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MORTANDADE DE ABELHAS

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“Nós deveríamos ter, como em outros países, um controle para evitar o desequilíbrio para evitar de usar o veneno. Mas o interesse aqui é que se gaste bastante veneno, se tenha bastante câncer, se provoque bastante devastação, porque isso faz crescer o PIB, a economia e toda a realidade nacional.”

O trecho acima extraí da entrevista do engenheiro agrônomo Sebastião Pinheiro, do Rio Grande do Sul, que faz um análise sobre a mortandade de abelhas, critica a indústria dos venenos, a complacência de governos, a relação promíscua de muitas ONG´s com indústrias do agrotóxico, combate a transgenia e apela ao povo brasileiro para mudança de atitudes. Vale a pena conferir. Marino Elígio Gonçalves.

Interesse político não deixa que mortes de abelhas sejam esclarecidas, afirma agrônomo gaúcho

Paula Cassandra, Agência de Notícias Chasque, 12/09/2009

Os recentes casos de mortandade de abelhas vem preocupando principalmente os pequenos produtores no Rio Grande do Sul. Neste ano, já foram registradas três grandes mortandades. No entanto, o engenheiro agrônomo Sebastião Pinheiro afirma que a morte do inseto vem ocorrendo há décadas.

Na entrevista a seguir, o agrônomo lembra que os gaúchos já chegaram a ser responsáveis por 50% do mel produzido no país. Hoje, não passa dos 11%. Além dos agrotóxicos, Sebastião aponta as sementes transgênicas e a falta de interesse em estudar o assunto como os principais causadores do extermínio das abelhas.

O que vem causando a mortandade de abelhas no Rio Grande do Sul?

Na verdade, esses assuntos de mortandade de abelhas não são situações novas. No passado, o Rio Grande do Sul representava mais de 25% de todo o mel produzido no Brasil. Quando começa a chamada agricultura moderna, o RS começa a cair assustadoramente a sua produção e, hoje, podemos ver que o Estado não tem mais aquela produção que tinha de mel. Isso se deve ao uso intensivo de venenos na agricultura e uma série de problemas, como devastação da natureza. O que está acontecendo, agora, é reflexo de um passado recente. Não muito distante, há uns 20 anos atrás, aqui no Brasil, o Ministério da Agricultura permitia que um veneno agrícola extremamente tóxico para abelhas fosse misturado para ser aplicado com melaça. A melaça contém um alto índice de açúcar e é uma das coisas mais atrativas para a abelha. Então, nós tivemos no passado uma destruição muito grande de colméias por esse tipo de veneno.

Hoje, sabemos que ainda existe um desrespeito muito grande, principalmente, na época de inverno porque existe escassez de pólen e de néctar e as abelhas ficam obrigadas a buscar aquele pólen e néctar em lavouras que, muitas vezes, são tratadas com venenos agrícolas sem levar em conta a sua toxicidade para as abelhas. Isso tem sido uma constante e nós vamos ter a obrigação de tomar atitudes para evitar esse prejuízo, porque não é um prejuízo só para o dono das colméias, é um prejuízo para a agricultura e para todos. Albert Einstein disse que, no dia que as abelhas desaparecessem, a humanidade desapareceria nos meses seguintes, em função da importância que as abelhas têm para a produção de alimentos, para a fecundação das folhas, flores e posterior colheita. Cada cultivo tem porcentagem muito grande de importância dessas abelhas. O que nós devemos fazer, hoje, é procurar saber o que está acontecendo com as abelhas.

De quanto foi a queda na produção de mel do Estado, desde que iniciaram os casos de morte de abelhas?

Na década de 40, o Rio Grande do Sul chegou a produzir 50% de todo o mel brasileiro. Hoje, podemos dizer que o Estado não produz 11% do mel Brasileiro, que está sendo produzido mais em Piauí, Pernambuco, Santa Catarina ainda tem um pouquinho de mel, em função da fruticultura e o Rio Grande do Sul caiu muitíssimo. Há cerca de 20 anos atrás, um agricultor de Uruguaiana perdeu cerca de 200 colméias e ele foi ao Ministério da Agricultura pedindo que analisassem as colméias dele para saber o que era. Nós analisamos e a empresa, que era naquela época, a United Carbait, tentou, através daqueles mecanismos de suborno, cooptação para que aquilo não fosse adiante. Nós tentamos ajudar o agricultor de todas as maneiras, através do CREA, mas sabe como é, num país onde existe a Ditadura, que estava acima de tudo, era muito difícil fazer alguma coisa para enfrentar aquela canalhice. Hoje, estamos um tanto quanto afastados dos laboratórios de análises, porque o que tentamos fazer foi trazer consciência e, onde existe uma imprensa, que não é honesta nem competente, não se pode construir consciência em lugar nenhum.

Em outras partes do mundo também ocorre a mortandade de abelhas? Como pode ser evitada?

Nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália, na última década, gigantescas campanhas e gastos públicos foram feitos porque começou a surgir uma série de doenças atacando as abelhas de forma inusitada. Uns dizem a AIDS das abelhas, outros dizem que as abelhas estão sendo destruídas pelo seu sistema imunológico. O que nós devemos perceber é que existe uma grande agressão contra as abelhas, através de produtos químicos agrícolas – venenos antigos, pólen das sementes transgênicas que começam a provocar os danos. Existe uma proteína tóxica chamada barnase, típica dos cultivos de plantas transgênicas, resistentes ao BP, plantas criadas por transgenia e isso tudo não está sendo estudado, por quê? Por uma cooptação dos meios de imprensa, por uma ordem internacional que não permite que as grandes companhias tenham prejuízo nos seus interesses e obrigam que os estados fiquem subordinados a elas. Essas três razões são razões para que nós nos preocupemos bastante com esse assunto e exijamos que esses assuntos sejam tratados com mais seriedade dentro de um contesto nacional, estadual e municipal.

Qual país é exemplo para o Brasil no trato com as abelhas?

A Alemanha tem uma lei desde a década de 70 para proteger suas abelhas, que era uma das leis mais fortes e exigentes do mundo. Quase todos os países centrais ou países sérios procuraram copiar a legislação alemã. Nós, aqui, fizemos ao contrário. Na década de 80, tinha uma lei muito séria sobre o registro de produtos para abelhas e, hoje, não existe nada disso. Existe um faz de conta e ninguém dá maior importância a isso. No entanto, a atividade de apicultura no Brasil, na Argentina, é extremamente importante, não só porque é a produção que ela garante, também é uma mão de obra e um segmento da economia bastante avançado, principalmente em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

O imidacloprido foi recentemente banido de países europeus, mas ainda é utilizado no Brasil. Essa substância pode estar colaborando na mortandade das abelhas?

É um fungicida bastante utilizado no Rio Grande do Sul e deveria ser mais controlado as horas de aplicação dele para evitar danos. Principalmente as abelhas européias têm horário de vôo e, na Europa e nos Estados Unidos, na hora em que as abelhas estão camperiando, recolhendo o néctar e o pólen, não é permitido aplicar esses venenos. Com isso, se sanearia muito o problema, mas aqui, falar sobre isso é ser ecologista, reacionário, contra o progresso. Então, a jumência nacional não permite que se trate desses assuntos com seriedade.

Na última mortandade de abelhas registrada em Barra do Rio Azul, a Emater supõe que a causa seja o uso de formicidas. O senhor avalia que essa é a verdadeira causa?

Estão protegendo uma empresa e punindo os donos das abelhas que deveriam buscar defender os seus interesses. Então, acontece que passa o tempo, a pessoa não tem as análises, o juiz, ao sabor da lei, não tem culpa, mas vai ser julgado aquilo que está no processo. O maior problema que temos é esse compadrio que existe entre as empresas de agrotóxicos, as cooperativas, os órgãos públicos federais, estaduais e municipais e agregando a tudo isso uma ignorância total.

O uso de agrotóxico é a solução para acabar com a presença de formigas em excesso, como ocorreu em Barra do Rio Azul?

Sempre que uma formiga surge, esse é um campo novo e muito bonito, quem estuda isso é a biologia, aqui, no Brasil, ainda não vi ninguém falar sobre isso. Mas, geralmente, aqui, o pessoal quer matar formiga e não estudar formiga, apesar que no Brasil existem muitas. Existe uma ciência tecnológica chamada herbívora, que se dedica a estudar as relações entre as formigas e o ambiente onde elas se alimentam. Nós percebemos que uma formiga ataca uma planta quando ela está em desequilíbrio nutricional. Ou seja, a formiga não ataca gratuitamente uma espécie vegetal. Ela percebe que o vegetal está em desequilíbrio energético e, aí sim, ataca. O ideal é que se prepare, a partir desse ataque, um estudo para melhorar o solo, de energia, de nutrição dessas plantas e evitar o ataque. Não é feito assim, porque, no Brasil, não só a extensão rural, como a academia é subsidiada e subvencionada pelos interesses maiores de políticos e administradores no executivo, e legisladores para que seja utilizado o veneno. Nós deveríamos ter, como em outros países, um controle para evitar o desequilíbrio para evitar de usar o veneno. Mas o interesse aqui é que se gaste bastante veneno, se tenha bastante câncer, se provoque bastante devastação, porque isso faz crescer o PIB, a economia e toda a realidade nacional.

É possível praticar uma agricultura sem agrotóxico?

Hoje, a União Européia promove uma agricultura sem uso de veneno. Isso cresce assustadoramente. As próprias ONG’s subsidiadas pelos interesses das grandes empresas propõem uma agricultura sem uso de venenos. Nós deveríamos produzir com qualidade, no entanto, vemos alguns arremedos de propostas, fazendo de conta que estão fazendo agricultura orgânica, vivendo da bondade dos europeus ou dos norte-americanos e mantendo os interesses dos grandes conglomerados dos organismos multilaterais, tipo FAO, etc. Sim, na verdade construir uma alternativa ao uso de venenos, porque quem alimenta toda essa gente de ONG, na verdade, são dinheiros desviados em caixa dois das grandes empresas de veneno. E ai, fica muito difícil lutar contra essa realidade.

 



Escrito por Marino às 18h37
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PRÊMIO EXPRESSÃO DE ECOLOGIA

expressão

Parabenizo toda a equipe do Parque Nacional do Iguaçu pelo merecido prêmio. Em especial a duas importantes figuras: Jorge Pegoraro, Chefe do Parna Iguaçu que acreditou no trabalho de Carlos Alberto F. De Giovani, Coordenador do Programa aquaIGUAÇU, que rendeu a premiação. Quando ocupava o cargo de Superintendente do IBAMA/PR, o Carlos me apresentou esse programa, cujo desejo era de aplicá-lo no Parna Iguaçu. A chefia dessa unidade de conservação acatou a proposta e a colocou em prática. Os bons resultados estão sendo colhidos. Estou feliz e orgulhoso dessa equipe. Aos membros do programa aquaIGUAÇU, ao Pegoraro e ao Carlos, minhas felicitações. Leia abaixo a íntegra da carta dirigida à Chefia do parque. Marino Elígio Gonçalves.

 

 

Prezado

JORGE LUIZ PEGORARO

Chefe do Parque Nacional do Iguaçu

Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil.

 

É com satisfação que parabenizamos o PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU como vencedor do 16º Prêmio Expressão de Ecologia na categoria CONSERVAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS, com o “case” "PROGRAMA AQUAIGUAÇU".

 

O Prêmio Expressão de Ecologia surgiu em 1993, um ano após à Rio-92, e consolidou-se ao longo dos anos como a maior premiação ambiental da região Sul. A edição de 2008 teve o recorde histórico de 164 projetos participantes, a maior marca de inscrições em uma única edição dos 16 anos de existência do prêmio. Prova que o sucesso da premiação é um reflexo do aumento da consciência do setor produtivo sulista, que cada vez mais está inserindo a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável entre os seus objetivos estratégicos.

 

Isso serve ainda mais para valorizar a conquista da sua organização, que em 2008 teve que enfrentar a acirrada concorrência de projetos ambientais de toda região Sul, “cases” com extrema profundidade e qualidade.

 

Os “cases vencedores do 16º Prêmio Expressão de Ecologia serão retratados no Anuário Expressão de Ecologia 2008. Essa tradicional edição de ecologia, que estará em circulação a partir do mês de novembro, vai apresentar um panorama completo sobre as iniciativas em prol do meio ambiente na região Sul e os atuais debates acerca da questão ambiental.

 

Os vencedores serão homenageados em cerimônia de premiação que será realizada também em novembro. Maiores informações sobre data e horário específicos da cerimônia de entrega do prêmio serão enviadas posteriormente em convite oficial do evento.

 

Cordialmente,

Antonio Odilon Macedo

Coord. do Júri do Prêmio Expressão de Ecologia

http://www.expressao.com.br/ecologia (relação dos vencedores)

http://www.expressao.com.br/ecologia/frames/edicoes.htm (anuário)



Escrito por Marino às 11h55
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ENERGIA EÓLICA: BOA OPÇÃO

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Potencial da energia eólica no Brasil equivale a dez usinas Itaipu

Josette Goulart, Valor Econômico, 09/09/2008

Geração eólica esbarra no preço, mas companhias apresentam projetos - As empresas geradoras de energia eólica habilitaram cerca de 50 empreendimentos para o leilão de energia nova que será promovido pelo governo na próxima semana. Mas não se espera que elas de fato dêem garantias financeiras para vender seus projetos, já que o preço pela energia, oferecido no leilão, é baixo para remunerar o investimento.

O presidente da Associação das Empresas de Energia Eólica, Lauro Fiuza, diz que o grande número de projetos foi apresentado para dar um recado ao governo. “Nós temos projetos e estamos aqui no Brasil”.

O potencial de geração de energia eólica no Brasil é estimado hoje em 140 GW médios, o que equivale a dez usinas de Itaipu. E tamanho potencial e interesse das empresas geradoras já colocou nos planos do governo um leilão exclusivo para venda de energia eólica no próximo ano. Mas os projetos esbarram fortemente na questão do preço.

A energia eólica tem a vantagem de gastar zero de combustível, já que é movida pelos ventos, mas tem a desvantagem de exigir investimentos pesados. Essa é uma energia cara, que se colocada no sistema terá que ser paga pelo consumidor final.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, disse ontem, em seminário sobre energias renováveis promovido pela revista “Exame”, que a agência apoiará se for aprovada a realização de um leilão. Mas Kelman disse também ter dúvidas se é o melhor caminho fazer um leilão de energia eólica já em 2007.

“É um encargo a mais para o consumidor que já vai receber a conta do Proinfa de R$ 2,9 bilhões”, disse Kelman, lembrando o programa do governo que incentiva a geração de energias alternativas. “Pagando mais pela energia, o país se torna menos competitivo”.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, deixou claro, durante o evento, que a questão da modicidade tarifária será fortemente levada em consideração para definir os termos do leilão. “O preço-teto será tal que só as usinas eólicas mais eficientes vão poder entrar no leilão”, disse Tolmasquim. Mas ele afirmou também que o governo vai estudar alternativas para deixar as empresas competitivas.

A partir da próxima semana, a EPE começa a se reunir com empresários do setor para discutir as formas de se fazer o leilão, a exemplo do que ocorreu na preparação do leilão feito para as usinas que geram energia a partir da biomassa. O presidente da Abeólica diz que o governo não poderá somente apresentar o plano de um leilão, como aconteceu com a biomassa, mas um programa de geração de energia eólica. “Ninguém vai investir no Brasil sem a perspectiva de continuidade”.

O principal gargalo do setor está na compra de equipamentos. No Brasil, só existe uma geradora de pás eólicas, a Tecsis , que fica no interior de São Paulo.

Já existe a perspectiva de novos investimentos e no sábado a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, em sua primeira visita ao Brasil, inaugurou a primeira fábrica de geradores e turbinas para a produção de energia eólica da empresa Impsa, que pretende também fabricar pás eólicas. De acordo com Fiuza, é preciso que o país incentive a importação desses produtos.

Na questão preço, os defensores dos projetos lembram que hoje as usinas térmicas gastam tanto ou mais que a usina eólica. O presidente da Energias do Brasil, António Pita de Abreu, lembrou que nesse ano o preço da energia térmica chegou a R$ 200 o MW/h. Tolmasquim lembra, entretanto, que esses são projetos de 15 anos e o preço não pode ser medido com base em um ano em que as térmicas tiveram que ficar ligadas.

 



Escrito por Marino às 17h40
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BOMBA RELÓGIO NUCLEAR FLUTUANTE: A MAIS NOVA AMEAÇA RUSSA.

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A notícia abaixo é de arrepiar os cabelos. Quem poderia imaginar uma usina nuclear flutuando pelos oceanos do planeta? Pois bem, a Rússia quer fazer disso um grande negócio. Está em construção a primeira usina nuclear flutuante que será o protótipo para a construção em escala, caso encontre compradores pelo mundo. A difícil tarefa de preservar o planeta da destruição parece não afetar o mundo dos negócios. Que absurda é esta iniciativa, sobretudo, como bem frisado na matéria, em toda a parte se tem conflitos de todos os matizes o que torna tais usinas nucleares flutuantes alvos fáceis de qualquer atentado. As conseqüências disso serão desastrosas, primeiro, para os oceanos e depois para toda a humanidade. É preciso ficar atento e preparar reação contra essa absurda idéia de construção de bombas relógios nucleares flutuantes. Marino Elígio Gonçalves.

Rússia acelera a construção da primeira usina nuclear flutuante

Henrique Cortez, do EcoDebate, 10/09/2008

Se depender da Rússia, em breve estará em operação uma frota de usinas nucleares flutuantes (Floating Nuclear Power Plants, FNPP). A primeira unidade já está em construção, devendo entrar em operação comercial em 2010.

A primeira unidade, batizada como Academician Lomonosov, sob coordenação da agência nuclear russa (Russian Federal Atomic Energy Agency), iniciou sua construção em abril de 2007, no estaleiro Sevmash, do Russian State Centre for Nuclear Shipbuilding, em Severodvinsk. A unidade foi projetada para uma vida útil de 40 anos, ao custo de construção estimado em U$ 400 milhões.

O FNPP foi concebido para garantir oferta de energia elétrica em regiões remotas da Rússia e, de acordo com o projeto, se deslocará para a área de ancoragem final para operação, sem estar abastecido de combustível nuclear. O sistema é uma simbiose de navio nuclear com usina nuclear.

O projeto é um dos mais apavorantes para os militantes anti-nuclear, mas, de acordo com o chefe da agência nuclear russa, Sergei Kirienko, a usina nuclear flutante possui vários recursos de proteção, sendo mais segura do que uma usina nuclear terrestre.

O FNPP utiliza uma variante do reator de propulsão naval KLT-40, utilizado em submarinos nucleares. Era o sistema de propulsão do submarino nuclear Kursk, que naufragou no mar de Barents em 2.000. Mesmo com o naufrágio e o incêndio a bordo, os sistemas automáticos de proteção desligaram e selaram o reator, evitando um acidente nuclear.

Mesmo assim, ambientalistas temem o projeto, tendo em vista que um acidente nuclear de grande porte no oceano poderia ter conseqüências incalculáveis. Além do mais, o FNPP é mais vulnerável a ataques terroristas ou como alvo militar em caso de guerra.

A agência nuclear russa afirma que a operação do FNPP é suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes, substituindo usinas termelétricas que consumiriam 200 mil toneladas de carvão por ano. É uma variação do argumento de que a energia nuclear é “limpa” porque não emite gases estufa.

A Rússia já opera usinas termelétricas a carvão flutuantes e, no “apagão” de 2001 chegou a propor o arrendamento de algumas ao governo brasileiro. O novo projeto é um upgrade nuclear deste conceito.

O projeto, na realidade, foi concebido visando criar um mercado de exportação para as usinas nucleares flutuantes, para atender áreas isoladas de países do terceiro mundo, através de usinas pequenas e com baixos custos, o que aumenta, ainda mais, as preocupações dos ambientalistas e militantes anti-nuclear.

Uma frota de usinas nucleares flutantes em território russo já seria uma temeridade, mas espalhadas pelas áreas costeiras de países em desenvolvimento, em um planeta repleto de conflitos militares regionais, seria uma impensável ameaça, ao tornarem-se permanentes áreas de risco, como alvos preferenciais de ataques militares ou terroristas ou ambos.

 

 



Escrito por Marino às 16h22
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EM BUSCA DO BIG BANG: A CRIA NO LUGAR DO CRIADOR?

Salvatori di Nolfi/EFE

A notícia abaixo é fantástica e ao mesmo tempo aterradora. Até aonde pode o ser humano chegar? Confesso: estou pasmado com a notícia que li e reli várias vezes. Marino Elígio Gonçalves

 

Cientistas testam com sucesso máquina que tenta reproduzir o Big Bang

 

Folha Online, 10/09/2009

 

Quase 9.000 cientistas se reuniram nesta quarta-feira na fronteira entre a Suíça e a França para realizar o primeiro teste com o LHC (Grande Colisor de Hádrons), a máquina mais poderosa do mundo que tentará reproduzir o Big Bang, a explosão que deu origem ao Universo.

 

O teste realizado consistiu em atirar o primeiro feixe de prótons em um gigantesco túnel circular de pouco mais de 27 quilômetros de comprimento para observar a colisão das partículas e seus resultados. O equipamento tem como objetivo revolucionar a forma como enxergamos o Universo hoje.

 

Colocados no acelerador, os prótons deram uma volta completa no enorme túnel. O êxito do primeiro teste foi muito comemorado pelas dezenas de cientistas presentes na sala de controle do organismo, que aguardavam com expectativa o resultado.

 

"Tenho certeza de que funcionará", disse o diretor-geral do Cern, Robert Aymar, minutos antes do início do teste, em um ambiente ainda cheio de expectativa.

 

O diretor do projeto LHC, Lyn Evans, tinha anunciado antes que não era possível saber quanto tempo o feixe demoraria para colidir, o que ocorreu em pouco mais de 50 minutos.

 

Miniburaco negro

 

Uma grande apreensão tomou conta dos momentos iniciais antes do primeiro teste, conduzido por Evans. O grande temor por trás das pesquisas com o LHC são as notícias de que o experimento de colisões de hádrons (partículas como prótons e nêutrons) pela máquina poderia criar um "miniburaco negro" que engoliria a Terra.

 

"É irreal. Isso não faz sentido", disse James Gillies, o porta-voz do Cern (Organização Européia para Pesquisa Nuclear), organização responsável pelo LHC.

 

Por meio de testes com choques de prótons e nêutrons, os pesquisadores querem saber logo que segredos do Universo serão desvendados pelo aparelho, desde a origem da massa até a estrutura da matéria escura.

 

Situado sob a fronteira entre Suíça e França, a uma profundidade até 120 metros, o enorme colisor de partículas é constituído por 60 mil computadores e custou mais de US$ 10 bilhões.

 

Em entrevista à imprensa internacional, Gillies afirmou que o mais perigoso incidente que poderia ocorrer com o LHC é o equipamento se quebrar e acabar soterrado sob a Europa. Além disso, ele declarou que no estágio inicial o colisor só funcionará parcialmente, sendo que o potencial máximo do LHC só deverá ser alcançado após um ano.

 

"Nesta quarta-feira nós começaremos com pouco", disse. "O que nós estamos colocando para funcionar é uma pequena parcela de feixes a baixa intensidade. Isso nos dará experiência para conhecer melhor a máquina."

 

Somente depois do primeiro teste será possível saber se o maior acelerador de partículas do mundo funciona corretamente, mas os primeiros impactos das partículas não serão produzidos durante alguns meses. Só após esse tempo será iniciada a obtenção de dados.

 

Construção

 

A realização do LHC foi algo tão complexo quanto as experiências que devem ser feitas nele. "Primeiro, foi necessário construir a máquina no túnel, algo que começamos a fazer há muitos anos, e depois tivemos de aprender a resfriá-la", explicou o engenheiro espanhol Antonio Vergara Fernández.

 

"São quase 28 quilômetros de acelerador que precisaram ser resfriados a -271°C", afirma. "Isso começou a ser feito há quase um ano e meio, depois tivemos de conseguir acender a máquina e ver que todos os sistemas funcionavam, mas sem introduzir nenhuma partícula no acelerador."

 

Esse processo para verificar se a máquina estava pronta para receber os prótons "durou cerca de dois anos". O passo seguinte consistiu em preparar o feixe de prótons do mecanismo, para que entrassem no acelerador e pudessem colidir com outras partículas no túnel.

 

Está previsto para que o primeiro feixe de prótons comece a circular no acelerador no começo da manhã desta quarta. O objetivo do primeiro dia de funcionamento do LHC é conseguir que os prótons dêem uma volta em todo o anel gigante.

 

"No início, não conseguiremos. É um processo muito complexo", disse Vergara. "São 28 quilômetros e haverá defeitos que corrigiremos pelo caminho. Faremos o primeiro disparo, os prótons entrarão, se perderão, mas conseguiremos ver onde e como se perderam, e faremos as remodelações necessárias do controle central para depois voltarmos a tentar."

 

 



Escrito por Marino às 09h11
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GORDURA TRANS

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A cada dia que passa a ciência vem reafirmando os efeitos maléficos da gordura trans para o ser humano. Em alguns países os governos deram prazo para que as indústrias encontrem soluções saudáveis para substituir a gordura trans. No Brasil, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação – ABIA, com muita arrogância afirmou que a indústria não aceita qualquer prazo e em tom de ameaça ridicularizou o Ministro da Saúde e de resto todo o povo brasileiro. A matéria abaixo demonstra isso. Como cidadão que tem lutado por melhoria da qualidade de vida, sinto envergonhado da atitude desse indivíduo que acha que está acima do bem e do mal. Edmundo Klootz, esse é o nome daquele que pensa que pode sobrepujar a organização dos brasileiros. Aliás, o Governo Federal poderia divulgar quais são os produtos alimentícios que utilizam da gordura trans. Quem sabe, o povo brasileiro usando do bom e velho boicote, possa calar a boca desse sujeito. Marino Elígio Gonçalves.

 

Indústria diz que está longe de zerar a gordura trans

Riscardo Westin, da Folha de S.Paulo, 08/09/2008.

Fim da gordura trans é voltar à época da banha, diz indústria. Associação dos fabricantes ironiza proposta do Ministério da Saúde de eliminar esse ingrediente dos alimentos. A Organização Mundial da Saúde recomenda que um adulto não consuma mais que dois gramas de gordura trans por dia.

As indústrias rechaçam qualquer prazo para eliminar a gordura trans dos alimentos consumidos no país. O presidente da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), Edmund Klotz, reage com ironia ao comentar os planos do Ministério da Saúde de ver, em pouco tempo, o Brasil livre da mais danosa das gorduras.

“Se for fixado um prazo para acabar com a gordura trans, vamos ter de criar porco de novo e voltar à velha banha”, afirma Klotz. “Ainda não temos nada com um resultado final parecido com o dessa gordura.”

Neste ano, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, convocou os fabricantes e defendeu o modelo do Canadá, que deu três anos para que o ingrediente fosse banido.

“A nossa vontade é que, num curto prazo, nós possamos estar com 100% dos alimentos comercializados no Brasil sem gordura trans”, afirmou.
O empenho do ministro se justifica pelos gastos com o tratamento dos brasileiros que comem mal. Cerca de 168 mil pessoas foram hospitalizadas em 2007 em decorrência de acidente vascular cerebral -uma das conseqüências do colesterol alterado-, o que custou R$ 118 milhões aos cofres públicos.

Sem tempo
A indústria reagiu dizendo que os três anos são um prazo curto demais. “A substituição demanda testes e desenvolvimento de fórmulas”, afirma Fabio Acerbi, diretor de assuntos corporativos da multinacional Kraft Foods.

Já há alternativas para a gordura trans, como os óleos de girassol e de palma. O problema é que são mais caros e não são produzidos em grande escala. “E ainda temos o desafio de manter o sabor. Se você está acostumado com o seu biscoito e de repente sente um gosto diferente, você muda de marca”, diz Acerbi.

A gordura trans é ingrediente de boa parte dos alimentos industrializados. Está nos biscoitos, nos sorvetes, nas margarinas, nos requeijões, nas frituras, nos salgadinhos e até nas misturas para bolos.

Surgiu como uma alternativa -acreditava-se- mais saudável à gordura animal, por ser obtida de óleos vegetais. A gordura animal aumenta o LDL (o colesterol ruim) no sangue.

Mais que isso, a nova gordura foi amplamente adotada por ser pastosa, quase sólida, e não líquida. É o atributo que deixa a margarina cremosa e o biscoito crocante. Além disso, aumenta o prazo de validade e deixa o sabor mais agradável.

Alerta vermelho
Nos anos 90, porém, estudos científicos descobriram que a gordura trans é extremamente prejudicial à saúde. Mais até que a gordura animal. Além de aumentar o LDL, reduz os níveis de HDL (o colesterol bom).

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que um adulto não consuma mais que dois gramas de gordura trans por dia -quantidade que se alcança comendo três biscoitos recheados de morango.

Diante dos malefícios, a própria indústria tratou de reduzir os teores. No Brasil, o grande movimento se deu em 2006, depois que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tornou obrigatória a indicação, nas embalagens, da quantidade de gordura trans. Foi então que os brasileiros se deram conta dos excessos.

“Dois ou três anos atrás, estivemos no consumo máximo de gordura trans. Agora a indústria está cautelosa”, afirma a nutricionista Liandra Freitas Marquez Bernardes, da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais.

Três óleos vegetais apresentam nível alto de gordura

A informação “livre de gordura trans” pode enganar o consumidor. A entidade de defesa do consumidor Pro Teste analisou 21 marcas de óleos vegetais, tidos como mais saudáveis que os óleos de origem animal, e viu que três tinham níveis consideráveis da gordura.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a gordura trans não pode representar mais do que 2% das gorduras totais. A Pro Teste encontrou 4,62% no óleo de canola Sinhá, 3,05% no de girassol Camil e 2,07% no de milho Granfino.

A Camil disse que solicitou esclarecimentos ao fornecedor, na Argentina, e que “suspendeu preventivamente” as compras do produto. A Granfino respondeu que seus produtos já estão “em níveis melhores do que os do lote avaliado”. A Sinhá afirmou que não teria tempo para formular uma resposta.

Pelas normas, o alimento pode se promover como livre de gordura trans se não contiver, numa porção de 100 gramas, mais que 0,2 grama dessa gordura. A OMS alerta que o consumo dessa gordura não pode passar de dois gramas por dia.

Indústria da alimentação coloca em dúvida risco de gordura trans

O presidente da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), Edmund Klotz, afirma que os fabricantes concordam que é preciso tirar a gordura trans dos alimentos, mas não aceitam que o governo imponha prazos. “Ninguém está querendo envenenar ninguém. Esperamos descobrir a solução para a gordura trans em algum momento. Mas hoje não dá para falar em prazo”, afirma ele. Klotz, no entanto, diz não ter certeza se as gorduras trans realmente são prejudiciais à saúde. “A ciência pega um monte de rato e enche de margarina, o bicho morre entupido e conclui-se que a gordura trans faz mal. Pode até fazer mal, eu não sei.”

 

 



Escrito por Marino às 18h39
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SOJA TRANSGÊNICA

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A matéria abaixo revela o estudo feito sobre o avanço da soja transgênica no Brasil. O avanço, em anos anteriores, já tinha sido num ritmo bem maior do que no período de 2007/2008. No Cerrado há ainda resistência à utilização do grão geneticamente modificado. No Paraná também é verificado um menor avanço que em outros estados, graças a eficiência e produtividade do plantio convencional. O estudo é bastante revelador e a matéria em questão traz importantes dados que devem ser conhecidos. Marino Elígio Gonçalves.

Área com soja transgênica deve chegar a 58% do total

Alda do Amaral Rocha, Valor Econômico, 08/09/2008.

Na safra 2008/09, a área plantada com soja transgênica no Brasil deve alcançar 58% de um total de 21 milhões de hectares, de acordo com pesquisa realizada pela alemã Kleffmann da qual participaram 2.277 produtores de 14 Estados do país. Na safra passada, a 2007/08, o percentual destinado ao plantio de soja geneticamente modificada foi de 53%, conforme o levantamento AMIS - Agribusiness Marketing Information System, realizado pela empresa de pesquisas alemã.

O crescimento da área de soja transgênica já foi mais rápido de uma safra para outra. Em 2005/06, os transgênicos ocupavam 32% das terras com soja no país; no ciclo seguinte, a área cultivada com sementes modificadas cresceu para 51%, sempre conforme a empresa.

“Se pensarmos na velocidade [de crescimento] no Sul do Brasil, era de se esperar um crescimento mais rápido no oeste”, reconhece Lars Schobinger, presidente da Kleffmann no Brasil. É, pode-se dizer, o menor sucesso da soja transgênica na região do cerrado brasileiro que explica o ritmo menos acelerado no incremento da área com soja modificada nas duas últimas safras no país.

O interesse menor pelas variedades transgênicas nessa região está relacionado à produtividade. No cerrado, a soja convencional tem sido mais produtiva que a modificada. “O desafio das empresas é inserir os genes [de resistência ao herbicida glifosato] nas variedades mais produtivas. Isso não aconteceu até aqui”, comenta.

Schobinger afirma que já há sementes transgênicas mais adaptadas às microrregiões do cerrado. Contudo, elas “não são percebidas como as variedades mais produtivas”.

Ele observa também que, diferentemente dos produtores dos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, os da região Centro-Oeste do país são mais focados em produtividade que em custos. “No Sul, devido ao quadro de margens apertadas, o custo é o foco, mesmo que a produtividade seja menor”, afirma.

Outra razão para o menor entusiasmo em relação à soja transgênica (RR) resistente ao glifosato no Estados do cerrado é que na região o chamado “quadro” de ervas daninhas exige mais doses do herbicida (Roundup). Enquanto no Sul, são necessários dois litros por hectare, no cerrado são três litros.

A adoção da soja transgênica também foi mais rápida no Sul do país porque as variedades plantadas - no começo trazidas ilegalmente da Argentina - se adaptaram bem à região.

Levantamento da Kleffmann referente à safra 2007/08 mostra que no Rio Grande do Sul, 100% da soja plantada foi transgênica. Em Santa Catarina, alcançou 88% da área. No Mato Grosso, maior produtor de soja do país, a área com sementes modificadas foi de 28% na safra que acaba de ser colhida e no Mato Grosso do Sul, de 75%. Apesar de estar no Sul do país, a adoção da soja transgênica também é mais lenta no Paraná porque no Estado existem materiais convencionais muito produtivos, segundo Schobinger.

A pesquisa mostra ainda que o plantio de soja modificada alcançou 25% na Bahia na safra passada. Na região do chamado Mapito, o plantio ficou em 23% a 24% no Maranhão e Piauí e em 40% no Tocantins.

O levantamento revelou ainda que, em 2007/08, produtores que plantavam 71% da área de soja do Brasil já tinham uma parte de sua propriedade cultivada com transgênico. Com isso, o percentual de terras destinada à semente modificada ficou em 53%. Além disso, na safra 2007/08, a produtividade média da soja transgênica no país foi 5% menor (o equivalente a três sacas) que a do produto convencional.

 

 



Escrito por Marino às 18h14
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BOA NOTÍCIA

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Alga brasileira pode evitar a Aids

Cecilia MInner, Jornal do Brasil, 01/09/2008

Três substâncias obtidas a partir de algas marinhas comestíveis estão em estudo pré-clínico e podem se tornar anti-retrovirais de baixa toxicidade, capazes de inibir as três etapas de replicação do vírus HIV: a transcriptase reversa, a protease e a morfologia viral. As substâncias também poderão ser utilizadas para prevenir a contaminação da doença, com a aplicação de uma pomada microbicida nos genitais antes da relação sexual.

A pesquisa, iniciada em 1996 e elaborada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC) em conjunto com a Fundação Ataulpho de Paiva (FAP) e Universidade Federal Fluminense (UFF), analisou 22 compostos naturais encontrados na costa brasileira. A partir das substâncias selecionadas, a equipe planeja desenvolver medicamentos, via oral ou injetável, com baixos efeitos colaterais, para portadores de Aids resistentes aos anti-retrovirais existentes – há 17 tipos no mercado.

Os resultados preliminares do estudo, divulgados nesta sexta-feira, mostraram que em testes in vitro, as substâncias foram capazes de inibir a replicação do HIV em macrófagos e linfócitos, células envolvidas na resposta imunológica do organismo humano diante à infecção pelo vírus. Já nos testes feitos em camundongos, foi comprovado o baixo nível tóxico das substâncias.

– Este é o grande diferencial, já que os medicamentos disponíveis atualmente são eficazes, mas têm efeitos colaterais severos – explica o líder da pesquisa, o imunologista Luiz Roberto Castello Branco.

Cerca de 33 milhões de pessoas no mundo sofrem de Aids. No ano passado, 2,5 milhões foram infectadas no Brasil – a maioria das novas infecções são por relações extra-conjugais, geralmente cometidas por maridos que não usam preservativos e não concordam que suas mulheres usem também.

Assim, apostam os especialistas, o microbicida brasileiro será uma maneira das mulheres se prevenirem. Na forma de pomada ou gel incolor, elas poderão aplicar o remédio na vagina antes das relações sexuais. O efeito será de 12 horas.

– Mas a pomada deverá ser usada juntamente com o preservativo – alerta Valéria Laneuville.

A estimativa é de que as substâncias entrem na fase de teste clínico em 2010, e cheguem ao mercado em 2015. No caso de uma delas ser aprovada, já representaria uma economia de R$ 50 a 100 milhões ao ano para o país, que gasta, durante um mesmo período, mais de R$ 1 bilhão com royalties e compras de medicamentos no exterior, segundo Castello Branco.

 



Escrito por Marino às 17h30
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ARTIGO

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A ressurreição da floresta

Artigo de Fernando Reinach, O Estado de São Paulo, 04/09/2008

Natureza tem a capacidade de encolher, desaparecer e renascer

A maioria das pessoas associa a destruição de um ecossistema à morte de um ser vivo. Tal como um ser vivo não volta do mundo dos mortos, imaginamos que ecossistemas devastados jamais retornarão ao seu estado original. Isso é um engano, resultado da miopia temporal de um ser vivo cuja vida dificilmente passa de 100 anos.

Se vivêssemos milhões de anos, teríamos observado a floresta amazônica encolher, desaparecer e renascer diversas vezes. Muitos biólogos estudam o renascimento de ecossistemas devastados. Mas para isso é necessário encontrar locais onde toda a vida foi extinta e documentar seu reaparecimento. Um desses locais é a ilha Anak Krakatoa .

Em 1883, a explosão de um vulcão na ilha de Krakatoa, localizada entre Sumatra e Java, foi tão violenta que grande parte da ilha desapareceu. O tsunami gerado pela explosão matou 36 mil pessoas. A cratera ativa do vulcão ficou submersa no oceano. Em 1927, o acúmulo de lava foi suficiente para que o topo do vulcão aparecesse na superfície do mar.

A ilha desapareceu e reapareceu três vezes entre 1927 e 1930 e, desde então, aflorou definitivamente. Hoje seu topo tem 300 metros de altura. Anak Krakatoa (o filho de Krakatoa), tem mais de quatro quilômetros quadrados.

Desde 1930, nove meses depois do aparecimento da ilha, quando os primeiros biólogos constataram a completa ausência de seres vivos sobre a lava recém-resfriada (minto, a primeira expedição encontrou uma única e solitária aranha), times de ecologistas têm estudado como a vida recolonizou a rocha vulcânica.

Meses depois apareceram os primeiros fungos e microrganismos. Em uma década, algumas áreas estavam cobertas por uma savana rala, onde dominava a cana-de-açúcar (planta nativa da região). Depois vieram os insetos e, aos poucos as aves - e nos seus intestinos as sementes das espécies que não haviam sido trazidas pelos ventos ou pelo mar. Surgiram as primeiras florestas e, com elas, mais pássaros e morcegos. Ninguém sabe como os répteis e os caranguejos chegaram à ilha, mas eles estão lá.

No censo de 1980, foram identificadas mais de 140 espécies de plantas, 40 pássaros e centenas de insetos, e a biodiversidade continua a aumentar a cada ano. A descoberta de figueiras, cujas flores só são polinizadas por vespas que dependem das figueiras para viver, levou os pesquisadores a procurar, e finalmente encontrar, as primeiras colônias de vespas, o que levantou o debate sobre quem teria se estabelecido primeiro na ilha.

A história natural de Anak Krakatoa demonstra como a vida é resistente e capaz de recolonizar ambientes em que os ecossistemas foram totalmente devastados. O processo é longo, complexo e depende diretamente da existência de seres vivos em outros locais do planeta.

Esses experimentos corrigem nossa miopia temporal e demonstram que comparar ecossistemas a seres vivos pode nos conduzir a decisões equivocadas. Ecossistemas ressuscitam e isso deve ser lembrado às pessoas que defendem a idéia de que as regiões desmatadas da floresta amazônica devem ser liberadas, uma vez que sua regeneração seria tão impossível quanto ressuscitar um morto. Nada mais errado.

 

 

 



Escrito por Marino às 17h20
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GREENPEACE LANÇA NOVA CAMPANHA

google: coral/ser vivo marinho

Proteção dos Oceanos: Entre Nessa Onda

Você sabia que apenas 0,4% dos nossos mares estão protegidos?

 

E que 80% das espécies de peixes utilizadas comercialmente no Brasil estão ameaçadas de extinção?

 

A pressão em cima da biodiversidade marinha é enorme! Os números estão falando por si. Ficou preocupado? Nós também. E por isso, nesse mês, o Greenpeace lançou a campanha PROTEÇÃO DOS OCEANOS: ENTRE NESSA ONDA.

 

Produzimos um relatório e estamos pedindo que a população se engaje e exija do governo brasileiro uma atenção maior à conservação dos oceanos. Para isso precisamosde muito apoio! Precisamos que você entre nessa onda conosco!

 

Junte-se a nós e entre nessa onda!

 

www.greenpeace.org.br 

 



Escrito por Marino às 19h02
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