todas partes", afirma Moreno.

"Sua visão científica e sua aceitação de uma visão materialista da história da vida o transformaram em um agnóstico", disse o especialista.

"O mecanismo da seleção natural era um mecanismo com uma enorme cobertura de sofrimento e morte para muitíssimos organismos. Como podia ser projetado por um ser benévolo? Na natureza, os organismos estão continuamente buscando recursos e se eliminando uns aos outros", explica o professor.

Por isso, ao chegar à Inglaterra, expor sua teoria requeria uma sólida argumentação. Darwin "queria elaborar um livro muito extenso sobre esta teoria, mas o foi retardando até o ponto que só tinha preparado um breve ensaio, em 1844, que resumia sua teoria e que ele deixou como testamento caso ele morresse", explica.

"Não acho que Darwin tivesse medo da recepção. Isso é um mito. Talvez sim, nos anos 30 e 40. Sua reticência em publicar era porque muitos eruditos são compulsivos e (ele) queria recolher ainda mais dados", diz Thomas Glick, historiador e especialista em Darwin.

Em entrevista à Efe em Boston, Glick afirmou que "para conceber uma teoria tão sintética, que cobre todo o mundo orgânico, é preciso viajar para muitos lugares e ver muitos organismos", e isso foi o que adiou sua publicação.

"Era mais cautela científica e política do que medo na verdade", comentou.

Mas em 1858, seu colega Wallace chegou a conclusões muito similares na Malásia e isso precipitou o artigo conjunto, intitulado "Sobre a tendência das espécies de formarem variedades".
 
"Fez-se este acordo de publicá-lo conjuntamente para que Wallace não tivesse a prioridade. Ao se informar que Darwin levava 20 anos pesquisando, pareceu uma solução que não era tão ruim para ele", afirma Moreno.

Wallace, além de não incluir o homem nos rigores da seleção natural, tinha um enfoque substancialmente diferente.

"A idéia da seleção entre indivíduos de uma mesma população é puramente de Darwin. Wallace pensava que era uma questão de que a variedade mais bem-sucedida no ambiente seria a que suplantaria a outras, por isso que as espécies acabariam se modificando", completou Moreno.

A contribuição fundamental de Darwin era, então, alheia a Wallace, já que para o autor de "A origem das espécies", "a competição existia o tempo todo".

Darwin obteve êxito com seu livro sobre a evolução, que foi publicado em novembro de 1859 e esgotou em seu primeiro dia de venda ao público.

Moreno explica que "o que fez com que (a obra) fosse tão impactante foi que apresentava muitíssima informação. Se antecipa aos críticos em muitos casos e apresenta muito bem seus argumentos".

Darwin, além disso, "embora rara vez se envolvesse politicamente", posicionou-se a favor da abolição da escravatura no Brasil.

"Escrevia a sua irmã e a pessoas da Nova Inglaterra antes e durante a Guerra Civil. Esperava ver algum dia uma revolução dos negros brasileiros contra os europeus ao estilo da revolução dos escravos no Haiti", lembra Glick.

 



Escrito por Marino às 21h18
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL

google: Ministro Minc

Notícias que vêm de Brasília dão conta de que mudanças estariam em curso na área da Educação Ambiental do MMA.

 

Tenho comigo que das políticas desenvolvidas pelo Ministério do Meio Ambiente aquela relativa à Educação Ambiental é uma das principais que está dando certo.

 

Se mudanças ocorrerem, espero que seja para melhorar, caso contrário, não se justifica qualquer alteração. E mais, se efetivamente for realizada mudança, espero também que as ações desenvolvidas pelos Coletivos Educadores Ambientais – FEA/MES sejam mantidas.

 

Aqui, no Estado do Paraná, mais precisamente na região Oeste, está em desenvolvimento um grandioso processo de educação ambiental que envolve, além do MMA, o IBAMA/Chico Mendes/Parque Nacional do Iguaçu, Itaipu Binacional e diversas outras instituições, o qual pretende envolver mais de um milhão de pessoas que se encontram nos municípios do entorno do Parque Nacional e do reservatório de Itaipu.

 

Rogo ao Sr., Ministro para que tenha muita parcimônia e cautela, caso decida por modificações na área da Educação Ambiental. Marino Elígio Gonçalves.

 



Escrito por Marino às 17h33
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USINEIROS CONSPIRAM CONTRA OS INTERESSES DO BRASIL

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A matéria abaixo mostra uma realidade que se espalha em todo o território nacional, com pequenas variações. O certo é que a sanha de boa parte dos empresários do setor sucroalcoleiro, além de provocar seriíssimos prejuízos ao meio ambiente, pode também impedir que o etanol brasileiro ganhe mercados internacionais. É óbvio que empresários dessa natureza conspiram contra os soberanos interesses da Nação brasileira. Aqui em meu blog venho repercutindo assuntos que envolve, de um modo em geral, os biocombustíveis e, sempre fiz referência que nem tudo que diz respeito ao etanol, por exemplo, é lindo e maravilhoso. É público e notório que parte considerável do setor degrada o meio ambiente e se utiliza de práticas para contratação de trabalhadores que se assemelham à escravidão. Diariamente, os meios de comunicação social divulgam episódios dessas naturezas. Existem exceções, todavia estas são raras. Marino Elígio Gonçalves.

 

Usinas de cana de Pernambuco autuadas por crime ambiental

 

Ascom/MMA - Lúcia Leão - 01/07/2008

 

O ministro do Meio Ambiente Carlos Minc anunciou hoje (01/07) a autuação das 24 usinas de cana de Pernambuco, todas infratoras da legislação ambiental e responsáveis pela destruição da cobertura vegetal nativa, especialmente de Mata Atlântica, e contaminação dos cursos d'água. Sem licenciamento ambiental para os plantios de cana, que ocupam 30% das terras do Estado, a fiscalização do Ibama constatou que as usinas pernambucanas não respeitam as reservas legais (de 20% das propriedades, no Nordeste) e estendem as plantações às áreas de preservação permanente - APPs -, especialmente as margens dos rios.

 

As usinas foram multadas em R$ 120 milhões (R$ 5 milhões cada) e seus responsáveis responderão a ações civis e criminais. O Ministério Público pedirá que Justiça determine a recuperação dos danos ambientais causados pelos usineiros. O passivo florestal é estimado em 85 mil hectares. A recuperação pode ser feita nas propriedades ou, na forma de compensação, em outras áreas indicadas pelo Ibama.

 

Segundo Minc, a ação do Ibama vai fortalecer a estratégia brasileira de produção de etanol já que práticas criminosas, como as dos usineiros de Pernambuco, podem justificar barreiras econômicas contra o produto brasileiro.

 

"Essas lambanças dos usineiros de Pernambuco vão se converter em barreiras para todo etanol brasileiro, inclusive de outros estados que produzem dentro de critérios de sustentabilidade. O Ministério do Meio Ambiente aprova o etanol, que é um combustível limpo e melhor para o planeta. Então, nós não estamos, com essa ação, obstruindo, mas viabilizando o etanol", afirmou o Ministro.

 

Além de não manterem suas reservas legais nem a cobertura florestal das APPs, os usineiros pernambucanos também são acusados de comprometer o pouco que resta da cobertura de Mata Atlântica remanescente no estado (2,7%), três vezes menos do que a média nacional qué de 8% , utilizando o fogo no manejo das lavouras de cana sem cuidados mínimos, como a abertura de asseiros para proteger do fogo áreas de vegetação nativa. O ministro destacou que a prática da queimada já foi inclusive abandonada em plantios mais modernos, como os do interior de São Paulo, que também já utilizam o vinhoto como subproduto, enquanto que nas produções pernambucanas ele continua poluindo os rios.

 

Minc promete punições exemplares, como já foi feito no estado com empresas do pólo gesseiro: de 100 autuadas por utilizarem carvão ilegal e destruir o pouco que resta da caatinga, 60 se adequaram às exigências do Ibama. As que não o fizeram foram embargadas e estão fechadas. Usando esse exemplo, o Ministro mandou "um recado" aos usineiros:"Senhores usineiros, deixem de olhar para os seus padrinhos políticos e olhem o que aconteceu no pólo gesseiro. O pólo gesseiro ontem vai ser vocês amanhã. Quem quiser se regularizar, entrar na lei e na ordem, terá todo apoio técnico e financeiro (ele se referiu à linha de crédito do BNDES para recuperação de passivos ambientais). Quem não quiser, vai fechar".

 

Minc aproveitou o anúncio da autuação para endossar as críticas que já são feitas pelo Ministério Público e pelo atual governo pernambucano, que não reconhece o acordo firmado pelo governo do seu antecessor, que previa a regularização das usinas de cana mediante a plantação de seis hectares de floresta cada. "A pessoa que desmatou 10 mil, 15 mil hectares, vai regularizar sua situação plantando seis hectares? Esse acordo é imoral, e deve ter custado muito caro!"

 

Esta foi a primeira autuação do Ibama atingindo o setor sucroalcoleiro desde que o órgão foi criado e o ministro Carlos Minc considerou "simbólico" o fato de ela ter sido anunciada no dia em que entra em vigor a Resolução do Banco Central que cria restrições para concessão de crédito rural na Amazônia.

 

Hoje é um dia histórico. O crédito é oxigênio das boas coisas, como emprego, profissão e renda. Mas também era o oxigênio para as más coisas: desmatamento degradação e queimada. Acabou o crédito para desmatamento e queimada ilegal. Acabou o oxigênio para crime ambiental. Só vai ter crédito para produção sustentável e empreendimento sustentável. A partir de agora, nós vamos pedir ao Conselho Monetário Nacional que, com as devidas aquequações, estenda essas medidas aos outros biomas brasileiros também ameaçados, como a Mata Atlântica, o Pantanal, a Caatinga e o Cerrado?.

 



Escrito por Marino às 15h05
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