Meu perfil
BRASIL, Sul, MARINGA, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese



Arquivos
 01/08/2010 a 15/08/2010
 16/07/2010 a 31/07/2010
 01/07/2010 a 15/07/2010
 16/06/2010 a 30/06/2010
 16/12/2009 a 31/12/2009
 01/12/2009 a 15/12/2009
 16/11/2009 a 30/11/2009
 01/11/2009 a 15/11/2009
 16/10/2009 a 31/10/2009
 01/10/2009 a 15/10/2009
 16/09/2009 a 30/09/2009
 01/09/2009 a 15/09/2009
 16/08/2009 a 31/08/2009
 01/08/2009 a 15/08/2009
 16/07/2009 a 31/07/2009
 01/07/2009 a 15/07/2009
 16/06/2009 a 30/06/2009
 01/06/2009 a 15/06/2009
 16/05/2009 a 31/05/2009
 01/05/2009 a 15/05/2009
 16/04/2009 a 30/04/2009
 01/04/2009 a 15/04/2009
 16/03/2009 a 31/03/2009
 01/03/2009 a 15/03/2009
 16/02/2009 a 28/02/2009
 01/02/2009 a 15/02/2009
 16/01/2009 a 31/01/2009
 01/01/2009 a 15/01/2009
 16/12/2008 a 31/12/2008
 01/12/2008 a 15/12/2008
 16/11/2008 a 30/11/2008
 01/11/2008 a 15/11/2008
 16/10/2008 a 31/10/2008
 01/10/2008 a 15/10/2008
 16/09/2008 a 30/09/2008
 01/09/2008 a 15/09/2008
 16/08/2008 a 31/08/2008
 01/08/2008 a 15/08/2008
 16/07/2008 a 31/07/2008
 01/07/2008 a 15/07/2008
 16/06/2008 a 30/06/2008
 01/06/2008 a 15/06/2008
 16/05/2008 a 31/05/2008
 01/05/2008 a 15/05/2008
 16/04/2008 a 30/04/2008
 01/04/2008 a 15/04/2008
 16/03/2008 a 31/03/2008
 01/03/2008 a 15/03/2008
 16/02/2008 a 29/02/2008
 01/02/2008 a 15/02/2008
 16/01/2008 a 31/01/2008
 01/01/2008 a 15/01/2008
 16/12/2007 a 31/12/2007
 01/12/2007 a 15/12/2007
 16/11/2007 a 30/11/2007
 01/11/2007 a 15/11/2007
 16/10/2007 a 31/10/2007
 01/10/2007 a 15/10/2007
 16/09/2007 a 30/09/2007
 01/09/2007 a 15/09/2007
 16/08/2007 a 31/08/2007
 01/08/2007 a 15/08/2007
 16/07/2007 a 31/07/2007
 01/07/2007 a 15/07/2007
 16/06/2007 a 30/06/2007
 01/06/2007 a 15/06/2007
 16/05/2007 a 31/05/2007
 01/05/2007 a 15/05/2007
 16/04/2007 a 30/04/2007
 01/04/2007 a 15/04/2007
 16/03/2007 a 31/03/2007
 01/03/2007 a 15/03/2007
 16/02/2007 a 28/02/2007
 01/02/2007 a 15/02/2007
 16/01/2007 a 31/01/2007
 01/01/2007 a 15/01/2007
 16/12/2006 a 31/12/2006
 01/12/2006 a 15/12/2006
 16/11/2006 a 30/11/2006
 01/11/2006 a 15/11/2006
 16/10/2006 a 31/10/2006

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 Zaniratti (política no cotidiano)
 Angelo Rigon
 Portal Estacao 13
 Ministério do Meio Ambiente
 Ibama
 João da Caixa
 historias ambientais
 Joka Madruga
 blog fonte do maracajá
 Blog do Valdeci
 Blog do Rubem Mariano
 Blog do Pegoraro
 Blog do Carlos Giovanni
 Blog da Lucimar
 Projeto EA/UEM




Blog do Marino
 


COLISÃO NO ESPAÇO: TRÂNSITO MALUCO

google

A agência espacial norte america - NASA - divulgou a colisão entre dois satélites no espaço. Um dos EUA e outro da Rússia. Informou-se que ambos foram reduzidos a centenas de pedaços menores e são, agora, a grande preocupação, pois podem atingir outros equipamentos e a própria Estação Internacional. O fato é inédito e deve provocar algum documento para normatização da atividade espacial. Não se falou em risco aos terráquios caso seja possível que partes desses aparelhos venham a atingir a superfície da Terra e provocar danos. Também, se tem comentado muito sobre a forma de não tratar o Universo como uma grande lixeira. O lixo espacial deve preocupar as autoridades e os cientistas. Marino Elígio Gonçalves.  Leia mais a seguir:

 

Colisão entre satélites traz novo risco político

Reuters/Terra Notícias, Luke Baker, 12/02/009
A colisão entre um satélite norte-americano e um russo sobre a Sibéria pode ter sido acidental e o primeiro incidente do tipo, mas especialistas afirmam que outras colisões inevitavelmente vão ocorrer e poderão ter conseqüências geopolíticas.

"Esse é um acontecimento que nos faz perceber de fato que as coisas não são tão simples como pensávamos", disse Francisco Diego, pesquisador nas áreas de física e astronomia da University College London.

"Eu não seria capaz de calcular a probabilidade de isso acontecer de novo, mas agora que aconteceu, isso muda muito as coisas e se torna uma preocupação."

A colisão, entre uma espaçonave operada pelo grupo de comunicação norte-americano Iridium Satellite LLC e o satélite militar russo Cosmos-2251, aconteceu 780 quilômetros acima do Ártico russo na tarde de terça-feira.

A colisão provocou o lançamento de ao menos 600 fragmentos para o espaço, afirmaram as autoridades, aumentando o risco de outros satélites serem atingidos e danificados. Inclui-se entre deles a grande Estação Espacial Internacional, que está em órbita a 350 quilômetros de altura.

Há aproximadamente 18 mil objetos feitos pelo homem no espaço, incluindo satélites em operação e desativados, propulsores de foguetes usados e entulhos. Especialistas afirmam que embora o risco de colisões entre satélites como a ocorrida na terça seja muito pequeno, agora que aconteceu um, é maior a probabilidade de que outro ocorra.

"O problema com colisões como essa é que elas não destroem os satélites, apenas criam satélites menores, como armas em rápida movimentação, que podem causar muito mais danos", disse Diego.

Andrew Brookes, analista aeroespacial do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, afirmou que a área onde a colisão aconteceu chamada órbita baixa da Terra - é a parte mais repleta de objetos no espaço e também uma das mais importantes para as comunicações, para a ciência e os satélites meteorológicos.

A probabilidade de colisões aumenta nessa faixa pela densidade dos objetos e torna urgente que o mundo estabeleça um protocolo mais detalhado regulamentando os movimentos dos satélites, afirmou ele.

"Isso vai acontecer mais e mais vezes porque, basicamente, há cada vez mais coisas, satélites e lixo espacial ali nessa órbita baixa da Terra", disse Brookes.

"Estamos pedindo algum tipo de regulamentação, mas as pessoas não estão compartilhando (informações), porque boa parte é confidencial. As grandes potências não estão querendo se sentar e resolver a questão de forma adulta."

Há dois anos a China fez uma experiência para destruir um satélite, formando milhares de fragmentos de entulho espacial. Embora alguns sejam pequenos, eles viajam a milhares de km/h e podem causar um enorme estrago.

O risco de um lixo espacial chinês destruir um satélite secreto norte-americano, por exemplo, ou de que entulho dos EUA atinja um satélite iraniano implica sérias conseqüências.

A colisão foi confirmada por autoridades russas e norte-americanas na quarta-feira. O Comando Estratégico dos EUA disse acreditar que essa tenha sido o primeiro do tipo entre satélites em órbita.

A União Européia pediu na quinta-feira que os países adotem um código de conduta para atividades civis e militares no espaço, parte de uma iniciativa para evitar emergências ambientais e o risco de o espaço se tornar uma nova fronteira de conflitos.

 



Escrito por Marino às 17h26
[] [envie esta mensagem
]





MERCADO MUNICIPAL DE ORGÂNICOS

google

 

Inaugurado em Curitiba (PR) o primeiro mercado municipal de orgânicos do país

Danielle Jordan / AmbienteBrasil, 12/02/2009

Nesta quinta-feira (12) pela manhã o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, participa da inauguração do primeiro mercado de orgânicos público do Brasil. O espaço construído em parceria com a Prefeitura conta com mais de mil produtos diferenciados com selo e certificação de livre de agrotóxicos e aditivos químicos.

Foram investidos R$ 3,1 milhões em quase quatro mil metros quadrados. Um anfiteatro na parte superior do estabelecimento se destina a reuniões com lojistas, agricultores e empresários com objetivo de estimular rodadas de negócios orgânicos. Os comerciantes que atuam no mercado foram selecionados por meio de pregão eletrônico, sendo que duas cooperativas do estado ocupam bancas de hortifrutigranjeiros.

O secretário municipal do abastecimento, Norberto Ortigara destaca que o mercado vai contar com as tradicionais bancas de frutas, verduras e legumes, além de açougue com carnes exclusivamente orgânicas, lanchonete, artesanato feito a partir de materiais orgânicos, confecções, cosméticos e até alimentos industrializados, mas que tenham uma produção orgânica.

A consciência ecológica está presente também na estrutura física do mercado. Com sistema de captação da água da chuva e uma calha especial instalada no telhado, o recurso pode ser utilizado em ambientes e serviços que não necessitam de água potável. A luminosidade também foi estudada para reduzir o consumo de energia elétrica.

A região metropolitana de Curitiba desponta na produção de orgânicos do estado e o estímulo pode ampliar ainda mais esse mercado. Cerca de 40% das hortaliças produzidas no Paraná são cultivadas em 553 hectares de áreas de lavoura orgânica em 19 municípios da região metropolitana. A produção anual chega a quase quatro mil toneladas. Ortigara avalia Curitiba como grande mercado consumidor, “esta é a chance que esses municípios têm de apoiarem seus produtores para que convertam a forma de produzir em suas propriedades.” O secretário municipal do abastecimento ainda afirma, “os agricultores dos municípios vizinhos, onde se produz água, podem aproveitar a chance para ganhar dinheiro, mudar de vida e contribuir com o meio ambiente mantendo a produção de água limpa”.

Horário de Funcionamento
Terça-feira a sábado, das 7h às 18h
Segunda-feira, das 7h às 14h
Domingo, das 7h às 13h
Endereço: Rua da Paz, 608, Jardim Botânico (ao lado do Mercado Municipal de Curitiba)



Escrito por Marino às 16h56
[] [envie esta mensagem
]





NOTA DE ESCLARECIMENTO DO MINISTRO MINC

mma

Minc esclarece

Ascom/MMA/11/02/2009

Recentes matérias na mídia afirmaram que o ZEE da BR 163, aprovado em lei estadual do Pará, sancionada pela governadora Ana Júlia em 9 de janeiro de 2009, e recepcionada pela Comissão Técnica interministerial do ZEE flexibiliza o Código Florestal e estimula a expansão da agropecuária na Amazônia, além de aumentar o desmatamento e diminuir a recuperação de áreas degradadas. Todas estas afirmações são total e rigorosamente falsas.

1. O ZEE da BR 163 foi feito em 2 anos, com 11 consultas públicas, com apoio do IBGE, Museu Emílio Goeldi, Embrapa e CPRM e outras instituições que integram o Consórcio do ZEE-Brasil, discutido e votado no parlamento estadual. Ele não prevê o aumento de nenhum km² de desmatamento de área virgem e de nenhum km² de expansão de agropecuária em mata nativa. Ao contrário, a recomposição da Reserva Legal implicará em redução da área atualmente em uso.

2. Este ZEE define as áreas de expansão de unidades de conservação e prevê a intensificação da produção em áreas degradadas e consolidadas, exatamente nos termos do Código Florestal Brasileiro, artigo 16, Parágrafo 5º.

3. Além disso, 58,1% do território zoneado já estão cobertos por Áreas Protegidas, como UCs (proteção integral e uso sustentáveis), Terras Indígenas e Área Militar.

4. A conseqüência prática da implementação deste ZEE da área de influência da BR 163 (Cuiabá - Santarém) será O REFLORESTAMENTO DE 1,5 MILHÃO DE HA de florestas, sem qualquer novo desmatamento de matas nativas, com a recomposição de reservas legais e de APPs - Áreas de Preservação Permanentes.

5. A Comissão Técnica interministerial do ZEE NÃO TEM PODER para flexibilizar nenhuma lei federal - só o Congresso Nacional dispõe desta prerrogativa.

6. Esta Comissão também não tem poderes para vetar uma lei estadual, só o STF em Ação de Inconstitucionalidade. Ela poderia exigir documentos e mapas (estavam todos completos) ou sugerir modificações ao governo e ao parlamento estadual em caso de ilegalidade (que inexistem).

7. A conclusão de todos os ZEEs estaduais e do Macro-zoneamento até o final de 2009 é um compromisso do MMA e do Governo Federal. Três estados concluíram (como Acre e Rondônia, aprovados no CONAMA, nos mesmos termos, conforme o artigo 16 do Código Florestal), outros 3 enviaram às Assembléias Legislativas; o estado do Amazonas o apresentou à Comissão e envia ao parlamento estadual até o início de março.

8. Cabe lembrar que este dispositivo do Código Florestal que prevê o ZEE como referência para a recomposição da Reserva Legal nos termos do seu Artigo 16, foi uma conquista importante do movimento SOS Floresta (liderado por diversas ONGs) e de parlamentares ambientalistas, após audiências públicas do CONAMA em todo o país, no ano 2000.

9. O ZEE junto com a regularização fundiária é o estabelecimento da fronteira da legalidade ambiental, demandada por governos, técnicos, ambientalistas, empresários sérios e universidades. Estabelece o que pode ser feito, como e onde, criando a base da sustentabilidade e uma clareza e foco nas operações de repressão ao crime ambiental.

10. O Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) é uma das chaves para combatermos o desmatamento, a violência, a exclusão e melhorarmos a qualidade de vida de 24 milhões de amazônidas, preservando o bioma.

11. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) organizou com o IBGE, a Embrapa e a CPRM (recursos minerais) o Consórcio ZEE Brasil para apoiar os estados na elaboração dos seus zoneamentos.

12. Em duas das áreas demarcadas ao longo da BR 163, com mais de 80% de desmatamento e atividades econômicas consolidadas, o ZEE possibilita a intensificação e legalização das atividades, mediante a recomposição da Reserva Legal, de no mínimo 50% da área, mais as APPs - Áreas de Preservação Permanentes. Essa medida será para aqueles que desmataram antes de 2005, mais do que o permitido em lei. Para os demais efeitos, em toda a área coberta por este ZEE, a Reserva Legal continua em 80% da propriedade rural.

13. O desmatamento da Amazônia (e dos outros biomas) não se enfrenta apenas com o IBAMA e a Polícia Federal. Nestes 8 meses houve uma redução de 40% da área desmatada, em comparação com os mesmos meses do ano anterior; isto devido à intensificação das operações, a entrada em vigor da resolução do Banco Central que veda o crédito para quem esteja na ilegalidade fundiária ou ambiental, aos leilões do boi pirata e da madeira pirata, ao controle de alguns entroncamentos rodoviários.

14. Mas este resultado é precário e insuficiente. Sem a regularização fundiária, o ordenamento territorial através do ZEE, o Fundo Amazônia, o financiamento de um modelo de desenvolvimento inclusivo e não predatório, a transformação e valorização da cadeia de produtos do extrativismo, o manejo florestal e a implementação do PAS - Plano Amazônia Sustentável, a destruição da floresta continuará.

15. Isto representaria um atentado à biodiversidade, às populações tradicionais e às comunidades indígenas; e também o não cumprimento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, assinado pelo presidente Lula em dezembro, e festejado na Polônia pelo secretário-geral da ONU e por Al Gore como um significativo avanço da posição do Brasil, e exemplo para outros países.

16. Hoje é mais fácil e barato um agente desmatar a floresta nativa do que recuperar e intensificar a produção numa área degradada. Ele não paga a terra, não assina a carteira, não paga multas e tem sempre algum político para protegê-lo.

17. Temos que inverter este quadro, combatendo a impunidade, impedindo que criminosos ambientais enriqueçam com o produto de atos ilícitos (com leilões de boi e madeira pirata) e criar apoio técnico, econômico e um marco legal que incentivem a recuperação de áreas degradadas, base para o desmatamento zero. Isto só avançará com regularização fundiária de todas as terras da Amazônia, que o governo Lula pretende concluir em três anos, a finalização do ZEE e a implementação do PAS. Pela defesa da Amazônia, de sua população e do clima do Planeta.

Carlos Minc
Ministro do Meio Ambiente



Escrito por Marino às 15h36
[] [envie esta mensagem
]





ÁGUA DE VOLTA AO MUNICÍPIO

google

A nota abaixo traz críticas à proposta da Prefeitura de Cornélio Procópio de retomar os serviços de coleta, tratamento e distribuição de água naquele município. Publico a nota, pois aqui é um espaço democrático, porém, necessariamente não significa que eu concorde com o seu teor. A princípio sou favorável que o serviço seja do município, a rigor como ocorre, por exemplo, com Ibiporã, outra cidade do norte paranaense, em que o serviço atinge 100% dos lares, bem como o esgoto que também é coletado 100%. Existem outros exemplos, no entanto, acho que o debate, em qualquer circunstância, sempre é bem vindo. Marino Elígio Gonçalves.  

 

Prefeitura propõe municipalização da água em Cornélio Procópio

Nota do Movimento Água da Nossa Gente/publicado pelo EcoDebate, 12/02/2009

O Movimento Água da Nossa Gente teve acesso a um projeto de lei de autoria do prefeito de Cornélio Procópio, Amin José Hannouche, que municipaliza o serviço de água e esgoto da cidade, atualmente operado pela Sanepar, empresa pública estadual. O projeto, de número 408/09, foi enviado à Câmara de Vereadores no início desta semana e sua votação está prevista para os próximos dias 17, 18 e 19 deste mês.

O prefeito pretende criar o Fundo Municipal de Saneamento Básico de Cornélio Procópio, o Funsae, que passaria ser o responsável pela administração do serviço e também “com a finalidade de arrecadar e aplicar as tarifas” na cidade. Com a aprovação, todo o sistema de saneamento seria incorporado de imediato pela prefeitura, com o orçamento do Fundo passando a integrar o orçamento do município.

Isso, na prática, municipalizaria o serviço de água e esgoto de Cornélio Procópio. O projeto foi comunicado apenas aos vereadores, sem nenhuma divulgação pública ou consulta a qualquer outra instituição procopense. Tampouco houve alguma discussão anterior com a população sobre o assunto.

Em Curitiba, a notícia também pegou de surpresa a diretoria da Sanepar. A existência do projeto foi revelada aos diretores da estatal pelo Movimento Água da Nossa Gente. Segundo informações obtidas por nós, a diretoria da empresa tinha como certo que o prefeito assinaria a renovação já neste início de ano.

Um projeto como este mexe em questões essenciais para a vida de todos, com um alcance não só na realidade atual, mas também no futuro de Cornélio Procópio. Qualquer decisão sobre este bem comum que é a nossa água só pode ser tomada mediante um debate democrático que envolva toda população.

A surpresa de todos é causada não só pelo surgimento inesperado do assunto, mas também pela falta de transparência política da proposta. Não é concebível que se recorra a procedimentos tão antidemocráticos em uma matéria com tal peso na vida de toda a população. O que choca neste caso não é apenas o objetivo em si, do qual divergimos, mas também a forma de ação, contrária aos valores da cidadania.

A falta de transparência pública do projeto de lei está até mesmo na forma que se pretende impor ao seu encaminhamento na Câmara de Vereadores.

Não foi feita nenhuma divulgação. A imprensa não foi avisada, as instituições da sociedade civil também não receberam informação alguma.

De um modo que só pode causar suspeitas, tudo transcorreu como se houvesse a intenção de esconder da população a existência do projeto até a definitiva aprovação.

O projeto de lei é datado do dia 9 de fevereiro e, no dia 10 do mesmo mês, o presidente da Câmara convocou a votação para os dias 17, 18 e 19, também de fevereiro. Para agravar ainda mais o desrespeito com a cidadania, a votação será feita “extraordinariamente” e pela manhã, às nove horas, totalmente fora da normalidade dos trabalhos legislativos.

Ou seja, a análise e votação de um projeto desta magnitude sofre a restrição do limite de oito dias — com um final de semana no meio, o que diminui o tempo para seis dias. E com o agravante de não ter sido feita nenhuma divulgação para a população. Se não fosse a pronta ação do Movimento Água da Nossa Gente o projeto só viria a público depois de aprovado.

Um projeto como esse rompe com um serviço de qualidade e de respeito ao interesse público, o que a Sanepar vem fazendo há mais de trinta anos. Ao mesmo tempo, a decisão colocará o serviço de água e esgoto numa situação no mínimo duvidosa, abrindo até a possibilidade da privatização deste nosso bem comum.

Neste domingo Cornélio Procópio completa 71 anos. Um fato como este, além de ser um péssimo presente para Cornélio Procópio, traz muita preocupação quanto ao nosso futuro.



Escrito por Marino às 12h33
[] [envie esta mensagem
]





A ORDEM É FAZER PARCERIA.

google

 

Parceria com municípios fortalece meio ambiente

Ascom/MMA, Grace Perpétuo, 11/02/2009

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, destacou a importância dos municípios para garantir o futuro ecológico do Brasil. Ao debater nesta quarta-feira (11) com novos prefeitos, em Brasília, a política do governo para habitação e saneamento ambiental, ele disse estar contente por ver a consciência dos gestores em relação ao assunto.

Entre as conexões citadas por Minc está a ocupação, por déficit habitacional, de margens de rio e encostas pela população, levando a graves problemas ambientais como desmatamento, assoreamento e poluição nas cidades brasileiras. O ministro fez também ligações entre o fenômeno das mudanças climáticas - e o conseqüente aumento no nível do mar - e o futuro dos municípios brasileiros; e entre o trabalho do ministério em prol de energias limpas e o projeto, já em curso, de instalação de placas solares em habitações ecologicamente corretas. Minc defendeu também outras iniciativas simples mas muito efetivas, a serem implementadas em nível municipal com a parceria dos prefeitos, como a economia de água por meio do aproveitamento da água da chuva. "Não é necessário usar água tratada e clorada para lavar carros", exemplificou.

Quanto ao saneamento, para o ministro - o grande desafio do Brasil -, Minc foi contundente: "O meio ambiente vai entrar de cabeça na questão do saneamento ambiental do País", disse, ao lembrar que a principal causa de poluição dos rios, baías e lagoas brasileiros é o lançamento de esgoto sem tratamento. Minc falou dos avanços obtidos por meio do Programa de Despoluição de Bacias Hidrográficas (Prodes) - também conhecido como "programa de compra de esgoto tratado" - iniciativa do governo federal que consiste na concessão de estímulo financeiro pela União a prestadores de saneamento que investirem em Estações de Tratamento de Esgotos.

Durante sua apresentação Minc falou também de outras iniciativas relevantes para a democratização da proteção ao meio ambiente e para a atuação dos novos prefeitos - como os comitês e os planos de Bacias Hidrográficas e os programas de Microbacias e de Água Doce; dos consórcios intermunicipais; e do fortalecimento dos municípios nos processos de licenciamento ambiental. "Sem o município forte, o meio ambiente será fraco", reiterou o ministro.

Minc participoi do painel Habitação e Saneamento Ambiental: parceria com os municípios do Brasil, que contou também com as presenças do ministro das Cidades, Márcio Fortes; da presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho; do presidente da Fundação Nacional de Saúde, Francisco Forte; e dos prefeitos de Teresina (PI), Silvio Mendes, e de Tanguá (RJ), Carlos Pereira.

Ele lembrou que os temas meio ambiente e habitação, apesar da aparente distância, guardam inúmeras conexões. "Não se fala da questão ambiental no Brasil sem enfrentar água, lixo e esgoto e por isso todas as pessoas que estão nesse grande auditório são parceiras para avançarmos nestas três linhas", observou o ministro.



Escrito por Marino às 12h10
[] [envie esta mensagem
]





1.º DE ABRIL: INFELIZMENTE A NOTÍCIA É VERDADEIRA

google

 

Nova taxa do lixo passa a ser cobrada dos maringaenses

O presente do prefeito, Sílvio Barros II, à população de Maringá, a partir de 1.º de abril do corrente ano, será a COBRANÇA DE MAIS UMA TAXA RELACIONADA AO LIXO. Trata-se da taxa para o tratamento de lixo e virá junto com a conta de água e esgoto.

Os maringaenses não havia entendido o porque dessa nova taxa que foi aprovada pela Câmara de Vereadores a pedido do prefeito Sílvio Barros II no apagar das luzes do ano de 2008. O prefeito abandonou qualquer possibilidade de construir aterro sanitário em consórcio com os munícipios de Paiçandu e Sarandi que são interligados à Maringá. Nem mesmo o incentivo do Governo Federal, como retratei em matéria postada no último dia 10, foi capaz de demovê-lo desse objetivo.

Caso fizesse opção pelo aterro sanitário NENHUMA taxa seria criada e NENHUM maringaense seria obrigado a arcar com mais esse custo (que não é pouco) em seu já combalido orçamento.

A população está "tiririca" com o prefeito Sílvio Barros II.

A sua sanha em privatizar os serviços e espaços públicos é algo notável. Não importa se isso possa resultar em maior sacrifício à população de Maringá. Vale destacar que a situação só não é pior por conta da resistência de vários setores da sociedade civil organizada, que têm feito de tudo para que o patrimônio público seja mantido.

Espero que, no fundo, o anúncio da cobrança da nova taxa de lixo seja mais uma brincadeira de 1.º DE ABRIL. Cruzei os dedos. É esperar para ver. Marino Elígio Gonçalves.



Escrito por Marino às 16h59
[] [envie esta mensagem
]





CONAMA ESTABELECE NOVA RESOLUÇÃO PARA O MANEJO FLORESTAL

apremavi

 

Manejo Florestal tem nova Resolução

Ascom/Ibama, 06/02/2009

Foi publicada hoje no Diário Oficial da União, a Resolução Conama 406/09 que estabelece parâmetros técnicos a serem adotados na elaboração, apresentação, avaliação técnica e execução de Plano de Manejo Florestal Sustentável - PMFS com fins madeireiros, para florestas nativas e suas formas de sucessão no bioma Amazônia.

As  justificativas para publicação da norma foram: a descentralização da gestão florestal; normas estaduais divergentes e menos restritivas  que normas federais; necessidade de definição de parâmetros mínimos de manejo florestal; vinculação de normas e diretrizes nos estados a partir de resoluções CONAMA; integração dos Sistemas  de Licenciamento da Atividade Florestal (Resolução Conama. 379/06)‏ e melhoria e padronização dos processos fiscalizatórios.

O conteúdo da Resolução trata da  classificação dos planos de manejo florestal, estabelece diâmetro mínimo de corte,  da definição de intensidade de corte, da intensidade máxima permitida, da produtividade anual da floresta e do ciclo de corte inicial‏

Segundo Antônio Carlos Hummel , diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama ,  “essa Resolução representa muito para a consolidação  das estratégias  ligadas  ao fortalecimento do marco legal  sobre manejo florestal e de combate ao desmatamento   na  Amazônia”.  Hummel lembra, ainda, que a Resolução traz inúmeros ganhos ambientais,  tais como: a não geração de crédito fictício (esquentamento de madeira); minimização dos  impactos e danos  na floresta; conservação da biodiversidade; manutenção da floresta em pé; valorização do manejo florestal e manutenção dos serviços ambientais.

 



Escrito por Marino às 12h20
[] [envie esta mensagem
]





CONSÓRCIOS MUNICIPAIS PARA SOLUCIONAR A QUESTÃO DO LIXO

funverde/google: antigo lixão de Maringá

Maringá vive um problema antigo em relação à destinação de seus resíduos sólidos. Tem um lixão, hoje, aparentemente remediado, mas que ainda carece de solução. Está nos objetivos da atual administração a privatização dos serviços. A empresa que possivelmente sairá vitoriosa do processo de licitação já fez alguns testes e ainda mantém estrutura no local onde se localiza o "aterro controlado". O sistema adotado é o tal "biopuster".

No apagar das luzes de 2008 o prefeito de Maringá determinou e a Câmara Municipal aprovou a cobrança de uma nova taxa, desta feita, para o tratamento do lixo. A promessa é que referida taxa será cobrada junto com a conta de água e esgoto. O maringaense tá "tiririca" com essa história de mais uma taxa.

Acontece, que desde de 2001/2002 vinha sendo desenvolvido entendimentos com outros municípios conurbados com Maringá. As autoridades de Maringá, Paiçandu e Sarandi iniciaram discussões sobre a implantação de um aterro sanitário comum aos três municípios, em sistema de consórcio.

Essa possibilidade, em hipótese alguma, demandaria a criação de uma nova taxa para os munícipes. Infelizmente, foi abandonada pela atual administração que prefere se arriscar em uma privatização que, ao que transparece, se direciona para um vencedor já conhecido de todos.

A matéria abaixo retrata a consorciação entre municípios para a implantação de aterro sanitário. O Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente e de outros órgãos estão incentivando essa modalidade. Não resta a menor dúvida de que é uma solução interessante em que se unem esforços para o mesmo objetivo comum, sobretudo, em cidades que compõem uma mesma região metropolitana e estão totalmente interligadas, como no caso de Maringá, Paiçandu e Sarandi. Marino Elígio Gonçalves.

 

Consórcios intermunicipais viram alternativa contra os lixões

Ascom/MMA/Suelene Gusmão, 09/02/2009 

O Ministério do Meio Ambiente vem apoiando estados e municípios na constituição de consórcios intermunicipais, como alternativa inovadora para evitar o aparecimento dos lixões. O tema será abordado nesta quarta-feira (11), a partir das 8h30, durante oficina a ser realizada no Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas que será aberta nesta terça-feira (10) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Na ocasião, o diretor de Departamento de Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério, falará aos novos gestores municipais sobre as experiências do ministério no incentivo à consolidação destes consórcios.

O consórcio é uma forma de reunir esforços e otimizar recursos de cada município para ampliar ou melhorar os serviços públicos oferecidos à população. Ao se consorciarem, os municípios poderão compartilhar estruturas gerenciais, administrativas e de apoio técnico com maior qualificação, reduzindo, desta maneira, os custos para a prestação de serviços e manutenção de equipamentos, por exemplo.

Até o momento, foram firmados convênios de cooperação com os estados de Sergipe, Goiás, Rio de Janeiro, Maranhão, Alagoas, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina, Pará, Rio Grande do Norte, Acre, Pernambuco, Ceará, Piauí e o município de Ariquemes, em Rondônia, que atenderá mais 14 municípios daquele estado.

O trabalho do Departamento de Ambiente Urbano do MMA é apoiar, de forma participativa, a elaboração de estudos de regionalização para a gestão integrada dos resíduos sólidos. Ou seja, viabilizar uma alternativa para a disposição compartilhada de resíduos, eliminação de lixões, implantação de unidades para triagem de resíduos sólidos recicláveis e reutilizáveis, compostagem de resíduos sólidos orgânicos e o manejo adequado dos resíduos da construção civil. Apóia também a elaboração de planos regionais de gestão associada e integrada desses resíduos.

Segundo Silvano Silvério, a formação de consórcios intermunicipais, com a participação do respectivo Estado, como forma de garantir a sustentabilidade das unidades a serem construídas é o pré-requisito para que os municípios recebam recursos para a viabilização dos empreendimentos. O diretor informa que, no momento, 13 consórcios estão em processo de formação, abrangendo mais de 160 municípios. "Esses passarão a contar com gestão inovadora de resíduos, beneficiando também catadoras e catadores que trabalham em condições precárias", disse.

A oficina sobre consórcios públicos, marcada para as 10h30, na Sala de Oficina 2, terá ainda como palestrantes a assessora especial da Subchefia de Assuntos Federativos (SAF) da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Paula Ravanelli Losada. A assessora discorrerá sobre a Nova Lei dos Consórcios Públicos; o especialista sênior em infra-estrutura do Ministério das Cidades, Ernani Ciríaco de Miranda, que falará sobre o Programa de Modernização do Setor Saneamento e a experiência do Consórcio Regional de Saneamento do sul do Piauí; e Ary Vanazzi, prefeito de São Leopoldo do Sul/RS, que vai contar sobre a experiência do Consórcio Público de Saneamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos.



Escrito por Marino às 11h23
[] [envie esta mensagem
]





MILHO TRANSGÊNICO NO PARANÁ

google

 

Paraná capitulou ao milho transgênico

Li nos jornais de domingo que o milho transgênico da variedade Bt foi liberado para plantio no do Paraná, estado que ainda resistia à tal liberação. Estima-se que 30% de todo o plantio de milho, já para as lavouras do milho safrinha, seja utilizada a variedade transgênica.

O Bacillus trhuringienses (Bt) é uma bactéria que na natureza é inimiga da lagarta do cartucho, considerada uma praga para a cultura do milho. O organismo geneticamente modificado, no caso o milho, recebeu os genes dessa bactéria e que torna a planta imune ao ataque da lagarta. Esta ao se alimentar da folha do milho acaba morrendo. Isso, parece ótimo, porém não é!

A discussão se volta ao mesmo ponto referente à soja transgênica, bem assim a todos os demais OGMs. A questão do milho é mais grave ainda, porquanto a sua polinização é aberta e pode, com a ação do vento, vir a contaminar o meio ambiente mais facilmente.

Por mais que se diga que os trangênicos são seguros, a comunidade científica ainda não chegou a essa conclusão. Em matéria ambiental aplica-se sempre o Princípio da Precaução, pois, não se sabe com segurança quais são os efeitos que podem resultar ao ambiente, aos animais e aos seres humanos. Este difere do Princípio da Prevenção, sendo que nesse caso, os efeitos já são conhecidos e, portanto, em caso de contaminação, sabe-se como enfrentá-la.

A sociedade deve cobrar mais das autoridades, principalmente para que os produtos produzidos a base de OGMs sejam identificados. Lei para isso existe. Também deve mudar de atitude. Não consumir tais produtos. Recusá-los, deixá-los mofando nas prateleiras dos supermercados.

O intrigante é perceber que as áreas reservadas a produtos orgânicos nos grandes mercados estão aumentando, sobretudo, nos países ricos. No Brasil isso  também  vem ocorrendo.

As multinacionais do grão maldito impõem um modelo à agricultura brasileira baseada na produção transgência, mas os donos dessas multinacionais só consomem produtos orgânicos. Alguma coisa há?

Marino Elígio Gonçalves.



Escrito por Marino às 18h38
[] [envie esta mensagem
]





ARTIGO. CUBA: ÚNICA ECONOMIA SUSTENTÁVEL DO MUNDO

google

A notícia ganhou repercussão que resolvi fazer um artigo.

Cuba: única economia sustentável no mundo.

A revista alemã de geografia e natureza GEO, em edição especial de 156 páginas dedicada à Cuba (fev/2009), divulgou estudo da World Wildlife Fund (WWF) que aponta aquele país como o único no mundo com uma economia "sustentável". O responsável do especial, Patrick Symmes, afirmou que o positivo balanço ecológico se deve "a uma mistura de política verde visionária, uma grande incompetência econômica e um toque de brutalidade vermelha".

Cuba sofre o mais longo e perverso bloqueio econômico praticado pelos EUA, sendo assim, não se pode afirmar que é incompetente economicamente, sem levar isso em consideração. Não bastasse, Cuba soube buscar alternativas ao modelo econômico mundial liderado pelos EUA. A isso soma-se a criação de diversas reservas ambientais, proteção daquelas naturais e uma indústria do turismo que depende do cuidado com a Natureza, por configurar esta um dos seus principais atrativos.

A revista GEO apontou o precário sistema industrial de Cuba, como o principal motivo para a preservação ambiental. Se for verdadeira essa afirmação, a idéia de sustentabilidade não passaria de uma mera retórica. Seria possível, frente ao modelo econômico atual, por em prática a idéia do “desenvolvimento sustentável” defendida, sobretudo, no principal documento da ECO-92, a Agenda 21?

Ora, se a resposta for que Cuba é o único país sustentável no mundo por que sua economia é precária é o mesmo que reconhecer que o “desenvolvimento sustentável” não passa de uma ilusão. Isso, porque, o que predomina no mundo, a despeito da crise, é uma economia fortemente baseada no uso intensivo dos recursos naturais. Assim, não haveria nenhuma possibilidade de conciliar crescimento econômico com preservação da natureza. Fica o debate.

Sempre admirei Cuba: medicina avançada, dedicação aos esportes e a perseverança de seu povo na Revolução comandada por Fidel e Che, que apesar das dificuldades não capitulou aos caprichos dos EUA, são suas marcas. Agora, a admiração aumenta com o reconhecimento de única economia sustentável do mundo. VIVA CUBA! VIVA O POVO CUBANO! Marino Elígio Gonçalves.

 



Escrito por Marino às 18h14
[] [envie esta mensagem
]





A LUTA CONTRA A EXTINÇÃO

Extinção de espécies: até quando?

 

No mês de agosto de 2007, fiz referência a duas notícias que se interligavam em razão do presente e do futuro que representavam.

A primeira retratou a extinção de um golfinho de água doce encontrado somente na China, conhecido como baiji. As causas mais prováveis para a extinção foram a intensa atividade pesqueira (ainda não regulamentada) e a alteração de seu habitat natural em razão da construção da represa Três Gargantas no rio Yang-Tsé. Esse fato ganhou repercussão pois foi considerado o primeiro caso de extinção de um animal de grande porte em mais de meio século em todo o mundo.

A segunda veio do Brasil. O IBAMA, no Pará, flagrou a matança de 84 golfinhos. Os pescadores afirmaram que tais animais danificam as redes de pescas, e isso resultava em prejuízos para as suas atividades.

Pois bem. No Brasil, diferentemente da China, existe legislação e regulamentação para a atividade pesqueira e não há na lei ou em qualquer outro documento suporte para legitimar a ação dos pescadores brasileiros. Ao revés, a prática adotada é considerada crime ambiental e sujeita o infrator às penalidades previstas na Lei n.º 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), podendo ser preso por um a três anos e responder pelo pagamento de multa.

A questão, no entanto, é perceber que o exemplo da China é um indicativo do que pode resultar aos golfinhos da costa brasileira. Se não houver critério na atividade pesqueira, conscientização dos pescadores, maior controle e fiscalização da atividade, pode ser que num futuro não muito distante o Brasil revele ao mundo que uma segunda espécie de golfinho, que aqui vivia, foi extinta.

É claro que isso não só se aplica aos golfinhos, mas a todas as espécies de seres vivos que vêm sendo pressionadas pela ação destruidora do ser humano. Até quando? A extinção não é um fenômeno da pré-história, ela se dá também na atualidade, resultante das práticas predatórias e devastadoras de boa parte da humanidade.

Lembro o que disse Isaac Asimov: “Apenas uma guerra é permitida à espécie humana: a guerra contra a extinção”. Há de dar um BASTA!

 

Marino Elígio Gonçalves

 



Escrito por Marino às 17h41
[] [envie esta mensagem
]





A GELADEIRA VELHA: VILÃ DO CONSUMO DE ENERGIA

google

 

Governo trocará 10 milhões de geladeiras em 10 anos

Ascom/MMA, 05/02/2009

O governo federal trocará 10 milhões de geladeiras em 10 anos . O objetivo é acabar com os refrigeradores feitos antes de 2001. Estes usam o CFC  gás com potencial para efeito estufa e que causa dano à camada de ozônio - para refrigeração.

Na quarta-feira (4), os ministros do Meio Ambiente, de Minas e Energia, do Desenvolvimento Social, de Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Fazenda apresentaram o projeto ao presidente Lula, que prevê doações e financiamentos de novos refrigeradores.

O governo destinará o Fundo de Eficiência Energética  0,5% da conta de luz destinado a programas e projetos na área de energia - para financiar essas geladeiras. Outras medidas são baratear os juros para compra de novas geladeiras e facilitar o crédito para aquisição de novos refrigeradores, com financiamento da Caixa e do Banco do Brasil. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a idéia é reduzir para 1% a taxa de juros para aquisição de novas geladeiras  contra os 6% de hoje. Ele também afirmou que dentro de um mês será feito o estudo sobre o custo para o programa.

O programa de troca de geladeiras traz ganhos ambiental, energético, social e emprego. É estipulado uma redução de R$ 100 por ano nas contas de energias, em economia de energia com o uso das novas geladeiras, além das oportunidades de emprego que abrirão com o estímulo à produção de novas geladeiras.

Os compradores de novas geladeiras receberão subsídios para a destinação correta das geladeiras velhas, ainda não definidos, evitando que esse produto seja revendido para terceiros. Para isso será trabalhado um processo de logística reversa. Na compra de uma nova geladeira, a usada voltará para a loja, será coletada, levada para um centro de tratamento de CFC, destinada para desmonte e finalizando no processo de reciclagem, sendo transformadas em sucatas em indústrias siderúrgicas.

Atualmente, cerca de 30 mil geladeiras são trocadas por ano.

O governo alemão, por meio da Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ), dará ao Brasil R$ 5 milhões em equipamentos para a reciclagem de refrigeradores obsoletos. O processo de licitação atraiu 33 empresas interessadas em instalar esses equipamentos. A empresa escolhida será beneficiada com o treinamento para a operação e gestão do equipamento de manufatura reversa.

A tecnologia de recolhimento do CFC contida na espuma de isolamento dos refrigeradores ainda é inexistente no Brasil. Segundo a coordenadora da Coordenação de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice, o maquinário permite a separação completa de todos os componentes de um refrigerador, como por exemplo o metal, o plástico, óleo, mercúrio e os CFCs, tanto do circuito de refrigeração quanto da espuma de isolamento.

A quantidade de CFC em uma geladeira equivale, para o aquecimento global, a cerca de três toneladas de CO2, o principal gás de efeito estufa.



Escrito por Marino às 18h30
[] [envie esta mensagem
]





MINC, STEPHANES, ONGS, BANCADA RURALISTA E O CÓDIGO FLORESTAL

google: ministros Stephanes e Minc 

 

Briga de Ministérios inviabiliza aprovação de Código Florestal

As tentativas de mudança do Código Florestal foram o epicentro de nova tensão entre os Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura. Uma ação coordenada entre os dois Ministérios e que integrou também ambientalistas por um lado e ruralistas de outro, fracassou no final de 2008, quando o grupo foi extinto pelo ministro da Agricultura. O Ministério do Desenvolvimento Agrário também esteve presente e satelitou entre um ministro, Reinhold Stephanes, da Agricultura, e outro, Carlos Minc, do Meio Ambiente.

IUH on-line/EcoDebate, 05/02/2009

Os ambientalistas culpam o Ministro da Agricultura de defender os interesses do agronegócio, que querem, fundamentalmente: reduzir para 50% a reserva legal na Amazônia (a lei em vigor exige a manutenção de 80% da floresta), eliminar as restrições ao plantio em encostas, várzeas e topos de morros, permitir a recuperação de áreas desmatadas ilegalmente com o plantio de espécies exóticas, entre outras.

Mas, os ruralistas não se dão por vencidos e planejam uma ofensiva no Congresso para tentar flexibilizar a lei ainda neste primeiro semestre.

Diante do impasse sobre o Código Florestal, em exame pelo Congresso, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, decidiu retirar o apoio a mais de metade das propostas de ONGs ambientalistas. Entre as que caíram está a mais polêmica de todas, a que previa a prisão de agricultores familiares que continuassem plantando café, erva-mate, maçã e uva em encostas.

A correlação de forças caminhava na direção de um isolamento do ministro da Agricultura devido à sua aliança com os ruralistas e o agronegócio. Mas, as decisões de Carlos Minc, aliando-se ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, estão contribuindo para isolar os ambientalistas.

Em janeiro, uma série de críticas mútuas entre os ministros Carlos Minc e Reinhold Stephanes sucedeu o fracasso das negociações. O presidente Lula interveio pessoalmente para por fim às acusações entre os dois senhores do primeiro escalão.

As posições conciliadoras e “personalistas” tem sido alvo de críticas. O ex-secretário-executivo do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, acusa o ministro Carlos Minc de faltar com a transparência sobre as derrotas da agenda ambiental. E cita o caso da decisão que adiou a redução dos níveis de enxofre no combustível. E dá ainda outro exemplo: “Outro caso dramático é o decreto das cavernas (que autorizou a destruição de certas grutas em troca da preservação de outras). É uma aberração completa, talvez a pior peça do arcabouço legal brasileiro desde a Constituição de 1988”, lamenta Capobianco.

Referindo-se ao presidente Lula, Capobianco acredita que ele seja sensível à questão ambiental, mas que “ele não tem uma visão estratégica sobre o assunto, nem considera que seja uma questão estratégica”, fato para o qual já chamávamos a atenção faz tempo. E não apenas o presidente, mas todo o governo, o que também não é nenhuma novidade.

“O problema é que não existe, no núcleo do governo, um entendimento de que a questão ambiental é parte de uma solução estratégica para o desenvolvimento do País. O meio ambiente é tratado como um problema a ser resolvido, como um empecilho. Aí não cabe um ecopragmatismo personalista exagerado, como o tal ‘dois pra lá, dois pra cá’ (frase do ministro Minc para descrever sua política de licenciamento de obras no início da gestão). Na questão ambiental não existe isso, porque os ‘dois pra lá’ podem trazer um dano tão grave que nem ‘dez pra cá’ poderão resolver”, defende Capobianco.

Carlos Minc, por sua vez, não demorou para rebater as críticas de Capobianco. E enfatiza a sua propensão ao diálogo e o seu pragmatismo para tratar dos problemas.

Independentemente do Código Florestal, o fato é que com a crise econômica mundial e seus reflexos no Brasil, o ritmo do desmatamento na Amazônia refluiu. Entre agosto e dezembro de 2008, houve uma redução de 82% em relação ao mesmo período de 2007, de acordo com os dados do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), que monitora a floresta com satélites.



Escrito por Marino às 18h24
[] [envie esta mensagem
]





WWF AFIRMA: CUBA É A ÚNICA ECONOMIA SUSTENTÁVEL DO MUNDO

google

 

A matéria abaixo é muito significativa, trata-se de reportagem publicada numa revista alemã e apresenta pontos contraditórios entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade ambiental. Todos sabem que Cuba sofre o mais longo e perverso bloqueio econômico praticado pelos EUA. Ao longo de décadas Cuba se desenvolveu graças a tenacidade de seu povo que soube buscar alternativas ao modelo econômico ocidental notadamente destrutivo e insustentável, sobretudo, o norte americano. Soma-se a isso, a criação de diversas reservas ambientais, proteção daquelas naturais e uma indústria do turismo que compreende a importância do cuidado com a Natureza (que é exuberante em Cuba), justamente por configurar o principal atrativo para a sua economia.

A matéria faz referência ao precário sistema industrial de Cuba e que isso seria o principal motivo para a preservação ambiental. Se for verdadeira essa afirmação, a idéia de sustentabilidade com o atual sistema econônico predominante no mundo não passaria de uma mera retórica. Economia atrofiada permitiria maior qualidade ambiental. Economia aquecida e expandida resultaria em pior qualidade do meio ambiente. Então, fica a questão: é possível, frente ao modelo econômico autal, assegurar "sustentabilidade"?

Sempre nutri admiração por Cuba. O avanço de sua medicina (o médico da família é experiência cubana repartida para todo o mundo), a dedicação aos esportes de competição, a perseverança de seu povo na Revolução comandada por Fidel e Chê que, por si só, é vitoriosa, pois foi e está sendo capaz de não capitular aos caprichos dos EUA, entre tantos outros fatores. Agora, a admiração aumenta com o reconhecimento de única economia sustentável do mundo. VIVA CUBA! VIVA O POVO CUBANO!. Marino Elígio Gonçalves.

Atraso econômico preserva natureza cubana, diz revista

EFE/Terra Notícias, 04/02/2009

A revista alemã de geografia e natureza GEO considera Cuba um país ecológico exemplar, com grandes reservas naturais e uma rica biodiversidade, mas isso devido, fundamentalmente, à necessidade e a um desenvolvimento limitado. Em uma edição especial de 156 páginas dedicada à ilha, a GEO divulga um estudo da World Wildlife Fund (WWF) que aponta Cuba como o único país do mundo com uma economia "sustentável".

No entanto, Cuba deve seu positivo balanço ecológico "a uma mistura de política verde visionária, uma grande incompetência econômica e um toque de brutalidade vermelha", afirma o responsável do especial de GEO sobre a ilha, Patrick Symmes.

O número especial da revista sobre Cuba, entregue nesta quarta-feira na Alemanha, ressalta que o estudo ecológico realizado está cheio de contrastes. Nesse sentido, destaca que Cuba tem mais parques e reservas naturais, assim como maior biodiversidade, que todos os países da região.

Mas também destaca que suas indústrias contam com uma tecnologia muito antiquada que dá lugar a "emissões poluentes catastróficas". Além disso, embora a WWF a aponte como "única economia sustentável do mundo", por exemplo, Cuba precisa importar 80% dos alimentos consumidos por seus 11,3 milhões de habitantes, devido à falta de produção.



Escrito por Marino às 17h56
[] [envie esta mensagem
]





AQUECIMENTO GLOBAL?

google: Glaciar Perito Moreno 

Geleira argentina ignora aquecimento global e se expande

Laura MacInnis, Terra Notícias, 04/02/2009

Desafiando o aquecimento global, que derrete a maioria das geleiras do mundo, o gigantesco glaciar Perito Moreno, no sul da Argentina, cresce com força. O "gigante branco", como é conhecido, ganha até três metros por dia em algumas partes, alimentando pelas intensas nevascas patagônicas.

"Os glaciares não respondem exclusivamente às mudanças de temperaturas", disse Martin Stuefer, especialista em Patagônia na Universidade do Alasca, em Fairbanks. Ele disse que aparentemente as nevascas aumentaram por causa das recentes mudanças climáticas, combinadas com ventos fortes e frios. "A mudança climática não é igual em todos os lados", disse o especialista.

Perito Moreno, com 30 quilômetros e comprimento e localizada 3 mil quilômetros ao sul de Buenos Aires, é uma das maiores geleiras sul-americanas, e de longe a mais famosa, por ser muito acessível a turistas. Os visitantes se aglomeram em botes e plataformas para ver como enormes blocos de tons azuis se desprendem da geleira sobre o lago Argentino.

Cientistas estimam que 90 por cento das geleiras da Antártida e da Patagônia estejam se derretendo rapidamente. O mesmo ocorre nos Andes, nos Alpes, no Himalaia e em outras partes, como conseqüência da mudança climática provocada principalmente pela atividade humana.

O ritmo médio do degelo dos glaciares de montanha se duplicou desde 2000, segundo recentes relatórios do Programa de Meio Ambiente da ONU e do Serviço Mundial de Monitoramento de Glaciares. O degelo dos glaciares ameaça elevar o nível do mar e secar fontes de água doce importantes para populações humanas, geração de energia e agropecuária. Mas as geleiras também são afetadas por outros fatores, como nevascas, ventos, altura e forma.



Escrito por Marino às 17h13
[] [envie esta mensagem
]





ARTIGO - ASSINO EM BAIXO - VALE A PENA LER

 

google

 

Minc e Stephanes: Alien vs. Predador

Rogério Grassetto Teixeira da Cunha, Correio da Cidadania, 03/02/2009 (EcoDebate)

Nestes últimos dias assistimos a um debate público entre os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Reinhold Stephanes. Supostamente, a razão da peleja refere-se às posições (tenebrosas, como de costume) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em relação ao plantio de cana no planalto do entorno do Pantanal e à possibilidade de mudanças no Código Florestal, este último aparentementemente sendo o pomo principal da discórdia.

Para começar, detendo-se nos aspectos mais novelescos do episódio, transmitido em horário nobre da TV Globo, ele foi abafado com um “pito” de Lula. O presidente mandou os dois ficarem de bem, sem, é claro, posicionar-se sobre a matéria debatida, exatamente como convém, para não desagradar nem a gregos nem a troianos.

A briguinha é, antes de qualquer coisa, uma criação do ministro Minc, que faz do show a sua marca maior, a principiar por sua vestimenta peculiar. Então, assim como já fez antes nos embates com o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, joga para a platéia, para passar uma imagem de “ambientalista sincero” em oposição ao “predador”.

No dia 26 de janeiro, Minc apareceu nos telejornais dizendo que Stephanes estava “descompensado”. Já o ministro da Agricultura, que não tem interesse algum na contenda pública, e sabe bem das intenções do titular da pasta do Meio Ambiente, minimizou a questão, dizendo que não há desentendimento algum. Passada a bulha, Minc geralmente vira um cordeirinho dócil.

Consta que Minc pediu ajuda à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, para que intermediasse a contenda. Pura perda de tempo (considerando que a disputa seja sincera, o que não acredito). Dilma é mãe do PAC e alinhadíssima com as posições do Palácio do Planalto quando o assunto é desenvolvimentismo e grandes obras, ou seja, vê o meio ambiente como empecilho. O que só reforça a tese de que tudo não passa de jogo de cena. Este histórico, aliado ao casamento de Lula com o grande agronegócio, não nos dá esperanças que a ministra ajude seu colega do meio ambiente, cujo ministério, aliás, é tradicionalmente fraco e desprestigiado.

Poderíamos esperar dias difíceis para a senadora Marina Silva, caso ela ainda estivesse à frente da pasta, porque é uma pessoa sinceramente comprometida com o meio ambiente e teria que acabar engolindo alguns sapos. Já para Minc está tudo dentro do roteiro, muitas aparições espetaculosas na mídia, muito falatório e, de prático, quase nada. Afinal, ele foi escolhido justamente para isso, para que seu ministério fosse, por um lado, menos rebelde e mais cordato na essência, e, por outro, espetaculoso na aparência.

Assim, segue o tempo passando a impressão de que estão acontecendo avanços.

Voltando ao alegado pomo da discórdia, as tentativas de mudanças na legislação ambiental fazem parte de uma campanha contínua dos ruralistas para amenizar as “restrições à produção”. As principais bandeiras dos ruralistas quase sempre se referem à redução do percentual de Reserva Legal (ou sua utilização econômica) ou a itens relativos às Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Para que o leitor entenda, Reserva Legal é aquela parcela da propriedade que deveria ser, embora quase nunca o seja, mantida preservada, sendo de 80% na Floresta Amazônica, 35% em áreas de Cerrado dentro da Amazônia e 20% no restante do país. Já as APPs são locais nos quais não é permitido o corte da vegetação nativa, como encostas íngremes, topos de morros e encostas de rios, lagos e represas. Em outras palavras, são aquelas exigências “inúteis” de ambientalistas “radicais” que, se tivessem sido cumpridas, teriam diminuído muito a catástrofe sócioambiental de Santa Catarina no fim do ano passado, por exemplo.

Além da temerosa discussão acerca da redução dos limites ou da utilização econômica das Reservas Legais, há que se destacar o desrespeito contínuo e sistemático às mesmas desde a sua criação, algo sobre o qual também não vemos Minc pronunciar-se clara e enfaticamente, como deveria se exigir de sua pasta. Como exemplo desta sua atitude, vale citar sua declaração de que a queda recente dos desmatamentos não foi conseqüência da crise. Essa bola nós já cantamos nesta coluna, na edição perspectiva.

Ao desconsiderar o óbvio, ele tenta capitalizar para seu ministério algo que não corresponde à realidade, tapando assim o sol com a peneira, o que é, indiretamente, um aval à depredação, que voltará a recrudescer quando o pior desta crise passar.

Vira e mexe, a bancada ruralista apresenta algum projeto neste sentido. Mas, felizmente, as tentativas têm esbarrado em forte oposição por parte da sociedade. Tanto que a discussão dos projetos mencionados em artigo anterior (Novo ataque ao Código Florestal) evoluiu e, se não a ideal, a última versão apresentava diversos avanços em relação às propostas iniciais.

Mas os ruralistas não sossegam. Tanto que, mesmo com as discussões andando na Câmara dos Deputados, elaboraram subitamente, em dezembro último, juntamente com o Ministério da Agricultura, uma nova proposta de alteração. E já haviam acionado um rolo compressor para rápida aprovação. As propostas são tão bizarras e fora de propósito que fizeram com que nove ONGs ambientalistas se retirassem do grupo de trabalho formado pelos Ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.

O pacotaço era tosco, para dizer o mínimo. Queriam, por exemplo, anistia ampla, geral e irrestrita para as ocupações irregulares em Área de Preservação Permanente existentes até 31 de julho de 2007 (como as ocupações em encostas de Santa Catarina). Mais ou menos como se concedêssemos anistia total a algum outro tipo de crime que já existisse há muito tempo (as APPs existem desde o Código Florestal de 1967). O Ministério da Agricultura negou essa possibilidade, mas os termos empregados na redação da nota divulgada foram vagos.

Outra pérola na “tentativa de golpe”: redução dos percentuais de reserva legal na Amazônia sem a realização do zoneamento ecológico-econômico. A terceira tentativa de alteração fortemente criticada pelas ONGs foi a troca de áreas desmatadas na Mata Atlântica e no Cerrado por áreas na Amazônia. Atualmente, quando a discussão entre os ambientalistas é se deveríamos ou não considerar compensações fora da mesma bacia hidrográfica, propor troca entre biomas é uma idéia descabida, pois seria o mesmo que aceitar a destruição de fato e declarar abertamente que não faremos nada para recompor o ambiente naquelas áreas que já foram desmatadas mais do que deveriam ter sido (em muitos casos crimes ambientais, com penas e multas previstas em lei). Por fim, de acordo com a nota divulgada pelas ONGs, a proposta contemplaria a possibilidade de os estados reduzirem todos os parâmetros referentes às Áreas de Preservação Permanente.

Sou leigo em direito, mas, para mim, além do absurdo sob o ponto de vista ambiental, isto soa também como um completo absurdo jurídico, abrindo aos estados a possibilidade de serem mais permissivos em relação a determinada matéria legal.

A tática do ministro da Agricultura pode muito bem ser exagerar na dose, para depois reduzir as pressões, garantindo a aprovação de uma proposta mais suave (mas ainda assim muito ruim para o meio ambiente). Outra possibilidade seria o Ministério da Agricultura não ceder muito em suas posições, já que muitos ou a maioria dos ruralistas realmente têm opiniões como as da proposta e consideram o meio ambiente um mero entrave a suas atividades.

Como se vê, estamos mal em termos de meio ambiente. O titular da pasta é alheio às questões e problemas reais. Daí a alcunha de alienígena, do título “Alien vs Predador”. Enquanto o ministro da Agricultura assume as piores posições dos ruralistas brasileiros. Um filme trash, sem mocinhos, transmitido em horário nobre em rede nacional.

*Rogério Grassetto Teixeira da Cunha, biólogo, é docente da Universidade Federal de Alfenas.

 



Escrito por Marino às 13h35
[] [envie esta mensagem
]





FORUM SOCIAL MUNDIAL E O AQUECIMENTO GLOBAL

google

 

Forum Social Mundial (FSM) vai cobrar das Nações Unidas ações para conter o aquecimento global

Luana Lourenço, Agência Brasil/EcoDebate, 02/02/2009.

Algumas propostas debatidas no Fórum Social Mundial (FSM) vão sair de Belém e chegar a Copenhague (Dinamarca), palco da próxima reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, em dezembro. Em uma das assembléias temáticas realizadas ontem (1º), último dia do megaevento, os participantes combinaram um chamado global por justiça climática como forma de pressionar os líderes mundiais para que contenham o aquecimento global.

Para nós a luta por justiça climática e por justiça social é a mesma luta. É uma luta pelos territórios, pela soberania, pelos direitos indígenas, por distribuição mais justa da riqueza do planeta”, aponta o documento final aprovado pelo grupo.

Entre as ações práticas combinadas, estão a organização de campanhas globais para alertar sobre os impactos do aquecimento do planeta sobre as populações, a criação de uma rede de informações de organizações da sociedade civil sobre mudanças climáticas e até um protesto simultâneo contra alguma corporação multinacional.

O documento critica a uso de mecanismos de mercado somo soluções para o enfrentamento do aquecimento global, principalmente o chamado o mercado de carbono, mecanismo de compensação de emissões de gases de efeito estufa . “Mais uma vez, as pessoas que criaram o problema estão dizendo que podem resolvê-lo. Não são soluções reais, são ilusões neoliberais”.

As alternativas, segundo as propostas do Fórum sobre mudanças climáticas, devem valorizar o conhecimento dos povos indígenas e comunidades tradicionais. “As soluções verdadeiras estão sendo construídas por quem vive a terra e são essas [soluções] que temos que globalizar”.

Para o estudante e ativista ambiental André Braga, a articulação, durante o Fórum, vai ampliar a participação de grupos geralmente excluídos do debate sobre mudanças climáticas, além de organizar a pressão sobre os líderes que representarão os países em Copenhague.

“As mobilizações têm que ser descentralizadas, tem que ter gente de todos os lugares, de todas as etnias, os povos indígenas tem que participar. Se fôssemos depender somente dos nossos ministros, não teríamos nenhuma representatividade. O queremos aqui é forçar para que os ministros nos ouçam e representem realmente a nossa vontade na reunião da ONU”.



Escrito por Marino às 18h10
[] [envie esta mensagem
]





VAZAMENTO DE ÁGUA RADIOATIVA

google

 

Notícia publicada no The Canadian National Newspaper, de 01/02/2009, informa o vazamento de 7 mil litros de água radioativa, potencialmente carcinogênica, no rio Ottawa, o mais importante do Canadá.

O vazamento ocorreu no Canadian Chalk River Laboratories, um reator estatal de pesquisas.

Neste caso, em especial, está o vazamento para um rio que é fonte de abastecimento de água para milhões de canadenses. E, como parece ser o procedimento padrão na indústria nuclear mundial, a população só foi informada vários dias após a ocorrência do vazamento. (Fonte: EcoDebate, 02/02/2009).



Escrito por Marino às 17h43
[] [envie esta mensagem
]





INVESTIMENTO EM BIODIESEL

google

 

A matéria que segue retrata o anúncio do investimento da Petrobrás Biocombustíveis programado para o quadriênio 2009-2013. São quase 3 bilhões de dólares e envolve tanto a produção de biodiesel como de etanol. Este último tem como foco principal para produção a América do Sul. Avalio que qualquer investimento na produção de etanol deve vir amparado de garantias de proteção ambiental, pois, como se sabe, a atividade sucroalcoleira é considerada como grande impactadora do meio ambiente. Outra questão a ser considerada é o investimento para produção de etanol em regiões sensíveis e de grande importância ambiental como a Amazônia. O Brasil tem só uma parte da Amazônia, por isso, os inventimentos internacionais, na América do Sul, sobretudo nos países amazônicos, deve ser devidamente acompanhados pela sociedade para não pernitir que recursos brasileiros se prestem às atividades impactantes. Marino Elígio Gonçalves.

Petrobrás Biocombustíveis vai investir US$ 2,8 bi

P. Carvalho, Terra Notícias, 02/02/2009

O plano de negócios da Petrobras para o período de 2009 a 2013 prevê investimento de US$ 2,8 bilhões na área de biocombustíveis. O valor representa aumento de 87% em relação ao período anterior. Do volume total de recursos, US$ 2,4 bilhões serão destinados à produção de biodiesel e etanol, área da Petrobras Biocombustíveis, e US$ 400 milhões para infraestrutura, basicamente na construção de alcooldutos.

De acordo com o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Alan Kardec, dos US$ 2,4 bilhões, cerca de US$ 216 milhões serão usados para investimento em Portugal, América do Sul e África. O dirigente reafirmou a manutenção da parceria com a Galp Energia para a produção anual de 300 mil toneladas de óleo vegetal no Brasil e de 250 mil toneladas de biodiesel em Portugal. Na América do Sul, o objetivo é o de promover a produção de etanol e, na África, biodiesel.



Escrito por Marino às 11h50
[] [envie esta mensagem
]





LIXO POR VALE DÍESEL

google/amigosdomarnaescola

A matéria abaixo retrata uma iniciativa do governo paulista a fim de combater a poluição de seus mares por lixo, principalmente o plástico que tanto prejuízo traz ao ecossistema marinho. A questão, todavia, é saber se se trata de uma medida efetiva ou meramente paliativa, pois, ao que parece, a ação visa atacar os efeitos (lixo no mar) e não a causa (os poluidores). Sendo assim, considero uma boa medida, mas sem a efetivadade que se exige do Poder Público. Nesse sentido, a educação ambiental deveria ser considerada como meio mais adequado com vistas a mudar o comportamento das pessoas em relação ao meio ambiente. Entretanto, uma ação não exclui a outra, em absoluto. Marino Elígio Gonçalves.

 

Pescador terá incentivo para retirar lixo do mar

Antônio Gaspar, Terra Notícias, 30/01/2009.

A partir do dia 2 de fevereiro, os pescadores de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, vão poder reduzir seus custos prestando serviço ambiental. Eles vão receber um vale-diesel para cada quilo de lixo recolhido pelas redes de pesca durante as suas atividades. O vale da Petrobras terá a validade de 90 dias. A ação faz parte do Projeto Ambiental Estratégico Onda Limpa, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, e conta com o apoio da Agência Ambiental Unificada de Ubatuba e a parceria da Petrobras.

Os vales serão distribuídos após pesagem dos resíduos nos pontos de desembarque na Ilha dos Pescadores e nos Píers do Saco da Ribeira e Itaguá. Eles poderão ser usados nos postos participantes da promoção, que terão os nomes afixados nos três locais.

Coleta - Técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e da Associação Socioambientalista Somos Ubatuba (ASS) vão reunir os pescadores para conscientizá-los sobre a metodologia de trabalho e os fundamentos do projeto.

Para que a coleta e a destinação dos resíduos sejam feitas de forma adequada, cada embarcação receberá dez sacos reaproveitáveis de cem litros cada, que serão fornecidos pela Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o lixo plástico presente no mar é responsável pela morte de um milhão de aves marinhas por ano. Os resíduos - plásticos, vidros, metais, madeira - serão recolhidos pelas embarcações cadastradas e dispostos em contêineres disponibilizados pela prefeitura da cidade, que será encarregada de recolher diariamente o material em cada um dos três pontos de descarregamento.



Escrito por Marino às 11h32
[] [envie esta mensagem
]





VULCÃO EM ATIVIDADE

uol: vulcão do Monte Asama, Japão

Kyodo/Reuters

No Japão o vulcão do Monte Asama, que fica em Tsumagoi,  resolveu se manifestar. Talvez, invocado com a crise mundial provocada pelos EUA e potencializada pelos países ricos. Apesar da explosão, não se verificou maiores danos às pessoas, pois a região é pouco habitada. Em certos momentos devemos ser como um vulcão: colocar pra fora as nossas queixas, críticas, exigir compromissos e novos comportamentos. Marino Elígio Gonçalves. (Fonte: Uol/notícias, 02/02/2009)

 

 



Escrito por Marino às 11h00
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]