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FÉRIAS

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Meus amigos e amigas leitores. A partir de hoje estarei em férias por 15 dias. Pretendo continuar alimentando esse espaço, mas é possível que não encontre tempo para isso. Assim, desde já peço desculpas, mas necessito recarregar as energias. O ano de 2008 foi muito bom, mas trabalhei um montão. A gente continua antenado nas questões ambientais e sociais. Estou muito satisfeito e contente com a participação de vocês. Grande abraço e a gente se vê na rede. Abs. Marino Elígio Gonçalves.

 



Escrito por Marino às 01h49
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ATO PÚBLICO PELA PAZ EM GAZA

Ana Iaci

Aconteceu nesta quarta-feira (14) o Ato Público pela Paz em Gaza. O evento foi realizado na Câmara Municipal de Maringá e foi muito concorrido. O plenarinho da Câmara foi pequeno para o número de presentes. Representantes de várias entidades compareceram e protestaram contra as atrocidades cometidas por Israel contra o povo Palestino. A Comunidade Árabe de Maringá, a Associação Mulçumana de Maringá, Partidos Políticos (PCdoB, PSTU e PT), sindicatos (Sismmar e Steem), representações estudantis (Umes e Ujs), além de outras representações formalizaram suas indignações e pediram o imediato cessar fogo. Deliberaram ainda por promoverem diversos atos em Maringá e região a fim de chamar a atenção da opinião pública para o genocídio em curso nos territórios ocupados por Israel na Palestina. Também formalizaram a Carta de Maringá cobrando das autoridades brasileiras atitudes veementes de repúdio a Israel e seu plano de dizimar o povo palestino. A imprensa não foi poupada, pois tem tido um papel dissimulado em favor de Israel, além de se acovardar com a proibição da cobertura dos crimes cometidos em Gaza, considerados por todos como crime de guerra. O papel da nação imperialista - os EUA - também foi alvo de severas críticas, pois é o incentivador e grande "pai" que tutela as ações criminosas de Israel. Por fim, ficou plenamente esclarecido os interesses em jogo naquela região. Em primeiro lugar, a matança de crianças, mulheres e idosos, serve como moeda eleitoral par uam eleição que está a apenas dois meses de acontecer. Quanto mais palestino morre, mas cresce o índice de votação no Partido da situação. E, em segundo lugar, o interesse econômico que subjuga o direito humano à vida. A mensagem final foi no sentido de que não importa a forma para protestar, o importante é protestar. Então, manifeste sua indignação, converse com o amigo, o colega de trabalho, o vizinho... peça para que eles também demonstrem suas indignações. Cobre das autoridades, peça para o Padre, o Pastor ou o seu líder religioso para que trate desse assunto. Lute pela PAZ. Combata a intolerância. Exija o respeito ao direito à vida. Salvem as crianças e o Povo Palestino. Marino Elígio Gonçalves. 



Escrito por Marino às 01h44
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ATO PÚBLICO PELA PAZ EM GAZA

ATO SERÁ HOJE, QUARTA-FEIRA (14), 20H, NA CÂMARA MUNICIPAL DE MARINGÁ.

As ações militares de Israel em Gaza continuam e se depender das autoridades daquele país continuarão. O mundo não pode se calar diante de tanta matança. Inocentes estão sendo mortos, crianças e mulheres estão sendo assassinadas a cada instante. Não se pode conviver com tais atrocidades. O povo Palestino não tem culta da insanidade de alguns extremistas de ambos os lados. O certo é que luta pelo reconhecimento de sua terra e que seja deixado em paz. PAZ é o que se deseja. Por isso, venha participar do ato público pela Paz. A particição é imprescindível! Marino Elígio Gonçalves.



Escrito por Marino às 12h07
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REFLEXÃO 

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A matéria abaixo foi remetida pela amiga Ana Lizete. Ela é sensacional e traz uma profunda reflexão sobre os padrões humanos decorrentes do status social. A indiferença e insensibilidade da sociedade frente à injustiças, à fome, à pobreza, à miséria, à violência, à guerra, às crianças sem futuro e à destruição da natureza, como se tudo isso fosse invisível, são sinais de que a humanidade está doente. Se dá mais valor ao material, à aparência e às futiliezas e se esquece dos valores éticos, do convívio em harmonia, da solidariedade e do respeito mútuo, inclusive com os demais elementos que compõem a Natureza. É preciso mudar as atitudes! Marino Elígio Gonçalves.

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO NA USP POR UM PSICÓLOGO


'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.

Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:

'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.

Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?

Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?

Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?

Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.

*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!



Escrito por Marino às 11h55
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ATO PÚBLICO PELA PAZ EM GAZA

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ATO SERÁ NESTA QUARTA-FEIRA, DIA 14, 20H, NA CÂMARA MUNICIPAL DE MARINGÁ.

Diversos segmentos da sociedade civil de Maringá (Comunidade Árabe, Partidos Políticos, Movimentos Social e Sindical, Associações de Moradores entre outras), CONVIDAM a população em geral para participar do evento. É um grito de amor pela PAZ. O ataque de Israel aos palestinos em Gaza tem vitimado milhares de pessoas, dentre elas mulheres e crianças. O mundo se estarrece com as atrocidades cometidas por Israel ao povo palestino. Diversas autoridades mundiais, inclusive a ONU, têm apelado para o fim dos bombardeios, mas Israel não cede e diariamente lançam bombas e outros arsenais de guerra contra o povo em Gaza. Não há local seguro, não há comida, não há água, não há respeito aos direitos humanos, não há mais dignidade... PAREM COM ESSA MATANÇA DE CRIANÇAS E INOCENTES!!! Marino Elígio Gonçalves.



Escrito por Marino às 11h08
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CÓDIGO FLORESTAL: MINISTRO DA AGRICULTURA ASSUME NOVO POSTO: PORTA VOZ DA BANCADA RURALISTA, DIZ GREENPEACE

 MMA: desmatamento na Amazônia

desmatamento na Amazônia, em foto de arquivo MMA

Floresta Zero: Minc critica Stephanes por ter acabado com grupo de trabalho que discutia mudanças no Código Florestal

Estadão Online, 12/01/2009 (EcoDebate)

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta segunda-feira, 12, que o titular da pasta da Agricultura, Reinhold Stephanes, "radicalizou muito" ao acabar com o grupo de trabalho que discutia uma proposta comum de mudanças no Código Florestal. "Não vejo que ele tenha poder de extinguir a discussão", afirmou. Segundo Minc, existem mais de 20 projetos de lei no Congresso para modificar o código e "ninguém tem maioria para aprovar ou desaprovar se não tiver um acordo maior". Ele admite algumas mudanças, mas afirma que a "pressão" de ruralistas para diminuir restrições da legislação ambiental é "inadmissível".

Além dos dois ministérios, parlamentares da bancada ruralista e representantes de ONGs ambientalistas participaram de três rodadas de discussão. Paulo Adário, diretor do Greenpeace responsável pela campanha da Amazônia, foi um dos participantes. Ele criticou a posição do ministro da Agricultura. "O Stephanes desde o início teve uma postura equivocada como ministro de Estado e atuou como porta-voz da bancada ruralista e não do governo federal. Ele não está lá para isso", afirmou.

Adário disse que naturalmente haveria uma polarização entre ONGs e ruralistas. Segundo ele, os ministros deveriam atuar como mediadores em busca de alternativas, mas Stephanes "radicalizou o processo, prestando um desserviço ao País e também à agricultura". "O Minc não está lá como o ministro das ONGs, e o Stephanes está como o ministro da bancada ruralista." Adário disse acreditar que Stephanes pretendia "se legitimar perante à bancada ruralista". O Greenpeace faz campanhas contra mudanças no código. Mas admite a possibilidade de acordo em relação, por exemplo, a áreas que já foram desmatadas. "Vamos continuar o esforço com deputados e senadores para tentar conter a pressão da bancada ruralista."

A assessoria de imprensa do ministro da Agricultura informou, sobre a declaração de Minc, que ele "não vai entrar nessa discussão emocional porque ela não tem fim". Já sobre a acusação do representante do Greenpeace, informou que Stephanes "nasceu na roça, é servidor público formado em economia e não tem um pedaço de terra no Brasil". De acordo com a assessoria, o grupo de trabalho era uma "conversa" e "o assunto agora está no Palácio do Planalto".

Tragédia

Minc admite que grande parte do Código Florestal, que tem 44 anos, é descumprida. "Em São Paulo e no Paraná, nenhuma empresa de soja e café tem os 20% da reserva legal e eles não demarcam as Áreas de Preservação Permanente, que são as margens de rios e encostas", disse. "Essa foi uma das razões do desastre em Santa Catarina. Todo mundo ocupou as encostas e desmatou, depois isso combinou com um evento climático extremo, e houve aquela tragédia." Segundo o ministro, os ruralistas "deram um pulo de 3 metros" após a publicação de decreto que pune crimes ambientais, no ano passado, porque "viram que a lei ia ter que ser cumprida". Depois, disse ele, retomaram o movimento para mudar o código. "Eles (os ruralistas) querem aproveitar esse momento e diminuir as restrições que o código coloca para a defesa do meio ambiente; por exemplo, as Áreas de Preservação Permanente. É inadmissível."

Em alguns pontos, porém, há concordância, diz Minc. "Macieiras que estão há 80 anos em encostas de Santa Catarina, ninguém vai querer arrancar." Para ele, a discussão pode ser retomada. "Queremos mais produção com mais proteção. A tragédia em Santa Catarina serve para mostrar o que acontece quando se desrespeita os cuidados com o meio ambiente. A natureza se vinga." Minc disse que quer dar garantias para a produção, mas "sem diminuir a proteção da Amazônia e das margens dos rios". "O acordo é necessário."

O ministro participou, no Rio, da inauguração do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), resultado da fusão de três órgãos vinculados à Secretaria de Ambiente, que ocupou antes de ir para Brasília. A principal medida anunciada foi a redução dos prazos para concessão de grandes licenças, que segundo o governo caiu de três anos, em média, para um ano. "Várias ideias daqui estamos levando para Brasília, entre elas o licenciamento ambiental mais ágil e mais rigoroso. Quanto mais tempo demora, mas possibilidade de ter corrupção", declarou. Minc disse que vai lançar, provavelmente em dois meses, um projeto para "simplificar ainda mais" o processo de licenciamento ambiental federal. "Quando a gente tem de tratar de muita burocracia, fica com menos tempo para ver a questão do desmatamento, da poluição do ar." O ministro pretende tornar obrigatório no País em 2009 o controle anual de emissão de poluentes em veículos, que existe no Rio.

 



Escrito por Marino às 10h57
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ORGÂNICOS: BOM PARA A SAÚDE, PARA O MEIO AMBIENTE E É MAIS GOSTOSO!!

 AB

Produtos agrícolas cultivados sem defensivos químicos vêm ganhando o mercado brasileiro e conquistando outros países

Produtos agrícolas cultivados sem defensivos químicos vêm ganhando o mercado brasileiro e conquistando outros países

Preocupação com saúde leva consumidor a optar por orgânicos, afirma pesquisadora

Agência Brasil, EcoDebate, 13/01/2009

Sabor atraente e maior teor nutricional, aliados a técnicas de cultivo que ajudam a preservar o meio ambiente, são os principais motivos que levam o consumidor a dar preferência ao alimento orgânico. A afirmação é pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Neide Botrel Gonçalves, doutora em ciência dos alimentos.

"A escolha do produto orgânico tem sido feita principalmente pela maior preocupação com a saúde. Em segundo lugar, pela prevenção do meio ambiente e, por último pela questão da qualidade sensorial, que é o sabor."

A especialista explica que pesquisas da Embrapa têm constatado que esses produtos conquistam os consumidores por serem mais saborosos e frescos do que os cultivados da maneira convencional. "De acordo com os consumidores, eles apresentam maior firmeza e quantidade de suco em algumas frutas", revela.

O valor nutricional dos produtos livres de agentes químicos também é alvo de estudos da Embrapa. A pesquisadora afirma que nos alimentos produzidos a partir de técnicas de plantio orgânico foi verificado um maior teor de matéria seca, o que revela também um menor índice de nitrato, substância que pode se tornar cancerígena se for ingerida em alto teor.

"Essa matéria seca confere maior resistência ao produto, maior teor de fibra e menor teor de nitrato, que é encontrado em altos índices nos alimentos produzidos com agentes químicos", conta.

Outro fator que leva o consumidor a optar por orgânicos é a durabilidade. Estudos da Embrapa revelam que esses produtos apresentam maior resistência quanto ao armazenamento, por conterem substâncias que ajudam a prevenir contra ataque de microorganismos. "Com isso, [os orgânicos] são menos suscetíveis a ataques de fungos e bactérias", esclarece Neide.

Segundo Neide, ainda há pouco espaço para estudos sobre produção orgânica no país. No entanto, diversas pesquisas estão em andamento e deverão ser divulgadas logo. "Ainda tem muita coisa para divulgar. Existem várias unidades da Embrapa que estão concentrando seus esforços nessa questão dos orgânicos", afirma a pesquisadora.

 



Escrito por Marino às 10h48
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PRODUÇÃO ORGÂNICA: UM BOM NEGÓCIO 

 Janine Moraes/ABr

Produtos agrícolas cultivados sem defensivos químicos vêm ganhando o mercado brasileiro e conquistando outros países. Entre agosto de 2006 e setembro de 2008, o Brasil exportou 37 mil toneladas em produtos orgânicos Foto: Janine Moraes/ABr
Produtos agrícolas cultivados sem defensivos químicos vêm ganhando o mercado brasileiro e conquistando outros países. Entre agosto de 2006 e setembro de 2008, o Brasil exportou 37 mil toneladas em produtos orgânicos 

País exportou 37 mil toneladas de orgânicos entre agosto de 2006 e setembro de 2008

Agência Brasil, EcoDebate, 13/01/2009

Produtos agrícolas cultivados sem defensivos químicos vêm ganhando o mercado brasileiro e conquistando outros países. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento indicam que em 2008 mais de 13 mil produtores participaram de atividades de fomento à agricultura orgânica desenvolvidas pela pasta, com incentivo ao uso de insumos e processos adequados para a produção sem agrotóxicos.

Segundo informações do ministério, em 2007, as exportações de orgânicos somaram cerca de U$ 12 milhões. De janeiro a setembro de 2008, esse valor chegou a aproximadamente U$ 10 milhões. "Ainda temos três meses de 2008 e com certeza a gente vai superar os U$ 12 milhões exportados no ano anterior. Há interesse do mercado externo em importar soja e seus derivados. A exportação brasileira de produtos orgânicos vem crescendo", destaca a coordenadora substituta de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Christina Saminez.

Entre agosto de 2006 e setembro do ano passado, o Brasil exportou 37 mil toneladas em produtos orgânicos. A Holanda foi o comprador que adquiriu a maior parcela desse total, 32%, seguida da Suécia, com 15%, e dos Estados Unidos e Reino Unido, com 12% e 7%, respectivamente. Ao todo, as exportações no período equivalem a uma receita de US$ 26,7 milhões. Mais da metade desse valor (56%) corresponde à venda da soja e seus derivados. "A soja foi responsável pelo aumento da produção e exportação de produtos orgânicos. Tem tido mercado para ela", afirma Tereza.

Segundo a coordenadora, mesmo sendo mais caros que os produtos convencionais, a demanda pelos orgânicos têm crescido. "A gente não consegue abastecer o mercado interno de produtos orgânicos. A demanda é muito grande e isso também reflete no mercado externo."

 



Escrito por Marino às 10h43
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MANIPULAÇÃO GENÉTICA: BEBÊ POR ENCOMENDA. O QUE VOCÊ ACHA?

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Nasce bebê 'à prova de câncer' na Grã-Bretanha

Estadão Online, 12/01/2009

Pesquisadores da University College London (UCL), na Grã-Bretanha, anunciaram o nascimento do primeiro bebê concebido de forma a evitar pré-disposição a determinados tipos de câncer.

A recém-nascida britânica se desenvolveu a partir de um embrião selecionado por cientistas por não conter o gene BRCA1, que aumenta em 80% a probabilidade de surgimento de câncer de mama e em 60% o de câncer ovariano.

Além disso, 50% dos portadores do gene o passam aos filhos.

De acordo com os médicos, o experimento abre caminho para a erradicação deste tipo genético de câncer.

"Essa menininha não vai enfrentar o fantasma do desenvolvimento desta forma genética de câncer de mama ou de ovário na sua vida adulta", afirmou o médico da UCL Paul Serhal, que liderou a equipe.

"Os pais dela foram poupados do risco de ter passado essa doença à filha. O legado duradouro é a erradicação da transmissão dessa forma de câncer."

O tratamento está sendo oferecido experimentalmente apenas a famílias que tem históricos graves da doença - com mortes prematuras de parentes por incidência de cânceres de mama e ovariano.

Testes em embriões - A técnica, batizada de Diagnose com Pré-implantação Genética (PGD, na sigla em inglês) consiste em fertilizações in vitro de diversos embriões que são então testados para a presença de determinados genes.

A partir de informações extraídas de células retiradas dos embriões, a PGD é capaz de detectar a probabilidade de incidência de determinadas doenças.

Uma das vantagens da técnica, de acordo com a equipe da UCL, é que ela evita o dilema moral e as conseqüências físicas e emocionais de um aborto.

O grupo de médicos que participa do programa de PGD afirma ter aplicado a técnica em pacientes com câncer de intestino, retina e outras variantes da doença.

Os principais jornais britânicos destacaram a descoberta neste sábado, mas trazem algumas críticas à técnica.

"(A descoberta) levantou novas questões sobre a ética de criar os chamados bebês sob encomenda", afirma a reportagem publicada por The Guardian neste sábado.

O tradicional diário The Times dedicou a capa deste sábado ao assunto e traz uma análise que afirma que a PGD é "potencialmente arriscada e emocionalmente exaustiva", já que estatisticamente apenas um em cada quatro embriões concebidos por portadores do gene defeituoso serão saudáveis.

"Posto de forma mais contundente, três em quatro tentativas vão resultar em fracassos", afirma a comentarista do Times Vivienne Parry.



Escrito por Marino às 18h04
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PROTEÇÃO DE BALEIAS E GOLFINHOS 

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Oceanógrafo elogia decreto de Lula para preservar baleias e golfinhos

RadiobráS, 12/01/2009 (Ambiente Brasil)

O oceanógrafo e analista ambiental do Centro Mamíferos Aquáticos do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), José Martins da Silva Júnior, disse, em entrevista ao programa Amazônia Brasileira, que "a legislação de proteção de golfinhos e baleias do Brasil é uma das melhores do mundo". Decreto, assinado em 18 de dezembro de 2008, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornou as águas da costa brasileira no santuário de baleias e golfinhos e reforçou a proibição da caça desses mamíferos em águas sob jurisdição do país.

De acordo com José Martins, essa ação veio consolidar a política brasileira de proteção aos golfinhos e baleias, não só nacionalmente como internacionalmente. Com base na Convenção Internacional da Baleia, que é uma organização da ONU, que regula a proibição ou a liberação da caça, os ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores conseguiram definitivamente fazer com que esse tipo de ação fosse extinta no Brasil.

"O Brasil vem tendo posições muito modernas e conservacionistas, e a criação do santuário de baleias e golfinhos no Brasil consolida essa posição e abre caminho para o grande sonho não só do Brasil, mas de todas as nações conservacionistas, a criação do santuário no Atlântico sul", explicou Martins.

O objetivo da criação desse santuário é preservar todo o território do Oceano Atlântico sul, protegendo contra qualquer tipo de captura ou matança de baleias e golfinhos. A parte sul dos oceanos Índico e Pacífico e a Antártica - onde a caça já é proibida -, já fazem parte do santuário no combate a este tipo de crime ambiental. Essa união permitirá que todo o hemisfério sul fique livre da captura e matança de baleias e golfinhos.

Segundo José Martins, desde 1987 a caça no Brasil era ilegal. Mas era simplesmente uma ação que proibia. Desde essa época vários ambientalistas vêm tentando fazer que o governo definitivamente transformasse essa proibição em lei. "Muitas pessoas têm opiniões diferentes a respeito do assunto. Mas é importante a preservação desses animais", disse o oceanógrafo.

"Nosso objetivo é estender essa ação para todo o Atlântico sul. As baleias brasileiras não migram para o hemisfério norte, e isso é bom, pois as baleias vivas valem muito mais do que as mortas", disse Martins. Segundo o oceanógrafo não é só pela cadeia ambiental ou pela importância ecológica que elas têm, mas também pelo fator econômico.

"Hoje em dia o turismo, devido à movimentação de baleias no Brasil, trouxe ao país, em 2006, cerca de 225 mil pessoas, onde cerca de 50 mil dólares foram gastos com passeios para ver baleias e golfinhos, um movimento na economia geralmente em localidades pequenas, onde não tem muitos atrativos. Cerca de 70 mil pessoas visitam Fernando de Noronha, durante o ano só para ver os golfinhos", explicou.

Para José Martins, essa preservação da costa brasileira, foi uma atitude importante do governo brasileiro, que além de preservar vai beneficiar o turismo. "O Brasil irá beneficiar economicamente as pessoas que estão no litoral brasileiro, principalmente pescadores que estão parados e podem encontrar no turismo outra fonte de renda", ressalta.

Atualmente seis países matam e comercializam estes animais, o que é proibido de acordo com a convenção internacional, que libera a caça só para pesquisas científicas e o aproveitamento turístico ordenado. "O Japão é um dos países que caçam baleias, e às vezes, não conseguem nem vender a carne. Isso é um prejuízo para o meio ambiente", ponderou José Martins.



Escrito por Marino às 15h20
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70 ANOS DO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU

blog do pegoraro: Franz Kohlemberger, o aventureiro acostumadoa escalar a Garganta do Diabo

Emoção toma conta de pioneiros

Blog do Pegoraro, 12/01/2009

O aniversário de 70 anos do Parque Nacional do Iguaçu no sábado passado ficará gravado na memória de muita gente. Lançamento de livro e de exposição, bolo, carimbo postal, exibição documentário e de shows artísticos, além de cursos discursos de autoridades. As atividades foram dignas de um Patrimônio Natural da Humanidade. Um dos legados da festa foi a emoção provocada nos moradores mais antigos da cidade que viram parte das suas trajetórias registrada oficialmente no papel para as próximas gerações. Afinal contar a história da unidade de conservação é contar a evolução do povo de Foz do Iguaçu. São sete décadas de muitos "causos". Logo na entrada do Espaço Porto Canoas, onde foi montada a mostra, a emoção tocou as pessoas que, quando jovens, tomavam banho de rio perto dos saltos. Para visitar a exposição fotográfica eles "atravessaram" as Cataratas projetadas por telão num gigantesco painel. Ingressar nas imagens era caminho para o túnel do tempo. Dali para adiante era nostalgia pura. Outra cena comum na noite. Os convidados volta e meia olhavam para o céu no anseio de espantar a chuva que ameaçava a programação oficial. Tantas foram as "secadas" que São Pedro deu a pausa necessária e até a lua cheia apareceu na hora certa. Depois de tanta magia acabou por chover nos olhos de muitos pioneiros.



Escrito por Marino às 14h53
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COMBUSTÍVEL DE FONTES ALTERNATIVAS

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Earthrace, o ecobote mais rápido do mundo bate o recorde mundial de velocidade para um Powerboat completando os 24.000 milhas sendo alimentado 100 por cento por biodiesel, em Sydney, na Austrália. Os responsáveis usaram esse combustível para chamar a atenção para o potencial de fontes alternativas de combustível. (AFP/Uol, 12/01/2009)

 

 



Escrito por Marino às 14h41
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DEIXE O POVO PALESTINO EM PAZ: ATO PÚBLICO EM SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO

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Organizações da Sociedade Civil de Maringá Organizam Ato Público em favor da PAZ em Gaza.

Precocupados com as atrocidades de Israel contra o povo palestino na Faixa de Gaza desde o início do ano, que já vitimou aproximadamente 700 pessoas, destas quase 200 crianças, organizações da sociedade civil de Maringá (Comunidade Árabe, Partidos Políticos, Movimentos Social e Sindical, Associações de Moradores entre outras), estão organizando para o próximo dia 14 de janeiro, quarta-feira, um ATO PÚBLICO EM SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO E PELA PAZ. O ato público será na CÂMARA MUNICIPAL, a partir das 20 horas e, toda a população está convidada.

Aqui em meu blog, ao longo da semana, tenho repercutido o assunto e manifestado minha indignação com os acontecimentos e, principalmente, contra a passividade da ONU e da imprensa mundial. Tenho apelado também para as autoridades brasileiras a fim de que repudiem e tomem medidas contra o massacre ao povo palestino por obra de Israel. A insanidade de Israel que mata inocentes, sobretudo crianças, não pode ficar sem reação do mundo. Nesse sentido, o ato público do dia 14 é uma esperança que nasce a partir de Maringá, de modo a inspirar outras comunidades a manifestar seu repúdio e, quem sabe, o som de tantas vozes possa resultar num lampejo, pelo menos, de lucidez e tolerância a estes senhores da guerra. O pior de tudo isso, é saber que essas atrocidades estão sendo cometidas porque se aproxima em Israel as eleições gerais e, como num filme que se reprisa a cada eleição, a situação usa e abusa do povo palestino como "bode expiatório" e moeda eleitoral.

Sintam-se todas e todos convidados a participar desse importante ato público. A presença é fundamental. Compareçam na próxima quarta-feira, dia 14 de janeiro, a partir das 20h, na Câmara Municipal de Maringá. Marino Elígio Gonçalves.

 



Escrito por Marino às 15h40
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PARNA IGUAÇU EM FESTA 

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70º aniversário do Parque Nacional do Iguaçu leva visitantes de volta ao passado

H2Foz, 09/01/2009, (blog do Pegoraro)

Data será celebrada no próximo sábado (10) com exposição de imagens antigas, exibição de documentário e lançamento do livro "Meu vizinho, o Parque Nacional do Iguaçu", do jornalista Marcos Sá Corrêa.

Os 70 anos de existência do Parque Nacional do Iguaçu serão lembrados no próximo sábado (10) com uma programação que promete embarcar os visitantes em uma viagem de volta ao passado, quando o acesso às Cataratas do Iguaçu era privilégio de pouquíssimos turistas. Para marcar o aniversário da unidade de conservação, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolveu um projeto de resgate da memória que conseguiu reunir 4 mil imagens antigas das Cataratas e região, formando um valoroso acervo fotográfico que agora ficará exposto ao público no Espaço Porto Canoas.

A abertura da exposição fotográfica será à noite, na presença da secretária executiva do Ministério do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do presidente do ICMBio, Rômulo Mello, do diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional, Jorge Samek, e do chefe do Parque Nacional do Iguaçu, Jorge Pegoraro. O evento terá ainda a projeção de um documentário contendo entrevistas de ex-funcionários do PNI, pioneiros e moradores do entorno, e no mirante central das Cataratas haverá shows de Guilherme Arantes e do grupo Barbatuques.

Além de fotos, o projeto "Memória das Cataratas" coletou depoimentos de gente que viveu, trabalhou, pesquisou, explorou e visitou a área do Parque Nacional do Iguaçu antes mesmo de sua criação, em 10 de janeiro de 1939. As histórias estão compiladas no livro "Meu vizinho, o Parque Nacional do Iguaçu", do jornalista e ambientalista Marcos Sá Corrêa, que será lançado no dia 10 pela manhã juntamente com o corte do tradicional bolo de aniversário. A programação pela manhã também marcará o lançamento de um carimbo dos Correios alusivo ao 70º aniversário que será utilizado nas correspondências de Foz do Iguaçu.

As recordações e imagens obtidas pelo projeto "Memória das Cataratas" remetem a tempos em que os visitantes circulavam livremente pelo Parque Nacional do Iguaçu, aventurando-se destemidamente em meio à vegetação nativa e desafiando a correnteza do Rio Iguaçu. Sem as passarelas e trilhas existentes atualmente, que permitem a visitação às Cataratas com absoluta segurança, há fotografias de famílias inteiras banhando-se nas águas do Iguaçu e caminhando pelas rochas que formam os saltos.

"O projeto foi muito além das nossas expectativas com uma adesão surpreendente das pessoas que vivem há mais tempo na região. Conseguimos reunir fotografias do início dos anos 1930. E terminamos por descobrir que, antes de se tornar Parque Nacional, as Cataratas eram uma espécie de balneário dos moradores de Foz do Iguaçu, que se reuniam nos finais de semana para almoçar e faziam questão de fotografar a Garganta do Diabo do alto, correndo riscos enormes só para obter o melhor ângulo", conta Jorge Pegoraro, chefe do Parque Nacional do Iguaçu.

O projeto "Memória das Cataratas" teve o apoio de Itaipu Binacional, e foi desenvolvido pela agência L3 Comunicação. As contribuições, todas elas voluntárias, foram coletadas ao longo de 2008 com a colaboração indispensável da imprensa regional, que divulgou o projeto e estimulou centenas de pessoas a procurar os organizadores com o desejo de compartilhar suas fotos e histórias.

"Com imagens e histórias emocionantes, o projeto 'Memória das Cataratas' contribui para o fortalecimento da identidade de toda uma região que cresceu e se desenvolveu muito em função do fascínio exercido pelas Cataratas do Iguaçu. Este trabalho de preservação e resgate da memória, que há muito se fazia necessário, ilustra um passado de preservação e respeito ao meio ambiente que deve servir de exemplo para nós e as próximas gerações", diz Jorge Samek, diretor-geral de Itaipu Binacional.

O Parque Nacional do Iguaçu

Conhecido mundialmente pela beleza das Cataratas do Iguaçu, o Parque Nacional do Iguaçu é tombado como patrimônio natural da humanidade pela Unesco. Localizado na região Oeste do Paraná, possui 185 mil hectares de formação de Floresta Estacional Semidecídua, com manchas de Formações Pioneiras Aluviais e Obrófila Mista, todas integrantes do bioma Mata Atlântica.

Visitado anualmente por mais de um milhão de turistas, abriga centenas de milhares de espécies silvestres da fauna e da flora, algumas raras e ameaçadas de extinção, como a onça-pintada e o palmito-juçara. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão criado em 2007 para gerir as unidades de conservação federais do país.

A exploração turística do Parque Nacional do Iguaçu, realizada em parceria com a iniciativa privada, por meio de concessões públicas, é considerada referência nacional pelo Ministério do Meio Ambiente, que em 2009 adotará o mesmo modelo de gestão nas unidades de conservação de Abrolhos (BA) e Fernando de Noronha (PE). O PNI é o parque nacional mais visitado do Brasil.

Programação do 70º aniversário do PNI

10h00 - Recepção dos visitantes no CV com a Banda do 34º Batalhão.
- Lançamento do carimbo comemorativo dos Correios.
- Lançamento do livro "Meu vizinho, o Parque Nacional do Iguaçu", com a presença do autor Marcos Sá Corrêa.
- Corte do bolo de aniversário e distribuição aos visitantes.

20h30 - Início da cerimônia comemorativa
- Show com Guilherme Arantes.
- Exibição de documentário.
- Show com Barbatuques.
- Abertura da exposição fotográfica "Memória das Cataratas".



Escrito por Marino às 14h47
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BIOCOMBUSTÍVEL DE ALGAS SUSTENTA BOING NO AR 

google: algas

 

Avião faz 1º voo com biocombustível de algas nos EUA

G1, 09/01/2009 (Ambiente Brasil)

Uma companhia aérea americana realizou na quarta-feira (7) o primeiro voo teste de um jato abastecido em parte com um biocombustível a base de algas.

O vôo de 90 minutos do Boeing 737-800 da Continental Airlines foi melhor do que o esperado, segundo um porta-voz da companhia.

Um dos motores levava uma mistura com metade de combustível normal para aviões e metade de biocombustível.

O Boeing 737-800 saiu do Aeroporto Intercontinental Bush, em Houston, completou um trajeto pelo Golfo do México, e os pilotos fizeram uma série de testes a uma altitude de 11,6 quilômetros.

"O desempenho do avião foi perfeito. Não ocorreram problemas", disse o piloto de testes Rich Jankowski ao jornal Houston Chronicle.

Este foi o primeiro voo de uma companhia dos Estados Unidos a usar um combustível alternativo e o primeiro do mundo a usar uma aeronave comercial com dois motores (em vez de uma com quatro motores) para testar uma mistura de biocombustível.

O voo desta quarta-feira é o último de uma série de voos de demonstração da indústria de aviação, que espera usar biocombustíveis em seus voos dentro de cinco anos.

Sem modificações - O diretor executivo da Continental Airlines, Larry Kellner, afirmou que com o biocombustível utilizado não foi necessária nenhuma modificação na aeronave ou em seus motores.

O combustível também atenderia e até superaria as especificações necessárias para os combustíveis de jatos.

"O desafio será produzir (o biocombustível) de uma forma eficiente nas quantidades que necessitamos", afirmou Kellner.

O biocombustível usado no vôo teste foi uma mistura de dois tipos de óleos - de algas e da jatrofa, uma planta que pode crescer em solos mais pobres.

A alga é vista por muitos como um combustível mais importante para o futuro, pois não compete com lavouras de alimentos pelas melhores terras e produz 30 vezes mais combustível do que as lavouras tradicionais de vegetais usados em biocombustíveis.

Apesar de as companhias aéreas melhorarem a eficiência de seus aviões em relação ao combustível, nas últimas três décadas um crescente número de aeronaves fazendo mais viagens gerou o aumento das emissões de gases de efeito estufa no setor.

O resultado é que a indústria de aviação está disposta a adotar os benefícios ambientais que os biocombustíveis podem oferecer.

Em fevereiro de 2008, por exemplo, um avião 747 da Virgin realizou um vôo de Londres a Amsterdã usando combustível feito com uma mistura de óleo de coco e babaçu.

 



Escrito por Marino às 14h38
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MINC REBATE CAPOBIANCO

google: Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc

 

Minc rebate críticas de Capobianco, secretário da gestão de Marina

João Domingos, Agencia Estado, 08/01/2009 (EcoDebate).

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, rebateu afirmações feitas por João Paulo Capobianco, secretário-executivo na gestão de sua antecessora, Marina Silva, segundo as quais ele, Minc, faz uma gestão "excessivamente personalista". "Capobianco era fortíssimo no ministério. Embora tenha vindo do movimento SOS Mata Atlântica, não conseguiu aprovar o decreto sobre a mata; não dialogou nem interna nem externamente, não falou com o Congresso nem com o setor produtivo", disse Minc.

A entrevista de Capobianco foi publicada no dia 2 pelo O Estado de S. Paulo. Nela, o secretário executivo de Marina Silva afirmou que Minc foi derrotado no acordo para que a emissão de enxofre do diesel caia de 500 partículas por milhão para 50 (S-50), e tenta dizer que foi vitorioso. Minc discordou totalmente. "O Capobianco ficou cinco anos e meio no ministério e não conseguiu fazer nada para melhorar o diesel. Eu, com sete meses, fiz o acordo. Agora mesmo, nas capitais, ônibus e caminhões andam com o diesel S-50. E, em 2012, baixaremos para o diesel com 10 partículas, o S-10. Ganhamos etapas".

"Eu faço exatamente o contrário do que fez o Capobianco, que não dialogava com ninguém. A intransigência dele acabou por isolar a ministra Marina. Minha gestão é de diálogo. Para dentro do ministério, com o Executivo, com outras áreas do governo e com o Congresso." Para Minc, na gestão de Capobianco faltou isso. "Acabou por criar uma guerra entre o Ibama e o Instituto Chico Mendes, que só agora estamos resolvendo. Essa guerra fez com que o Ibama ficasse cinco meses em greve."

 



Escrito por Marino às 14h32
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LEI DAS ÁGUAS: 12 ANOS 

google: Rio Paraná

Lei das Águas faz 12 anos nesta quinta-feira

Daniela Mendes, aSCOM/mma, 07/01/2009

A lei nº 9433/97 que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos no Brasil e criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos faz 12 anos nesta quinta-feira, dia 8 de janeiro.

De acordo com o diretor do Departamento de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, João Bosco Senra, a lei trouxe avanços muito importantes e colocou o Brasil em um papel de destaque em relação a outros países do mundo. "O Brasil nesse período vem se organizando e já temos muitas conquistas como conselhos de recursos hídricos em praticamente todos os estados brasileiros, mais de 160 comitês de bacias, a Agência Nacional de Águas e o Conselho Nacional de Recursos Hídricos", afirmou Senra.

Ele também destacou o Plano Nacional de Recursos Hídricos, que teve seu processo de construção coordenado pela Secretaria de Recursos Hídricos do MMA, em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), com a participação de aproximadamente sete mil pessoas dos mais diversos segmentos da sociedade como: usuários, especialistas, organizações não-governamentais, movimentos sociais, governos estaduais, municipais e federal, além de populações tradicionais e povos indígenas.

Com ele, o Brasil cumpriu o compromisso firmado na Cúpula Mundial de Johanesburgo para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+10) de definir um plano de gestão integrado para os recursos hídricos.

O objetivo do PNRH é assegurar quantidade e qualidade de água para o uso racional e sustentável. Iniciativas, como o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação (PAN-Brasil) e o Projeto Água Doce (PAD), para ampliar a renda e fortalecer o desenvolvimento sustentável nas chamadas Áreas Suscetíveis de Desertificação também contribuiram para o país assumir a posição de destaque.

Segundo Senra, muitos países estão interessados em conhecer o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Brasil. Em 2008, a participação brasileira na Expo Saragossa, na Espanha, atraiu a atenção de diversos países. Agora, o Brasil se prepara para participar do Fórum Mundial das Águas, em Istambul, na Turquia, de 16 a 22 de março.

No encontro de 2006, no México, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório onde o Brasil foi considerado como um dos países que mais avançaram na política de gestão de águas. O relatório apontou que de um total de 108 países analisados, apenas 14 apresentaram progressos nessa área.  O Brasil, o único país sul-americando que recebeu destaque, foi um deles. O Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), teve forte influência nesse resultado.



Escrito por Marino às 18h14
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MAIS RISCO AO MEIO AMBIENTE. O CONAMA DEVERIA DISCIPLINAR ISSO! 

©istockphoto.com

 

Indústria de eletrônicos altera o clima com novo gás poluente 

Esforço para tornar indústria de semicondutores mais amistosa ao meio ambiente pode resultar em sérias mudanças climáticas

Prachi Patel-Predd, Scientific American Brasil/UOL, 19/12/2008

As emissões de um gás do efeito estufa, com capacidade 17 mil vezes superior ao dióxido de carbono em aquecer o planeta, estão pelo menos quatro vezes mais elevadas que o estimado. O trifluoreto de nitrogênio (NF3) é usado principalmente pela indústria de semicondutores para limpar as câmaras em que se são produzidos os chips de silício. No passado, a indústria estimava que a maior parte do gás era utilizada durante o processo de limpeza e somente cerca de 2% escapavam para o ar. Mas as primeiras medidas feitas dos níveis de NF3 na atmosfera, publicadas recentemente no Geophysical Research Letters, mostram que as emissões chegam a 16%.

Esses resultados podem não ter repercussões imediatas ─ atualmente, o NF3 contribui com 0,04% para o efeito do aquecimento global gerado pelo dióxido de carbono emitido por fontes como termelétricas à base de carvão e veículos. Entretanto, à medida que aparelhos de TVs LCD se tornam mais comuns em todo o mundo e a emergente indústria de células solares fotovoltaicas se desenvolve, quantidade cada vez maiores desse gás são geradas, pois o NF3 é utilizado na limpeza dos dois produtos.

A produção praticamente dobra a cada ano, observa Michael Prather, químico atmosférico da University of California, em Irvine, que previu, no começo deste ano, que as emissões provavelmente ultrapassariam a quantidade estimada pela indústria, de que somente 2% do gás são liberados para a atmosfera.

Apesar dos efeitos potenciais o gás não é controlado e não se exige das empresas de eletrônicos a manutenção de um histórico da quantidade utilizada ou emitida. "Ninguém realmente sabe quanto NF3 é utilizado, e não sabemos que quantidade está sendo produzida, nem se a taxa de emissão está correta," argumenta Ray Weiss, geoquímico do Instituto Scripps de Oceanografia, da University of California, em San Diego, que conduz o novo trabalho.

 



Escrito por Marino às 17h52
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DEIXE O POVO PALESTINO EM PAZ

Terra

A matéria que se segue refere-se à reação do Secretário-Geral da ONU contra Israel que bombardeou caminhões da ONU com ajuda humanitária, que culminou com a morte de um dos motoristas e mais duas pessoas gravemente ferida. A questão a ser registrada que esse já ó segundo episódio de ataques contra a ONU e, o máximo que o seu Secretário-Geral faz é emitir uma nota em que condena a ação de Israel contra a organização. Ora! Porque não condena Israel pelas atrocidades que está cometendo contra o Povo Palestino? Porque não condena a pífia trega de 3 horas para entrada de ajuda humanitária que mal dá para obter água? Porque não condena as mortes de crianças? Porque não condena essa ação que mais está vinculada ao processo eleitoral que se aproxima em Israel? Porque não condena a arrogância de Israel e de seu sócio, os EUA? A submissão e covardia da ONU são frustrantes para todo o mundo. O placar mórbido desse massacre está 763 mortes do lado palestino contra 11 do lado israelita, sendo que desses a maioria foi vítima do "fogo amigo", ou seja, mortos pelos próprios soldados de Israel. Chega de atrocidades, que impere a PAZ entre os povos. Marino Elígio Gonçalves. 

Ban Ki-moon condena ataque contra comboio da ONU em Gaza

AFP/Terra, 08/01/2009 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o ataque contra o comboio de uma agência humanitária da ONU, que matou pelo menos uma pessoa na Faixa de Gaza nesta quinta-feira, décimo terceiro dia da ofensiva israelense, declarou seu porta-voz.

"O secretário-geral condena o ataque das Forças de Defesa Israelenses (IDF) contra um comboio de ajuda da ONU em Gaza", indicou o porta-voz em um comunicado, divulgado em Nova York e Jerusalém.

"As Nações Unidas estão em contato com as autoridades israelenses para uma investigação completa deste e de outros incidentes e a discussão da necessidade de medidas urgentes para evitá-los no futuro", acrescenta a nota.

Ban Ki-moon "faz um apelo mais uma vez pelo cessar-fogo imediato, com o objetivo de facilitar o acesso total e sem obstáculos e permitir que os voluntários trabalhem em segurança e cheguem até as pessoas necessitadas".

 



Escrito por Marino às 17h36
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

greenpeace

O navio Arctic Sunrise pertence à frota do Greenpeace desde 1995 e ficou conhecido pelas ações de ataque a navios baleeiros

Greenpeace começa expedição na Amazônia

Arnoldo Santos, Terra, 08/01/2009

A organização ambientalista Greenpeace lançou, em Manaus, a expedição "Salvar o Planeta: é agora ou agora", que tem o objetivo de pressionar os governos e alertar a população contra as mudanças climáticas.

A expedição, que contará com ativistas brasileiros e estrangeiros, vai partir no navio quebra-gelo Arctic Sunrise, que pertence à frota do Greenpeace desde 1995 e ficou conhecido mundialmente pelas ações de ataque a navios baleeiros no Oceano Ártico.

"Nossas três mensagens são o desmatamento zero, a busca por energias renováveis que não geram poluição e a proteção dos oceanos que desempenham um papel muito importante no clima do planeta", disse a coordenadora da expedição, Rebeca Lerer.

O navio Arctic Sunrise vai ser aberto à visitação pública em todos os portos por onde passar. Em Belém (PA), os ativistas vão realizar atividades durante a realização do Fórum Social Mundial, que acontece de 27 de janeiro a 3 de fevereiro.

"Essa discussão tende a cobrar dos países, porque são eles que provocaram as grandes emissões de gases poluentes e, por isso, têm de pagar a conta mais alta. Evidente que nós temos uma população pra alimentar, temos de gerar emprego e renda, mas temos de achar uma maneira de fazer isso sem destruir a grande casa, a única casa que nós temos, que é o nosso planeta", afirmou Paulo Adário, diretor do Greenpeace na Amazônia.

Além de Manaus, onde fica até o dia 11, a expedição vai passar por mais seis cidades do litoral brasileiro: Belém (24/01 a 01/02), Fortaleza (6 a 10/02), Recife (13 a 20/02), Salvador (5 a 11/03), Rio de Janeiro (15 a 25/03) e Santos (27 a 29/03).



Escrito por Marino às 17h18
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 PEIXE COM ESPELHO NOS OLHOS

Habor Branch Oceanographic Institution/BBC Brasil

O animal parece ter quatro olhos, mas tecnicamente, possui apenas dois - cada um se divide em duas partes conectadas

Peixe desenvolve espelho nos olhos para ver no escuro

James Morgan, BBC Brasil/Terra, 08/01/2009

Cientistas da Alemanha e da Grã-Bretanha descobriram que uma espécie de peixe que vive no fundo do Oceano Pacífico é o único animal vertebrado que desenvolveu espelhos para enxergar.

O peixe, Dolichopteryx longipes, já era conhecido há 120 anos, mas nunca havia sido capturado vivo.

No ano passado, cientistas da Universidade de Tübingen, na Alemanha, conseguiram pegar uma espécime viva nos litorais do arquípélago de Tonga.

Testes confirmaram que o animal utiliza os espelhos para captar e concentrar luz em seus olhos, segundo artigo publicado pelos pesquisadores na revista especializada Current Biology.

Luminosidade
"Em quase 500 milhões de anos de evolução dos vertebrados, esta é a primeira vez, pelo que se sabe, que um animal resolveu com espelhos o principal desafio óptico que todos os olhos enfrentam - o de formar uma imagem", disse Julian Partridge, da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, que realizou os testes com o peixe.

O animal parece ter quatro olhos, mas tecnicamente, possui apenas dois - cada um se divide em duas partes conectadas.

Uma das partes dos olhos aponta para cima, ajudando o peixe a capturar os fracos feixes de luz que vêm da superfície do mar, cerca de mil metros acima. A outra parte tem o formato arredondado e fica na lateral da cabeça, apontando para baixo.

"Como a mil metros de profundidade há muito pouca luz, esse peixe se adaptou para conseguir captar o máximo possível dessa luminosidade", explicou Partridge. "O que ele faz é procurar flashes da luz bioluminescente de outros animais. Assim ele sabe da presença desses animais, principalmente abaixo da sua barriga vulnerável".

Os espelhos são formados de lâminas minúsculas, provavelmente compostas de cristais de guanina e dispostas em camadas.

"O uso de espelhos deve oferecer a este peixe uma vantagem enorme nas profundezas do mar, onde a capacidade de perceber o mínimo de luz pode fazer a diferença entre comer e ser comido", disse o cientista.

 



Escrito por Marino às 17h15
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ENADE AMBIENTAL

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ENADE AMBIENTAL - Avaliando os primeiros resultados

Roosevelt S. Fernandes, Portal do Meio Ambiente, 8/1/2009

Em 2007, neste mesmo espaço, apresentamos a proposta (não compulsória) de criação do ENADE AMBIENTAL, este nos mesmos moldes do ENADE (instrumento que avalia o conhecimento de estudantes, ingressantes e concluintes, de cursos de nível superior), sendo que o ENADE AMBIENTAL estaria voltado unicamente à avaliação do conhecimento ambiental dos estudantes..

A sustentação da proposta estava baseada na análise do banco de dados, coletados nos últimos cinco anos (inclusive de pesquisas realizadas no exterior) pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA, envolvendo estudantes do ensino fundamental, médio, médio-técnico e superior, possivelmente o banco de dados mais completo, no Brasil, em relação a este tipo de pesquisa.

Diante das evidências das Mudanças Climáticas, infelizmente ainda não absorvidas na plenitude pela sociedade como um todo, é fácil inferir a importância de que os nossos futuros gestores (preferencialmente os graduados em todos os cursos de nível superior) tenham um conhecimento básico da temática ambiental, pois a eles, nas empresas ou entidades onde estiverem atuando, queiram ou não, terão a obrigação de gerenciar os impactos ambientais decorrentes de suas atividades.

Foi esta a preocupação básica que nos levou a estruturar uma forma efetiva - quantitativa - de poder avaliar este conhecimento ambiental para estudantes de diferentes cursos (modalidades de graduação) de modo a verificar se tais níveis de conhecimento estavam compatíveis com a expectativa mínima que permita assegurar um perfil de cidadania ambiental às exigências ambientais que hoje estamos vivenciando.

Em fins de 2008, através de convênio técnico-científico entre duas instituições de ensino superior da Grande Vitória, tomando como base um questionário desenvolvido pelo NEPA (abordando cerca de 60 aspectos diferenciados da temática ambiental), fez-se a aplicação do ENADE AMBIENTAL a estudantes dos cursos de Administração e de Engenharias, envolvendo ingressantes e concluintes dos cursos citados, das duas instituições de ensino.

O objetivo maior será a ampliação da pesquisa, envolvendo outros cursos de nível superior, estando previsto, para a próxima etapa, os cursos de Direito e Farmácia.

Como previsível, mas agora quantificado, as pesquisas realizadas mostram que os estudantes pesquisados apresentam conhecimento ambiental em algumas áreas, mas há a necessidade, sobretudo para alguns segmentos de informações, de estruturar formas mais eficazes de inserir os aspectos voltados ao Meio Ambiente, essenciais a formação da cidadania ambiental dos jovens que se formam e chegam ao mercado de trabalho.

Alguns criticam (infelizmente sem fundamentação) que este tipo de pesquisa não apresenta soluções para os fatos decorrentes das não conformidades no conhecimento ambiental que são identificadas e quantificadas quando da realização da mesma. Entretanto, e nos parece evidente este aspecto, pesquisas como o ENADE AMBIENTAL são essenciais para que, a partir do diagnóstico efetivado se possam definir ações estruturadas, sobretudo levando em conta a realidade de cada curso (grade curricular) e o contexto particular de cada instituição de ensino.

Ou seja, o ENADE AMBIENTAL não visa comparar instituições de ensino em relação ao nível de conhecimento ambiental de seus estudantes, mas sim gerar um banco de dados, decorrente da ampliação das informações decorrentes de diferentes instituições, que possam servir de base para intervenções de maior espectro, nas grades curriculares de seus tais cursos. Por outro lado, para cada instituição individualmente, tais informações irão facilitar em muito a ação dos gestores dos cursos de modo a inserir ações preventivas e corretivas nas formas de abordagem das temáticas ambientais em seus cursos.

Segundo uma visão macro, a Educação Ambiental hoje oferecida no Brasil está carecendo de uma profunda reavaliação, onde se priorize não apenas o ato de "oferecer" a Educação Ambiental (essencial), mas, sobretudo, acoplá-la a sistemas de avaliação que possam mensurar a eficácia de tais programas (imprescindível).

Entendemos as reações de alguns educadores ambientais em relação à adoção compulsória de sistemas de avaliação dos Programas de Educação Ambiental que são colocados à disposição da sociedade. Porém não concordamos, pois são significativos os investimentos feitos neste campo, o que nos leva a inferir que tais recursos devam, obrigatoriamente, assegurar resultados mensuráveis e positivos.

Compreendemos também a reação de alguns estudantes que se mostram contrários ao que chamam de um "outro instrumento imposto de avaliação do seu conhecimento", entretanto, estes estudantes não podem esquecer que a proposta do ENADE AMBIENTAL é não compulsória, ou seja, só será adotada se a instituição a que ele está vinculado adote o procedimento, sendo uma contribuição, progressiva e contínua, dos alunos concluintes em relação aos ingressantes.

 



Escrito por Marino às 17h08
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ROUNDUP DA MONSANTO: DA ALERGIA AO CÂNCER 

google/transgêniconão

 

O herbicida Roundup é perigoso, inclusive em doses mínimas, segundo estudo

CAEN, França (AFP) - Um estudo realizado por um especialista em biologia molecular, afirma que o herbicida Roundup, o mais utilizado no mundo, é perigoso para a saúde humana, inclusive em doses mínimas, o que foi desmentido pelas empresa americana Monsanto que o vende.

Agência France-Presse, publicada no Yahoo Notícias (EcoDebate)

"Trabalhamos com células de recém-nascidos com quantidades do produto 100.000 vezes inferiores com as quais qualquer jardineiro comum está em contato. O Roundup programa a morte das células em poucas horas", declarou à cientista francês Gilles-Eric Séralini, professor de biologia molecular, autor do estudo publicado pela revista Chemical Research in Toxicology.

"Os riscos são principalmente para as mulheres grávidas, mas não apenas para elas", acrescentou o pesquisador do Comitê de Pequisa e Informação Independente sobre Engenharia Genética (Crii-gen).

Da alergia ao câncer, quando é maior a fragilidade da pessoa, maior é o risco, acrescentou.

A Monsanto França responde à consulta da AFP a respeito desse estudo mediante um comunicado no qual assinala que o "Roundup foi concebido unicamente como herbicida. Os trabalhos realizados regularmente pela G-E. Séralini sobre o Roundup constituem um desvio sistemático do uso normal do produto a fim de denigri-lo, apesar de ter sido demonstrada sua segurança sanitária há 35 anos no mundo".

Por sua parte, a Séralini recordou que, "em 2005, foi provada sua toxicidade, mas não em doses infinitesimais".

A agência americana de proteção ao meio ambiente (US Environmental Protection Agency, EPA) detalhou os efeitos nocivos para a saúde que pode provocar a exposição a importantes doses de Roundup: "congestão pulmonar e aceleração do ritmo respiratório", entre outros.

Este herbicida é utilizado pelo governo colombiano apoiado pelos Estados Unidos dentro do chamado Plano Colômbia, oficialmente destinado a destruir as plantações de coca.

Em janeiro de 2007, a sociedade Monsanto foi condenada por um tribunal de Lyon (centro-leste da França) por falsa propaganda do Roundup, tal como ocorreu anterioremente e pelos menos motivos nos Estados Unidos.

Em virtude destas condenações, a Monsanto não pode assinalar nos rótulos do produto que o mesmo é biodegradável.

 



Escrito por Marino às 10h53
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ECOTURISMO X EDUCAÇÃO AMBIENTAL

google/souturista

 

A matéria abaixo retrata uma situação comum que deve merecer total atenção da sociedade, principalmente dos turistas. Na realidade, a utilização do termo "ecoturismo" por grande parte de agentes de turismo, esconde-se uma prática que visa simplesmente o lucro. Uma atividade qualquer, totalmente descompromissada com as questões ambientais. A pesquisa retratada na matéria é importante e nos impulsiona a ser mais críticos na hora de escolher um pacote de" turismo ecológico". Avalio ainda que órgãos de controle da atividade devem estar mais preparados para evitar a farsa que pode ser ainda mias danosa ao meio ambiente. Marino Elígio Gonçalves.

Avanço do ecoturismo ignora educação ambiental

Uso do ambiente natural apenas como cenário e lógica de consumo aproximam atividade do turismo tradicional

Agência USP de Notícias, 07/01/2009 (EcoDebate)

Lógica de mercado permeia oferta de roteiros ecológicos - O ecoturismo apresenta o maior crescimento entre as atividades turísticas em todo o mundo, mas seu desenvolvimento não vem sendo acompanhado pelo aumento da preocupação com a prática de uma educação ambiental, aponta pesquisa da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq) . O estudo do professor de turismo Hélio Hintze abordou a origem e contexto do ecoturismo a partir de suas relações com a cultura do consumo, que obedece à lógica da busca incessante pelo lucro.

O objetivo central do estudo foi averiguar a existência de uma preocupação com a educação ambiental nas atividades e pacotes ecoturísticos comercializados. Para tanto, foi feito um levantamento bibliográfico referente ao tema e, ao mesmo tempo, procurou mensurar a preocupação com a educação ambiental nas atividades desenvolvidas pelas operadoras de ecoturismo. A partir disso, foram entrevistados proprietários e gerentes de operadoras de ecoturismo da cidade de São Paulo, todas membros da Associação Brasileira de Turismo de Aventura (Abeta).

Segundo o pesquisador, a utilização do prefixo "eco" funciona como um sedativo para a consciência das classes médias. "O uso mercadológico do eco atua como uma nova roupagem para o que ainda pode ser antigo. Tudo agora é eco. Por exemplo, postos de gasolina ecológicos, ecoresorts, ecoempreendimentos, programas de Ecoeficiência em empresas de diversos ramos utilizam-se desta estratégia de marketing. Ser ecologicamente correto está definitivamente na moda", destaca.

Muitas operadoras turísticas têm se utilizado do ambiente natural apenas como cenário para a realização das atividades e a busca pelo consumo da experiência no ecoturismo aproxima-o de seu par, o turismo convencional. "As semelhanças entre a prática do ecoturismo e a do turismo convencional merecem questionamento, pois obedecem aos ritmos que condicionam nosso tempo", lembra Hintze. A pesquisa foi orientada por Antonio Ribeiro de Almeida Júnior, professor do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES) da Esalq.

Educação

Segundo o pesquisador, o ecoturismo busca ser uma alternativa ao turismo convencional, não será apenas por ser realizado em um ambiente natural ou por visitar casas de pessoas de uma comunidade tradicional que ele poderá obter tal chancela. "Quanto à questão do planejamento das atividades educacionais, pudemos perceber nas falas dos representantes das operadoras uma espécie de consenso sobre o não embasamento conceitual de tais atividades por eles praticadas", acrescenta.

De acordo com a pesquisa, existe explicitamente a crença de que através de manuais ou materiais impressos se faz educação ambiental por meio da transmissão de informações a respeito do destino e de sua complexidade. "Usar apenas tais materiais é uma forma reducionista que reforça a fragmentação pós-moderna da compreensão do meio ambiente e, obviamente, das complexas relações ambientais e sócio-ambientais que o compõem", ressalta Hintze. "Este tipo de material pode ser utilizado se for associado a outras ações educativas".

A pesquisa constatou que a produção deste tipo de material é uma prática espetacular. "Assumindo ares de defensoras do meio ambiente, as empresas interessadas na manutenção de sua área de exploração turística unem-se pela causa, produzindo apostilas para entregar a seus visitantes, agregado a causa ambiental ao seu logotipo, por exemplo", aponta o pesquisador. A configuração mercadológica dos pacotes ecoturísticos em ambientes naturais pode ser flagrada por obedecer o mesmo ritmo intenso da vida cotidiana dos ecoturistas e interferir de maneira nem sempre adequada nos destinos de viagens.

"A viagem acaba por obedecer aos mesmos ritmos da vida cotidiana dos ecoturistas. Inclusive pela inserção irônica do 'dia livre' em roteiros ecoturísticos", relata o pesquisador. "Se o ecoturismo é uma atividade praticada no tempo livre das pessoas, como é possível haver um 'dia livre' na programação? Para além da ironia, tal dia tem a função de período no qual se pode vender uma programação local não incluída no pacote original". Hintze conclui que para as comunidades receptoras, a imposição vem com a necessidade da adequação de seu modus vivendi e da adaptação de seu lugar de vida para o atendimento às demandas das operadoras e seus clientes.

 



Escrito por Marino às 10h40
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ÁGUA 

google

 

Um dia com o mínimo possível de água: você conseguiria?

 Murilo Alves Pereira, Uol Ciência e Saúde, 07/01/2009

O balde cheio d'água dançava em minhas mãos. Levantei com dificuldade e despejei uma boa parte sobre a cabeça. Dever cumprido, um banho digno. E ainda restava um fiozinho de água para terminar o dia. O sacrifício de tomar banho a baldes de água fria foi movido por um desafio: passar um dia completo com apenas 20 litros de água.

A quantidade, definida por normas internacionais da Organização Mundial de Saúde e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), é o mínimo de que o ser humano precisa para preservar seu bem-estar físico e dignidade referente à higiene pessoal. Na prática, porém, a história é outra.

Enquanto eu controlava um dos últimos baldes da minha cota diária, um norte-americano acionava mais uma vez o botão da descarga, em seu apartamento em Manhattan. Ao final do dia, ele terá gasto 50 litros gastos só com descarga - dois dias e meio do meu desafio indo ralo abaixo!

O gasto do cidadão norte-americano médio é de incríveis 575 litros de água por dia, segundo informa o Relatório de Desenvolvimento Humano, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), de 2006, que trata da escassez de água. A média européia fica entre 200 e 300 litros e, aqui no Brasil, gastamos, em média, 180 litros.

A situação na África Subsariana, claro, é bem diferente. Em Moçambique, a população tem acesso a menos de 10 litros diariamente. No Quênia, as pessoas precisam andar quilômetros para conseguir de 12 a 14 litros ao dia. Em época de seca, quando os rios encolhem, esse número cai bastante.

A falta de água é problema sério em um planeta sedento e desigual. Ao fim do dia do meu desafio, 4.900 crianças menores de 5 anos morreram de diarreia no Quênia. A doença, segunda maior assassina de crianças em todo mundo, tira a vida de 112 bebês quenianos a cada mil que nascem.

A relação acesso à água e doenças é bastante clara. "Com o aumento da oferta de água no Nordeste brasileiro, a mortalidade infantil caiu drasticamente na região", confirmou o coordenador de Ciências Naturais da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco/Brasil), Celso Schenkel. Segundo ele, 1,1 bilhão de pessoas em todo o mundo ainda não contam com o fornecimento de água potável e estão sujeitas a enfrentar doenças mortais ou viver sem a dignidade de um banho.

Pensei nisso ao enfrentar 24 horas com meros 20 litros de água. Separei minha cota em um engradado, para ter o controle exato. Reservei em uma garrafa pet dois litros exclusivos para minha hidratação e fui à luta.

 



Escrito por Marino às 09h53
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DEIXE O POVO PALESTINO EM PAZ

uol: bombardeios de Israel atinge escola da ONU

 Reuters

A cada dia da insanidade de Israel contra o povo palestino mais desacreditada fica a ONU. É um absurdo o que está acontecendo. O somatório das mortes anunciadas a cada instante é estarrecedor. Já são quase 700 vítimas fatais, mais de 3 mil feridos. Como cidadão brasileiro eu exijo de nossas autoridades a reprovação veemente das atitudes bélicas de Israel. Exijo que o Brasil se posicione na ONU e pressione os líderes mundiais a condenarem esse massacre. Apelo às autoridades religiosas que se posicionem. Acuso a imprensa mundial de ser passiva e conivente com o que está acontecendo em Gaza. Estou indignado. Marino Elígio Gonçalves. 

Quarenta pessoas morrem após novo ataque de Israel atingir escola da ONU; Exército conhecia local, declara porta-voz

UOL Notícias, 06/01/2009

Pelo menos 40 pessoas que tinham se refugiado na escola Al-Fakhoura, situada no campo de refugiados de Jabalya, norte da faixa de Gaza, e administrada pela ONU, foram mortas nesta terça-feira (6) em um bombardeio israelense, anunciou uma fonte médica, ampliando o saldo divulgado anteriormente.

Este é o segundo ataque contra uma escola da ONU nas últimas 24 horas. Ontem à noite, três pessoas da mesma família morreram em um bombardeio na escola Asma, em Beit Lahia, onde mais de 400 palestinos estão refugiados.

A porta-voz da ONU para os refugiados palestinos, Elena Mancusi, declarou, em Genebra (Suíça), que o Exército de Israel sabe onde estão as instalações da ONU: "nossas instalações de saúde, escolas ou armazéns são conhecidas pelas forças israelenses para prevenir ataques do ar ou incursões. Eles sabiam que era um abrigo. Este foi um ataque contra uma instalação da ONU", acusa Mancusi.

A representante da ONU questionou a afirmação de Israel de que os ataques são dirigidos somente contra milicianos do Hamas, e afirmou que este não foi o primeiro ataque a uma instalação da ONU durante a ofensiva de Israel em Gaza. Mancusi lembra que no terceiro dia da ofensiva em Gaza, um centro de formação da UNRWA também foi alvo de um bombardeio, que deixou oito mortos, entre eles menores de idade.

No
11º dia de bombardeios contra a Faixa de Gaza, o número de mortos entre os palestinos chegou a 630, enquanto os feridos chegam a 3 mil, segundo fontes hospitalares. Mancusi lembra que, entre os mortos, há trabalhadores de seu organismo, estudantes de escolas administradas pela UNRWA e centenas de refugiados.

"Somos testemunhas de um ataque sem precedentes por parte de uma das potências militares mais sofisticadas em uma das zonas urbanas de maior densidade demográfica do mundo", acrescenta Mancusi.

Na última segunda-feira, o "fogo amigo" de um tanque de Israel matou três soldados israelenses e feriu 24 outros, o que gerou mais críticas à ação militar e ao governo em Israel. O Exército disse que um outro oficial israelense também morreu e existe a chance de que ele também tenha sido morto por falha do próprio Exército.

"Sofrimento insustentável"
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e a ONU, as duas maiores organizações de ajuda em casos de guerra, afirmaram hoje que o acesso às vítimas do conflito é o grande desafio humanitário na faixa de Gaza, onde o sofrimento da população é "insustentável".

 



Escrito por Marino às 15h11
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 FROTA DE ÔNIBUS PAULISTA E CARIOCA COM DÍESEL MENOS POLUENTE

google

 

 

 Ônibus de São Paulo e Rio de Janeiro já circulam com diesel menos poluente

Vinicius Konchinski, Agência Brasil, 06/01/2009

A primeira fase do acordo judicial firmado entre Ministério Público Federal (MPF), empresas e órgãos federais para redução do nível de enxofre do diesel vendido no país está sendo cumprido. De acordo com os sindicatos de empresas de transporte coletivo de São Paulo e Rio de Janeiro, os ônibus que circulam nas duas cidades já estão sendo abastecidos com um combustível menos poluente e com quantidade de enxofre 90% menor do que o utilizado até o final de 2008.

Segundo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em setembro, a frota de ônibus das duas maiores cidades do país é primeira a usar o diesel menos poluente. Desde 1º de janeiro, eles não podem mais rodar com o combustível tipo S500 - com 500 partes de enxofre por milhão de partes (ppm) de diesel. Só podem usar o diesel S50 - com 50 ppm de enxofre.

Representantes da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) e do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SP-Urbanuss) ouvidos na segunda-feira (5) pela Agência Brasil afirmaram que a exigência está sendo cumprida. Segundo eles, apesar de toda polêmica envolvendo o assunto as empresas de transporte coletivo, mesmo não tendo assinado o TAC, estão fazendo sua parte.

"Os ônibus de todas as empresas já estão rodando com o diesel S50", garantiu o gerente de Operações da Fetranspor, Guilherme Wilson, referindo-se aos cerca de 7.500 ônibus, de 45 empresas cariocas de transporte coletivo urbano. "Agora, vamos analisar, ônibus por ônibus, o quanto a mudança no combustível reduziu a quantidade de poluentes emitidos", informou.

De acordo Guilherme Wilson, pesquisas realizadas por algumas montadoras demonstram que o corte de 90% no nível de enxofre causa uma queda de 10% a 40% da emissão de particulas poluentes. Esse material particulado, disse Wilson, está entre as substâncias mais danosas ao ser humano emitidas pelos automóveis, ônibus e caminhões movidos a diesel.

"Ao que tudo indica, o abastecimento com diesel S50 está sendo feito", complementou Carlos Alberto de Souza, diretor-executivo da SP-Urbanuss.

Souza explicou que não foi possível consultar as 16 empresas filiadas ao sindicato para checar a adaptação. Afirmou, contudo, que seguramente a grande maioria dos 8.400 ônibus da frota paulistana já usa o diesel com menos enxofre.

O Ministério Público Federal, que acompanha o cumprimento do TAC, informou hoje que não há notícias sobre desrespeitos aos termos do acordo. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, todos signatários do TAC - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Petrobras e Ministério do Meio Ambiente - devem enviar relatórios sobre as ações tomadas para a adequação. Assim o MPF, poderá monitorar a questão.

A Petrobras, responsável pelo fornecimento do diesel, informou, em nota, que o abastecimento de diesel S50 é regular. Disse, entretanto, que o combustível está sendo importado para cumprimento do TAC.

A ANP, que regula a distribuição de combustível no país, também informou que, até agora, não há notícias sobre descumprimento do acordo. De acordo com a Agência, equipes de fiscalização vão acompanhar o cumprimento de todas as fases do termo firmado.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, as próximas fases do TAC prevê para 1º de maio a substituição de todo diesel vendido em Belém, Fortaleza e Recife. A partir de agosto, será a vez da substituição do diesel dos ônibus que rodam em Curitiba.



Escrito por Marino às 12h15
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BOA NOTÍCIA: RESPONSABILIDADE DOS AGENTES FINANCEIROS

mma 

Foto Caixa só financiará empreendimentos usuários de madeira legal  

Caixa só financiará empreendimentos usuários de madeira legal

Ascom/MMA, 05/01/2009

Entrou em vigor no último dia 1º de janeiro de 2009, o Acordo de Cooperação Técnica para Ação Madeira Legal firmado entre o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama e a Caixa Econômica Federal para garantir o uso de madeira nativa de origem legal nos empreendimentos financiados pelo banco.

De acordo com o Coordenador Geral de Gestão dos Recursos Florestais do Ibama, José Humberto Chaves, o acordo de cooperação visa coibir o uso de madeira de origem ilegal nas obras e empreendimentos financiados pela Caixa, definir medidas para comprovar a origem legal das madeiras utilizadas nesses empreendimentos, implantar ações e procedimentos visando garantir a origem legal das madeiras utilizadas, criar uma lista das construtoras inadimplentes ou que descumprirem as regras definidas para a comprovação da origem legal da madeira nativa utilizada na construção e desenvolver ações educativas para o uso de madeira legal.

Ao Ibama caberá, dentre outros, disponibilizar acesso e treinamento ao Sistema DOF - módulo de consulta - aos empregados da Caixa autorizados, realizar a autuação das empresas que não apresentarem os documentos de comprovação da origem legal das madeiras à Caixa e de divulgar a ação junto ao setor de construção civil.

É importante que as construtoras e demais entidades organizadoras de empreendimentos habitacionais procurem a Unidade do Ibama mais próxima em caso de dúvidas para adquirir madeira de origem legal. É preciso salientar sobre a necessidade das construtoras estarem inscritas e regulares no Cadastro Técnico Federal para poderem movimentar madeiras no Sistema DOF ou no Sistema Eletrônico Estadual integrado.

A partir de janeiro será exigida a apresentação do Documento de Origem Florestal  DOF junto à Caixa pelas construtoras e entidades organizadoras e os casos de inadimplência serão encaminhados para averiguação pelo Ibama, afirma Chaves. Maiores informações sobre como obter o DOF podem ser encontradas na página do Ibama na Internet (www.ibama.gov.br).

 



Escrito por Marino às 12h04
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NOVO DECRETO QUE REGULAMENTOU LEI DE CRIMES AMBIENTAIS ESTÁ AMEAÇADO

mma/ibama

 

Câmara Federal poderá sustar decreto sobre crimes ambientais

Decreto número 6.514/08, considerado um retrocesso na política ambiental brasileira pela senadora Marina Silva, passa, agora, pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara.

Juarez Tosi, 6/1/2008, extraído do Portal do Meio Ambiente

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal, poderá sustar o Decreto número 6.514/08, do Executivo, que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais. As sanções previstas no decreto vão de advertência até multa diária, que pode chegar a R$ 50 milhões. O Decreto, publicado em julho do ano passado, têm sido muito criticado pela oposição e por ambientalistas. Ele dá competência aos fiscais do meio ambiente da União e dos estados, assim como aos agentes das Capitanias dos Portos do Ministério da Marinha para lavrar autos de infração ambiental. Esses agentes têm poder para aplicar, multas, sanções de apreensão de produtos e equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração, além da suspensão de venda e fabricação do produto e do embargo ou demolição de obra.

Em dezembro passado, a senadora Marina Silva, ex-ministra do meio ambiente, fez duras críticas ao Decreto de Executivo, por considerá-lo "um retrocesso na política ambiental brasileira". A senadora enfatizou que com as modificações, a aplicação de multas por desmatamento e a resolução que vedou o acesso aos recursos de bancos públicos e privados aos desmatadores foram suspensas.

Para ela, com o novo texto, "os embargos impostos em decorrência de ocupação irregular de áreas de reserva legal não averbada, cuja vegetação nativa tenha sido suprimida até a data da publicação deste decreto, serão suspensos até 11 de dezembro de 2009". Depois dessa data, há ainda 120 dias para a adequação à lei.

Apesar de pertencer ao partido do governo, a ex-ministra mostrou-se muito desconfortável, apontanto, para a aprovação do Decreto, "pressões daqueles que querem continuar no mesmo diapasão do uso predatório da floresta, sem respeitar a legislação ambiental brasileira".

Segundo Marina Silva, na prática, a medida concede anistia todas as propriedades irregulares embargadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). "Os contraventores poderão plantar, comercializar, ter acesso ao crédito. E isso vai na contramão do plano de combate ao desmatamento", complementou ela

Ao apresentar o Decreto Legislativo 982/08, os integrantes da Comissão de Agricultura justificam que, a pretexto de disciplinar a aplicação da lei, o Executivo criou novas obrigações, instituindo penalidades antes não previstas pelo legislador. E alegando que uma lei só pode ser alterada por outra lei e com base no artigo 109 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, os deputados dizem que "a proposta tem como objetivo recompor a ordem jurídica que foi violada".

Antes de ser votada pelo Plenário, a proposta será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e Constituição e Justiça e de Cidadania.



Escrito por Marino às 11h43
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DEIXE O POVO PALESTINO EM PAZ

worldpress: crianças mortas em bombardeio de Israel em Gaza, em 2008

 

PAREM AS BOMBAS, INICIEM A PAZ!

Israel promove um massacre do povo Palestino. Os EUA dizem amém. A imprensa está amordaçada por Israel e ainda assim não se insurge, não diz que isso é contra os direitos humanos, não grita que isso fere o direito à informação... A imprensa mundial está subjugada. Leio os noticiários e todos eles informam que "segundo Israel...", "que de acordo com o Exército de Israel...". Ora, ora! Há que dar um basta nisso tudo. O mundo não pode permitir que atrocidades sejam cometidas diariamente por um povo contra o outro e, para mim, não importa quem é o bandido ou o mocinho. O certo é que vítimas inocentes, civis, mães, crianças, idosos... estão morrendo. A incapacidade da ONU em mediar conflitos está patente. Acho mesmo que a ONU perdeu sua credibilidade quando os EUA, à revelia da ONU, invadiu o Iraque, sob a mentira de Bush de que o Iraque possuía armas de grande poder ofensivo. A intolerância e a prepotência das autoridades de Israel são um deboche ao mundo. Matam inocentes e dormem como anjinhos... Até quando?

No blog do João da Caixa (que eu recomendo e encontra-se relacionado ao lado aqui mesmo em meu blog, bastando dar uma clicada) traz videos e fotos do massacre. Acessem o blog... denunciem... peçam por paz... exijam a PAZ. Marino Elígio Gonçalves.

    



Escrito por Marino às 10h06
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RESERVA BIOLÓGICA DAS PEROBAS

mma/Rebio das Perobas

 

De Fato e de Direito

Ainda repercutindo sobre as contrainformções relacionadas à Rebio das Perobas, lembrei-me de uma importante reunião em Brasília em que estive presente juntamente com uma comissão de interessados de ambos os municípios em que a UC se situa, Cianorte e Tuneiras do Oeste. Referida reunião teve repercussão na mídia, conforme se verifica pela matéria a seguir. Pelo teor é possível confirmar o desejo de uma solução consensuada e que melhor atendesse aos anseios da comunidade, dos proprietários e, principalmente , do meio ambiente. Marino Elígio Gonçalves.

 

Criação da Reserva das Perobas deverá ser anunciada durante a COP8

Adilson Borges, Ambiente Brasil, 02/02/2006

A criação da Reserva Biológica das Perobas, a primeira das cinco Unidades de Conservação no Paraná proposta pelo Ministério do Meio Ambiente protegendo a floresta com Araucária deverá ser anunciada pela ministra do Meio Ambiente Marina Silva durante a COP8 - 8ª Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica, em Curitiba (PR), no mês de março deste ano.

A afirmação é do superintendente do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis do Paraná, Marino Gonçalves. Ele participou de uma reunião em Brasília nesta terça-feira (31) com o diretor de Áreas Protegidas do Meio Ambiente, Maurício Mercadante, comissão de representantes dos municípios de Tuneiras do Oeste e Cianorte e de proprietários que terão áreas incluídas na nova área de proteção a ser criada.

Marino Gonçalves afirmou que a comissão já havia apresentado uma proposta de nova demarcação dos limites da unidade que levava em conta o contorno da floresta, liberando, desta forma, várias propriedades, sobretudo de pequenos agricultores.

Segundo Gonçalves, a comissão sugeriu que a Zona de Amortecimento (área que serve de escudo de proteção da Unidade de Conservação) fosse de apenas 50 metros, e que houvesse a permissão para averbação como reserva legal de outras propriedades daqueles que serão atingidos pelo limite da reserva biológica.

O Ministério do Meio Ambiente e o Ibama, levando em consideração as reivindicações e diante de análise de seus técnicos apresentou a nova proposta do Governo Federal. Praticamente, a totalidade dos pleitos da comissão foi atendida, a exceção da zona de amortecimento que foi fixada em 500 metros e não 50 metros como sugerido.

No novo traçado da unidade buscou-se privilegiar os limites naturais, ou seja, os rios que a banham. Por esse novo desenho, além da área da Companhia de Melhoramentos Norte do Paraná - que possui mais de 90% de toda Reserva Biológica -, outras áreas não tiveram condições de serem excluídas, e deverão ser desapropriadas.

No entanto, afirmou Gonçalves, ficou esclarecido que os proprietários serão indenizados com preço de valor de mercado. "Eles somente deixarão de utilizar suas terras quando houver o efetivo pagamento da indenização".

Segundo ele a indenização será paga em dinheiro, portanto, diferentemente de quando a desapropriação é para fins de reforma agrária em que a terra nua é paga com TDA - Títulos da Dívida Agrária.

Por fim, sinalizou-se positivamente para a permissão de averbação de reserva legal de outras propriedades, desde que a área correspondente fosse deduzida do valor da indenização e doada ao Ibama para a manutenção da integridade da Reserva Biológica. A comissão presente na reunião deverá consultar os demais interessados e apresentar a resposta final em um prazo de 15 dias.

Marino Gonçalves destacou a importância da criação. "A Reserva Biológica das Perobas deve ser algo querido por todos, de maneira que a sua relevância seja ressaltada aos paranaenses, constituindo a área em um espaço natural e privilegiado de pesquisas visando conhecer a riqueza da diversidade biológica e sua necessária proteção", afirmou.

A reserva proposta pelo Ministério do Meio Ambiente está localizada na bacia do rio Ivaí (noroeste do Paraná) possui 9.300 hectares de uma área formada de Floresta Estacional Semidecidual e a Floresta Ombrófila Mista, com predominância de peroba, espécie ameaçada de extinção. Por se tratar de um fragmento isolado, é o único refúgio de fauna da região, com grande diversidade de espécies.

 



Escrito por Marino às 16h33
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ABELHAS: TERMÔMETRO DE POLUIÇÃO

google

 

Abelhas serão usadas para medir a poluição do ar

Portal Terra, 05/01/2009

A cidade de Córdoba, na Espanha, vai utilizar um sistema "diferente" para estudar a poluição do ar. O novo método deverá utilizar abelhas para verificar os níveis de poluição na atmosfera. As informações são do El Mundo.

O presidente da Associação de Apicultores de Córdoba, Angel Fernandez, elogiou o lançamento deste método, segundo ele "as abelhas são o termômetro mais próximo da poluição", ele ainda descreveu o sistema como "o melhor" para avaliar a qualidade do ar em Córdoba.

Para iniciar o estudo, colméias são colocadas nos edifícios mais altos e a partir destes lugares, as abelhas entram em contato com plantas, então, os investigadores devem avaliar o animal para verificar a poluição do ar.

A assinatura deste acordo irá permitir a realização de um novo estudo sobre qualidade do ar no município, que é uma das medidas incluídas no Plano de Ação da Agenda 21 de Córdoba.

Especificamente, o estudo irá revelar o impacto da poluição atmosférica na cidade, principalmente os metais pesados como cromo, chumbo e níquel.

O projeto de pesquisa terá a duração de trinta meses a contar da assinatura do acordo e vai produzir mapas com diferentes níveis de biodiversidade para ajudar na gestão ambiental e planejamento do uso da terra.

 



Escrito por Marino às 15h22
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RESERVA BIOLÓGICA DAS PEROBAS

mma/Rebio das Perobas

De Fato e de Direito

Li no blog do amigo Carlos Giovanni que algumas pessoas acostumadas com a prática de crimes ambientais e, por isso mesmo, que não gostam da presença do Estado, estão divulgando que a REBIO das Perobas não existe legalmente, pois o decreto que a teria criado não possui número. Ora, isso é um absurdo! O Decreto não precisa de número, basta o dia e a correspondente publicação no veículo oficial do Poder decretante. É a sua publicação que dá publicidade à norma e, via de consequência, a materialização de seus efeitos. Essa questão, aliás, é de menor importância, pois o que vale mesmo é a existência daquela Unidade de Conservação, tida como uma verdadeira joia, um oásis perdido na imensidão de áreas descobertas de mata. A criação da Rebio das Perobas teve forte participação da sociedade organizada do Paraná e contou ainda com a conjugação de interesses da União, dos proprietários e dos municípios lindeiros. Dentre todas as cinco novas Unidades de Conservação Federais criadas no Paraná em 2005-2006, a Rebio das Perobas foi a única que não registrou conflitos e desentendimentos. Na realidade, o bom senso imperou, sobretudo, diante do reconhecimento público da importância ambiental daquela área. Como disse o Chefe da Rebio, Carlos Alberto Feraresse De Giovanni, ela existe de FATO e de DIREITO. Cabe ao Podr Público e a cidadania lutar por sua preservação e implementação. Segue decreto de criação assinado pelo Presidente da República, Sr., Luis Inácio LULA da Silva, extraído do Blog do Carlos Giovanni. Marino Elígio Gonçalves.

 

Presidência da República Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

DECRETO DE 20 DE MARÇO DE 2006.


Cria a Reserva Biológica das Perobas, no Estado do Paraná, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 10 da Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000, e no Decreto no 4.340, de 22 de agosto de 2002, e o que consta do Processo no 02001.002205/2005-68,

DECRETA:

Art. 1o Fica criada a Reserva Biológica das Perobas nos Municípios de Tuneiras do Oeste e Cianorte, no Estado do Paraná, com o objetivo de preservar os ecossistemas naturais existentes, com destaque para os remanescentes de Floresta Estacional Semidecidual e sua fauna associada, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades controladas de educação ambiental.

Art. 2o A Reserva Biológica das Perobas tem os limites descritos a partir da Carta Topográfica de Cianorte, Folha SF.22-Y-C-VI, em escala 1:100.000, editadas pela Diretoria do Serviço Geográfico do Exército, com o seguinte memorial descritivo: inicia-se a descrição do memorial descrito da Reserva Biológica das Perobas a partir do ponto 0, de c.p.a. 318368 E e 7359944 N; segue em linha reta numa distância de 1558 metros até o ponto 1; do ponto 1, de c.p.a. 319158 E e 7361288 N, segue em linha reta numa distância de 1741 metros até o ponto 2; do ponto 2, de c.p.a. 319202 E e 7363029 N, segue em linha reta numa distância de 988 metros até o ponto 3; do ponto 3, de c.p.a. 318217 E e 7363108 N, segue em linha reta numa distância de 776 metros até o ponto 4, localizado na nascente do Córrego Ariranha; do ponto 4, de c.p.a. 318465 E e 7363844 N, segue à jusante pela margem esquerda do referido córrego até o ponto 5, localizado na sua confluência com o Rio dos Índios; do ponto 5, de c.p.a. 323399 E e 7367370 N, segue a montante pela margem direita do Rio dos Índios até o ponto 6, localizado na confluência com um tributário sem denominação; do ponto 6, de c.p.a. 323857 E e 7366429 N, segue a montante pela margem direita do tributário sem denominação até o ponto 7; do ponto 7, de c.p.a. 324699 E e 7366486 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 1025 metros até o ponto 8; do ponto 8, de c.p.a. 324953 E e 7365439 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 900 metros até o ponto 9, localizado na margem direita do Rio dos Índios; do ponto 9, de c.p.a. 324086 E e 7365267 N, segue a montante pela margem direita do Rio dos Índios até o ponto 10, localizado na confluência com o Córrego Cheio; do ponto 10, de c.p.a. 326851 E e 7360375 N, segue a montante pela margem direita do Córrego Cheio até o ponto 11; do ponto 11, de c.p.a. 325182 E e 7358624 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 1010 metros até o ponto 12; do ponto 12, de c.p.a. 324667 E e 7357749 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 1130 metros até o ponto 13; do ponto 13, de c.p.a. 325583 E e 7357094 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 860 metros até o ponto 14; do ponto 14, de c.p.a. 324798 E e 7356742 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 640 metros até o ponto 15; do ponto 15, de c.p.a. 324225 E e 7357086 N, segue em linha reta numa distância aproximada de 4000 metros até o ponto 16, localizado na margem esquerda (sentido Tuneiras do Oeste - Guaraitava) da Rodovia BR 487; do ponto 16, de c.p.a. 320919 E e 7354828 N, prossegue pela margem esquerda (sentido Tuneiras do Oeste - Guaraitava) da Rodovia BR 487até o ponto 17, localizado na margem direita do Córrego Concórdia; do ponto 17, de c.p.a. 313556 E e 7357612 N, prossegue a montante pelo referido córrego até o ponto 18, localizado na confluência do Córrego Concórdia com Córrego Mombuca; do ponto 18, de c.p.a. 312648 E e 7360222 N, prossegue a montante pela margem direita do Córrego Concórdia até o ponto 19; do ponto 19, de c.p.a. 312830 E e 7360381 N, segue em linha reta numa distância de 2351 metros até o ponto 20; do ponto 20, de c.p.a. 314967 E e 7359400 N, segue em linha reta numa distância de 1246 metros até o ponto 21; do ponto 21, de c.p.a. 315492 E e 7360530 N, segue em linha reta numa distância de 2010 metros até o ponto 22, localizado na margem direita do Córrego do Mazunguê; do ponto 22, de c.p.a. 317311 E e 7359674 N, prossegue a montante pela margem direita do Córrego Mazunguê até o ponto 23; do ponto 23, de c.p.a. 317745 E e 7360262 N, segue em linha reta numa distância de 699 metros até o ponto 0, início da descrição deste perímetro, perfazendo uma área aproximada de 8.716 hectares.
Parágrafo único. O subsolo das áreas descritas no caput deste artigo integram os limites da Reserva Biológica das Perobas.

Art. 3o A Reserva Biológica das Perobas será administrada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, que deverá adotar as medidas necessárias à sua efetiva proteção e implantação.

Art. 4o Fica estabelecido como zona de amortecimento o limite externo de quinhentos metros em projeção horizontal, a partir do perímetro da Reserva Biológica das Perobas.

Art. 5o As terras contidas nos limites da Reserva Biológica das Perobas, de que trata o art. 2o deste Decreto, pertencentes à União, serão cedidas ao IBAMA pela Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, na forma da lei.

Art. 6o Ficam declaradas de utilidade pública, para fins de desapropriação pelo IBAMA, os imóveis rurais privados existentes nos limites descritos no art. 2o deste Decreto, nos termos dos arts. 5o, alínea "k", e 6o do Decreto-Lei no 3.365, de 21 de junho de 1941.
Parágrafo único. A Advocacia-Geral da União, por intermédio de sua unidade jurídica de execução junto ao IBAMA, fica autorizada a promover as medidas administrativas e judiciais pertinentes, visando a declaração de nulidade de eventuais títulos de propriedade e respectivos registros imobiliários considerados irregulares, incidentes na unidade de conservação de que trata este Decreto.

Art. 7o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 20 de março de 2006; 185o da Independência e 118o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA  e Marina Silva



Escrito por Marino às 12h35
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PARQUE NACIONAL CAMPOS AMAZÔNICOS

Adriano Cambarini: Ana Rafaela D´Amico, Chefe do Parna Campos Amazônicos

Fiquei muito orgulhoso da matéria abaixo em que retrata um pouco do trabalho da Rafaela. A conheci quando era superintendente do IBAMA/PR. A Rafaela fazia parte da equipe de do Parque Nacional do Iguaçu. Atesto o seu compromisso ambiental e seu espírito profissional e dedicado ao serviço público. Não é a toa que o sucesso tem lhe acompanhado sempre. Para mim e para os seus colegas de trabalho a Chefe do Parna Campos Amazônicos é conhecida carinhosamente como "Rafa".  Desejo muito boa sorte a Rafa e felicidades neste novo ano que se inicia. Espero que o sucesso e as alegrias sejam seus grandes companheiros. Marino Elígio Gonçalves. 

Uma menina com mão de ferro na Amazônia

O ECO, 30/12/2008

Quem topa pela primeira vez com Ana Rafaela D´Amico em seu local de trabalho, o meio da floresta amazônica, pode até se perguntar o que ela faz por ali. Sua pouca idade - 27 anos completados em setembro, cabelos louros, olhos claros e traços ainda de menina confundem o observador. Mas tudo não passa de primeira impressão. Ana Rafaela chefia hoje uma das unidades de conservação mais problemáticas do país, o Parque Nacional dos Campos Amazônicos, área que protege frágeis ecossistemas em pleno arco do desmatamento, entre Rondônia, Amazonas e Mato Grosso.

Natural de Guaraniaçu, no interior do Paraná, Rafaela tomou gosto pela natureza ainda pequena, quando acompanhava o pai nos trabalhos de reflorestamento de pinus e via o poder da mata que crescia ao redor. Mas ela só descobriu que a conservação era o que desejava fazer pelo resto da vida quando um acaso a desviou da medicina, curso que sonhava em fazer, para a biologia. O empurrãozinho do pai foi decisivo para que ela tentasse o curso. E foi paixão à primeira vista.

Graduada na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Cascavel, Rafaela dedicou os primeiros anos de trabalho à conservação de mamíferos do Parque Nacional do Iguaçu. Mas ela queria mais, e sabia onde encontrar. O segundo concurso público promovido pelo Ibama, em 2005, a levou para Rondônia, onde trabalhou no Núcleo de Unidades de Conservação (NUC) e depois como coordenadora das unidades de conservação do estado.

Com a divisão do Ibama e a criação do Instituto Chico Mendes (ICMBio), em 2007, o setor em que trabalhava se extinguiu, o que a aproximou ainda mais do recém criado Parque Nacional dos Campos Amazônicos. "Era uma unidade que estava precisando muito da gente, estava com vários problemas que eu já atendia pelo NUC. Como não havia ninguém pra responder, acabava chegando até mim", explica.

Em apenas um ano e quatro meses, os resultados de seu trabalho - e o de sua equipe - já podem ser contabilizados. Em 2006, a unidade que hoje comanda foi considerado o parque nacional mais desmatado do país. Em 2008, ações empreendidas pela equipe de Ana Rafaela, como aumento da fiscalização, reuniões com moradores do entorno da unidade e acordos de convivência com os que ainda estão dentro dela, garantiram um ano sem nenhum hectare derrubado no parque. O próximo passo é a conclusão do plano de manejo, cujos trabalhos de campo foram realizados em novembro.

Por tudo isso, os desafios de Ana Rafaela ainda estão só começando. Superar a ausência da família,   enfrentar as doenças da região, combater desmatamentos, invasões, garimpos ilegais, queimadas e gado na unidade de conservação são alguns dos requisitos de quem escolheu trabalhar na Amazônia.



Escrito por Marino às 12h00
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É BOM PRESTAR ATENÇÃO!!! 

Célia Russo: Flona de Ipanema, Iperó-SP

 

Proteção a quatro florestas pode ser suspensa

Isso pode acontecer porque essas áreas não atendem requisitos como da autossustentabilidade

Agência Estado, 01/01/2009 

Quatro das 65 florestas nacionais podem perder a condição de áreas rigorosamente protegidas por lei. Um grupo de trabalho criado pelo Ministério do Meio Ambiente propõe o "rebaixamento" das Florestas Nacionais (Flonas) de Ipanema (SP), de Restinga do Cabedelo (PB), de Caçador (SC) e do Jamanxim (PA) por não atenderem requisitos como o da autossustentabilidade. Em documento enviado ao Ministério Público Federal, o Conselho Gestor da Flona de Ipanema, em Iperó, manifestou preocupação com sua possível descaracterização.

Segundo a conselheira Márcia Valéria Ferraro Gomes, servidores procuraram o conselho para denunciar um plano de cessão de parte dos 5,1 mil hectares do território para assentamento de
famílias ligadas ao Movimento dos Sem-Terra (MST). A perda da condição de floresta nacional permitiria a exploração mineral já requerida por uma multinacional da área de fertilizantes no Morro Araçoiaba, no interior da unidade.

"Nenhum desses fatos foi discutido diretamente com os servidores mas pode estar acontecendo num momento em que a unidade está vulnerável por ter expirado seu plano de manejo", disse a conselheira. O novo plano está em processo de revisão.

 



Escrito por Marino às 12h11
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CAPOBIANCO PÕE A BOCA NO TROMBONE

google: João Paulo Capobianco

 

"Lula não tem visão ambiental estratégica."

Entrevista com João Paulo Capianco

João Paulo Capobianco: ex-secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA); fora do governo desde a saída de Marina Silva do MMA, Capobianco diz que gestão Minc peca por um perigoso personalismo.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, está fazendo uma gestão "excessivamente personalista", na qual busca a todo momento "passar a impressão de que está sendo um bom ministro". Essa é a avaliação do ex-secretário-executivo da pasta, João Paulo Capobianco. Entrevista realizada por Herton Escobar, do O Estado de S.Paulo, 02/01/2009.

Para Capobianco, Minc deveria ser mais transparente sobre as derrotas da agenda ambiental. Por exemplo, no acordo sobre o diesel, que contrariou uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e adiou a redução dos níveis de enxofre no combustível. Segundo Capobianco, foi uma "derrota imensa". Minc, porém, noticiou o resultado como uma vitória. "Isso é muito grave, porque não permite que a sociedade perceba o que está em jogo", disse Capobianco ao Estado.

Após cinco anos na pasta, Capobianco deixou o governo em maio, junto com a ministra Marina Silva. Está agora na Universidade Columbia, em Nova York, onde atua como professor visitante e aproveita para refletir sobre os erros e acertos de sua própria gestão. "O plano de combate ao desmatamento falhou", reconhece.

A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao Estado.

Como o senhor avalia o início da gestão Minc?

O que eu vejo como um problema grave é que o Minc - que é um amigo e que tem um compromisso inquestionável com a agenda ambiental - está fazendo uma gestão excessivamente e perigosamente personalista. Ele quer de qualquer forma e a todo momento passar a impressão de que está sendo um bom ministro, de que está fazendo uma boa gestão. Isso é muito ruim, porque, na verdade, a questão ambiental é uma questão complexa, que implica inescapavelmente em conflitos. O resultado pode ser favorável ou desfavorável. Mas o que não pode acontecer - como tem acontecido - é que, quando a decisão for desfavorável, isso não seja explicitado como uma perda. A questão do diesel foi uma derrota imensa para a construção de uma agenda socioambiental responsável no País. Talvez a pior derrota dos últimos anos, porque lida com uma questão ambiental diretamente vinculada à saúde pública e com efeitos negativos amplamente reconhecidos.

Mas o Minc noticiou o acordo como uma vitória do MMA.

Sim, e isso é muito grave, porque não permite que a sociedade perceba o que está em jogo e possa se movimentar para resgatar o processo. Confunde a opinião pública.

Faltou pulso firme na negociação?

Não sei até que ponto o resultado poderia ter sido diferente. Mas entendo que essa foi uma perda lamentável, e não assumir essa perda é algo muito negativo. Ficou parecendo que todo mundo é responsável: o governo, a indústria, todo mundo. Não é verdade. Tem um responsável, sim, com nome, endereço e RG. A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) é formalmente responsável e isso precisa ser cobrado. Não se pode jogar uma cortina de fumaça, vender a ideia para a sociedade de que foi uma negociação benfeita, e agora cala a boca e engole o diesel. Outro caso dramático é o decreto das cavernas (que autorizou a destruição de certas grutas em troca da preservação de outras). É uma aberração completa, talvez a pior peça do arcabouço legal brasileiro desde a Constituição de 1988.

E a gestão Marina Silva, onde foi que errou?

Acho que falhamos muito na construção de uma relação mais produtiva com o setor econômico - que inclui agricultura, comércio, infraestrutura, transportes, energia, etc. Não sei o que poderíamos ter feito para fechar essa lacuna. Há um problema antigo, que tende a se agravar agora, que é a falta de uma visão estratégica sobre meio ambiente, ancorada numa decisão política de governo. A agenda ambiental não pode ser monopólio de um ou outro ministro; precisa fazer parte de uma visão de Estado, e essa visão não existe. O presidente (Lula) é sensível à questão ambiental? Claro que é. Mas ele não tem uma visão estratégica sobre o assunto, nem considera que seja uma questão estratégica.

E o senhor vê isso como uma falha do Ministério do Meio Ambiente, de não ter conseguido construir essa visão dentro do governo?

Vejo como uma realidade. O plano de combate ao desmatamento na Amazônia falhou. Falhou porque não se efetivou na área do desenvolvimento socioeconômico. Quem é o responsável por isso? É o conjunto do governo - em especial, os responsáveis pela política nacional, que são a Casa Civil e o Palácio do Planalto. A ministra Dilma Rousseff tem uma sensibilidade para a área ambiental muito menor do que tinha o Zé Dirceu (ex-ministro da Casa Civil). Isso dificulta muito o trabalho. Não é uma crítica de desqualificação, pois a ministra tem um compromisso indiscutível com os interesses nacionais. Mas ela não tem essa visão (ambiental) e não permite que ela exista dentro do governo, por considerar que a agenda ambiental coloca em risco os investimentos do governo.

A postura do ministro Minc não poderia ser vista como mais flexível, mais construtiva, comparada à postura da ministra Marina, que batia de frente com outras áreas do governo?

Há uma mística ingênua com relação a isso, de que a Marina só batia cabeça no governo. Se só batesse cabeça não teria feito tudo que fez. O problema é que não existe, no núcleo do governo, um entendimento de que a questão ambiental é parte de uma solução estratégica para o desenvolvimento do País. O meio ambiente é tratado como um problema a ser resolvido, como um empecilho. Aí não cabe um ecopragmatismo personalista exagerado, como o tal "dois pra lá, dois pra cá" (frase do ministro Minc para descrever sua política de licenciamento de obras no início da gestão). Na questão ambiental não existe isso, porque os "dois pra lá" podem trazer um dano tão grave que nem "dez pra cá" poderão resolver. O fato de receber mais dinheiro para preservar duas cavernas não minimiza a perda de uma outra. Você pode até perder essa caverna, mas a sociedade precisa ter clareza sobre as consequências dessa decisão.

Quem é:

João Paulo Capobianco

Foi ativista das organizações SOS Mata Atlântica e Instituto Socioambiental (ISA). No MMA, foi secretário-executivo e secretário de Florestas e Biodiversidade na gestão Marina Silva. Hoje é professor-visitante da Universidade Columbia e pesquisador associado do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

 



Escrito por Marino às 11h32
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DANO AMBIENTAL: RESPONSABILIDADE DO BANCO QUE FINANCIOU EMPREENDIMENTO 

google

Banco responde por dano de empresa que financiou

Ambiente Já, 29/12/2008 (extraído do Blog da Telma Monteiro)

Em um cenário onde catástrofes ambientais tornaram-se globalmente comuns, devido à mudança climática ocasionada pela radical intervenção do homem na natureza, a responsabilização de seus causadores obteve o mesmo avanço, com o surgimento de severas normas voltadas ao resguardo do meio ambiente.

Muitos dos infratores são empresas que foram constituídas com o auxílio de instituições financeiras, por meio de cessão de crédito. Nesse diapasão, o presente texto tem o escopo de ressaltar a peculiar precaução que os bancos necessitam quando das cessões de crédito, pelo fato desse investimento os incluírem no quadro de responsáveis quanto aos danos ambientais ocasionados pelas atividades que financiaram.

Por força do Princípio da Responsabilidade Civil Objetiva, que impera no Direito Ambiental, o banco, apesar de não ter contribuído diretamente para a ocorrência do dano ambiental, será legitimado a responder civilmente por eventual degradação causada pela atividade que financiou.

A Responsabilidade Civil Objetiva, diferentemente da subjetiva, não exige a presença da "culpa" para responsabilizar o agente. Basta que tenha contribuído para o surgimento do evento danoso. A Lei 6.938/81, que estabelece a Política Nacional do Meio Ambiente, expõe, no parágrado 1º do artigo 14, a respeito da aplicação da Responsabilidade Civil Objetiva no Direito Ambiental, senão vejamos:

"§ 1º - Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade."

Ou seja, para a responsabilização por danos ambientais, na esfera civil, não importa se a instituição financeira agiu com culpa ou dolo ao contribuir para a degradação do meio ambiente, bastando, meramente, que sua atividade tenha colaborado para o surgimento do dano.

O banco, nesses casos, contribuiu para a ocorrência do dano, pois, sem a cessão de crédito, a empresa poluidora não teria verbas suficientes para ser constituída, o que impossibilitaria o surgimento da atividade degradante e, conseqüentemente, do dano ambiental.

Diante do Principio da Responsabilidade Civil Objetiva no Direito Ambiental, os bancos são responsáveis pelos danos ambientais ocasionados por atividades que financiaram, podendo, até, responder sozinhos pelas obrigações, de indenizar e recuperar o meio ambiente, impostas pela Justiça.

Assim sendo, devido à incontestável vulnerabilidade a que os bancos se submetem ao financiar projetos que venham a ter interação com o meio ambiente, é que aconselha-se a exigência de licenciamento ambiental dos projetos financiados, bem como a observância de princípios de responsabilidade social e ambiental na sua execução, considerando também que, se tais projetos causarem danos ao meio ambiente, poderão ensejar, além da responsabilização na esfera civil, a responsabilidade administrativa e penal dos financiadores, nos limites de suas culpabilidades.

Nesse contexto, torna-se indispensável a adoção de medidas preventivas que propiciem o controle ambiental dos projetos financiados, entre as quais a inserção de cláusulas específicas nos contratos de financiamento, condicionando a liberação de recursos à comprovação da regularidade ambiental dos projetos. Afora todos esses cuidados, é ainda aconselhável às instituições financeiras a solicitação de consultoria jurídica de especialistas da área, a fim de garantir a validade das referidas licenças ambientais, como forma de blindagem contra possíveis penalizações que possam surgir.

 



Escrito por Marino às 18h31
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20 ANOS DA MORTE DE CHICO MENDES  

google: Marina Silva

 

 

 

A dor da gente saiu no jornal

Marina Silva, 23/12/2008 (enviado pelo amigo Pedro Ivo)

Se Chico Mendes fosse vivo, certamente estaria na internet divulgando suas idéias e pedindo apoio à causa da floresta amazônica e das populações tradicionais e extrativistas que nela vivem. Ele tinha consciência aguda do papel da mídia para o movimento social. Se mais pessoas soubessem o que acontecia lá no Acre, se tivessem oportunidade de conhecer o pensamento dos seringueiros, talvez houvesse mais apoio para evitar que o dano irreversível acontecesse, com a derrubada da floresta.

Na época, a maior parte da imprensa de Rio Branco era muito hostil. Na maioria das vezes, Chico era tratado como intransigente inimigo do progresso, enquanto a situação real mostrava acelerada destruição ambiental e o deslocamento massivo de trabalhadores extrativistas para a periferia das cidades.

Chico procurava jornalistas que poderiam ter abertura para divulgar nosso lado, entender a resistência à motoserra, sensibilizar pessoas do Acre e de fora. Visitava redações, escrevia cartas e as levava pessoalmente. Eu achava aquilo muito constrangedor e me doía quando os jornais soltavam notinhas tripudiando.

No final de 1988 me preparava para ir a São Paulo tentar um tratamento contra a hepatite B. Antes de viajar, passei alguns dias em Xapuri, hospedada na casa do Chico, como sempre fazia quando estava lá. Ainda me emociono quando penso na nossa relação de amizade, confiança e fraternidade. Naquela casa tão pequena, de um único quarto, eu era abrigada num colchonete no chão, junto das crianças, ao lado da cama de Chico e de Ilzamar. Na maioria das vezes, na verdade, quem ia para o chão era o Chico e eu e Ilza ganhávamos o conforto da cama.

Na minha partida para Rio Branco, de onde seguiria para São Paulo, ele foi me acompanhar até a rodoviária. Fomos caminhando pela rua e puxou uma conversa triste e angustiante: "Desta vez não tem mais jeito. Acho que os cabras vão me pegar". Tentei achar uma saída: "Por que você não fala com o pessoal lá de Rio Branco pra denunciar nos jornais?". Ele respondeu de uma tal forma que me fez perceber o quanto estava desanimado e encurralado: "Não adianta, eles dizem que estou me fazendo de vítima, que quero posar de mártir pra me promover. Tem até jornalista que faz piada".

Continuamos andando num silêncio que nenhum dos dois sabia como romper. Senti que ele estava perdendo as esperanças na insistente militância para dar visibilidade ao movimento seringueiro e buscar aliados.

Fora do Acre tínhamos algum oxigênio. Os amigos ambientalistas e admiradores do Chico denunciavam, acionavam as autoridades federais, mas no estado o ambiente institucional era de violência e desmando, misturado a interesses que viam a derrubada da floresta e sua transformação em pastos e fazendas como a forma mais rápida de lucrar com a "colonização" da Amazônia.

Cheguei a São Paulo, fiquei na casa de parentes, em Ribeirão Pires. No dia 22 de dezembro de 88, fui à primeira consulta com o naturopata Adauto Vilhena e saí bem animada. Às dez da noite, o Gilson, primo de meu marido Fábio, ligou de Rio Branco: "Marina, fica calma". Eu respondi: "Mataram o Chico Mendes". Ele perguntou: "Como é que você sabe?". Desliguei o telefone porque não conseguia dizer mais nada.

Fábio e eu demoramos a conseguir dinheiro para as passagens de volta, mas ainda chegamos a tempo de assistir a missa de sétimo dia. A notícia tinha saído na primeira página do New York Times e o colunista Tom Wicker dissera que os tiros que mataram o Chico eram "disparos contra toda a humanidade". Só então a mídia brasileira despertou para a importância do fato e para o significado daquele seringueiro e de sua luta. Os telefones do PT e do sindicato não paravam de tocar.

Eram jornalistas do país inteiro - além da mídia estrangeira - querendo informações sobre o Chico. Tudo se passou como um movimento especular. Só quando nos vimos refletidos no espelho do mundo desenvolvido é que reconhecemos quem nos era de enorme valor.

Se não tivesse saído no New York Times, se não tivesse chegado a Rio Branco uma comissão de parlamentares americanos liderada por Al Gore, para se solidarizar com o movimento seringueiro e a família de Chico, talvez a morte dele tivesse sido apenas mais uma no rol dos assassinatos de lideranças de movimentos sociais que eram - e continuam sendo - rotina sinistra na Amazônia. No próprio Acre, Wilson Pinheiro, a maior liderança extrativista antes de Chico, também foi assassinado. E assim como ele, Ivair Higino, Calado, Elias, e tantos outros.

Com Chico foi diferente talvez por circunstâncias históricas, mas muito porque ele tinha um jeito único de entender o movimento. Sempre como ponte para uma aliança, sempre como forma de atrair diferentes pensamentos e experiências, desde que convergissem no essencial, nos valores. Nisso, foi além de seu tempo. De homem simples, introspectivo, pensativo, transformou-se numa referência impregnada em tudo o que aconteceu depois em termos da relação da sociedade com a proteção ambiental e do significado da Amazônia e de seus povos para o Brasil e para o mundo.

É incrível como temos dificuldade de reconhecer nossos próprios tesouros até que alguém nos diga: "isso não é pedra, é ouro." Primeiro um olho externo vê e nós nos vemos através dele. O bom é que, 20 anos depois, parece que temos nossas próprias lentes sobre a Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica e todos os nossos biomas.

Respeitamos mais as populações tradicionais, temos mais convicção sobre a importância do Brasil e sabemos que somos uma potência ambiental. Não é o suficiente para revertermos distorções históricas, mas já é um bom começo.

E Chico Mendes antecipou essa visão ao perceber que, na Amazônia, o caminho correto estava na junção da luta por uma sociedade mais justa com a defesa do meio ambiente e do uso respeitoso dos recursos naturais. Ele conseguiu viver e sintetizar dois mundos que naquela época pareciam ter pouco a ver um com o outro: o do movimento social de esquerda, focado na luta sindical pela reforma agrária, e o do ambientalismo, com sua visão global de processos ecológicos e de proteção dos ecossistemas.

O Chico foi apropriado pela sua causa, assim como Luther King, Gandhi, Mandela o foram pelas suas. E todos tiveram em comum a capacidade de escancarar novas maneiras de ser e de agir, projetando o futuro na prática. Acredito em valores morais e universais e também que eles são objeto de descoberta tanto quanto as fórmulas científicas. Só que são descobertos em nosso coração em primeiro lugar, depois vêm para a razão.

As pessoas que fazem a diferença no mundo são aquelas que se orientam pelo coração e por valores, não aquelas que simplesmente fazem coisas. Sem isso, ninguém suportaria trinta e tantos anos em uma cadeia, como o Mandela, e sairia de lá íntegro, pronto para retomar a sua luta. E certamente também foi por algo muito maior que Chico Mendes recusou o convite para refugiar-se nos Estados Unidos como forma de se proteger das ameaças de morte. Ele respondeu que seu lugar era "com os companheiros".

Os assassinos de Chico Mendes pretendiam desconstituir o movimento social, dar o tiro de misericórdia na resistência dos seringueiros, acabar com as incipientes tentativas de proteger a integridade da floresta. Não deu certo. Vinte anos depois, Chico continua "com os companheiros", que carregam em si os ensinamentos e os valores do seu grande líder e os espalham por onde passam, nas suas ações, na suas vidas, nos seus sonhos.

Marina Silva é professora secundária de História, senadora pelo PT do Acre e ex-ministra do Meio Ambiente.

 



Escrito por Marino às 17h26
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 20 ANOS DA MORTE DE CHICO MENDES  

Altino Machado: Darly Alves da Silva, um dos mandantes do assassinato de Chico Mendes

Darly

Altino Machado, do Blog da Amazônia, entrevistou Darly Alves da Silva, um dos mandantes do assassinato de Chico Mendes.

 Blog da Amazônia, 22/12/2008

 Após 20 anos do assassinato de Chico Mendes, leia a entrevista a seguir, gravada em vídeo e áudio:

O senhor não está disposto a gravar entrevista porque aconteceram coisas ruins, como a morte de sua mulher, assassinada na fazenda Paraná por um de seus filhos?

É, rapaz. Estou muito traumatizado porque o que aconteceu na minha vida foi uma tragédia muito triste. Aí eu estou despreparado para conversar qualquer tipo de assunto. Esse problema que aconteceu aqui, recente, deixou eu muito triste. Além de sentir a falta da pessoa que foi morta injustamente pelo meu filho, um covarde que matou ela, sem ter nenhuma razão, aí eu sinto muito pelos dois filhos dela, que ela ama demais, o Júnior e a Ana. (choro). Então eu não tenho como falar. Agora...

O senhor está com quantos anos?

Estou dentro de 73.  Vou fazer ano em maio.

Essa é uma região próspera? Quando o senhor chegou aqui era jovem e tinha muitos sonhos, não é?

Eu cheguei no Acre em 74. Meu sonho é que... Tinha uma revista do Dantinha [ ex-governador Wanderley Dantas, cuja propaganda dizia que "o Acre é um sertão sem seca e um sul sem geada"] que estava chamando os sulistas para cá. Eu vim com 12 famílias do Paraná com a intenção de plantar café. Cheguei a plantar 12 mil covas, mas aí saiu um sapezal. E aqui chovia muito naquela época e a gente não dava conta, o fogo queimou. Aí virei para a pecuária. Também fui testa-de-ferro e tomei muito prejuízo.  Plantei colonhão, não deu; plantei jaraguá, não deu; plantei a braquiarinha, também não deu. Veio o braquiarão, aí foi que melhorou. Mas sempre trabalhando 20, 10 homens diretamente. Vendi muito arroz. Comprava castanha, comprava borracha, negociava com seringueiro. Então eu levava uma vida estável.  Não sei se é por um destino ou se é por uma missão, foi dada essa reviravolta na minha vida. Para mim é um sonho que nem acredito - o que falam de mim, que nunca fiz essas coisas de covardia. Sempre tive o temor de Deus, sempre vivo do meu suor. Essa propriedade, quando cheguei aqui, não tinha nada, nada feito. Isso aqui foi feito com o meu suor, não tem nada do sangue de ninguém, nem de roubo. Eu acredito que eu sou muito injustiçado. A minha resposta que tenho para falar com você é esta.

O senhor foi entrevistado recentemente pela Rede Globo. Quando aconteceu aquela entrevista?

Aquela entrevista foi quando peguei prisão domiciliar, não tenho bem certeza, no mês de janeiro, pois depois, parece que no dia 2 de março, foi que voltei para lá [prisão]. Em janeiro, eu ia atravessando a porteira, quando parou um táxi. Como tenho um sobrinho que é taxista, cheguei nele. E eles me filmando, me filmando. Eu não queria dar entrevista, mas acabei dando, falando aquela conversa que falei [ninguém matou ele, Chico Mendes foi quem se matou]. Se agravou alguém...

O senhor se arrepende daquilo que o senhor disse?

Eu falei assim, sem pensar. Eu não quero "defamar" o Chico Mendes porque não quero ofender a família dele. O modo que falei foi encarando as Escrituras Sagradas: "aquele que ira a ira do seu irmão comete homicídio". O Chico Mendes "irava a ira" de todos os fazendeiros, de todos os trabalhadores, porque o Chico Mendes não era o Sindicato dos Trabalhadores. Ele era do sindicato de não trabalhar. Ele protegia a floresta, como eu também protejo e quero dar todo apoio. Se for possível reflorestar qualquer árvore, estou disposto. Estou disposto a trabalhar, a respeitar a lei. Falei aquilo "encarado" na justiça. Quem quiser ler, a Bíblia está dizendo: "Não matarás; não irar a ira do seu irmão; aquele que ira a ira do seu irmão, comete homicídio". Não que eu disse que ele se matou, ele mesmo, com as próprias mão. Ele não era homem para isso.

Então teve gente que interpretou mal.

Que interpretou mal e eu peço desculpas para a família. Eu falei "encarado" nas Escrituras Sagradas: "a mulher é subordinada ao marido e o marido tem que respeitar a mulher, o filho também tem que respeitar o pai. E todo homicida não herdará o reino dos céus. Aquele que mexe na ira do próximo, comete homicídio. Não é só quem mata, não. Eu falei essa causa assim, no meu entender. Sobre a família Chico Mendes, peço que Deus ajude a eles, que eles possam estudar. Não tenho inveja deles. Já fiquei sabendo o irmão dele acredita que não devo nada nessa morte. Confio muito que eles não têm nada contra mim. Acho que eles devem saber mais ou menos que eu estava negociando a terra do Cachoeira lá em Brasília. Eu sabia que se matasse uma pessoa não ia negociar vendendo bem vendido. Aí mataram ele e tomei muito prejuízo. Não recebi nada.

Perguntei antes o  que o senhor faria se pudesse voltar no tempo. O senhor pareceu não gostar da pergunta e havia respondido que águas passadas não movem moinhos.

No meu entender, tudo que a faz... Vamos supor que eu sei que fosse acontecer isso, que eu fosse cair nisso, que eu penso que é até uma missão... Quer dizer, se há 20 anos para trás, se eu tivesse me mudado, ido embora, sendo que eu trouxe muito dinheiro pro Acre naquela época e não daria para mim tirar nem 20% do meu dinheiro, pois as terras aqui não valiam nada. A terra não tinha valor. Aí se eu tivesse, naquele ano,  há 20 anos para trás, não tinha botado a minha família para sofrer. Eu fiquei servindo de estopim dos outros. Eu quero encerrar essas perguntas tuas porque não estou preparado para responder suas perguntas.

O sr. tem planos de manter aqui, de trabalhar, de tocar essa fazenda? O sr. ainda tem sonhos, esperanças?

Sonho de trabalhar toda a vida eu tive e trabalho. A gente quando está vivo tem esperança de trabalhar e fazer alguma coisa, né? Mas eu tenho vontade de ir embora. Estou me preparando para ir embora. Eu não quero que o pessoal fique usando o meu nome toda hora com "defamação". Vou embora só por isso. Estou procurando a igreja. Quero um lugar onde eu possa ir pra igreja todo dia. Quero esquecer do passado.

O sr. continua lendo o Evangelho?

Sempre. Todo dia eu leio os "Sarmos". Leio toda parte.

Toda a sua família sempre foi muito evangélica.

O meu pai era evangélico.

O que acha da idéia de transformarem a Fazenda Paraná num pólo-agroflorestal?

Acho que se o governo entrar em acordo com nós e pagar para nós um valor que a gente não tenha prejuízo... A gente está de acordo a negociar porque terra a gente compra em todo canto. Trabalhar a gente trabalha em todo canto.

E Darci? O sr. disse que não tem tido contato com ele.

Está com quase três anos que estou aqui, nesta justiça, né? Não tenho falado com ele, não.

O que o sr. sente  quando vê os filhos do Chico Mendes? Elenira já disse que não sente rancor. O que acha disso?

Acredito que nenhum deles tem. Quero que nenhum deles tenha, conforme eu não tenho. Eu peço a Deus que guarde a todos eles do mal. Que eles sigam a carreira deles, que se formem. É isso o que espero para a família dele, para todos eles. De mim não esperem mal, nem de minha família. Nenhum deles.

Esses anos de prisão lhe trouxeram muito sofrimento?

Um homem acostumado a trabalhar das 7 da manhã às 7 da noite, a progredir, se ver "defamado"como bandido é muito triste. Eu nunca fui bandido, graças a Deus. Toda a vida fui um homem honesto, trabalhador, cumpridor de meus deveres.

E o que o sr. pensa de nós que somos a imprensa?

A imprensa pronuncia o que os outros fala. Só que não é investigado, não é? No caso do Genésio [adolescente que atuou como testemunha de acusação de Darly e Darci], ele não sabe nada da minha vida. O Genésio foi um perverso que inventou mentiras, não sei se combinado com a própria imprensa. Ele mentiu pra danar. Falou de pessoas que teriam sido mortas aqui e jogadas no açude. Tudo mentira dele.

O sr. enxerga alguma melhora no Acre decorrente da morte de Chico Mendes?

A melhora do Acre, no meu entender, foi essa Estrada do Pacífico, não é? A felicidade do Chico Mendes é que fez o Acre crescer e a infelicidade do Darly. Ele sofreu e morreu. Não sei como ele está. Não sei se está no céu, aonde está. Eu continuo sofrendo até hoje, quer dizer, para ajudar os políticos, ajudar o Lula, o Jorge Viana. Ajudar a todos aí. O canal de dinheiro foi eu e o Chico Mendes. Chico Mendes foi um mártir e eu também. Até que minha família tá sofrendo mais do que a do Chico Mendes. Eu quero que eles tenha mais dinheiro. Só que se tivesse justiça na ocasião não teria acontecido isso. Procurei recurso, chamei ele para nós ser amigos. Procurei autoridades para conversar com ele e ninguém me ajudou. Fizeram o mal para ele e me colocaram como instrumento.

O sr. não é o instrumento?

O instrumento que fiz esse mal, não. Não, não mandei matar Chico Mendes.

O sr. não mandou?

Confirmo que não mandei. Eu já disse muitas vezes que eu tinha muita razão de não querer que ele morresse, pois eu estava negociando minhas terras em Brasília e meu advogado me recomendou que não deixasse ninguém matar ele.

O sr. também diz que não mandou seu filho matar a sua mulher.

Deus me livre. Eu quero justiça.

O sr. não perdoa seu filho?

Isso o tempo fala mais alto. Mas quem vai poder perdoar ele é Deus. Eu mesmo, não.

O sr. gostava muito dela.

É. Ela não merecia. Ele está rindo. Acho que ele fez aquilo calculado, por inveja.

Inveja por quê?

Porque os outros filhos meus têm as coisas e ele não tinha nada. Estava reclamando que Oloci [filho de Dalry] tinha cordão de ouro, camioneta. Eu falei: não meu filho, vou te ajudar. Eles tem porque tem 40 anos, você tem 18. Quando estiver com 30, você vai ter camioneta, vi ter tudo, vou ajudar você a plantar cacau, vou lhe dar gado. Prometi tudo de bom pra ele. Eu ia ajudar ele mesmo.

Além disso, o sr. consegue entender por que ele deu um tiro na nuca dela, por trás, enquanto ela repousava numa rede?

Não tem explicação e por isso eu fico impressionado. Não tem explicação de nenhum motivo. Ele não conversou com ela, ela não agravou ele em nada. Naquele hora não sei como ele não me matou também.

O sr. chamou a polícia e acusou seu filho de ser o assassino de sua mulher?

É, isso está nos autos. Não quero mexer muito nesse assunto porque isso já está encerrado. Já dei meu depoimento e o meu sentimento não vai acabar tão cedo.

Passados 20 anos, o sr. teve algum momento de alegria?

Eu não quero recordar dessas coisas. Não quero falar em alegria. Eu só sei que estou na última instância de sofrimento.

Agradeço pela entrevista.

Obrigado

 

 



Escrito por Marino às 17h17
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20 ANOS DA MORTE DE CHICO MENDES 

Denise Zmekhol: Chico Mendes em sua casa um mês antes de ser assassinado. Altino Machado: Elenira Mendes, filha de Chico Mendes.

 Foto de Chico Mendes cedida por Denise ZmekholElenira Mendes na janela da casa de Chico Mendes em Xapuri (AC)

 Filha de Chico Mendes enaltece ideário do pai em carta: "Você foi único".

Elenira Mendes, 22/12/2008 (extraído do blog da Amazônia)

Pai,

nesta semana estive revendo aquela minha foto e reli no verso dela a mensagem que você escreveu com tanto amor: "Elenira, és a vanguarda da esperança e darás continuidade um dia à luta que teu pai não vencerá".

Também reli a mensagem que você deixou na agenda, escrita há 20 anos: "Atenção jovem do futuro, 6 de Setembro do ano de 2120, aniversário ou centenário da Revolução Socialista Mundial, que unificou todos os povos do planeta num só ideal e num só pensamento de unidade socialista que pôs fim a todos os inimigos da nova sociedade. Aqui fica somente a lembrança de um triste passado de dor, sofrimento e morte.

Desculpem...Eu estava sonhando quando escrevi estes acontecimentos; que eu mesmo não verei mas tenho o prazer de ter sonhado."

 

Não dá para evitar a emoção todas as vezes que leio as duas mensagens. Admiro até a caligrafia deixada por seu próprio punho.

As suas palavras, que sempre soam tão simples e carregadas de preocupação com a humanidade, me dão a exata medida do quanto você era sonhador. Já sei que a revolução com a qual sonhou começou quando você era ainda criança, nas matas de Xapuri.

Pai, Sandino, minha mãe e eu sabemos que desde muito pequeno você foi um grande trabalhador. Já nos contaram muitas vezes o quanto você era dedicado e organizado em tudo que fazia. Que desde criança já era um seringueiro destemido, assumindo tarefas de verdadeiro homem.

O seu exemplo continua sendo uma luz no nosso caminho, especialmente o seu senso de responsabilidade na defesa das florestas da Amazônia.

Sei que costumava levantar bem cedo, quando ainda estava escuro, para cortar seringa, ou para participar de reuniões pela organização dos seringueiros que queriam a proteção de nossos recursos naturais.

Às vezes fico imaginando o que você pensava nos momentos de profunda angústia e solidão que enfrentou nesta vida. Você chorou em algum momento? Se chorou, meu pai, saiba que ainda existem homens e mulheres que também sonham com uma revolução que seja capaz de revelar a beleza necessária de um novo homem.

O homem nasce em beleza única e você, pai, foi único. A sua beleza foi única, marcada pela coragem e ousadia de lutar por uma nova sociedade tão almejada. A beleza ainda existe, pai, mas a nova sociedade não sei, sinceramente.

Pai, sei que, se dependesse de você, estaríamos hoje gozando dos benefícios de viver numa sociedade onde cada indivíduo pudesse desenvolver o seu trabalho de acordo com os seus talentos.

Falo de uma sociedade pela qual você lutou, onde os elementos básicos para a sobrevivência, como moradia, saúde, alimentação e educação, fossem garantidos a todos e onde o avanço de cada um representasse o progresso da própria sociedade.

Infelizmente, ainda continuamos apenas sonhando em busca de uma sociedade melhor. Já se passaram 20 anos desde aquela noite, quando o vi pela ultima vez, se debatendo no chão, tentando nos dizer, a mim e minha mãe, algo que nunca saberei exatamente o que era.

Pai, tenha a certeza de que sua luta não foi em vão. Os seus sonhos já não são somente seus. São também meus e de todos os que ainda acreditam nos seus ideais.

Você ainda é a vanguarda da esperança da Amazônia e do nosso amado Acre.

Elenira Mendes é formada em administração e dirige a ONG Instituto Chico Mendes



Escrito por Marino às 17h04
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