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PRA QUE SERVE A NATUREZA?

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Reservas Ambientais, Reservas do Imaginário

Maria Rita Kehl (enviado por Ana Lizete)

 

- Doutor, eu gostaria que o senhor me explicasse prá que serve uma Onça-Pintada?

 

A pergunta foi dirigida a meu irmão, ardente defensor das causas ambientalistas, pelo "barbeiro" da cidadezinha do interior onde mora. O cara, exaltado, foi além: uma Onça-Pintada não serve para nada, doutor -a não ser prá comer o gado de uns pobres sitiantes.

 

Não entendo por que esse pessoal da cidade faz tanto barulho quando se mata uma Onça. Se uma Onça-Pintada não tem mesmo serventia nenhuma neste mundo, o que dizer de uma reserva ecológica inteira? São terras preciosas

para o plantio, ou para empreendimentos turísticos, ou para a implantação de pólos industriais, são milhões de reais - ou de dólares - convertidos em quê? Em mato, doutor.

 

Mato e bicho do mato. Que serventia tem gastar tanto espaço e dinheiro preservando mato?

 

Nenhuma, eu diria. Colocadas as coisas nesses termos, os termos dos nossos tempos neoliberais, uma reserva ecológica não serve mesmo pra nada. Não dá lucro, não movimenta o mercado, não se compra nem se vende. Uma inutilidade. Mas tento pensar o contrário - o que seria de nós, num planeta que só refletisse a nossa cara, a cara do homem e de sua civilização?

 

Suponhamos que o problema dos recursos naturais, das chuvas, do clima, se resolvesse em laboratório e num futuro de ficção científica o homem não precisasse mais preservar nem a Amazônia - a ciência nos forneceria o necessário à vida, ainda que a terra inteira estivesse urbanizada, ou desertificada, tanto faz. Neste caso, a inutilidade da Onça-Pintada, dos Gorilas, do Boto, dos Golfinhos e todo o seu ecossistema estaria mais do que provada.

 

Danem-se os bichos e suas exigências tão antifuncionais, nós somos os reis da criação. Viveremos muito bem com galinhas de granja, verduras de estufa e gado sintético. Um mundo mais limpo. Mais asfaltado. O clima regulado por satélites. Não vai ser bom?

 

Mas, instintivamente, esta idéia nos provoca horror.

 

Não é racional, o horror. Talvez chegue mesmo o dia em que a humanidade não precise da natureza em estado bruto para sobreviver. No entanto, acho que não poderemos sobreviver sem ela. As reservas naturais, mesmo para quem nunca saiu de um apartamento na avenida Paulista, são reservas do nosso imaginário.

 

Mesmo quem nunca pisou na Antártida ou na Amazônia sabe que habita um planeta onde vivem Araras e Pinguins, onde existem grandes florestas e grandes geleiras, onde nem tudo tem a cara da nossa civilização.

 

Precisamos das reservas naturais como reservas de mistério, de desconhecido, reservas para nosso fascínio e nosso medo. Reservas de escuridão. Já pensaram que a escuridão total, completa, de uma noite sem lua e sem estrelas, é quase uma desconhecida para a maioria de nós?

Reservas de silêncio, como no deserto. Reservas de cheiros estranhos, que nos remetem a um mundo sem humanidade, o mundo das nossas origens perdidas no tempo. Reservas de memória, da memória da espécie, impossível de se guardarem computador. Reservas para o inconsciente.

 

Reservas de humildade, onde devemos ser lembrados da insignificância de nossa condição no universo. Reservas de instintos, de pulsões, de fúria, de desamparo. Nós não seríamos humanos se não existissem as grandes reservas naturais.

 



Escrito por Marino às 10h15
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A VELHA NOVELA DOS PNEUS USADOS

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Conama adia decisão sobre destinação de pneus velhos

Ascom/MMA, Paulenir Constancio, 26/11/2008

 

Foi adiada para março de 2009 a decisão do Conselho Nacional do Meio Ambiente, Conama, que obriga o mercado a dar destinação ambientalmente adequada às 12 milhões de carcaças de pneus usados que o consumidor brasileiro utiliza anualmente. Um pedido de vistas da ONG Planeta Verde, para que as responsabilidades conjuntas possam ser melhor avaliadas, foi aprovado pelo órgão. Até lá, espera-se uma decisão que possa apertar o cerco à poluição representada pelo setor, já que a resolução tramita em regime de urgência e deverá ser incluída na pauta imediatamente posterior.

 

A decisão trata, além da deposição adequada, da quantidade e do destino dos pneus usados e, ainda, do papel de cada um dos envolvidos na cadeia produtiva. O prazo para que a ONG se manifeste é de 30 dias, mas pode ser adiado por mais 15, data próxima à da reunião ordinária do Conama.

 

Mas não é somente a destinação da produção nacional que preocupa o governo. Duas decisões, uma no Judiciário e outra na Organização Mundial do Comércio, estão sendo aguardadas ainda para este ano. Deve entrar na pauta do Supremo Tribunal Federal, antes do recesso forense, o julgamento de Argüição de Inconstitucionalidade (Adin) que pode pôr fim à guerra de liminares que hoje permitem a importação.

 

Apesar de proibida, esses fornecedores conseguem trazer pneus usados para o País graças a decisões favoráveis de alguns tribunais, sob o argumento de que estão destinando as carcaças a processos de reciclagem. Porém, no entendimento do Ministério do Meio Ambiente, deve ser aplicado aqui o critério que vale na Europa e outros países desenvolvidos, de que o lixo deve ser reprocessado próximo a sua origem.

 

Já na OMS, está prevista para a reunião do dia 17 análise de recurso dos exportadores de pneus velhos que argumentam quebra do princípio do livre comércio. O Brasil ganhou a primeira batalha no organismo multilateral que aceitou o argumento e agora aguarda o resultado final dos entendimentos, esperando que a decisão seja mantida e que a proibição seja estendida aos países do Mercosul.

 

 



Escrito por Marino às 10h15
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PARAGOMINAS EM CHAMAS - ARTIGO

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Paragominas em chamas

Artigo do Jornalista Rogério Almeida, EcoDebate, 27/11/2008

Amazônia - o muque como forma de aplacar a diferença

 “…na América Latina, não raramente se protege os algozes e se difama as vítimas”, afirma o premiado escritor manauara Milton Hatoum, hoje radicado em São Paulo, em análise a um colega sobre a elite local. Escritos sobre a história e sociologia não deixam dúvidas quanto ao privilégio como seiva do caráter da mesma, tão afeiçoada ao erário público.

Não fossem as verbas da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), muita gente que posa de bacana hoje estaria à míngua. São elucidativas as observações do mulato suburbano e porrista, Lima Barreto, sobre os vícios da nascente República, na obra os Bruzundangas. “Não há quem não queira deixar para os seus parentes, mulheres e amantes, generosas pensões”, dispara Barreto num trecho.

A apropriação do Estado sempre foi estratégica para a elite local. Como perceber a truculência dos madeireiros de Paragominas, nordeste do Pará, senão nessa perspectiva? A dita elite local tornou comum o uso da truculência para aplacar a diferença e manter ações ilegais. O histórico de chacinas e assassinatos de camponeses e seus aliados esclarecem a trajetória do mundo rural amazônico.

O estopim para a destruição da sede do IBAMA e o saque da madeira

A ação violenta contra agentes do governo em Paragominas não inaugura o histórico da truculência. Num passado não muito remoto os madeireiros expulsaram uma equipe na região de Altamira, sudoeste do estado. Os agentes tiveram o hotel onde se alojavam cercado e foram gentilmente convidados a se retirar. Em Tailândia fez um ensaio geral, e alcançou a apoteose em Paragominas.

A violência em Paragominas foi motivada em oposição à operação Rastro Negro, contra agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que fiscalizavam carvoarias e a exploração madeireira ilegal nas terras do povo Tembé. O saldo foi a sede do instituto em Paragominas incendiada, o hotel onde estavam hospedados os agentes depredado, quatro carros queimados e 14 caminhões com de 400 metros cúbicos madeira roubados.

Edílson Tembé, dirigente indígena, em encontro em Belém no mês passado, alertou sobre a pressão de fazendeiros e madeireiros sobre as terras e a floresta do povo indígena no município de Paragominas.

Ao lado do sul do Pará, Paragominas foi um dos berços em que se cevou a União Democrática Ruralista (UDR), braço da intolerância dos ruralistas criado pelo goiano Ronaldo Caiado, e que fez fama com a fomentação de chacinas e execuções de camponeses e seus aliados. Numa obra que registra a presença da UDR no Pará, a professora Marcionila Fernandes (1992) indica a presença de famílias tradicionais do setor cafeeiro de Minas Gerais e São Paulo.

Nas observações de Fernandes registram-se a presença dos irmãos Lincoln e Luiz Bueno, paulistas do celeiro dos cafeicultores, aportados na região desde a década de 1970. “Um pioneiro” tem sido esse o amparo de gestos mais largos para a manutenção do poder. A que tudo e todos devem se submeter. Onde não há espaço para a diferença.

Lanari, Quagliato e os paranaenses Bannach são outros troncos de família que deram forma a UDR no Pará com o endosse entre os paraenses de Asdrúbal Bentes e empresas como o Grupo Marcos Marcelino, Estacon. A Associação Rural da Pecuária do Pará (ARPP) encontra-se no DNA da União. A ARPP, outro dia premiou a empresa Agropecuária Xinguara, como pecuarista do ano.

 



Escrito por Marino às 10h10
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SELVAGERIA E BANDIDAGEM CONTRA O IBAMA, NO PARÁ

ibama

 

Escritório do IBAMA em Paragominas, no Pará, é atacado e MMA pede intervenção da Força Nacional de Segurança

A imprensa nacional divulgou cenas do atentado ao escritório do Ibama, em Paragominas, PA, ocorrido no último dia 24. O escritório foi destruído por 3 mil pessoas a mando de madeireiros. Também incendiaram vários carros oficiais, roubaram caminhões carregados com toras e ameaçaram a integridade física dos funcionários do órgão. O Ibama tenta conter o desmatamento na Região Norte do país.

As notícias dão conta de que os “manifestantes” ficaram muito insatisfeitos com as apreensões realizadas durante a Operação Rastro Negro, do Ibama, para combater a produção, transporte e comércio ilegal de carvão vegetal no Pará.

Durante o ato criminoso foram usados tratores e pás carregadeiras, inclusive para invadir o hotel em que estavam hospedados fiscais responsáveis pela operação. O intento só não foi atingido, graças a rápida atuação da Polícia Militar.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, solicitou ao ministro da Justiça, Tarso Genro, apoio da Força Nacional de Segurança para intervir naquele município paraense e anunciou que o MMA não vai recuar nas ações para combater os crimes ambientais. Disse que irá intensificar as ações e punir os responsáveis.

 



Escrito por Marino às 10h50
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ARTIGO DE MARINA SILVA

arquivo pessoal

Biocombustíveis, não por acaso

Artigo de Marina Silva, Folha de São Paulo, 24/11/2008

 

GANDHI DISSE ser muito difícil medirmos todas as conseqüências de nossa ação, mas que, se não agirmos, nunca poderemos medi-las. O Brasil está sendo medido, na questão dos biocombustíveis,  porque agiu. Há mais de 30 anos iniciamos a trajetória que resultou no etanol de cana-de-açúcar e numa experiência e conhecimentos acumulados únicos no mundo. Apostamos na tecnologia, tivemos competência para viabilizá-la em escala comercial e a transformamos em janela de sustentabilidade na produção de energia, até que os biocombustíveis de segunda geração se imponham.

 

Não por acaso estamos sempre em foco quando se fala de biocombustíveis. Não por acaso a conferência internacional, encerrada na semana passada em São Paulo, atraiu representantes de governos, cientistas, técnicos e organizações da sociedade de mais de cem países. O Brasil foi repetidamente citado pelos participantes como referência no tema.

 

Partindo desse patamar positivo, deveríamos estar à vontade para enfrentar críticas, até porque elas ajudam a identificar problemas e desafios para aperfeiçoar a cadeia produtiva dos biocombustíveis no país. Mas, como se viu na conferência, ainda há quem se incomode com esse debate, por trás do argumento de que críticas externas são manifestações da agenda oculta de interesses comerciais competidores.

 

Em respeito a nossas próprias conquistas, é preciso valorizar a discussão dos problemas, quando eles são reais. Do esforço para superá-los é que se alimentará a posição brasileira de vanguarda no setor. Afinal, o que nos interessa não é propaganda, e sim uma nova narrativa para nossa produção, em momento de crise ambiental global.

 

Antes, a maioria das pessoas adotava apenas critérios técnicos e estéticos para escolher produtos. Havia pouca ou quase nula preocupação pelas condições ambientais e sociais neles embutidas. Agora, cresce o número dos que exigem mais do que tecnologia e design; querem valores humanos e ambientais. Deveria ser de nosso interesse estimular essa postura de consumo, para quaisquer produtos e especialmente para os biocombustíveis, que tem um DNA brasileiro tão forte.

 

As críticas externas e internas terão sempre uma certa margem de contaminação pelos diferentes interesses em jogo, mas não podem ser tomadas, por isso, como ruído indesejável. Em mais de 30 anos, seria quase impossível não se ter formado um passivo. Enfrentá-lo significa estabelecer um ponto de inflexão atualizado e estratégico para manter, em novos termos, a enorme vantagem comparativa alcançada.

 



Escrito por Marino às 10h16
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LIVRO REVELA SEGREDOS DA MONSANTO COM OS SEUS GRÃOS MALDITOS

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Autora do livro “O Mundo Segundo a Monsanto” diz que sua obra “dá muito medo”.

Extraído do portal EcoDebate, 24/11/2008, Agência EFE

A jornalista francesa Marie-Monique Robin, que acaba de publicar na Espanha um ensaio sobre a multinacional de sementes transgênicas Monsanto, à qual acusa de práticas “mafiosas”, diz que não sabe se seu livro “é de terror, mas dá muito medo, pois, infelizmente, tudo o que está lá é verdade”.

“Le Monde Selon Monsanto” (”O Mundo Segundo a Monsanto”) é o irônico título escolhido para um livro no qual a jornalista denuncia, com documentos inéditos e testemunhos de muitas “vítimas”, a “impunidade diabólica” desta multinacional americana que comercializa “produtos tóxicos”, afirma a autora em entrevista à Agência Efe.

As acusações de Robin a Monsanto são infinitas: vender sementes geneticamente modificadas que não demonstraram sua inocuidade tóxica e que têm de ser tratadas com adubos e pesticidas da mesma empresa, igualmente tóxicos, em um ciclo monopolístico.

Segundo a especialista, este ciclo não acaba somente com a biodiversidade do local onde é implantado, mas também não garante melhores colheitas e empobrece os terrenos.

A jornalista se reuniu durante três anos com políticos, camponeses e cientistas, alguns dos quais sofreram na própria pele o “efeito Monsanto”.

Muitos deles sofreram represálias e foram despedidos devido às investigações sobre o risco dos produtos geneticamente modificados e outros adquiriram algum tipo de câncer pelo contato com eles.

A companhia, lembra Robin, comercializa 90% dos cultivos transgênicos do mundo, com 8,6 bilhões de euros (US$ 10,7 bilhões) de faturamento em 2007.

É a maior vendedora de sementes na América Latina, Ásia, Estados Unidos e Canadá, e entre seus “feitos” químicos está a fabricação do “agente laranja”, um devastador pesticida utilizado pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.

Robin afirma que a multinacional tem dezenas de processos penais contra ela no mundo todo, devido a problemas de saúde gerados por seus produtos, mas também por causa de práticas de monopólio.

Segundo a jornalista, a multinacional se comporta como uma estrutura saída da mente de George Orwell - autor do livro “1984″, que retrata um regime autoritário de uma sociedade de vigilância -, já que tem uma “meta totalitária e monopolística” e utiliza métodos muito semelhantes aos da máfia.

O livro faz um percurso pelas relações entre os políticos encarregados de redigir a regulamentação sobre transgênicos e as empresas do setor, com casos de membros da administração pública nos EUA que, após promover leis permissivas a estes produtos, para reduzir os testes toxicológicos, passaram para o outro lado, um inclusive como “vice-presidente” da multinacional.

 



Escrito por Marino às 12h31
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OLHA A DENGUE AÍ GENTE!!!

google: aedes egypti - mosquito transmissor da dengue

Ministro da Saúde faz alerta sobre a dengue

Durante evento em que o Ministério da Saúde apresentou o Mapa da Dengue no Brasil, o ministro Temporão afirmou que, mesmo diante da melhora dos índices sobre a contaminação pelo aedes egypti, mosquito transmissor da dengue, a doença exige alerta constante e ações contínuas.  E fez um apelo aos novos prefeitos: “É importante que os prefeitos que se reelegeram e aqueles que vão assumir o cargo em janeiro dêem prioridade ao combate à dengue para evitar surtos e óbitos pela doença”.  E, fez  o mesmo para a população brasileira em geral: “A população também deve contribuir colocando areia nos pratos dos vasos de planta, verificando se a caixa d’água está bem tampada, se a calha está desobstruída, eliminando a água parada em piscinas, não acumular lixo, entre várias outras medidas simples e eficazes”.  O recado está dado, de modo, que a participação de todos é imprescindível. Não se pode permitir que pessoas morram porque não se teve a decência de ter o cuidado necessário com o armazenamento de água que serve de criadouro para o mosquito da dengue. Cada um pode fazer a sua parte. As informações foram extraídas do sítio oficial do Ministério da Saúde. Marino Elígio Gonçalves.

 

 



Escrito por Marino às 12h17
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ESTRADA BOIADEIRA

google: eng. Felomena Sandri

Estrada Boiadeira: Ong ambientalista chama a atenção para esse importante tema a ser abordado em Audiência Pública

 

Prezados(as) Associados(as), Ambientalistas e Amigos(as)

 

Segue o mapa da Estrada Boiadeira, para conhecimento e reforço da AUDIÊNCIA PÚBLICA, com o debate no dia 24 de novembro, às 19 horas, na Sede do Sindicato Rural, nesta cidade.

 

Haverá uma proposta encaminhada assinada pelas entidades, inclusive CMMA, AEANOPAR e ADEMA considerada, entre as 3 apresentadas pelo DNIT, a que menos pode acarretar impactos à APA DO RIO PIAVA é a que está parte em AZUL e parte em vermelho, passando próximo ao nome de UMUARAMA, que será a proposta ITEM 3 do DNIT, na reunião.

 

Esta ficaria então, contornando a APA DO RIO PIAVA, e que traria a impossibilidade de construções comerciais ou industriais, pelo lado da APA  e as galerias seriam desviadas para o lado da cidade.

 

Esta proposta, da forma como o DNIT apresenta,  necessita ser re-formatada, pois está inadequada e com interferências na área urbana da nossa cidade.

 

Durante reunião do CMMA, concordamos em apoiar esta que passa na cabeceira da APA e não aquela que corta  a futura ampliação de abastecimento, pois as interferencias dentro da APA foram consideradas perigosas e poluentes pelas galerias de águas pluviais que correrão necessariamente para aqueles fundos de vales preservados.

 

No primeiro instante de chuva, são levados para as galerias os depositos sólidos orgânicos e químicos na rodovia, provocando uma poluição em torno de 50% de DBO e DQO de uma estação de tratamento de esgoto, uma ETE, segundo bibliografia existente.

 

Nós Umuaramaenses, não queremos inviabilizar a ESTRADA BOIADEIRA, que é tão conhecida e requisitada pela nossa região.

 

Queremos um prazo estendido, para que este TRECHO 02, entre Icaraíma e Cruzeiro do Oeste possa ser melhor elaborado e discutido e que não traga graves problemas ambientais à nossa futura captação e mais importante ainda, para as nossas gerações futuras.

 

Não queremos que este atraso inviabilize os recursos do PAC, que já estão destinados à CONSTRUÇÃO DE RODOVIAS, com uma crise que se avizinha.

 

Se existir a possibilidade, ainda cogitou-se de melhorias na rodovia PR 323, que passa ao largo de nossa cidade para que permaneça naquele trajeto, em substituição ao TRECHO 02, com as melhorias que a muito se fazem necessário.

 

Aquelas pessoas e entidades que quiserem assinar o documento podem dar um responder a este e-mail, encaminhando esta solicitação para que possamos recolher as assinaturas.

 

NÃO DEIXEM DE COMPARECER À ASSEMBLÉIA PÚBLICA.

 

Eng. Felomena Sandri - AEANOPAR

 

 



Escrito por Marino às 17h12
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FISCAIS PARA AS UCs FEDERAIS

Carlos Giovanni

Curso prepara servidores do Chico Mendes para atuarem como fiscais em UCs Federais

 

Extraído do blog do Carlos Giovanni, 20/11/2008

 

Cento e noventa novos Fiscais! Este é o número de Servidores que o ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade capacitará em 2008, para exercer a Fiscalização nas Unidades de Conservação (UCs) Federais.

 

A IV Turma encerrará seu treinamento no próximo dia 6 de dezembro. Com etapas à distância e presencial (esta se estendendo por três semanas), o Curso de Fiscalização do ICMBio dá novo rumo à fiscalização ambiental, focando tópicos relacionados ao cuidado, defesa e monitoramento da Biodiversidade a partir das UCs.

 

Módulos como Estratégia de Proteção, Planejamento Estratégico, Legislação Ambiental, Gerenciamento de Conflitos, Monitoramento em UCs, entre outros, dão uma conformação específica e objetiva ao Curso e capacita (ou atualiza) os Servidores a realizar suas atividades cotidianas com mais propriedade e conhecimentos.

 

Carlos De Giovanni, engenheiro químico, contribuiu ministrando o Módulo “Fiscalização de Atividades Potencialmente Poluidoras e Degradadoras".

 

Após aprovação em Teste Psicotécnico, os Servidores são avaliados em suas capacidades em portar armas, através do severo Curso de Abordagem, Armamento e Tiro, ministrado pelos Instrutores Bastos, Azevedo e Miralha, do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF), e Apoena e Rodrigo, do ICMBio, onde, certamente, todos os “intruendos” agradecem a oportunidade de tê-los como instrutores e amigos!

 



Escrito por Marino às 17h59
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DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

povo de ruanda

VIVA ZUMBI DOS PALMARES

Extraído do blog Povo de Aruanda

Feriado em algumas capitais como Rio de Janeiro em São Paulo, celebra-se no próximo 20 de novembro o dia da Consciência Negra. A data foi escolhida em 1995 por ocasião dos 300 anos na morte de Zumbi dos Palmares, líder quilombola morto por bandeirantes e tido como mártir dos abolicionistas. Por mais que sua imagem esteja diretamente associada ao Quilombo dos Palmares, Zumbi não participou da fundação comunidade auto-sustentável formada por escravos fugidos dos canaviais brasileiros.

A palavra quilombo tem origem nos termos “kilombo” ou “ochilombo”, da língua falada ainda hoje por diversos povos Bantos que habitam a região de Angola. Originalmente, a palavra designava apenas um acampamento utilizado por populações nômades ou em deslocamento.

Os quilombos eram povoados de resistência e seguiam os moldes organizacionais da república. Entretanto, alguns historiadores defendem que muitos quilombos, inclusive o de Palmares apresentava uma certa hierarquia monárquica, semelhante ao modelo tribal de muitos povos africanos.

O quilombo dos Palmares localizava-se na Serra da Barriga, no Estado de Alagoas. Estima-se que tenha sido fundado 1580, por escravos fugitivos de engenhos das Capitanias de Pernambuco e da Bahia. Formado por inúmeras vilas ou mocambos - espécies de cidades cercadas, como as da idade média - o quilombo dos Palmares chegou a ter cerca de 20 mil habitantes.

Zumbi nasceu em um dos mocambos de Palmares em 1655. Ele era neto de Aqualtune, princesa congolesa que foi vendida como escrava. Aos seis anos de idade, Zumbi sobreviveu a um ataque ao quilombo. Sua vida foi poupada e entregue padre jesuíta português António Melo. Rebatizado “Francisco”, Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim.

Mas, menos de 10 anos depois, Zumbi fugiu e voltou a Palmares. Aos poucos ele se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos 20 anos. Foi nessa época, em 1678, que o então governador da Capitania de Pernambuco ofereceu um acordo a Ganga Zumba, tio de Zumbi e líder dos Palmares.

Pela proposta do governador, liberdade de todos os escravos fugidos estava garantida se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa. Ganga Zumba aceitou a proposta, mas Zumbi não, e desafiou a autoridade do tio. Prometendo manter a luta à Coroa, Zumbi tornou-se o novo líder dos quilombolas. Uma outra corrente de historiadores defende que a passagem de comando deu-se de forma natural já que em muitas tribos africanas, a sucessão era de tio para sobrinho e não de pai para filho.

Zumbi manteve-se líder de Palmares por 15 anos. Até que em 6 de fevereiro de 1694, a capital de Palmares, o mocambo do Macaco, foi destruída pelo grupo liderado pelo bandeirante paulista Domingos Jorge Velho. Um ano antes, o bandeirante assinara um acordo com o governador de Pernambuco, o Marquês de Montebelo, as condições para a invasão e destruição do quilombo.

No ataque, Zumbi foi ferido, mas conseguiu refugiar-se nas matas. Pouco se sabe sobre os quase dois anos que Zumbi passou refugiado. Estima-se que, em companhia de outros negros, tenha tentado erguer um novo quilombo, como o de Palmares, mas sem sucesso.

Até que em 20 de novembro de 1695, após ter sido supostamente por Antônio Soares, um antigo colaborador, Zumbi foi encurralado e morto pelo capitão Furtado de Mendonça em seu esconderijo, provavelmente localizado na Serra Dois Irmãos, onde hoje é o Ceará.

Zumbi teve sua cabeça cortada e entregue ao governador de Pernambuco, Caetano de Melo e Castro, que ordenou que fosse colocada em praça pública. Com a medida, Castro esperava acabar com a crença de alguns negros sobre a imortalidade de Zumbi. O ato também apaziguaria os ânimos dos fazendeiros que cobravam ações da Coroa contra a fuga de escravos.

Em março do ano seguinte, o mesmo Castro comentou o fato com o Rei em uma carta. “Determinei que pusessem sua cabeça em um poste no lugar mais público desta praça, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os Palmares.”

Apesar das tentativas da Coroa Portuguesa, a figura de Zumbi continuou cercada de misticismo e bravura, e ainda hoje é cultuada.

 

 



Escrito por Marino às 12h18
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LICENÇA AMBIENTAL DE USINAS NO RIO MADEIRA: REAÇÃO DE ONGs E MOVIMENTOS SOCIAIS

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Reação da sociedade civil organizada contra a liberação da licença ambiental de Usinas no Rio Madeira

Manifesto extraído do Blog Telma Monteiro, 17/11/2008.

A
MINISTRO DE MEIO AMBIENTE SR. CARLOS MINC

MINISTRO DE MINAS E ENERGIA SR. EDISON LOBÃO

MINISTROS DA JUSTIÇA SR. TARSO GENRO

PRESIDENTE DA FUNAI SR. MÁRCIO MEIRA

PRESIDENTE DO IBAMA SR. ROBERTO MESSIAS FRANCO

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

CONSELHO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE
IMPRENSA

As Organizações e Movimentos Sociais abaixo assinados, que defendem a Sustentabilidade da VIDA (IMV, KANINDÉ, MAB, MST, MPA, CIMI, RECID, CPT, CJP, ADA-AÇAÍ, GTA, COIAB, FOIR, ECOA, MHF, CASA, REDE BRASIL FRENTE INSTITUIÇÕES MULTILATERAIS), denunciam que o descaso do IBAMA e FUNAI que ignora suas próprias informações referente à presença de terras e povos indígenas isolados nas áreas de influência das usinas do Madeira pode levar ao etnocídio de Povos indígenas isolados e exigem anulação do processo de licenciamento.

A pressão a que o IBAMA tem sido submetido para a concessão das licenças ambientais, da usina de Santo Antonio ou a “parcial” da usina de Jirau, por parte dos Consórcios MESA e Madeira Energia (ENERSUS) colabora fortemente para a violação dos direitos fundamentais da pessoa humana. Nesse sentido, o Consórcio Enersus ameaçou não mais construir a hidrelétrica de Jirau caso a licença não saísse até dia 31 de outubro de 2008, para não perder a tal da “janela hidrológica” (Fonte: Valor Econômico – 29/10/08).

Como se não bastasse, o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, também tem “ameaçado” conceder a licença para o início das obras, sob pena da construção de mais térmicas a carvão. Somando-se ao coro da pressão, o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, “ameaça” a sociedade com a construção de novas usinas atômicas para forçar o Ibama a emitir a licença “parcial” da usina de Jirau.

Há um esforço orquestrado entre empresários e ministros, para viabilizar o “desmanche” da legislação ambiental, com a conivência do presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, que concedeu duas licenças ilegais, a Licença Prévia das duas hidrelétricas e a Licença de Instalação da usina de Santo Antônio. Agora comete mais um crime ao assinar (em 13/11/08) a Licença de Instalação Parcial dos canteiros de obras e ensecadeiras para a UHE Jirau, sem estudos sócio-ambientais da alteração proposta pelo Consórcio vencedor e sem colocar em discussão na sociedade, em Audiência Pública, conforme prevê a legislação de licenciamento, comprometendo a sobrevivência física e cultural dos indígenas com ou sem contato na região. Como contrapartida, segundo Ministro Minc, o consórcio terá que adotar espécies em extinção como o tamanduá-bandeira, o tatu canastra, a onça pintada e o boto vermelho (Agência Brasil, 13/11/08). Mas, e as populações tradicionais, os indígenas isolados, quem os protegerá?

Todo esse processo conduzido à revelia dos movimentos sociais e dos ambientalistas, denunciado amplamente pela sociedade civil durante as audiências públicas de 2006, quanto à não menção de terras indígenas demarcadas e omissão da presença de Índios Isolados no EIA/RIMA elaborado por Furnas e Odebrecht, pode significar a responsabilização do Governo brasileiro por etnocídio indígena denunciado.

Com as mudanças internas na administração da FUNAI foi possível tornar pública a completa desconsideração da presença dos Índios Isolados, de mais 17 Terras Indígenas a jusante das duas hidrelétricas e outras ignoradas no corredor do Sistema de Transmissão.

O ofício da Fundação Nacional do Índio (Funai) encaminhado ao Ibama, em outubro de 2006, deixa explícito entre outras coisas: (i) que os estudos apresentados contemplam insuficientemente o componente indígena para o Complexo Hidrelétrico do Madeira, e, portanto, nos manifestamos (a Funai) contrariamente à emissão das Licenças Prévias para os empreendimentos das AHE’s Santo Antônio e Jirau; (ii) pede audiências públicas especificas para os grupos indígenas a serem realizadas em Terras Indígenas; (iii) que há diversas Terras Indígenas na área de influência do corredor do Sistema de Transmissão Jirau - Santo Antônio - Cuiabá que deveriam também ser objeto de estudos ambientais; (iv) que os estudos devem considerar todas as terras indígenas na bacia do rio Madeira e no corredor do Sistema de Transmissão e não apenas aquelas próximas aos empreendimentos; (v) que outro aspecto importante é a presença de Índios Isolados na área de influência do Complexo do Madeira, a 14 quilômetros da Usina de Jirau, conforme denúncia da própria Funai.

Outro documento elaborado pela Coordenação Geral de Índios Isolados – CGII da FUNAI, datado de julho de 2008, vem reforçar as diversas manifestações de resistência da Campanha Popular Viva o Rio Madeira Vivo, da COIAB e GTA. Esse documento é um Plano de Trabalho para atividades previstas para as regiões onde há referências de Índios Isolados que sofrerão as interferências da UHE Santo Antônio. O texto revela que “os grupos de índios isolados e as terras onde habitam, passíveis de serem atingidos, pelas usinas, estão localizados à margem esquerda do rio Madeira, nas áreas Jacareúba/Katawixi e Mujica Nava/Serra Três Irmãos, em duas referências geográficas, no estado do Amazonas; e à margem direita, nas áreas no rio Candeias e nos igarapés Oriente, Formoso e Cachoeira do Remo (região das Terras Indígenas Karipuna e Karitiana e FLONA Bom Futuro), em três referências geográficas, no estado de Rondônia”.

Consta desse documento da Funai, que dentre as 69 (sessenta e nove) referências existentes de Índios Isolados, 05 (cinco) estão na área de abrangência da UHE Santo Antônio, nos Estados de Rondônia e Amazonas, muitas delas em áreas de franco processo de invasão, a exemplo da Jacareúba/Katawixi.

Diante da existência destes documentos, exigimos que o Ministério Público Federal e demais instâncias de foro nacional e internacional, usem de todos os instrumentos legais para paralisar as obras e anular o processo de licenciamento do Complexo Madeira (hidrelétricas e sistema de transmissão) face ao desrespeito à Convenção 169 da OIT, às leis de nosso País, por afrontar o Direito à Vida dos Povos tradicionais, atingidos e ameaçados pelas obras. É inadmissível que em pleno século XXI sejamos agentes do etnocídio de povos desprotegidos, para dar sustentação ao capital especulativo que se mostra doente.

Defendemos que os Povos e o Rio Madeira continuem Vivos!

Águas para a Vida e não para a Morte!

Porto Velho RO, 14 de novembro de 2008.

 

 



Escrito por Marino às 23h04
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ESTUDO PÕE EM LADOS OPOSTOS O ETANOL E PRODUÇÃO DE ALIMENTOS

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Estudo confirma que a expansão do etanol traz riscos à produção de alimentos no Brasil

EcoDebate, 18/11/2008

A expansão do etanol no Brasil pode causar prejuízo à produção de alimentos no país. É o que afirma relatório elaborado pelo conjunto de organizações denominado Plataforma BNDES, que monitora socialmente as ações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

O estudo foi editado pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e será divulgado hoje (18), no seminário internacional Agrocombustíveis Como Obstáculo à Construção da Soberania Alimentar e Energética, evento que se realizará em paralelo à Conferência Internacional de Biocombustíveis, em São Paulo.

 

 



Escrito por Marino às 22h54
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ARTIGO DE LEONARDO BOFF

arquivo pessoal

 

Não desperdiçar as oportunidades da crise

 

Leonardo Boff, nov/2008 (enviado por Pedro Ivo Batista)

 

Face ao cataclismo econômico-financeiro mundial se desenham dois cenários: um de crise e outro de tragédia. Tragédia seria se toda a arquitetura econômica mundial desabasse e nos empurasse para um caos total com milhões de vítimas por violência, fome e guerra. Não seria impossível, pois o capitalismo, geralmente, supera as situações caóticas mediante a guerra.

 

Ganha ao destruir e ganha ao reconstruir. Somente que hoje esta solução não parece viável pois uma guerra tecnológica liquidaria com a espécie humana; só cabem guerras regionais sem uso de armas de destruição em massa.

 

Outro cenário seria de crise. Para ela, não acaba o mundo econômico, mas este tipo de mundo, o neoliberal. O caos pode ser criativo, dando origem a outra ordem diferente e melhor. A crise teria, portanto, uma função purificadora, abrindo espaço para uma outra oportunidade de produção e de consumo.  

 

 Não precisamos recorrer ao idiograma chinês de crise para saber de sua significação como risco e  oportunidade. Basta recordar o sânscrito matriz das línguas ocidentais.

 

Em sânscrito, crise vem de kir ou kri que significa purificar e limpar. De kri vem também crítica que é um processo pelo qual nos damos conta dos pressupostos, dos contextos, do alcance e dos limites seja do pensamento, seja de qualquer fenômeno. De kri se deriva outrossim  crisol, elemento químico com o qual se limpa ouro das gangas e, por fim,  acrisolar que quer dizer depurar e decantar. Então, a crise representa a oportunidade de um processo critico, de depuração do cerne: só o verdadeiro fica, o acidental cai sem sustentabilidade.

 

Ao redor e a partir deste cerne se constrói uma outra ordem que representa a superação da crise. Os ciclos de crise do capitalismo são notórios. Como nunca se fazem cortes estruturais que inaugurem uma nova ordem econômica mas sempre se recorre a ajustes que preservam a lógica exploradora de base, ele nunca supera propriamente a crise. Alivia seus efeitos danosos, revitaliza a produção para novamente entrar em crise e assim prolongar o recorrente ciclo de crises.

 

A atual crise poderia ser uma grande oportunidade para a invenção de um outro paradigma de produção e de consumo. Mais que  regulações novas, fazem-se urgentes alternativas. A solução da crise econômica-financeira passa pelo encaminhamento da crise ecológica geral e do aquecimento global. Se estas variáveis não forem consideradas, as soluções económicas, dentro de pouco tempo, não terão sustentabilidade e a crise voltará com mais virulência.

 

As empresas nas bolsas de Londres e de Wall Street tiveram perdas de mais de um trilhão e meio de dólares, perdas do capital humano. Enquanto isso, segundo dados do Greenpeace, o capital natural tem perdas anuais da ordem de 2 a 4, trilhões de dólares, provocadas pela degradação geral dos ecossistemas, desflorestamento, desertificação e escassez de água. A primeira produziu pânico, a segunda sequer foi notada. Mas desta vez não dá para continuar com o business as usual.

 

O pior que nos pode acontecer é não aproveitar a oportunidade advinda da crise generalizada do tipo de economia neoliberal para projetar uma alternativa de produção que combine a preservação do capital natural com o capital humano. Há que se passar de um paradigma de produção industrial devastador para um de sustentação de toda a vida.

 

Esta alternativa é imprescindível, como o mostrou corajosamene François Houtart, sociólgo belga e grande amigo do Brasil, numa conferência diante da Assembleia da ONU em 30 de outubro do corrrente ano: se não buscarmos uma alternativa ao atual paradigma econômico em quinze anos 20% a 30% das espécies vivas poderão desaparecer e nos meados do século haverá cerca de 150 a 200 milhões de refugiados climáticos. Agora a crise em vez de oportunidade vira risco aterrador.

 

A crise atual nos oferece a oportunidade, talvez uma das últimas, para encontrarmos um modo de vida sustentável para os humanos e para toda a comunidade de vida. Sem isso poderemos ir ao encontro da escuridão.

 

Leonardo Boff é teólogo e escritor de vários livros.

 



Escrito por Marino às 12h08
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