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MOMENTO DA POESIA

google

Bosque do Silêncio


Por Eduardo Galeano (transcrito do blog da Adema/www.adema-ong.blogspot.com.br)


Muitos são os anéis que seus aniversários desenharam em seu tronco.


Estas árvores, estes gigantes cheios de anos, levam séculos cravados no fundo da terra, e não podem fugir, Indefesos diante das serras elétricas, rangem e caem.


Em cada derrubada o mundo vem abaixo; e a passarada fica sem casa.


Morrem assassinados os velhos estorvos. Em seu lugar, crescem os jovens rentáveis.


Os bosques nativos abrem espaço para os bosques artificiais.
A ordem, a ordem militar, ordem industrial, triunfa sobre o caos natural.

Parecem soldados em fila os pinheiros e eucaliptos de exportação, que marcham rumo ao mercado internacional.


Fast food, fast wood: os bosques artificiais crescem num instante e vendem-se num piscar de olhos.


Fontes de divisas, exemplos de desenvolvimento, símbolos de progresso, esses criadouros de madeira ressecam a terra e arruínam os solos.


Neles, os pássaros não cantam.


As pessoas os chamam de bosques do silêncio.

 



Escrito por Marino às 18h11
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TIRANDO ENERGIA DO ASFALTO

Kaua Veronses/google

Rodovias energéticas

Agência Fapesp, 13/8/2008

Andar descalço no asfalto em um dia de muito sol está longe de ser uma boa idéia, mas foi o ponto de partida dos cientistas do Instituto Politécnico Worcester, nos Estados Unidos. Não que eles tenham queimado os pés. O que fizeram foi buscar uma maneira de usar o calor acumulado no chão como uma possível fonte alternativa de energia.

Os pesquisadores estão desenvolvendo um coletor solar que poderá transformar estradas ou estacionamentos em centrais para geração de eletricidade. O trabalho não apenas busca avaliar como o asfalto coleta a energia solar, mas quais são as formas mais eficientes de aplicação de pavimentos de modo a maximizar a capacidade de absorção do calor.

Os resultados do estudo, coordenado por Rajib Mallick, professor de engenharia civil e ambiental, serão apresentados no dia 18 no Simpósio Anual para Pavimentos Asfálticos, na Suíça.

Mallick e colegas estudaram o potencial de geração de energia do asfalto por meio de modelos computacionais e fizeram diversos testes em campo e em laboratório. Os pesquisadores usaram sensores embutidos no pavimento ou em amostras para medir a penetração do calor e a transmissão para o aquecimento de água. A água, apontam, pode ser usada para o aquecimento de edifícios ou em processos industriais. Pode também ser usada em geradores termelétricos para produção de eletricidade.

"O uso do asfalto como coletor solar tem uma série de vantagens. Por exemplo, a cobertura permanece quente e pode continuar a gerar energia mesmo depois do pôr-do-sol, o que não ocorre com as placas fotovoltaicas. Além disso, contamos com uma quantidade enorme de estradas e estacionamentos, ou seja, não há necessidade de uso de novos terrenos", disse Mallick.

Outra vantagem apontada pelo pesquisador é que a extração de calor do asfalto reduziria o efeito de formação de ilhas de calor em áreas urbanas, diminuindo o consumo de eletricidade por meio de aparelhos de ar-condicionado.

 

 



Escrito por Marino às 17h53
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PACTO NACIONAL PARA ERRADICAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL

google/o sapo

 

A matéria abaixo retrata a exclusão de um dos signatários do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil. Trata-se da Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool (CBAA). Duas de suas empresas foram flagradas com a utilização de mão-de-obra escrava, o que depõe contra a seriedade do pacto, já que a usina era um de seus criadores. No entanto, o ato de exclusão sinaliza para a seriedade da proposta que pretende erradicar o trabalho escravo ou o trabalho assemelhado ao de escravo, como forma de valorização do trabalho humano e respeito à pessoa humana, postulados da Constituição Federal vigente. O Pacto também veio na perspectiva de diminuir a pressão sobre os vários setores do agronegócio, sobretudo do sucroalcoleiro em que a incidência de trabalho escrava é maior em todo o território nacional. Sabe-se que esse setor tem crescido vertiginosamente e tende a crescer mais diante da grande perspectiva de fornecimento em escala mundial do álcool combustível. No Brasil a sua matriz é a cana-de-açúcar enquanto em outros países a produção vem de culturas utilizadas fortemente na alimentação humana. Aliás, o debate mundial ainda está aquecido em relação à produção de biocombustíveis frente ao avanço da fome no planeta. Marino Elígio Gonçalves.

 

 

Primeira baixa no Pacto Nacional

 

Carta Capital, A Semana, 18/07/2008

 

O barato está saindo caro para o Grupo José Pessoa, um dos maiores do setor de açúcar e álcool no País. Na sexta-feira 11, o conglomerado liderado pela Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool (CBAA) protagonizou a primeira exclusão de um signatário do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, após duas reincidências verificadas por auditores federais em sete meses.

 

O que estava ruim ficou pior quando, na terça-feira 15, uma das empresas do grupo, a Agrisul Agrícola Ltda., entrou na lista de empregadores que utilizam trabalho escravo, atualizada semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Quem aparece na lista passa a ter restrições de incentivo fiscal e de operações de crédito em instituições públicas federais, além de sofrer sanções dos signatários do Pacto. De defensor da dignidade a vilão dos direitos humanos em cinco dias.

 

O Brasil é o melancólico pioneiro no reconhecimento e no monitoramento do trabalho escravo no mundo. A exclusão de um signatário, inédita, não é vista como uma derrota que recai sobre o Pacto. A coordenadora do programa na Organização Internacional do Trabalho (OIT), Andréa Bolzon, diz que foi uma surpresa a primeira infração – na ocasião, uma auditoria encontrou 1.011 trabalhadores, a maior parte indígenas, em situação degradante numa empresa da CBAA em Brasilândia (MS). "Passado o susto, a

segunda infração foi inconcebível, injustificável", diz, referindo-se aos 55 trabalhadores encontrados em regime de servidão por dívida, após serem transportados irregularmente do Vale do Jequitinhonha (MG) para Icem (SP) e terem documentos apreendidos.

 

Além da OIT, o Instituto Ethos e a ONG Repórter Brasil compõem o comitê gerenciador do Pacto. O presidente do Ethos, Ricardo Young, diz que, além da exclusão, o Grupo José Pessoa terá de enfrentar uma avaliação de imagem pelo mercado. "Eles tiveram todos os elementos para não reincidir, e mostraram que não aprenderam. Esse é um risco que todo o setor do açúcar e do álcool corre por não estar dando a devida atenção à questão do trabalhador", acredita Young, para quem uma crise de reputação como esta não tem volta. "As parcas economias feitas são nada diante do prejuízo não apenas da imagem, mas dos negócios." Procurado por CartaCapital, o empresário José Pessoa de Queiroz Bisneto disse que atenderá ao pedido de entrevista na semana que vem.

 

 



Escrito por Marino às 14h18
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ANO INTERNACIONAL DO SANEAMENTO

google

Pacto vai celebrar Ano Internacional do Saneamento

Ascom/MMA, Suelene Gusmão, 11/08/2008

 

Para celebrar 2008 como o Ano Internacional do Saneamento, o governo planeja lançar até o final do ano um pacto socioterritorial do saneamento na promoção da cidadania. O acordo terá a participação da sociedade e funcionará como um mecanismo de viabilização do Plano Nacional de Saneamento (Plansab), em construção e previsto para ser finalizado em abril de 2010.

 

O Plansab será o instrumento central do governo para o cumprimento das diretrizes da Lei de Saneamento Básico e das Metas do Milênio e a palavra definitiva sobre o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, o manejo de resíduos sólidos e o manejo de água pluviais.

Antes de fazer parte do Plano Nacional de Saneamento, as definições deverão ser apreciadas pelos conselhos nacionais de Meio Ambiente (Conama), de Recursos Hídricos (CNRH), de Saúde (CNS) e das Cidades.

 

O primeiro passo para a concretização do Pacto pelo Saneamento Básico será a construção coletiva do que vem sendo chamado de metodologia do plano. Essa metodologia definirá, por meio de audiências públicas, os objetivos, diretrizes, estratégias e instrumentos técnicos, operacionais da elaboração do Plansab.

 

A coordenação desse processo está a cargo do Ministério das Cidades e conta com a participação dos ministérios do Meio Ambiente, da Saúde e da Integração.

 

O Ministério do Meio Ambiente vem participando dessas discussões por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e da Agência Nacional de Águas. Como coordenador nacional dos sistemas nacionais de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos, o MMA já vem contribuindo para os programas e ações de saneamento básico definidas por bacias hidrográficas com o Plano Nacional de Recursos Hídricos e ainda com os planos regionais de Gestão Associada e Integrada de Resíduos Sólidos, atualmente aplicados em 16 estados brasileiros.

Pela Agência Nacional de Águas, com o conjunto Atlas (Abastecimento Urbano de Água), que tem como objetivo promover o diagnóstico das condições atuais de oferta de água, no que se refere à qualidade e à quantidade. Existe ainda o Programa de Despoluição de Bacias Hidrográficas que atua especificamente na área de tratamento de esgotos.

 

 



Escrito por Marino às 11h55
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ARTIGO DE WASHINGTON NOVAES

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Política ambiental: muito barulho, muita confusão

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 08/08/2008

Há momentos, no Brasil, em que é difícil avaliar a realidade política, tais as contradições entre os diversos agentes ou entre as palavras e as ações. O momento que estamos vivendo é um desses. Nunca se ouviu falar tanto em desenvolvimento sustentável, poucas vezes se caminhou tanto em direções opostas em áreas muito importantes.

Pode-se começar pela licença prévia concedida ao projeto da usina nuclear Angra 3. A primeira pergunta seria se o País precisa de mais energia, inclusive dos 1.300 MW dessa unidade. E vários estudos - da Unicamp, da USP (professor Célio Bermann, entre outros), do WWF, dos professores Pinguelli Rosa (Coppe-UFRJ) e José Goldemberg (ex-ministro e ex-secretário, IEE-USP) e de outras instituições - dizem que o Brasil poderia até reduzir seu consumo em 30% com programas de eficiência e conservação de energia; ganhar mais 10% do consumo atual com repotenciação de usinas antigas; e outros 10%, ainda, aumentando a eficiência nas linhas de transmissão, que hoje perdem 15%. E tudo a custos muito menores. Mesmo se precisasse de mais energia, poderia recorrer a outras fontes, renováveis, mais limpas e mais baratas.

Não bastasse tudo isso, as usinas nucleares enfrentam problemas como o da insegurança: neste momento mesmo, duas usinas da França, país que mais depende de energia nuclear, apresentam vazamentos radiativos perigosos. E não há, em nenhum país, solução para o lixo nuclear. Em Angra 1 e Angra 2, ele continua depositado em piscinas, dentro das próprias usinas. Estados Unidos e Suécia, que tentam sepultar esses resíduos, não conseguiram resolver questões de ordem geológica, hidrológica, sismológica e outras. Aqui, diz o ministro do Meio Ambiente que exige “solução definitiva” (sem dizer qual). Mas o presidente do Ibama ressalva que “ninguém vai descobrir a pólvora”. E o ministro de Minas e Energia, antes de definido o caminho, assegura que a implantação do projeto começa em setembro. Em que ficamos?

Se se passar à criação do Ministério da Pesca, cresce a perplexidade. Como já foi mencionado aqui - e como João Lara Mesquita demonstrou na última quarta-feira, neste espaço, com fartura de informações -, estudos oficiais como os do Revizee e de instituições acadêmicas mostram que praticamente todas as espécies mais pescadas na costa brasileira estão sendo capturadas em excesso ou estão ameaçadas de extinção. Relatórios internacionais apontam as dificuldades nas aqüiculturas marinhas ou de águas interiores, pois em todas elas o consumo de alimentos pelas espécies cultivadas é em volume maior que o das carnes que produzem - o que é insustentável e contribui para a degradação dos ecossistemas. Mas estamos transformando a Secretaria Federal de Pesca em Ministério, com o objetivo declarado de aumentar a quantidade anual pescada. Contribuirá para agravar a insustentabilidade. E a concessão de seguro-desemprego a 400 mil pescadores no período de defeso, em que certas espécies não podem ser pescadas, não precisaria depender da criação do Ministério ou do aumento de produção.

Pode-se seguir adiante. Diz o ministro Mangabeira Unger (Agência Brasil, 1.º/8) que “toda a Amazônia brasileira hoje é um caldeirão de insegurança jurídica”; que, “sem estruturas produtivas e sociais organizadas, será um imenso vazio difícil de ser defendido”; que “precisamos equipar as organizações que fazem a regularização fundiária na região (…) e organizar o que diz respeito às propriedades da União”. Se não for assim, afirma o ministro, “se os 25 milhões de brasileiros que moram na Amazônia legal não tiverem oportunidades econômicas legítimas, eles passarão a atuar em atividades que devastarão a floresta”. Nenhuma discordância. Mas cabe perguntar: não se está pactuando com a “insegurança jurídica” quando o governo permite legalizar terras com até 1.500 hectares sem a documentação e as provas? Quando o presidente da República veta artigo de lei que condicionava a regularização de terras ali ao zoneamento ecológico-econômico nos Estados (e só dois o têm)? Quando a direção do Ibama numa região (Alta Floresta, a de maior desmatamento) declara dispor apenas de quatro funcionários e três veículos quebrados para fiscalizar uma área de 80 mil quilômetros quadrados (equivalentes aos Estados do Espírito Santo, Sergipe e um pouco mais)? Quando a União é dona de 47% das terras e deve zelar pelas áreas indígenas (mais de 12%) e áreas protegidas, mas não tem cadastros, estações de monitoramento suficientes, sistemas de fiscalização abrangentes e permanentes - e nada disso está à vista no horizonte?

Propostas como a da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, de forte investimento em ciência, formação de cientistas e pesquisas sobre biodiversidade, para dar um novo rumo à Amazônia, parecem já haver caído no esquecimento. Os próprios institutos de pesquisa que existem na região vivem em estado de penúria. E o ministro Mangabeira acrescenta que o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), que custou bilhões de dólares, “foi um equívoco do passado”.

Não bastasse, o ministro da Agricultura afirma ser possível (Estadão Online, 20/7) plantar cana-de-açúcar “nas savanas da Amazônia”, porque estas estão fora do “bioma amazônico”. Embora contido depois em seus arroubos, trata-se de raciocínio semelhante ao que levou o ministro do Meio Ambiente a excluir da proibição de crédito oficial propriedades situadas na região de transição do Cerrado para a Amazônia. Como se o desmatamento no Cerrado fosse irrelevante, não estivesse nesse bioma um terço da biodiversidade brasileira, não nascessem nele 14% das águas superficiais do País e não estivessem ocorrendo em seu domínio, com o desmatamento e queimadas, perto de 40% das emissões brasileiras por essas vias (e que são 75% das emissões totais).

Está difícil dormir com tanto barulho.

 

 



Escrito por Marino às 11h22
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BOA NOTÍCIA: IMPEDIDO O AUMENTO DE ÁREAS DE PLANTIO DE CANA NA AMAZÔNIA

google/canavial

Cana-de-açúcar não poderá ser plantada na Amazônia

 

Ascom/MMA, Gisele Teixeira, 04/08/2008

 

Nenhum novo projeto de plantio ou instalação de usina de cana-de-açúcar no Bioma Amazônia será autorizado pelo governo daqui para frente. Este é um dos principais resultados da reunião entre os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Reinhold Stephanes, realizada nesta segunda-feira (4), no Ministério do Meio Ambiente.

 

Eles discutiram o zoneamento agroecológico da expansão da cana-de-açúcar para produção de etanol. O Bioma Pantanal foi excluído parcialmente. A decisão final depende agora do Palácio do Planalto.

 

De acordo com Minc, o levantamento que está sendo executado pela Embrapa, em parceria com instituições do Consórcio ZEE-Brasil como o IBGE e o Inpe, retira as áreas sem aptidão de solo, clima e declividade de 12%, e ainda as com vegetação nativa. No caso do Bioma Amazônia, exclui a possibilidade de qualquer novo projeto, mas mantém as usinas já licenciadas, em número de três.

 

No caso do Pantanal, o zoneamento exclui totalmente a planície pantaneira, porém mantém a possibilidade de cultivo no planalto, onde já existem áreas consolidadas de produção há mais de dez anos. Nesse caso, a determinação é que migrem para o sistema de plantio direto, menos agressivo ao solo. "Ao preservar a Amazônia e o Pantanal, neste último caso definindo claramente as zonas de plantio, e não quebrando a produção já existente, me parece que o acordo é bom para todo mundo", disse Minc.

 

De acordo com o zoneamento, há áreas mais que suficientes para expansão da produção em outros biomas sem que seja necessário derrubar nenhuma árvore. É estimada em 30 milhões de hectares a área que poderá ser destinada para o plantio da cana exclusivamente para produção de etanol.

 

Para dobrar a produção atual de etanol, que hoje é de 20 bilhões de litros/ano, são necessários 7 milhões de hectares, o que garante uma margem confortável para o aumento da produção.

 



Escrito por Marino às 17h13
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ARBORIZAÇÃO URBANA E SEUS BENEFÍCIOS

google/virgoman:foto aérea de Maringá-PR

A discussão é antiga: as árvores plantadas nas calçadas de vias públicas são benéficas ou prejudiciais aos habitantes da cidade? Sempre defendi que os benefícios são infinitamente maiores do que os eventuais aborrecimentos com quedas de galhos, folhas acumuladas no chão ou até mesmo a queda da própria árvore. O estudo realizado na Esalq, pela engenheira agrônoma Giuliana Del Nero Velasco, cuja matéria abaixo retrata, constitui mais um ponto em favor da arborização urbana. Além dos serviços prestados gratuitamente como a redução da temperatura, as árvores ainda promovem a retenção de poluentes, a absorção do gás carbônico e a proteção dos impactos causados por chuvas de maior intensidade. O ideal é que se plantem árvores de grande porte que possuem copadas mais amplas e estruturas mais resistentes. Marino Elígio Gonçalves.

Arborização urbana reduz efeito do calor nas casas

Júlio Bernardes, Agência USP de Notícias, 04/08/2008.

Vegetação diminui necessidade de ventiladores e ar-condicionado em residências, podendo diminuir consumo de energia elétrica.

Pesquisa feita em três regiões da cidade de São Paulo comprova que a vegetação urbana reduz a necessidade de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado para manter o conforto térmico em residências, podendo reduzir o consumo de energia elétrica. O trabalho foi apresentado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba, pela engenheira agrônoma Giuliana Del Nero Velasco, que sugere o plantio de árvores de grande porte no sistema viário para ampliar a redução de temperatura obtida com a cobertura vegetal.

O trabalho analisou áreas com diferentes densidades de vegetação na Zona Sul da cidade, a primeira com 3,72% de cobertura verde, a segunda com 11,71% e a terceira com 33,92%. “Os locais foram escolhidos por geoprocessamento, a partir das imagens de alta resolução do satélite Ikonos II”, explica Giuliana. “Após a aplicação do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) e análise de mapas de clima já existentes, foi feito um levantamento de campo para confirmar os dados do sensoriamento remoto e definida uma amostragem de 100 residências em cada área”.

Em cada residência foram coletados dados sobre a cobertura vegetal, temperatura, umidade e, por meio de questionários, da presença de ar-condicionado e ventiladores. A concessionária de energia local forneceu informações sobre o consumo de eletricidade. “Por fim, realizou-se o cálculo dos graus-hora de calor, que indica quantos graus de temperatura a mais precisam ser retirados do ambiente de forma artificial”, completa a agrônoma.

No mês mais quente medido pela pesquisa (março), a área com menor vegetação apresentou 10 graus-hora de calor por dia, contra 3,91 graus-hora de calor da região com maior cobertura vegetal. “Isto mostra que o local com menos cobertura arbórea possui uma necessidade maior de refrigeração aritificial”, ressalta Giuliana, acrescentando que a temperatura às 9 horas chegou a ser 2,14 graus maior que a região mais arborizada. “Nessa área, a média de temperatura foi menor, o que resultou em um valor mais baixo de graus-hora de calor”.

Árvores

No mês de março, a área com menor cobertura vegetal chega a registrar um valor de 310 graus-hora de calor, enquanto a região mais arborizada teve 121,21 graus-hora de calor. Os questionários aplicados na pesquisa também mostram que o número de aparelhos de ar condicionado e ventiladores é semelhante nas três áreas. A média de ventiladores varia de 1,81 a 2,04 aparelhos por residência e de ar-condicionado, de 0,18 a 0,29 aparelhos por casa.

“Com esses números, não é possível estabelecer uma relação mais direta entre cobertura vegetal e consumo de energia, pois isso depende de outros fatores, como os hábitos de cada morador, a presença ou não dos aparelhos”, explica a agrônoma. “Mas o estudo deixa claro que a vegetação reduz a necessidade de se obter conforto térmico de forma artificial”.

Giuliana recomenda a ampliação do plantio de árvores de grande porte nas calçadas. “A pesquisa mostra que maior parte da vegetação está dentro das casas”, aponta. “Apesar de sua importância, os padrões construtivos em São Paulo mudam facilmente, o que faz com que um terreno residencial dê lugar a um prédio de escritórios ou um estacionamento e as árvores no interior dos lotes sejam derrubadas”.

Segundo a engenheira agrônoma, os benefícios serão maiores com o plantio de espécies de grande porte e não de arbustos. “Além de reduzir a temperatura, elas retêm poluentes, absorvem gás carbônico e reduzem o impacto das chuvas em maior escala, pois possuem copa e estrutura para isso”, ressalta. “O impacto das árvores na rede elétrica pode ser reduzido com o uso de fiação compacta, que não implica em aumento de custos e evitam podas em excesso”.

 



Escrito por Marino às 12h06
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ENERGIA NUCLEAR: MAUS PRESSÁGIOS

Nesses últimos meses, várias notícias envolvendo acidentes em usinas nucleares revelaram o perigo existente nas fases de construção e operação de tais usinas. Aqui mesmo em meu blog, no dia 12/07/2008, repercuti o acidente ocorrido na França em uma central nuclear, que reacendeu o debate sobre energia nuclear. A matéria a seguir revela outro acidente, desta feita na Finlândia em uma usina nuclear cujo reator ainda encontra-se em construção. A questão que pretendo aqui realçar é justamente o risco de se optar por tais empreendimentos para obtenção de energia nuclear. O Brasil está em fase de iniciar a construção de Angra 3. Essa idéia, a meu ver, não se mostra a mais adequada. O país possui outras matrizes de baixo risco e de menor potencial agressor do meio ambiente, de modo, que a construção de mais uma usina nuclear conspira contra os interesses e segurança da população e coloca em risco o patrimônio ambiental brasileiro. Os recentes acidentes somados àqueles que aterrorizaram o mundo e o próprio Brasil (Goiânia, por exemplo) são maus presságios e deveriam ser considerados pelas autoridades brasileiras e, principalmente, pelo provo brasileiro. Se o projeto for avante, que é o que tudo indica, o IBAMA deve permanecer firme em suas exigências para dar prosseguimento ao licenciamento ambiental de Angra 3. Marino Elígio Gonçalves.  

Incêndio em reator nuclear na finlandês ainda em construção

Henrique Cortez, EcoDebate, 01/08/2008.

Um incêndio, no início quarta-feira, atingiu um reator nuclear em construção na Finlândia, mas foi controlado em de poucas horas e não ofereceu qualquer perigo para o público, de acordo com o grupo finlandês Teollisuuden Voima (TVO).

Os bombeiros controlaram o incêndio, na central nuclear de Olkiluoto, no sudeste da Finlândia, antes de 6:00 am (0300 GMT). Não foram observadas lesões e a causa do incêndio ainda não é conhecida, disseram os representantes da TVO.

“Não havia nenhuma construção, quando os inspetores detectaram o incêndio”, afirmou o diretor executivo da TVO, Jarmo Tanhua, à AFP. Ele disse que a avaria do reator era limitada, afetando principalmente andaimes e materiais de construção.

O novo reator em Olkiluoto está sendo construído por um consórcio constituído pela empresa francesa Areva e pela Siemens da Alemanha. É o primeiro reator do mundo da mais atual geração de reatores de água pressurizada (EPR - European Pressurized Water Reactor)e foi projetado para gerar 1.600 megawatts. Será o quinto reator nuclear da Finlândia e o terceiro da central nuclear de Olkiluoto.

Cerca de 25 por cento da electricidade consumida na Finlândia é produzida em centrais nucleares.

O projeto, com tecnologia básica da Areva, planejado para iniciar a produção de eletricidade em 2011, já sofreu grandes atrasos por problemas concepção e segurança.

O reator de Olkiluoto 3, que começou a ser construído em 2005, já está com o cronograma atrasado em dois anos e acumula mais de US$ 1,5 bilhão em prejuízos. A obra também está marcada por problemas técnicos. A base do reator foi construída com concreto de má qualidade que produziu um contentor fraco. Além disso, as soldas e os componentes do reator são de baixa qualidade. Estas falhas na construção implicam riscos potenciais na segurança. (Greenpeace briefing ” Fact sheet: Olkiluoto 3“, March 2008)

Em junho passado, a Autoridade Filandesa de Radiação e Segurança Nuclear (STUK), autorizou modificações propostas pela Teollisuuden Voima (TVO) para a proteção dos principais geradores e bombas de refrigeração primária das duas unidades operacionais da central nuclear de Olkiluoto. Inspeções realizadas apontaram deficiências de proteção, quando a Unidade 1 da central nuclear foi reativada, depois da manutenção anual, efetuada no final de maio. Devido às deficiências, e para verificar a segurança, a TVO manteve a central nuclear operando com os reatores em condição de potência reduzida.

 



Escrito por Marino às 14h19
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