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10.000 ACESSOS. OBRIGADO!

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10.000 ACESSOS

 

Estou muito contente com a participação de todas e todos que têm acessado o meu blog. Neste mês de outubro foram completados mais de 10 mil acessos. Como sabem, a proposta de meu blog é repercutir os fatos e matérias relacionados com a questão ambiental, de modo a chamar a atenção, sobretudo, da sociedade civil organizada para a necessidade de sempre permanecer atenta e participar das decisões que afetam diretamente o meio ambiente. A idéia é ser protagonista e não mero espectador.

 

Nessa tarefa tenho feito minhas próprias manifestações, considerações, críticas e sugestões, bem como, simplesmente, publicado notícias, com ou sem comentários, deixando a todas e todos o exercício da reflexão e crítica.

 

O que tenho feito aqui em meu blog constitui uma pequena contribuição em prol da sustentabilidade. E, isso só tem razão de existir porque sei que espalhado por esse enorme Brasil existem muitas pessoas que sabem da importância de se proteger a Natureza e, nessa missão, dedicam a vida ou parte dela com ações em diversas áreas, utilizando-se de diversas ferramentas. Somos muito, o que precisamos é criar um meio de melhor se articular e agir.

 

Muito obrigado.

 

Marino Elígio Gonçalves  



Escrito por Marino às 11h34
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CRISE NO CONAMA?

Zuleika da Apromac/pessoal

A matéria abaixo retrata uma situação que há muito tempo vem incomodando as ONGs que têm forte comprometimento com a questão ambiental e que fazem parte do CONAMA. A atitude tomada pelas quatro organizações que assinaram carta enviada ao Ministro do Meio Ambiente constitui ato de respeito ao meio ambiente nacional e ao próprio CONAMA. Uma das signatárias da carta é a ONG paranaense APROMAC, cuja representante é Zuleica Nycz, conhecida militante ambiental, cujo caráter e responsabilidade atesto integralmente. Nunca me canso de divulgar que quando ocupei o cargo de Superintendente do IBAMA/PR, uma das principais personagens do movimento ambientalista do Paraná e do país era a Zuleika. A seriedade com que discute e encarna as questões ambientais me faz crer, mesmo sem ter tido acesso, ainda, ao conteúdo integral da carta, que tanto a APROMAC como as outras três ONGs que firmaram a referida estão certos. Às vezes, como dizia Gorki em sua obra “A mãe”, um bom vendaval é que estamos precisando. Minha solidariedade à Zuleika, à APROMAC e às demais ONGs que demonstraram coragem e destemor para defender o patrimônio ambiental brasileiro. Marino Elígio Gonçalves.

 

 

Quatro ONGs Ambientalistas do CONAMA: coragem para dizer NÃO a Minc

Relato de Alvaro de Angelis, 30 de Outubro de 2008, blog da Telma Monteiro

 

Participei na qualidade de observador das reuniões da bancada de ONGs do Conama com o ministro do Meio Ambiente, da Comissão Permanente do CNEA e do dia de hoje na Reunião Ordinária do Conama. E existem muitas considerações a serem feitas.

 

Na reunião com o Ministro, destaco a ação real de parte da bancada das entidades ambientalistas, que com coragem e o ônus da ação, manifestaram em carta ao Ministro, suas discordâncias dos encaminhamentos da política nacional do Meio Ambiente e do próprio Conselho Nacional do Meio Ambiente. Devemos registrar no livro de nossos tributos a posição conjunta da Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte - APROMAC, da Associação Mineira de Defesa Ambiental - AMDA, da Associação Etno-Ambiental, KANINDÉ e da Associação CAETÉS Cultura e Natureza, que assinaram carta ao Ministro do Meio Ambiente anunciando a SUSPENSÃO TEMPORÁRIA de suas atividades como membros conselheiros no CONAMA.

 

Recebidas pelo ministro Carlos Minc, estiveram presentes a maioria das ONGs eleitas da bancada ambientalista e mais as 2 indicadas pela Presidência, no auditório do Gabinete do MMA, quando a companheira Zuleica Nycz anunciou ao ministro a suspensão das atividades das 4 ONGs de luta da bancada ambientalista (APROMAC, KANINDÉ, AMDA e CAETÉS), pelas considerações e justificativas explicitadas na Carta assinada por essas 4 entidades, reivindicando uma AMPLA REFORMA DO CONAMA, o encerramento do processo de revisão do regimento interno em curso no CIPAM (que trabalha sem autorização do próprio Conama a revisão ampliada do regimento - na verdade um golpe contra uma reforma legítima e com participação ampla da sociedade civil, como querem as 4 ONGs de luta na carta entregue ontem ao ministro) e a paralisação dos licenciamentos irregulares ou polêmicos até maiores estudos - Madeira, Angra III e diversos outros do PAC.

 

O ministro disse que aceitava o pedido de suspensão, e também que "via com bons olhos" o pleito das 4 ONGs de Reforma do Conama, conforme reivindica a carta entregue e assinada pela AMDA, KANINDÉ, APROMAC e CAETÉS. Disse também que como presidente do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Rio de Janeiro (CONEMA), quando secretário naquele estado, trabalhou para "melhorar as proporcionalidades dos segmentos e operacionalizar o conselho para sua maior efetividade" - palavras do ministro. E que sendo assim, as ONGs assinantes da Carta poderiam preparar-lhe uma minuta concisa para sua avaliação e encaminhamento junto a Casa Civil do governo.

 

Portanto, para essas 4 ONGs valorosas e de luta, que assumiram o ônus de uma ação mais firme e incisiva, fica o gosto bom do fruto instantâneo do anúncio da suspensão, que foi a aceitação pelo ministro da reivindicação de uma ampla reforma na estrutura e nas competências, além da melhor operacionalização das câmaras técnicas e grupos de trabalho do Conselho Nacional do Meio Ambiente, o Conama.

 

Fica também o registro, triste, da não adesão das demais 7 ONGs eleitas, que acabaram não endossando suas entidades parceiras e que, ao invés de somarem, subtrairam um importante apoio às 4 ONGs de luta do Conama, que tiveram a silenciosa ausência de solidariedade na hora de enfrentar as feras e suspenderem as atividades até obter um canal de diálogo à altura dos seus trabalhos pelo meio ambiente e a população. O canal foi criado a partir da carta e agora está aberto. O próximo passo é a apresentação por parte da APROMAC, AMDA, KANINDÉ e CAETÉS, de uma minuta justificada para a edição de Ato do Ministério do Meio Ambiente para instauração do processo da Reforma Conama. Minuta essa que com certeza será socializada com todas as redes ambientalistas diretamente interessadas, para discussão conjunta e início de uma nova forma de representar o interesse socioambientalista nos institutos de participação política. 

 

Fica o registro da decepção do movimento com a não solidariedade das entidades que se negaram a assinar a carta - temerosas de não ser essa a "melhor estratégia" para se combater as incoerências e idiossincrasias do Conama. Que se expliquem as entidades que não assinaram a carta as listas socioambientalistas, e principalmente a lista do CNEA, porque deixaram 4 valorosas entidades e seus não menos valorosos representantes sozinhos na batalha. Quais são mesmos suas justificativas?

 

São elas:

 

1 - IMARH (MA) / ASPOAN (PE) - Região Nordeste

2 - GERC (BA) - Região Nordeste

3 - BICUDA (RJ) - Região Sudeste

4 - NOVOS CURUPIRAS (PA) - Região Norte,

5 - OCA BRASIL (GO) - Região Centro-Oeste

6 - ICV (MT) - Região Centro-Oeste

7 - VIDÁGUA (SP) - Região Sudeste

 

 



Escrito por Marino às 11h04
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BLOG DO CARLOS GIOVANNI

blog carlos giovanni

Fiquei feliz em saber que o amigo Carlos Alberto Ferraresi de Giovanni também está com um blog. O Carlos Giovanni é o chefe da Rebio das Perobas localizada nos municípios de Tuneiras d`Oeste e Cianorte. É um dos servidores do Instituto Chico Mendes mais ativos no Paraná. Além de chefiar uma UC Federal ele desenvolve o Programa Aqua Iguaçu de análise e qualidade ambiental. O foco atual são os rios que cortam o Parque Nacional do Iguaçu, mais especificamente o Rio Floriano cuja qualidade da água é referência para qualificar a pureza das águas no Paraná. Quando fui Superintendente do IBAMA/PR fiz gestões para trazê-lo para o nosso estado. Eu estava certo e a sua dedicação, inclusive como objeto de estudo da própria área que hoje é a Rebio da Perobas, o credenciou a chefiá-la.

 

O Carlos Giovanni ainda mantém um periódico eletrônico que divulga na internet notícias importantes sobre as UCs, o Instituto Chico Mendes e aquelas relativas ao meio ambiente.

 

Aos meus queridos leitores e leitoras eu recomendo o blog do Carlos Giovanni . O endereço é www.carlosdegiovanni.blogspot.com

 

Dou as boas vindas ao Carlos Giovanni e ele pode ter certeza de que será fonte de consulta diária.

 

Marino Elígio Gonçalves

 



Escrito por Marino às 19h37
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O NOVO INIMIGO DO SETOR DE TRANSGÊNICOS

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A matéria abaixo revela qual é o novo alvo a ser eliminado da Legislação brasileira: o símbolo “T” que identifica os produtos que possuem transgênicos. O setor da indústria alimentícia é muito poderoso e está incomodado com o símbolo, pois pode provocar na população consumidora um despertar para a qualidade dos produtos. É bom a sociedade brasileira ficar atenta. A obrigação pela identificação dos produtos que se utilizam de OGMs (organismos geneticamente modificados) ou simplesmente, de transgênicos, constitui uma das conquistas mais importantes da cidadania brasileira, que tem o direito de saber o que está consumindo. Como consumidores que pagam pelo que consomem, todos temos o direito de escolher o que consumir. Se alimentos com transgênicos, se com produtos convencionais ou se orgânicos. Ninguém pode tirar esse direito. Fiquemos atentos. Marino Elígio Gonçalves.  

 

O símbolo que identifica os produtos que contêm transgênicos tornou-se uma preocupação para as empresas de alimentos

Por Melina Costa , Revista EXAME, Edição 0929, 16/10/2008, EcoDebate.

O “T” da questão - Quando o governo brasileiro decidiu rotular os alimentos feitos com matéria-prima transgênica, escolheu um símbolo que não passasse despercebido. Trata-se de uma letra “T” inserida em um triângulo amarelo que vem acompanhado de inscrições como “Produto feito a partir de transgênico”. O desenho e as cores lembram de imediato os sinais de alerta usados para identificar material radiativo ou lixo hospitalar. A medida é, de longe, a mais radical já tomada por um governo. Até a União Européia, que reúne os países mais rigorosos do mundo em matéria de plantas geneticamente modificadas, contentou-se apenas com uma discreta frase na embalagem, como as que avisam que o produto contém glúten, açúcar ou adoçante. Passados cinco anos da decisão de rotular os transgênicos do Brasil, o que deveria ser apenas um recurso para informar os consumidores menos atentos transformou-se no terror dos departamentos de marketing das grandes empresas de alimentos - em especial as que usam soja como matéria-prima, a principal planta transgênica cultivada no país. Preocupadas com o prejuízo que o “T” pode trazer à imagem de seus produtos, as companhias têm se esforçado para escapar das atuais regras. “O símbolo passa claramente a seguinte imagem: ‘Cuidado! Esse alimento é perigoso!’ Quem quer isso no seu produto?”, diz Edmundo Klotz, presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia).

 

 

 



Escrito por Marino às 18h48
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QUANTO CUSTA A POLUIÇÃO DO AR?

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Estudo inédito da USP analisa a qualidade do ar em seis regiões metropolitanas e conclui que o maior vilão ambiental é a frota de veículos

Junia Oliveira, Correio Braziliense, 26/10/2008.

A má qualidade do ar custa pelo menos US$ 1 bilhão - cerca de R$ 2,3 bilhões - aos cofres públicos brasileiros a cada ano, principalmente com as mortes ou tratamento de doenças associadas direta ou indiretamente à poluição. O valor está no primeiro estudo latino-americano a quantificar o estrago financeiro causado pelos gases tóxicos emitidos na atmosfera. A conclusão é fruto de uma análise exclusiva dos dados das primeiras avaliações de um dos centros de pesquisas mais importantes do mundo - o Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo (USP). As informações são referentes a seis regiões metropolitanas do país: Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.



Escrito por Marino às 18h30
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ARTIGO DE FREI BETTO

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Peço desculpas

Frei Betto, 25/10/2008, blog Balaio do Kotscho

 

Estou gravemente enfermo. Gostaria de manifestar publicamente minhas escusas a todos que confiaram cegamente em mim. Acreditaram em meu suposto poder de multiplicar fortunas. Depositaram em minhas mãos o fruto de anos de trabalho, as economias familiares, o capital de seus empreendimentos.Peço desculpas a quem assiste às suas economias evaporarem pelas chaminés virtuais das Bolsas de Valores, bem como àqueles que se encontram asfixiados pela inadimplência, os juros altos, a escassez de

crédito, a proximidade da recessão.

 

Sei que nas últimas décadas extrapolei meus próprios limites. Arvorei-me em rei Midas, criei em torno de mim uma legião de devotos, como se eu tivesse poderes divinos. Meus apóstolos - os economistas neoliberais - saíram pelo mundo a apregoar que a saúde financeira dos países estaria tanto melhor quanto mais eles se ajoelhassem a meus pés. Fiz governos e opinião pública acreditarem que o meu êxito

seria proporcional à minha liberdade. Desatei-me das amarras da produção e do Estado, das leis e da moralidade.

 

Reduzi todos os valores ao cassino global das Bolsas, transformei o crédito em produto de consumo, convenci parcela significativa da humanidade de que eu seria capaz de operar o milagre de fazer brotar dinheiro do próprio dinheiro, sem o lastro de bens e serviços. Abracei a fé de que, frente às turbulências, eu seria capaz de me auto-regular, como ocorria à natureza antes de ter seu equilíbrio afetado pela ação predatória da chamada civilização.

 

Tornei-me onipotente, supus-me onisciente, impus-me ao planeta como onipresente. Globalizei-me. Passei a jamais fechar os olhos. Se a Bolsa de Tóquio silenciava à noite, lá estava eu eufórico na de São Paulo; se a de Nova York encerrava em baixa, eu me recompensava com a alta de Londres. Meu pregão em Wall Street fez de sua abertura uma liturgia televisionada para todo o orbe terrestre. Transformei-me na cornucópia de cuja boca muitos acreditavam que haveria sempre de jorrar riqueza fácil, imediata, abundante.

 

Peço desculpas por ter enganado a tantos em tão pouco tempo; em especial aos economistas que muito se esforçaram para tentar imunizar-me das influências do Estado. Sei que, agora, suas teorias derretem como suas ações, e que o estado de depressão em que vivem se compara ao dos bancos e das grandes empresas.

 

Peço desculpas por induzir multidões a acolher, como santificadas, as palavras de meu sumo pontífice Alan Greenspan, que ocupou a sé financeira durante dezenove anos.

 

Admito ter ele incorrido no pecado mortal de manter os juros baixos, inferiores ao índice da inflação, por longo período.

 

Assim, estimulou milhões de usamericanos à busca de realizarem o sonho da casa própria. Obtiveram créditos, compraram imóveis e, devido ao aumento da demanda, elevei os preços e pressionei a inflação.

 

Para contê-la, o governo subiu os juros e a inadimplência se multiplicou como uma peste, minando a suposta solidez do sistema bancário. Sofri um colapso. Os paradigmas que me sustentavam foram engolidos pela imprevisibilidade do buraco negro da falta de crédito. A fonte secou.

 

Com as sandálias da humildade nos pés, rogo ao Estado que me proteja de uma morte vergonhosa. Não posso suportar a idéia de que eu, e não uma revolução de esquerda, sou o único responsável pela progressiva estatização do sistema financeiro.

 

Não posso imaginar-me tutelado pelos governos, como nos países socialistas. Logo agora que os Bancos Centrais, uma instituição pública, ganhavam autonomia em relação aos governos que os criaram e tomavam assento na ceia de meus cardeais, o que vejo?

 

Desmorona toda a cantilena de que fora de mim não há salvação.

 

Peço desculpas antecipadas pela quebradeira que se desencadeará neste mundo globalizado. Adeus ao crédito consignado!

 

Os juros subirão na proporção da insegurança generalizada. Fechadas as torneiras do crédito, o consumidor se armará de cautelas e as empresas padecerão a sede de capital; obrigadas a reduzir a produção, farão o mesmo com o número de trabalhadores.

 

Países exportadores, como o Brasil, verão menos clientes do outro lado do balcão; portanto, trarão menos dinheiro para dentro de seu caixa e terão que repensar suas políticas econômicas. Peço desculpas aos contribuintes dos países ricos que vêem seus impostos servirem de bóia de salvamento de bancos e financeiras, fortuna que deveria ser aplicada em direitos sociais, preservação ambiental e cultura.

 

Eu, o mercado, peço desculpas por haver cometido tantos pecados e, agora, transferir a vocês o ônus da penitência.

 

Sei que sou cínico, perverso, ganancioso. Só me resta suplicar para que o Estado tenha piedade de mim. Não ouso pedir perdão a Deus, cujo lugar almejei ocupar.

 

Suponho que, a esta hora, Ele me olha lá de cima com aquele mesmo sorriso irônico com que presenciou a derrocada da torre de Babel.

 



Escrito por Marino às 18h18
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BLOG DO JORGE PEGORARO

blog do pegoraro

Blog de Jorge Luiz Pegoraro, chefe do Parque Nacional do Iguaçu.

 

Navegando pela internet fui parar num blog de amigo. Era o de Jorge Pegoraro, chefe do Parque Nacional do Iguaçu com quem tive o prazer de trabalhar quando ocupei o cargo de Superintendente do IBAMA/PR.

 

Gostei muito da proposta de seu blog e o recomendo a todas e todos os leitores de meu blog. O endereço é www.jorgepegoraro.blogspot.com.

 

Dou as boas vindas ao Pegoraro e ele pode ter certeza de que será fonte de consulta cotidiana.

 

Marino Elígio Gonçalves

 



Escrito por Marino às 18h36
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PRIMEIRO CONCURSO PÚBLICO DO ICMBio

mma

 

O MMA tem sofrido severas críticas em relação às Unidades de Conservação Federais que, embora criadas, não dispõem de estrutura e nem de pessoal para cuidá-las. Daí a denominação pejorativa de “Parques de papéis”, ou seja, existem no papel, mas não se efetivam na prática em razão das deficiências anteriormente referidas. O anúncio do primeiro concurso público para contratação de servidores, cuja matéria em questão relata, não deixa de ser um alento, mesmo diante da enorme demanda apresentada ao recém criado Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. Como em situações anteriores vivenciada pelo próprio IBAMA, antes da sua divisão, o anunciado concurso público prioriza somente a região da Amazônia. É certo que lá trava-se uma sangrenta batalha pela proteção, mas não posso deixar de me referir, por exemplo, ao estado do Paraná em que nos últimos anos protagonizou verdadeira guerra para aprovar a criação de cinco novas UC´s federais. Estive envolvido nesse episódio e sei da importância dos atos de criação destas UC´s. A questão é que todas elas continuam sofrendo com a falta de estrutura e de pessoal. Quem sabe o MMA e a direção do ICMBio, nos próximos concursos, possam lembrar do Paraná e de suas UC´s que, igualmente, merecem ser cuidadas. Marino Elígio Gonçalves.

  

Sai edital do concurso para contratação de servidores para o ICMBio

 

extraído do blog de Jorge Luiz Pegoraro, 22/10/2008

 

O Cespe (Centro de Seleção e Promoção de Eventos) da UnB (Universidade de Brasília) divulgou nesta terça-feira (21) o edital do concurso para a contratação de servidores efetivos para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). São 175 vagas para o cargo de analista ambiental, sendo nove reservadas aos portadores de deficiência.

 

A remuneração inicial é de R$ 2.956,17, acrescida de gratificações. As inscrições só podem ser feitas pela internet (http://www.cespe.unb.br/concursos/icmbio2008), no período de 27 deste mês (próxima segunda-feira) a 19 de novembro. Esse é o primeiro concurso público para o provimento de vagas do ICMBio.

 

Vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, o órgão foi criado no ano passado para gerir as unidades de conservação (UCs) federais – 299 no total.

 

Atualmente, dispõe de 1.600 servidores lotados em Brasília e nos estados. As vagas abertas nesse processo seletivo são reservadas apenas para os estados da região amazônica – Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Rondônia e Roraima.

 

Para concorrer, os interessados devem ter diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível superior, fornecido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação. As provas serão realizadas no dia 8 de fevereiro de 2009 em Belém (PA), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Macapá (AP), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC) e São Luís (MA).

 

Na inscrição, o candidato deve optar pela cidade onde realizará as provas e pela Unidade Federativa para a qual concorrerá à vaga.

 



Escrito por Marino às 18h13
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ÁGUA MINERAL X ÁGUA "TORNERAL"

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EUA: água engarrafada com resíduos de desinfetantes, fertilizantes e medicamentos

Henrique Cortez, EcoDebate, 21/10/2008

A indústria promove a água engarrafada como símbolo de saúde e pureza, mas um estudo realizado pelo Environmental Working Group, encontrou resíduos de desinfetantes, fertilizantes e medicamentos em amostras colhidas em 5 estados norte-americanos (Carolina do Norte, Califórnia, Virginia, Delaware, Maryland e Distrito de Columbia). As amostras continham níveis de contaminação acima dos limites legais..

Ao contrário da água de torneira, que é avaliada pelos órgãos reguladores e que deve dar publicidade às informações da qualidade da água distribuída, a água engarrafada, nos EUA, não é obrigada a dar publicidade das informações de qualidade. A indústria apenas declara que segue os mesmos padrões definidos para a água de torneira.

A publicidade do setor e a enorme diferença de preço por litro entre a água engarrafada e a da torneira pode iludir o consumidor no sentido de que está consumindo um produto com mais elevados padrões de qualidade e pureza, o que pode não ser verdade.

Os estudos realizados pelo Environmental Working Group indicam que, na verdade, a qualidade e a pureza da água engarrafada podem não ser confiáveis.

No caso brasileiro, a famosa água mineral natural não é mais segura do que a água de torneira, pelo simples fato de que a água de torneira é tratada e a água mineral natural não é.

Pode-se discutir que a água de torneira tenha problemas de sabor e coloração, mas a maioria de seus “benefícios” não pode ser comprovada. É mais uma questão de marketing do que de saúde real.

Na maioria das capitais brasileiras a água de torneira é adequadamente tratada, sendo segura para o consumo. Seus resultados de análise de qualidade e segurança são públicos e corretamente fiscalizados. Nem sempre podemos dizer o mesmo em relação à água engarrafada.

Vejam, por exemplo, a matéria “Análise de águas engarrafadas revela diferenças dos níveis de flúor informados nos rótulos”, na qual, pesquisadores descobriram que boa parte das águas engarrafadas e comercializadas na cidade de São Paulo possui níveis de flúor acima do permitido, diferente do que é informado nos rótulos. Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Ciências Biológicas da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP revelou que entre 229 amostras, de 35 marcas diferentes, 19% (44 amostras) continham mais 0,8 miligramas de flúor por litro (mg/L). “De acordo com a lei municipal 12.623/98, é proibida a comercialização na cidade de águas engarrafadas com níveis de flúor superiores a 0,8 mg/L”, lembra a coordenadora da pesquisa, professora Marília Afonso Rabelo Buzalaf. Matéria de Antonio Carlos Quinto, acquinto@usp.br, da Agência USP de Notícias.

O artigo “água engarrafada: O consumo supérfluo”, de Rogério Grassetto Teixeira da Cunha também é muito esclarecedor.

Além do fato de não ser mais segura ou saudável, a água engarrafada é uma insanidade ambiental, se consideramos todos os seus impactos ambientais, tais como decorrentes da extração, do transporte e seus resíduos finais sob forma das trágicas garrafas PET. Isto sem falar que um litro de água engarrafada é milhares de vezes mais cara do que um litro de água tratada.

 

 

 



Escrito por Marino às 11h46
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BOA INICIATIVA

Sema/Curitiba

Prefeitura cadastra novas árvores imunes ao corte

População pode sugerir árvores que serão preservadas.
Árvores serão escolhidas pela raridade, espécie e fator histórico.

Sema/Curitiba – 22/09/2008

A Prefeitura de Curitiba está ampliando a lista de árvores que serão imunes ao corte. Os curitibanos poderão indicar árvores que serão preservadas por causa do porte, espécie, raridade, beleza, história ou da importância com a comunidade local. Atualmente, a cidade tem 21 árvores imunes ao corte, que foram definidas em 1991.

As indicações serão analisadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Uma equipe formada por seis profissionais das áreas de Agronomia, Biologia e Engenharia Florestal fará a vistoria das árvores indicadas. Algumas árvores já foram selecionadas pela Prefeitura e já passaram por vistorias para serem incluídas na lista.

O coordenador-técnico de Fauna e Flora da Secretaria, Alfredo Vicente de Castro Trindade, avisa que não há limites para inclusão na lista de árvores imunes de corte. Porém, na avaliação, é verificada a saúde da árvore e avaliado o local em que ela se encontra. Caso a árvore comprometa fiação área, obstrua a sinalização e a visão do trânsito ou esteja no local de ampliação da rede viária, ela pode ser descartada. Quando for decretada que a árvore será imune ao corte, ela não poderá ser cortada. A poda será vistoriada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Para participar, basta enviar a sugestão para a o e-mail da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (smma@smma.curitiba.pr.gov.br).

 



Escrito por Marino às 19h25
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