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AQÜICULTURA E PESCA: SECRETARIA VIRA MINISTÉRIO DA PESCA E CENTROS VOLTAM AO IBAMA.

defesabr

 

Centros de pesca volta ao Ibama

Ascom/Ibama, Sandra Sato, 30/07/2008

O presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, anunciou hoje que os centros de fauna aquática, à exceção do Cepta, que haviam sido incorporados à estrutura do Instituto Chico Mendes retornarão ao Ibama. Os centros ficarão subordinados à Diretoria de Biodiversidade e Florestas.

O retorno de cinco centros especializados é uma vitória, pois reforçarão a tarefa do Ibama de regular a pesca no Brasil para garantir a sustentabilidade dos recursos pesqueiros.  

Outra novidade em relação à pesca saiu no Diário Oficial de hoje. Por medida provisória, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criou mais um ministério: o da Pesca. A MP transforma a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República no novo ministério.

A mudança, segundo Messias Franco, fortalece o fomento e não comprometerá as ações de pesca que o Ibama vem desenvolvendo. “O ministério ficará responsável pela área de fomento da pesca sem que, entretanto, o Ibama perca o grande e fundamental papel de regulamentar e fiscalizar a atividade”, assegura.

 



Escrito por Marino às 18h51
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ZONEAMENTO AGROECOLÓGICO PARA A CANA

acreano

 

Ministérios discutem zoneamento agroecológico da cana

 

Ascom/MMA, Daniela Mendes, 29/07/2008

 

O zoneamento agroecológico da expansão da cana-de-açúcar para produção de etanol será discutido entre o MMA e o Ministério da Agricultura na próxima semana. Entre os principais pontos da pauta está a possibilidade de excluir integralmente das áreas de expansão da cana os biomas Amazônia e Pantanal.

 

Segundo Roberto Vizentin, diretor de Zoneamento Territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o levantamento que está sendo executado pela Embrapa, em parceria com instituições do Consórcio ZEE-Brasil como o IBGE e o Inpe, aponta áreas mais que suficientes para expansão da produção em outros biomas sem que seja necessário derrubar nenhuma árvore.

 

"São áreas já ocupadas principalmente por pastagens e que podem ser destinadas para a produção da cana sem a necessidade de conversão de novas áreas", afirmou. Ele estima em 30 milhões de hectares a área que poderá ser destinada para o plantio da cana exclusivamente para produção de etanol. Para dobrar a produção atual de etanol, que hoje é de 20 bilhões de litros/ano, são necessários 7 milhões de hectares, o que garante uma margem confortável para o aumento da produção.

 

Também faz parte da agenda de discussões a definição de medidas necessárias para evitar que a expansão da cana impacte a produção de alimentos e, ainda, que preserve os sistemas de produção da agricultura familiar e evitem a concentração fundiária. Outro ponto que será avaliado são as condicionantes para concessão do licenciamento ambiental de usinas para assegurar a sustentabilidade da produção e a recuperação do passivo ambiental.

 



Escrito por Marino às 18h40
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A MORTE DOS OCEANOS

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Acidificação dos oceanos nos próximos 100 anos ameaça vida marinha

Henrique Cortez, EcoDebate, 31.07.2008.

Um novo estudo avalia os efeitos da acidificação da água do mar e mostra que a redução do valor pH das águas superficiais dos oceanos terá drásticos resultados nos ecossistemas marinhos nos próximos 100 anos. A pesquisa, de cientistas da Suécia e Austrália, é a primeira investigação em como a redução do pH da água da superfície do mar atinge vida marinha.

Em seu projeto, eles permitiram que ouriços do mar, da espécie Heliocidaris Erythrogramma, fossem fertilizados em água onde o pH foi reduzido de 8,1 para um valor de pH de 7,7, o que corresponde à mudança esperada até ao ano 2100.

O equilíbrio químico do mar tem sido há muito tempo considerado como estável. Hoje, os pesquisadores sabem que o pH da água da superfície do mar diminuiu em 0,1, ou 25 por cento, apenas desde o início da industrialização, pouco mais de um século atrás. O mar absorve o dióxido de carbono da atmosfera e atua como grande sumidouro de CO2.

Os pesquisadores Jon Havenhand e Michael Thorndyke, da Universidade de Gotemburgo, dizem que este processo de acidificação dos oceanos atinge o mar profundamente. Tal como a maioria dos invertebrados, os ouriços do mar liberaram seus ovos fertilizados na água. No entanto, em um ambiente marinho mais ácido, os ouriços do mar têm a sua capacidade de se multiplicar reduzida em por 25 por cento para baixo, já que seus espermatozóides nadam mais lentamente e com movimentos menos eficazes. Se for bem sucedido na fecundação, o seu desenvolvimento larval é prejudicado, na medida em que apenas 75 por cento dos ovos se desenvolvem em larvas saudáveis.

“A queda da fecundidade 25 por cento é o equivalente a uma queda em 25 por cento da população reprodutora. É o que vamos ver se outras espécies apresentam o mesmo efeito, mas, traduzido para espécies comercialmente e ecologicamente importantes, como lagostas, caranguejos, mexilhões e peixes, a acidificação teria consequências profundas”, diz Jon Havenhand, pesquisador do Departamento de Ecologia Marinha Sven Lovén. Os pesquisadores escreveram suas conclusões, em um artigo publicado na revista Current Biology (Near future levels of ocean acidification reduce fertilization success in a sea urchin).

O projeto e outros estudos necessários, que indicam a degradação dos oceanos do mundo, estão em sérias dificuldades porque Governos e organizações, ao redor do mundo, parecem pouco dispostos em destinar recursos no salvamento dos mares.

 



Escrito por Marino às 18h31
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ARTIGO DA SENADORA MARINA SILVA

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Destravar o olhar

 

Marina Silva - Senadora do PT (AC) - Folha de São Paulo - 21/07/08

  

O licenciamento ambiental para empreendimentos potencialmente poluidores consolida-se no Brasil a duras penas, mesmo garantindo em lei desde 1981 e na constituição de 88. Durante esses anos, setores dos governos, da iniciativa privada  e da sociedade civil esforçaram- se para implementá-lo, em meio a grandes embates.

 

Hoje, nem os mais críticos ousam descartá-lo, mas alguns ainda apresentam estudos de baixa qualidade ao solicitar licenciamento. Por outro lado, aumenta o número de adeptos da inserção de uma sólida variável de qualidade ambiental e eqüidade social nos seus empreendimentos.

 

O tripé setor público, setor privado e sociedade civil tem passado por testes decisivos, com importantes lições. Foi assim na BR-163, na transposição do São Francisco e nas usinas do rio Madeira. Quando se fala em destravar o Ibama, corre-se o risco de passar a idéia errônea de que a fonte de problemas está apenas no setor público.

 

O perigo de lidar com coisas complexas é o de falar perto da verdade como se fosse a verdade inteira. Isso não ajuda a ter visão correta do conjunto nem a obter respostas de valor universal.

 

Ajustes são necessários, mas da parte de todos os envolvidos. Quando se põe o peso unicamente numa perna,

desequilibra-se a análise e a solução. Não se percebe que o mais relevante para o Brasil é desenvolver- se com preservação e preservar com desenvolvimento.

 

Nos últimos cinco anos, o número anual de licenças expedidas saiu da média de 150, entre 1999 e 2002, e foi para 367, em 2007. No último relatório do PAC, nenhuma obra de grande porte estava em situação preocupante por falta de licenciamento ambiental federal.

 

Estudo recente do banco mundial sobre licenciamento de hidrelétricas no Brasil, nos últimos dez anos, mostrou o prazo médio de 3,4 anos até a autorização para início das obras. No Canadá, chegou algo em torno 4 a 5 anos. Nos Estados Unidos, 30% menos. De maneira geral, os prazos praticados no Brasil, estão na média internacional, mas foi apontada demora de 1,1 ano na definição do Termo de Referência, primeira fase do processo. É muito.

 

Motivo: dificuldade em montar equipe técnica. Daí o concurso público acordado com o Ministério do Planejamento e agora anunciado.

 

O ministro Minc está dando continuidade às medidas tomadas nos últimos anos pelo governo e criando outras igualmente importantes. O que precisamos fazer é cuidar para não cair na armadilha de falsas polêmicas e na tentação de dizer o que parte da sociedade quer ouvir, pois isso pode prejudicar nosso objetivo comum: o aumento da agilidade sem a perda de qualidade.

 



Escrito por Marino às 17h13
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL

fea

LANÇAMENTO DE LIVRO

Tema: Lançamento do livro Círculos de Aprendizagem para a Sustentabilidade

 

Autoras:     - Moema Vienzzer

                   - Valéria Casale

                   - Silvana Vitorassi

                   - Rosane Pletsch

                   - Roseli Dahlem

 

Produção: - Itaipu

 

                   - Parque Nacional do Iguaçu

                   - MMA: Ministério do Meio Ambiente

                   - MEC: Ministério da Educação

 

Programa: FEA à Formação de Educadores Ambientais - Coletivo Educador da Bacia do Paraná III e em torno do Parque Nacional do Iguaçu.

 

A obra é um relato reflexivo sobre um grande projeto de transformação da mentalidade dos vários níveis sociais e políticos da Região da Bacia do Paraná III e em torno do

Parque Nacional do Iguaçu.

 

É uma síntese de experiências construídas com  aproximadamente 3000 educadores ambientais dos 34 municípios que abrange o programa, contando com a colaboração direta de mais de 40 instituições e chanceladas diretamente pelo governo federal.

 

São 3 anos de trabalho direto e indireto através de oficinas, cursos, visitas, trilhas, reuniões e muito planejamento e analise da realidade sócio-ambiental da Região.

 

Em fim o livro é um compromisso socioambiental em prol da VIDA, da sustentabilidade, da ética do cuidado e acima de tudo da "luta pela justiça e pela PAZ e a alegre celebração da VIDA".

 

 

Lançamento do Livro

 

- Dia 02 de Agosto de 2008

- Das 10h às 10h30min

- Na FAG - Auditório do Bloco IV

- Presença das Autoras e Educadores Ambientais da Região

 



Escrito por Marino às 15h30
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LIXO NUCLEAR

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Governo pode criar estatal para gerenciar lixo nuclear

Diário Catarinense, 27/07/2008

Rejeitos são o principal entrave imposto pelo Ibama para a construção da usina Angra 3

O novo programa nuclear brasileiro, em estudo no governo, prevê a criação de uma estatal para gerenciar os rejeitos radioativos, que tem o nome provisório de Empresa Brasileira de Rejeitos.

De acordo com técnicos do setor, a nova companhia poderia até vender o combustível nuclear utilizado nas usinas brasileiras para países que dominam a tecnologia de reprocessamento de rejeitos.

A questão dos rejeitos é o principal entrave colocado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à construção de Angra 3, projeto com potência de 1,3 mil megawatts (MW), suspenso desde a década de 70. Na licença prévia emitida na quarta-feira, o Ibama determinou que a Eletronuclear defina um destino definitivo para o combustível utilizado pelas usinas.

O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves, porém, diz que a criação da nova estatal ainda depende de avaliação do governo e do Congresso e, por isso, não deve ser concluída no curto prazo.

O novo programa nuclear brasileiro prevê a construção de até oito novas usinas no País, além da criação de uma agência reguladora do setor, e de medidas que envolvem outros usos da tecnologia nuclear.

Atualmente, os rejeitos de alta radioatividade ficam armazenados em piscinas especialmente construídas dentro das usinas para este fim. As piscinas têm capacidade para armazenar todo o combustível utilizado durante a vida útil de uma usina.

 



Escrito por Marino às 18h23
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MAIS UM PROBLEMA: LIXO ELETRÔNICO

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Sucata pós-moderna

Pesquisadores e ambientalistas discutem impacto do lixo eletrônico em encontro nacional

 

Henrique Kugler – Ciência Hoje - 30/06/2008

 

À já extensa lista de problemas ambientais que enfrentamos adiciona-se um novo item: o lixo eletrônico. Ignorado pela maioria dos consumidores, o destino final de aparelhos como computadores, telefones celulares e televisores representa grave ameaça à saúde do planeta, pois eles contêm elementos químicos tóxicos em seus componentes.

 

O descarte desse material, que preocupa ambientalistas de várias partes do mundo, foi um dos temas centrais do I Encontro Nacional de Reciclagem, realizado em Curitiba em 12 e 13 de junho. Organizado pelo Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente e Desenvolvimento da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o evento reuniu ambientalistas e pesquisadores de várias áreas, vindos de todo o país.

 

O químico Júlio Carlos Afonso, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), abordou no encontro os desafios do lixo eletrônico. Na opinião de Afonso, o lixo eletrônico é mais um produto da moderna sociedade de consumo, que se firma sobre um modelo totalmente insustentável. Aparelhos de telefone, produtos de informática, eletrodomésticos, equipamentos médico-hospitalares e até brinquedos são alguns dos novos vilões do meio ambiente. Dentro de um computador, podemos encontrar quase uma tabela periódica inteira, segundo o químico.

 

A reciclagem desse material pode ser vista de duas maneiras: uma boa, outra ruim. A boa é que muitos aparelhos têm grande potencial para reciclagem, devido à presença de metais preciosos em alguns circuitos eletrônicos. A ruim é que esse potencial raramente é explorado, uma vez que reciclar lixo eletrônico é um desafio. “Quanto mais complexa é a formulação de um material, mais difícil é a sua reciclagem”, diz Afonso.

 

Reaproveitar papel, plástico ou alumínio é fácil. Mas reciclar lixo eletrônico é um problema ainda sem solução. “O grande desafio é separar os metais nobres – como ouro, prata e cobre – dos elementos tóxicos, como mercúrio e cádmio”, disse o químico da UFRJ. Para cada tonelada de computadores, recupera-se mais ouro do que em 15 toneladas de minério bruto beneficiado para extração do metal.

 

Outro problema que vem tirando o sono dos ambientalistas é a implantação dos novos televisores de plasma e LCD. “Com o crescente número desses aparelhos no mercado”, prevê Afonso, “teremos milhões de televisores antigos, feitos com tubos de raios catódicos, indo para o lixo”. Cada um deles contém de três a quatro quilos de chumbo, e só pouco mais de 10% dos municípios brasileiros possuem aterros sanitários licenciados.

 

Números

 

Os números impressionam. “O volume de lixo eletrônico no mundo cresce três vezes mais que o lixo urbano convencional”, disse Afonso. Segundo a Environmental Protection Agency – a Agência de Proteção Ambiental norte-americana, encarregada de proteger a saúde humana e o meio ambiente –, cerca de 150 mil TVs e computadores são descartados diariamente nos Estados Unidos. Até 2010, teremos 600 milhões de computadores obsoletos só na América. Considerando o resto do mundo, esse número pode ultrapassar um bilhão.

 

Onde isso tudo vai parar? “Não sabemos e nem temos ainda leis eficientes que dêem conta do problema”, disse Afonso. No Brasil, alguns estados começam a manifestar preocupação com o tema. No Paraná, por exemplo, já se discute uma medida que prevê a devolução do lixo eletrônico a seus fabricantes.

 

O primeiro grande impacto do lixo eletrônico não é o descarte dos aparelhos. A ameaça ambiental origina-se muito antes, na extração dos insumos necessários à sua fabricação. “É um lixo duplamente nocivo ao ambiente, pois causa problemas tanto ao ser descartado quanto ao ser produzido”, afirmou o químico.

 

Para a fabricação de um único computador, são necessárias  duas toneladas de insumos. Recursos como água, combustíveis e outras matérias-primas resultam em uma conta astronômica, que dificilmente é objeto de reflexão por parte dos consumidores. Ao fabricar uma geladeira, por exemplo, a massa de matéria-prima utilizada é quase o dobro da massa do produto final. Aplicando-se o raciocínio aos produtos de informática, essa conta é ainda maior.

 

Problema social

 

O lixo eletrônico não é apenas um problema ambiental. Os maiores depósitos do planeta estão no Terceiro Mundo. África, Índia, Paquistão, Indonésia e principalmente a China são os mais prejudicados. Países centrais, especialmente os Estados Unidos, enviam boa parte de seu lixo eletrônico para países emergentes. “Três quartos desse material não passam de sucata”, conta Afonso. “Quase sempre são aparelhos com defeito ou estragados.”

 

Os aparelhos vão para lixões a céu aberto, onde geralmente são incinerados, liberando dioxinas e gases tóxicos na atmosfera. Metais como chumbo e mercúrio oxidam-se e, transformados em poeira, são levados pelo vento. Uma vez queimado, esse material torna-se mais reativo, podendo ser

dissolvido na água e absorvido pelo solo, contaminando assim o lençol freático.

 

Nas montanhas de sucata eletrônica brincam crianças, que freqüentemente se cortam com materiais pontiagudos. Afonso contou que certa vez, na África, um menino chutou um tubo de televisão, que explodiu e deformou metade de seu rosto. Como é comum, em países pobres, crianças andarem descalças sobre materiais tóxicos, o lixo eletrônico torna-se também uma questão de relevância social.

 

“Resolver esse problema transcende as barreiras científicas”, na óptica do pesquisador da UFRJ. Para ele, é sobretudo uma questão de educação ambiental. “Temos direito de consumir produtos que facilitem nossa vida cotidiana e é desejável que novas tecnologias sejam acessíveis a todos”, disse. Mas o problema, segundo ele, é a velocidade com que o fenômeno da obsolescência vem ocorrendo. “A sociedade se tornou vítima do consumo compulsivo, irresponsável e sem controle, alimentado pela última palavra da tecnologia e insustentável do ponto de vista ambiental.”

 



Escrito por Marino às 18h12
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LEI DE CRIMES AMBIENTAIS: NOVO DECRETO, NORMAS MAIS RIGOROSAS

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Presidente Lula assina decreto que regulamenta Lei de Crimes Ambientais

 

Ascom/MMA - Daniela Mendes - 22/07/2008

 

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (22), o decreto que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais (9605/08) durante a cerimônia de inauguração do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), na sede da Floresta Nacional de Brasília.

 

Entre as principais novidades da norma está a redução das instâncias para recursos de multas e o estabelecimento do instituto do "perdimento" que dá poderes ao Ibama para dar destinação a produtos apreendidos em operações de fiscalização sem necessidade de autorização judicial, como é feito pela Receita Federal.

 

Na solenidade, que teve a presença do ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, do governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, do presidente do Ibama, Roberto Messias, e da presidente interina do Instituto Chico Mendes, Silvana Canuto, entre outras autoridades, o presidente Lula também assinou o decreto que institui o Programa de Segurança Ambiental, o Corpo de Guarda-Parques e a Guarda Ambiental Nacional.

 

"As medidas que apresentamos hoje demonstram o grau de maturidade alcançada por nossas políticas ambientais, em especial no combate ao desmatamento, e se somam a uma sólida base de defesa dos nossos patrimônios naturais que a nação brasileira vem construindo há muito tempo", afirmou o presidente Lula.

 

Para Minc, os novos decretos são fundamentais para garantir as ações de prevenção e fiscalização dos crimes ambientais. "Quem quiser entrar na legalidade vai ter tudo de bom. Quem insistir em desafiar o poder democrático do Estado brasileiro, da consciência ecológica dos brasileiros e das leis, vai sentir a mão pesada do ministério, do Ibama e da Polícia Federal", alertou o ministro.

 

O novo decreto que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais revoga o anterior (3.179/99) e acrescenta institutos e instrumentos necessários para dar maior agilidade e eficiência para a administração pública na aplicação das normas de proteção ao meio ambiente.

 

Um exemplo é a cobrança de multa para aqueles que deixarem de averbar a reserva legal de suas propriedades ou aos que deixarem de dar destinação adequada a produtos tóxicos. No decreto anterior essas exigências existiam, mas não havia cobrança de multa em caso de descumprimento.

 

Outro ponto importante é a redução de quatro para duas instâncias de recursos de multas o que deverá diminuir em até dez vezes a tramitação dos processos, ou seja, eles passarão a correr numa média de quatro meses.

 

As mudanças propostas na nova regulamentação resultam do acúmulo de experiências na aplicação da Lei de Crimes Ambientais e da significativa mudança estrutural do Ministério do Meio Ambiente e suas vinculadas, incorporando o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

 

Segurança Ambiental - Já o decreto assinado pelo presidente Lula que institui o Programa de Segurança Ambiental, o Corpo de Guarda-Parques e a Guarda Ambiental Nacional dependerá de uma estreita parceria entre o governo federal e os governos estaduais. Segundo o ministro Carlos Minc, 16 governadores já se mostraram interessados em firmar convênios para participar das ações do Programa de Segurança Ambiental.

 

O presidente Lula elogiou o envolvimento dos estados nessa iniciativa e destacou a importância da participação de governadores e prefeitos na proteção do meio ambiente. "Essa parceria é extremamente importante e vai mobilizar as pessoas no local para tomar conta das unidades de conservação. Fica muito mais fácil contratar gente que conhece o local para tomar conta do que mandar gente de outro estado para fiscalizar", disse Lula.

 

Esse programa será executado, em parceria com os estados, pelos órgãos ambientais federais, pela Guarda Ambiental Nacional e pelo Corpo de Guarda-Parques, com atuação prioritária em atividades de prevenção de crimes e defesa do meio ambiente.

 

A guarda ambiental nacional será composta pelos batalhões das polícias militares ambientais nos estados e será empregada para proteção e apoio de atividades do Ibama e do Instituto Chico Mendes, todos coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente.

 

Já o serviço de guarda-parques será formado por membros do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar e seus Batalhões Florestais e Ambientais, segundo convênio estabelecido com os estados, para atuar na prevenção, fiscalização e combate a incêndios florestais nas unidades de conservação, entre outras atribuições.

 



Escrito por Marino às 15h51
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL

arquivo pessoal: encontro do FEA/pap3

Equipe Técnica de Educação Ambiental do MMA Apresentou ao Ministro Minc Notas Técnicas sobre os Trabalhos de Educação Ambiental

 

A equipe técnica do Departamento de Educação Ambiental do MMA entregou hoje (22 de julho de 2008) ao Ministro Carlos Minc, 4 notas técnicas (abaixo o número de protocolo de cada uma delas)  com as informações sobre os trabalhos desenvolvidos, sobre todos os programas e projetos coordenados pelo DEA e com as análises para continuidade

dessas ações.

 

Este mesmo conteúdo deverá ser apresentado a todos e todas o mais breve possível num formato de relatório.

 

Esperamos que essas informações possam colaborar com a tomada de decisão do Minsitro e do novo gestor ou gestora que vier a assumir esse Departamento, no sentido de fortalecer tudo que vem sendo construído nesse anos.

 

Agradecemos imensamente o apoio que estamos recebendo de nossos parceiros para continuarmos com esse importante trabalho para o fortalecimento da Educação Ambiental no Brasil.

 

Equipe Técnica

Departamento de Educação Ambiental

Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental

Ministério do Meio Ambiente

 

Nota Técnica Nº 13/2008/DEA/SAIC/MMA - Linha de Gestão

 

Nota Técnica Nº 14/2008/DEA/SAIC/MMA - Linha de Formação

 

Nota Técnica Nº 15/2008/DEA/SAIC/MMA - Linha de Comunicação

 

Nota Técnica Nº 16/2008/DEA/SAIC/MMA - Centro de Documentação e Informação Ambiental

 

 



Escrito por Marino às 15h36
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LEI DE CRIMES AMBIENTAIS

google

 

Presidente regulamenta Lei de Crimes Ambientais

 

22/07/2008 – Ascom/MMA

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina, hoje, às 15 horas, na Floresta Nacional de Brasília, a regulamentação da Lei de Crimes Ambientais. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o decreto dará efetividade à Lei, uma vez que agiliza sua aplicação e reduz as possibilidades de recursos por parte dos infratores. Na mesma oportunidade o presidente instituirá o Programa Nacional de Segurança Ambiental e criará o Corpo de Guarda-Parques e a Guarda Nacional Ambiental. Os atos presidenciais serão assinados durante a solenidade de inauguração do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) da Floresta Nacional de Brasília.

 

O novo decreto revoga o anterior (3.179/99) e acrescenta institutos e instrumentos necessários para dar maior agilidade, eficiência e executividade para a Administração na aplicação das normas de proteção ao meio ambiente. As mudanças propostas na nova regulamentação resultam do acúmulo de experiências na aplicação da Lei de Crimes Ambientais e da significativa mudança estrutural do Ministério do Meio Ambiente e suas vinculadas, incorporando o Instituto Chico Mendes

 



Escrito por Marino às 12h20
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INDICADOS À PRESIDÊNCIA DO INSTITUTO CHICO MENDES DE BIODIVERSIDADE

google/Parque Nacional do Iguaçu/ICMBio

Circula na rede os cinco nomes indicados para presidir o Instituto Chico Mendes - ICMBio. Ricardo Soavinzki (diretor substituto de Unidades de Conservação de Proteção Integral, do próprio ICMBio e que possui família em Campo Mourão-PR) ; Rômulo Mello (diretor de Conservação da Biodiversidade, também do ICMBio); Bráulio Dias (diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente); Denise Marçal Rambaldi (secretária-geral da Associação Mico-Leão-Dourado); e Miriam Prochnow (ex-coordenadora da Rede de ONGs da Mata Atlântica).

Caberá ao Ministro Minc definir o presidente da instituição que tem a missão de proteger as Unidades de Conservação Federais, dotá-las de pessoal e estrutura adequada para que se atinja os seus objetivos previstos na Lei do SNUC.    

 



Escrito por Marino às 12h14
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BOI FEITO DE FLORESTA E DO TRABALHO ESCRAVO

google/sapo

 

O álcool tirado da cana, em muitos casos, vem misturado com o sofrimento, o suor e o sangue de muitos trabalhadores. Neste meu blog tenho repercutido essa questão. Não bastasse isso, agora, o boi criado e engordado na Amazônia às custas da floresta, também tem se utilizado do trabalho escravo, degradante e inconcebível perante aos direitos humanos. A matéria abaixo retrata isso. Marino Elígio Gonçalves.

Trabalhadores eram mantidos como escravos há dez anos em MT

 

24HorasNews - 16/07/2008

 

Aproximadamente cem trabalhadores foram encontrados e resgatados esta semana pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel de Mato Grosso em uma fazenda no município de Jauru. O Grupo Especial de Fiscalização Móvel Estadual – MT (GEFME), composto por seis Auditores Fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (SRTE), por uma Procuradora do Trabalho (MPT) e por seis Policiais Federais, fiscalizou a Fazenda Salto Grande, localizada no município de Jauru, no Estado do Mato Grosso, com a finalidade de apurar denúncia encaminhada pela Delegacia de Polícia Federal em Cáceres. A fazenda pertence a Aldo Aufiero e tem uma extensão de aproximadamente seis mil alqueires e cerca de quinze a vinte mil cabeças de gado.

 

Durante a fiscalização confirmou-se a informação de que havia sete empreiteiros e subempreiteiros. Juntos, eles mantinham cerca de cem trabalhadores em quatorze conjuntos de barracos. Nesses conjuntos os números de barracos eram variáveis. A maioria dos empregados eram roçadores e alguns cozinheiros.

 

O tempo de serviço varia entre quatro dias e dez anos. Todos trabalham por uma diária de R$25,00 (vinte e cinco reais). Os alojamentos são, em sua maioria, construídos de lona preta e tala de coco apoiados sobre estacas de madeira retiradas da mata. As pessoas dormem em “camas” feitas de bambu, pelos próprios ocupantes dos barracos. A água consumida é retirada dos córregos localizados nas proximidades das instalações.

 

Ressalte-se que é a mesma água consumida pelos animais. Não há instalações sanitárias no local. Os trabalhadores têm que percorrer longas distâncias caminhando para chegar à cidade.

 

Além dessas e muitas outras irregularidades que caracterizam a degradação das condições de trabalho, foram encontrados oito menores trabalhando e vivendo na mesma situação. Os trabalhadores também disseram que muitos já foram vítimas de picadas de cobra, pois, conforme declarações havia grande quantidade desses animais, que eram mortos e seus chocalhos eram vendidos para o proprietário a R$5,00 (cinco reais) cada.

 

Encerrada a fase de inspeção física, o Grupo de Fiscalização iniciou os procedimentos para retirada dos empregados da fazenda, registro das CTPS e rescisão dos contratos de trabalho. O montante das verbas trabalhistas aproxima-se de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). Além desse valor, será paga aos trabalhadores uma indenização por danos morais individuais, também no mesmo valor. Essas verbas totalizam quase R$1.000.000,00 (um milhão de reais). Além disso, negociou-se o pagamento de indenização por danos coletivos que também se aproxima do montante de R$1.000.000,00 (um milhão de reais). O proprietário deverá fazer o pagamento aos trabalhadores até o fim desta semana, após isso será encerrada a ação do grupo Especial de Fiscalização Móvel Estadual criado pela Superintendência Regional do Trabalho em Mato Grosso, informou Renata Vieira, Auditora Fiscal do Trabalho e Coordenadora do GEFME.

 



Escrito por Marino às 16h11
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SANEAMETO BÁSICO

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2,5 bilhões não têm acesso a saneamento

Unicef Mídia/Ecodebate – 18/07/2008

 

Pesquisa realizada pela OMS e pelo UNICEF mostra que quase metade da população mundial sofre com a falta de acesso a saneamento básico; 1,2 bilhão defecam ao ar livre. No entanto, número de pessoas que recebem água potável cresce.

 

Nova Iorque/Genebra, 17 de julho – Diariamente, mais de 2,5 bilhões de pessoas sofrem com a falta de acesso a saneamento melhorado e quase 1,2 bilhão de pessoas defecam ao ar livre, a prática sanitária de maior risco, segundo relatório divulgado hoje pelo Programa Conjunto OMS/UNICEF de Monitoramento do Abastecimento de Água e Saneamento.

 

O relatório, intitulado “Progress on Drinking Water and Sanitation – Special Focus on Sanitation,” (Progressos sobre Água Potável e Saneamento – Enfoque Especial no Saneamento), é lançado na metade do Ano Internacional do Saneamento. O documento avalia – pela primeira vez – os progressos globais, regionais e nacionais em relação ao uso de um inovador conceito “escada”. Esse conceito revela práticas de saneamento com maior detalhe, permitindo aos especialistas realçar as tendências no uso de instalações sanitárias melhoradas, partilhadas e não-melhoradas e a tendência quanto à prática da defecação ao ar livre. De maneira similar, quando aplicado à água potável, esse conceito revela a porcentagem da população mundial que utiliza água canalizada para uma habitação, terreno ou quintal; outras fontes melhoradas de água, tais como as bombas manuais; e fontes não melhoradas.

 

Globalmente, o número de pessoas que não têm acesso a uma fonte melhorada de água potável desceu abaixo de um bilhão desde a primeira coleta de dados em 1990. Atualmente, 87% da população mundial tem acesso a fontes melhoradas de água potável, e, se forem mantidas as tendências atuais, até 2015, essa proporção vai superar os 90%.

 

O número de pessoas que, em todo o mundo, praticam a defecação ao ar livre diminuiu de 24% ,em 1990, para 18%, em 2006. O relatório sublinha também as disparidades dentro das fronteiras nacionais, especialmente entre os moradores do campo e os da cidade. No mundo, há quatro vezes mais pessoas que vivem em áreas rurais – aproximadamente 746 milhões – sem acesso a fontes de água melhoradas, se comparadas com os cerca de 137 milhões de moradores urbanos.

 

O saneamento deficiente ameaça a sobrevivência das crianças dado que um ambiente contaminado por resíduos fecais está diretamente ligado às doenças diarréicas, uma das principais causas de morte de crianças menores de 5 anos. É muito difícil garantir um ambiente limpo quando a defecação ao ar livre é praticada, mesmo que seja só por uma pequena parte da população.

 

“Se as tendências atuais se mantiverem, o mundo ficará aquém da meta do saneamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para mais de 700 milhões de pessoas,” afirmou Ann M. Veneman, Diretora Executiva da UNICEF. “Sem melhoramentos profundos, os prejuízos serão enormes.”

 

Contudo, cada vez mais pessoas usam agora instalações sanitárias melhoradas – que são aquelas que garantem que os excrementos humanos sejam eliminados de maneira a impedir que os mesmos provoquem doenças por meio da contaminação dos alimentos e das fontes de água.

 

Embora a defecação ao ar livre esteja em declínio globalmente, 18% da população mundial, totalizando 1,2 bilhão de pessoas, continua a praticá-la. No sul da Ásia, cerca de 778 milhões de pessoas continuam com essa prática sanitária tão arriscada.

 

“Hoje em dia dispomos de uma variedade de opções técnicas de baixo-custo para proporcionar saneamento em quase todas as circunstâncias” afirmou a Dra. Margaret Chan, Diretora-Geral da OMS (Organização Mundial da Saúde). “Cada vez mais governos estão decididos a levar a água e o saneamento às suas populações mais carentes. Se quisermos romper o ciclo da pobreza, e colher os múltiplos benefícios para a saúde, temos de enfrentar a questão da água e do saneamento.”

 

Melhorias reais no acesso à água potável ocorreram em muitos países do sul da África. Segundo o relatório, sete dos dez países que realizaram progressos mais rápidos e estão a caminho de cumprir o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio relativo à água potável estão na África ao Sul do Saara (Burquina Fasso, Namíbia, Gana, Malaui, Uganda, Mali, Djibuti). Dos dez países que ainda não estão a caminho de cumprir a meta do saneamento, mas estão fazendo progressos rápidos, cinco situam-se na África ao sul do Saara (Benin, Camarões, Comoros, Mali e Zâmbia).

 



Escrito por Marino às 15h40
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O PROBLEMA DO LIXO

google/g1

Berlusconi diz que já não há lixo nas ruas de Nápoles

O presidente do governo italiano, Silvio Berlusconi, disse que está "orgulhoso de anunciar e de constatar" que já não há lixo nesta sexta-feira pelas ruas da cidade de Nápoles e na região de Campânia, depois da situação de emergência pelos anos de acúmulo de resíduos.

 

EFE/Terra – 18/07/2008

O Conselho de Ministros se reunirá esta tarde em Nápoles, e Berlusconi anunciará que a "emergência dos lixos" terminou, após 15 anos em que viveu diferentes graus de gravidade.

O presidente do Governo italiano afirmou ainda que "serão necessários três anos" para completar o ciclo definitivo da eliminação de resíduos.

Em discurso na assembléia geral da associação de agricultores Coldiretti, Berlusconi lembrou que na campanha eleitoral havia "assumido o risco de garantir a solução desta tragédia" antes do final de julho.

"Fizemos o primeiro Conselho de Ministros em Nápoles há 58 dias e hoje estou orgulhoso de dizer que já não há lixo pelas ruas", afirmou.

O objetivo do governo agora é "divulgar ao mundo uma imagem de uma Nápoles novamente limpa", já que em janeiro a imprensa internacional publicou várias fotografias que mostravam a grave situação em Campânia.

Berlusconi afirmou que não entende o que aconteceu na região, e disse que a crise foi gerada "por uma loucura geral de responsabilidade do mundo civil, político e criminoso".

 



Escrito por Marino às 15h26
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PRESSÃO DA SOCIEDADE FAZ MINISTRO SE MANIFESTAR CONTRA OS BOIS NA AMAZÔNIA.

instituto peabiru

"Eu até posso dizer que eu sou ambientalista", afirmou (Ministro da Agricultura Stephanes), ao lembrar que o meio ambiente é uma das suas preocupações. A frase e a conclusão são pérolas a serem guardadas e nunca esquecidas. Ora, como é possível um ministro da Agricultura negar a importância ambiental? Como acreditar que não se saiba que a agricultura tem sua indissociável ligação com o meio ambiente? Por certo, qualquer ministro ou mesmo agente público ligado à agricultura deve, não só manifestar preocupação com as questões ambientais, mas colocar em prática ações nesse sentido. A lógica do agronegócio brasileiro, infelizmente, pende para a exploração predatória dos recursos naturais e para a utilização exagerada de veneno que tantos males trazem à saúde humana e ao meio ambiente. E, o pior, é que tem ainda a situação cada vez mais grave do plantio de organismos geneticamente modificados – OGMs. Os transgênicos têm avançado no país, assim como os bois sobre a Amazônia, sob os olhos e apoio do Ministério da Agricultura. Ora, um ambientalista que demonstra preocupação com o meio ambiente deve, no mínimo, refletir sobre as conseqüências que de seus atos podem resultar. Os efeitos ao ser humano e à Natureza ainda são desconhecidos, por isso, as autoridades deveriam determinar a aplicação do Princípio da Precaução. Porém, não é o que temos assistido. Aliás, lembro-me que nas reuniões do Conselho de Ministros da CTNBio o Ministério da Agricultura tem votado em favor do grão maldito, contra os interesses do povo brasileiro representados pelas ações do Ministério do Meio Ambiente, do IBAMA e da ANVISA. Não basta dizer que é “ambientalista”, tem de praticar ações ambientalistas. Marino Elígio Gonçalves.

 

 

Stephanes critica atividade pecuária na Amazônia

 

Estadão Online – 17/07/2008

 

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, criticou na quarta-feira (16) a atividade desenvolvida por alguns pecuaristas na Amazônia. "Não faz nenhum sentido que hoje um pecuarista derrube de 4 mil a 5 mil hectares na Amazônia, no Bioma Amazônico, para colocar 5 mil cabeças de gado e criar dois empregos", afirmou, em discurso durante cerimônia na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) para assinatura de protocolo que tem o objetivo de estimular o investimento das cooperativas no mercado de carbono.


Essa situação, lembrou Stephanes, não "faz nenhum sentido porque tem tanta área de pastagem para ser recuperada, para ser melhorada em termos de rendimento". Durante o evento, o ministro reafirmou que é possível dobrar a produção agrícola do País sem derrubar uma única árvore. "Eu até posso dizer que eu sou ambientalista", afirmou, ao lembrar que o meio ambiente é uma das suas preocupações.

Stephanes disse que as cooperativas estão "dando um grande exemplo e fazendo a sua parte". A partir daí, o ministro optou pela via poética. "É um grande exemplo, só que eu estou olhando para elas e vendo-as muito mais como aquele colibri do que como um bombeiro que está apagando o incêndio na floresta", afirmou. "É como o beija-flor, que pega uma gotinha, e perguntam para ele porque está fazendo isso, (porque) não vai adiantar nada. E o beija-flor responde: estou fazendo isso porque é a minha parte, estou dando um grande exemplo. As cooperativas estão na mesma linha", completou.


O ministro lembrou ainda que o Brasil é o 18º país do mundo em poluição e que está muito distante dos países que ocupam os primeiros lugares na lista. "Se somarmos a China, os Estados Unidos e a União Européia, a participação brasileira no processo de aquecimento global é de pouco mais de 1%", afirmou.


Ele cobrou mais iniciativa dos países ricos no combate ao aquecimento global. "Isso significa que tudo que o Brasil fizesse não iria ter nenhum importância se os outros três conjuntos de países não fizessem a sua parte. Com certeza não estão fazendo a sua parte", afirmou.


'Ambientalista' - Além de se intitular "ambientalista", Stephanes disse que o Brasil é país mais ecológico do mundo. "Basta analisar os dados referentes ao uso de energia limpa, de práticas na agricultura. Mas por sua vez, também, é o País que mais apanha. E os grandes poluidores, que para citar só os três maiores, que são Estados Unidos, China e União Européia, estão muito tranqüilos e ainda com a capacidade de nos criticar", afirmou.

Lembrando que estava fazendo uma brincadeira que não poderia ser levada ao pé da letra pela imprensa, o ministro também disse que "é mais fácil haver a extinção da agricultura brasileira do que da floresta". Ele explicou a colocação: "Se vocês somarem todas as reservas criadas no Brasil, só as indígenas dão cinco Estados do Paraná. Mais as quilombolas, as florestas de preservação permanente, as florestas de uso sustentável, as reservas legais, a não utilização das encostas, a não utilização acima de determinada altitude, os senhores sabem que já congelamos aí 70% do território nacional", afirmou.


"Ou seja, se continuarmos nesse ritmo, daqui uns anos não vai mais sobrar nada. Então, daí é mais fácil entrar em extinção a agricultura do que o meio ambiente". Stephanes pediu que o assunto seja tratado com mais "racionalidade". "Nós temos alguns Estados brasileiros em que a capacidade de uso do solo está restrita a 2,18%, o resto já está proibido. Então, temos que tomar um pouco de cuidado em relação a isso", afirmou.

 

 



Escrito por Marino às 15h28
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LIÇÃO PARA A HUMANIDADE

efe

A notícia abaixo é magnífica. A Natureza humana provou que não existe diferença entre nós, todos somos irmãos. E, esta história de preconceito de cor, raça etc., não passa de pura besteira. A notícia revela o nascimento de bebês gêmeos, na cidade alemã de Berlim, antes separada por um muro, lembram? Pois é, o que tem de especial nisso? É que um bebê é negro e outro é branco! Isso mesmo! Fantástico. Ambos os bebês são filhos de uma mesma mãe e de um mesmo pai. Ela negra, ele branco. Dessa união nasceram os gêmeos que desde o primeiro respiro já ensinam à humanidade o gesto de amor que deve existir entre todos os seres humanos. Não ao preconceito! Sim a coexistência fraterna, solidária e companheira! Desejo aos gêmeos alemães (um negro e um branco) longa vida e que possam continuar a dar esse exemplo de amor à toda humanidade. Marino Elígio Gonçalves.

 

Casal tem gêmeos negro e branco na Alemanha

 

EFE/Uol – 16/07/2008

 

Um casal alemão teve gêmeos de cor de pele diferente, um branco e outro negro, anunciou hoje um porta-voz da clínica de Lichtenberg, em Berlim.

Acrescentou que o pai de Leo e Ryan, como as crianças serão batizadas, é um alemão da localidade de Potsdam, vizinha a Berlim, enquanto a mãe é originária de Gana, na África Ocidental.


"Em casos contados, pode acontecer que gêmeos tenham diferentes cor de pele", disseram fontes da clínica de Lichtenberg, onde destacaram que é a primeira vez que isso ocorre em Berlim.


Destacaram que, se quando ocorrer a gravidez a mulher tiver apresentado uma dupla ovulação, pode ocorrer casos como esse.


Após explicar que foi comprovado através de exame que o pai é o progenitor das duas crianças, a porta-voz do hospital disse que o parto aconteceu em 11 de julho e que a mãe e os bebês passam bem.

 

 



Escrito por Marino às 15h46
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ENFIM, UMA PROPOSTA: FORA OS BOIS DA AMAZÔNIA

instituto peabiru

 

 

Cientista quer combate ao avanço da pecuária sobre floresta para diminuir desmatamento da Amazônia

 

Agência Brasil – Luana Lourenço - 16/07/2008

 

O Brasil não conseguirá enfrentar a devastação da Amazônia sem a consolidação de uma política agropecuária que limite a expansão da produção sobre a floresta, de acordo com o climatologista e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Carlos Nobre.


Nobre defendeu na terça-feira (15) durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que, com a atual área alterada para agricultura e pecuária no Brasil, “é perfeitamente possível” que o país alcance lugar entre os três maiores produtores agrícolas do mundo.

“A questão está em como desenhar esse futuro agrícola. Os ministros da agricultura têm uma frase padrão: ‘não é preciso cortar uma única arvore da Amazônia’, mas essas frases têm sido muito vazias, porque elas não têm sido acompanhadas de uma política agrícola, que realmente coloque limites a essa expansão em cima dos ecossistemas ainda naturais, principalmente o Cerrado e a Amazônia”, criticou Nobre.


Na avaliação de Nobre, sem uma política que freie essa expansão e sem modernização do agronegócio brasileiro, “os números de desmatamento não vão cair; dificilmente cairão muito abaixo desses números que nós temos visto, entre 10 e 15 mil quilômetros quadrados”.


O climatologista, que é membro do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) lembrou que grande parte da contribuição brasileira para o aquecimento global vem do desmatamento - cerca de 75% das emissões de dióxido de carbono (CO2) do país estão relacionadas com a destruição de florestas.

“Na China, a maior parte das emissões de carbono está relacionada à energia, que tem a ver com Produto Interno Bruto. No Brasil não é assim, a Amazônia só é responsável por 0,5% do PIB brasileiro e concentra as maiores emissões. Essa é a grande tragédia brasileira: nem as emissões alimentam o crescimento econômico das populações”, avaliou, em apresentação sobre impactos das mudanças climáticas para o Brasil.


Segundo o pesquisador, o país não pode copiar padrões europeu e norte-americano de consumo e terá “que inventar” um novo modelo de crescimento, que utilize a biodiversidade e os recursos naturais renováveis de forma racional para alavancar o desenvolvimento econômico.


“Ainda não conseguimos atingir um equilíbrio nas políticas públicas, em especial em âmbito federal. Ainda há muitos resquícios do desenvolvimentismo da era militar; há pouca percepção de que outra trajetória (sustentável) é possível", concluiu Carlos Nobre.

 



Escrito por Marino às 10h44
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DETER OU NÃO DETER (O DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA), EIS A QUESTÃO.

google/deter

DETER verifica 1.096 km2 desmatados na Amazônia em maio

De acordo com o sistema DETER – Detecção do Desmatamento em Tempo Real, 1.096 km2 da floresta foram mapeados como corte raso ou degradação progressiva durante o último mês de maio, período em que 46% da Amazônia Legal esteve coberta por nuvens. Esta área é semelhante à verificada em abril, quando foram detectados 1.123 km2 desmatados com 53 % de cobertura de nuvens.

Do total verificado pelo DETER em maio, 646 km2 correspondem ao Mato Grosso, número 19% menor ao verificado em abril, que mostrou 794 km2. Também foram identificados 262 km2 no Pará, ante apenas 1,3 km2 no mês anterior. O aumento no Pará se explica pela área coberta por nuvens – enquanto em abril apenas 11% do Pará pôde ser visto pelos satélites, em maio a observação aumentou para 41% da área do estado.

Os dados do sistema DETER referentes ao mês de junho serão divulgados no dia 29 de julho. Da mesma forma que o levantamento de maio, os dados de junho do DETER estão sendo qualificados com imagens dos satélites Landsat e CBERS, que apresentam melhor resolução espacial.

Novos relatórios

De maio a outubro, quando a cobertura de nuvens na Amazônia é menor e possibilita uma melhor observação da região, INPE produzirá, sempre que possível, relatórios públicos mensais de avaliação e qualificação dos dados do sistema DETER.

Os relatórios públicos do DETER serão acompanhados de análises explicativas, que usarão imagens de satélites de melhor resolução (CBERS, LANDSAT), quando disponíveis.

Para o mês de maio, primeira edição deste novo relatório, o INPE analisou 18 imagens LANDSAT, localizadas nos estados do Mato Grosso, Pará, Rondônia e Amazonas, todas com data posterior a 15 de junho de 2008.

Foram avaliados 241 polígonos de desmatamento, representando 544 km2 ou aproximadamente 50% da área total dos polígonos do mês de maio (1.096 km2).

Do total avaliado, 88,3% foram confirmados como desmatamento, sendo 59,5% desmatamento tipo corte raso, 28,8% de degradação florestal e 11,7% não se enquadraram nestas classes. O relatório encontra-se disponível no site do DETER (www.obt.inpe.br/deter).

O INPE considera que a qualificação dos dados do DETER será muito importante para aumentar a confiança do governo e da sociedade nas indicações do sistema.

Os dados do DETER referentes ao mês de junho serão divulgados no próximo dia 29, acompanhados do respectivo relatório de avaliação.

O DETER

Em operação desde 2004, o DETER foi concebido pelo INPE como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. São mapeadas tanto áreas de corte raso quanto áreas em processo de desmatamento por degradação florestal. É possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares por conta da resolução dos sensores espaciais (o DETER utiliza dados do sensor MODIS do satélite Terra e do sensor WFI do satélite sino-brasileiro CBERS, com resolução espacial de 250 metros). Devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema.

 



Escrito por Marino às 09h17
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