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TRANSGÊNICOS = DOENÇAS E MORTES

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Milho transgênico: uma morte lenta e silenciosa

EcoDebate, 11/03/2009

Se não bastasse a expansão de soja transgênica na agricultura brasileira, agora as lavouras do país serão invadidas pelo milho transgênico. Com a falta de pesquisas e uma legislação ineficiente, o milho geneticamente modificado surge com uma nova promessa: resistir a determinados insetos e aumentar a produção. Sem a confirmação dos malefícios para a saúde, o produto entrará na nossa cadeia alimentar a partir da próxima safra.

Antônio Inácio Andrioli, um dos pesquisadores a por em pauta esse debate no Brasil, está desapontado com a opção do país, e diz que a longo prazo o cultivo representará uma catástrofe para os agricultores. “Já sabemos que o milho transgênico vai produzir menos que o convencional e sua produção vai custar mais caro”, adverte.

Além dos malefícios para a agricultura, produtos geneticamente modificados podem estar relacionados a uma série de epidemias que crescem na sociedade contemporânea, como o câncer e alergias alimentares. As plantas produzidas através da transgenia, explica o pesquisador, em entrevista concedida com exclusividade à IHU On-Line por telefone, são imunodeficientes, ou seja, piores que as desenvolvidas através do melhoramento genético tradicional. “Recentes pesquisas realizadas na Europa demostram que animais consumidores de produtos imunodeficientes também passaram a apresentar imunodeficiência, e, consequentemente, foram mais atacados por doenças”, alerta. E recomenda: “Deveríamos fazer a seguinte análise com relação aos impactos que isso gera no ser humano: Essas plantas às quais me refiro contêm dentro de suas célula – como no caso do milho transgênico – uma toxina sendo produzida por um bacilo (Bacillus thuringiensis). Como já sabemos que o contato de animais com o referido bacilo têm causado alterações no sistema imunológico e reprodutivo, há uma grande probabilidade de estarem aumentando as doenças no mundo, o que parece ser uma das estratégias da indústria farmacêutica”.

No caso das plantas resistentes a herbicidas, o agravante são os resíduos de glifosato verificados nos alimentos, pois esses cultivos, como a soja transgênica, permitem a aplicação de glifosato sobre a planta. Segundo o pesquisador, “mesmo se utilizássemos uma fórmula de glifosato cem vezes menor do que a utilizada na agricultura através do Roundup, teríamos uma alteração celular dos animais e seres humanos, conforme revela recente estudo realizado na França”. Andrioli também aponta para um segundo problema: uma alteração no DNA (ácido desoxirribonucleico), onde se encontram as características hereditárias de um ser vivo. “O DNA está sendo afetado em função do uso do glifosato que passa através dos alimentos em forma de resíduos.”

Depois de retornar do curso de pós-doutorado, na Áustria, o pesquisador está impressionado com o anonimato brasileiro em relação aos transgênicos, com a desinformação da população brasileira e a falta de interesse nesse debate. “Essa é uma discussão que interessa a todos, porque não tem ninguém que não coma. Portanto, todos estão sendo afetados pelo cultivo de transgênicos.” Em conversa com a equipe da IHU On-Line, o pesquisador alertou para o boicote de informações e denuncia que pesquisadores são perseguidos por colocar seus estudos à disposição do público.

Antônio Inácio Andrioli é graduado em Filosofia, pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijui), mestre em Educação nas Ciências, pela mesma universidade, doutor em Ciências Econômicas Sociais, pela Universität Osnabrück, Alemanha, e pós-doutor, pelo Instituto de Sociologia da Universidade Johannes-Kepler de Linz, Áustria. Atualmente, é professor do mestrado em Educação nas Ciências, na Unijuí e docente do Instituto de Sociologia da Universidade Johannes Kepler de Linz. Ele é autor de Transgênicos: as sementes do mal (São Paulo: Editora Expressão Popular, 2006) e Soja Orgânica versus Soja Transgênica. Acompanhe mais informações no site do pesquisador www.andrioli.com.br



Escrito por Marino às 18h14
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CIDADANIA - ARTIGO

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Cidadania: oposto de acomodação

 

Marino Elígio Gonçalves

 

Em qualquer dicionário da língua portuguesa o conceito de cidadania se apresenta como a qualidade ou nacionalidade de cidadão; cidadão é o habitante de cidade; o indivíduo no pleno gozo de seus direitos civis e políticos de um Estado.

 

Referido conceito, todavia, é insuficiente para a correta definição de cidadania. A qualidade de estar no gozo dos direitos civis e políticos, embora integrantes do direito de cidadania, não são capazes de esgotá-lo. É que não se encontram contemplados os direitos sociais inseridos no art. 6.º, da Constituição Federal vigente. Há quem afirme que os direitos sociais já estão assegurados nos direitos civis. Contudo, assim não se deve compreender, devendo ser individualizados, como fez a própria Constituição Federal ao dispor de ambos os direitos em normas diversas (arts., 5.º e 6.º, respectivamente).

 

Com isso, já é possível melhorar o conceito cidadania. Esta deve ser considerada a qualidade conferida àquele ou àquela que está no pleno gozo de seus direitos civis (CF/1988, art. 5.º – direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade), políticos (CF/1988, art. 5.º, incisos IV, XVII, XX e art. 14 – direito à liberdade de expressão e de associação, bem como o direito de votar e ser votado) e também sociais (CF/1988, art. 6.º – direito à educação, à saúde, ao trabalho, à moradia, ao lazer, à segurança, à previdência social, à proteção da maternidade e da infância e à assistência no desamparo).

 

Mesmo assim, ainda não está completo. Falta o direito ao meio ambiente sadio e equilibrado expressado no art. 225, da CF/1988: “Todo o cidadão (ã) tem o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, inclusive para as futuras gerações”.

 

Agora sim! Para ser considerado cidadão ou cidadã brasileiros os direitos civis, políticos, sociais e ambientais devem estar plenamente assegurados. Se negado qualquer um deles, não se pode considerar cidadão(ã). Não existe quase-cidadão ou meio-cidadão. A cidadania se realiza na concretização daqueles direitos e para isso, além do respeito que se exige, deve se lutar para fazer valê-los. Não se pode acomodar. Tem de participar da vida diária da comunidade e do país. Cidadania, portanto, é o oposto de acomodação.

 



Escrito por Marino às 16h31
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NOVA ESTRATÉGIA DA BANCADA RURALISTA NA CÂMARA FEDERAL

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A nova estratégia da bancada ruralista da Câmara Federal é retrato de que aprenderam bem com o MST: ocupar, resistir e produzir. Os deputados federais representantes do agronegócio iniciaram uma nova estratégia de tomada de pontos importantes de decisões. Agora, resolveram aportar na Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal. A eleição assegurou ampla maioria dos ruralistas. Isso faz parte do "março vermelho" anunciado pela bancada ruralista. Março seria o marco da nova investida para a modificação do Código Florestal e flexibilização das Leis Ambientais do país com vistas à expansão da atividade do agrobusiness. É bom o movimento ambientalista por "a barba de molho", pois se não adotar uma estratégia de contra-ofensiva, muito pouco restará para salvar. Deve haver mobilização em torno do ocorrido e das pretensões dos representantes do agronegócio. Deve haver maior articulação entre os deputados que atuam no meio ambiente. Não se pode permitir que o Brasil coloque em risco seu meio ambiente, justamente num momento em que todo o mundo se preocupa com os efeitos decorrentes da destruição ambiental. Hoje mesmo os jornais noticiam tornados, vendavais, desmoronamentos, destruição e prantos em todos os cantos do país. O clima está totalmente desregulado, o calor é sufocante, os rios transbordam e inundam, as encostas de morros desabam, as ressacas do mar, enfim, vários indicativos de que a coisa não anda boa. E, tudo isso pode piorar se os objetivos do agronegócio prevalecer, sobretudo diante do novo "El Dorado" a ser colonizado: a Amazônia. Marino Elígio Gonçalves 

 

Ruralistas Ocupam a Comissão de Meio Ambiente

Uol Notícias, 09/03/2009

A bancada ruralista ficou com 16 dos 36 lugares da Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. Por ela devem passar todos os projetos ligados à questão ambiental na Casa.

Segundo o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), líder da Frente Parlamentar da Agropecuária, ocupar espaço nesta comissão foi uma atitude deliberada.

“Estávamos orientando o pessoal para nos dividirmos bem nas comissões de nosso interesse”, conta ele. Segundo Colatto, houve recomendação para os ruralistas se estabelecerem nas Comissões de Agricultura, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e na de Relações Exteriores, além da do Meio Ambiente.

(Leia abaixo o Artigo que postei da Senadora Marina Silva que analisa a nova investida da bancada ruralista.)



Escrito por Marino às 19h21
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RECURSOS HÍDRICOS E LUTA CONTRA BARRAGENS

google/Cedea: Laura Jesus

 

 

 Seminário sobre Política de Recursos Hídricos e Dia Internacional de Luta Contra Barragens

Convite de Laura Jesus de Moura e Costa/Cedea, 09/03/2009 


COLEGAS,

Tendo em vista a comemoração do *DIA MUNDIAL DA ÁGUA em 22 de março* e a colocação em tramitação na Assembléia Legislativa do Paraná do *Projeto de Lei n. 515/08*, que transforma a SUDERHSA em INSTITUTO PARANAENSE DE ÁGUAS e altera a Lei Estadual de Recursos Hídricos (n. 12.726/99), além de que, no dia *14 de março se comemora o DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA BARRAGENS*, o CEDEA, em conjunto com o CAOPMA – Centro de Apoio Operacional da Promotoria de Meio Ambiente do Estado do Paraná e o Gabinete do Deputado Luiz Eduardo Cheida, está organizando este *Seminário sobre a Política Estadual de Recursos Hídricos do Paraná*, conforme programação abaixo:

DIA 12 DE MARÇO DE 2009

LOCAL: Plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná (Centro Cívico - Curitiba).

08h30 – Abertura do evento com manifestação das autoridades presentes e composição da mesa do Seminário.

09h00 – Apresentação das posições de cada convidado, em no máximo 20 minutos cada. Deverão compor a mesa, representantes das seguintes instituições:

- Representante da Comissão de Meio Ambiente da ALEP.

- Representante da SEMA-PR.

- Representante da SUDERHSA.

- Representante do SINDI/SEAB.

- Representante do Movimento Ambiental do PR.

- Representante da Academia (UFPR).

- Representante do Ministério Público do Paraná.

Das 11h40 às 12h30 – Debate.

DIA 14 DE MARÇO DE 2009 – DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA BARRAGENS

A partir das 09h00 – Concentração na Praça central do Município de Ribeira.

10h00 – Caminhada da Praça de Ribeira até a Ponte do Rio Ribeira entre os Municípios de Ribeira e Adrianópolis.

Das 10h00 às 12h30 – Ato público encima da ponte do Rio Ribeira.

Às 12h30 – Caminhada da ponte até o Ginásio de Esportes Aníbal Curi, no Centro de Adrianópolis.

Das 13h00 às 16h00 – Apresentações culturais (música, teatro, poesia, etc.).

ORGANIZAÇÃO DO EVENTO: MOAB, CEDEA, ASSTRAF, MAB, EAACONE, ISA, COLETIVO JOVEM LAGAMAR – Cananéia, CTB-PR, CUT, SINTRAVALE, CPIC, IVA, além de muitas outras entidades.



Escrito por Marino às 18h48
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ARTIGO DE MARINA SILVA SOBRE A ESTRATÉGIA DA BANCADA RURALISTA

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Crescer e amadurecer

Marina Silva, Folha de São Paulo, 09/03/2009

NA CONSTITUINTE de 1988, uma grande inovação foi o status político e institucional assegurado ao tema do meio ambiente, tornando-o objeto de capítulo inédito na Constituição e criando instrumentos para consolidá-lo no cotidiano das políticas públicas.

No Congresso, o primeiro sinal desses novos tempos foi a criação na Câmara dos Deputados, logo após a Constituinte, da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias.

Em 2004, com o crescimento da agenda ambiental, foi desmembrada, dando origem à Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. No Senado, durante muito tempo os temas ambientais foram tratados na Comissão de Assuntos Sociais, até a criação da atual Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle. As comissões das duas casas ficaram conhecidas pela liderança de parlamentares ambientalistas e forte participação de entidades dos movimentos sociais.

À medida em que a política ambiental do país foi se ampliando, tomando forma e mostrando seu real endereço -o processo produtivo e as grandes dinâmicas econômicas e sociais-, outros setores do Congresso, tais como membros da bancada ruralista, passaram a valorizar a participação naquelas comissões, em geral para contestar a legislação ambiental.

Essa participação é legítima e desejável. Dá a medida dos conflitos reais existentes na sociedade e os coloca em discussão aberta. É um passo necessário para buscar sínteses e confluências, como convém a uma democracia.

Ademais, nem para os próprios ambientalistas seria desejável que os espaços temáticos do Congresso se transformassem em guetos isolados e na defensiva.

Mas não é por aí que a coisa vai.

Parece ir na direção contrária desse cenário de espaço público virtuoso e também das lições da crise global, que recomendam esforços integrados, cada vez mais voltados para mudança de padrões de produção e de padrões políticos, pois os velhos costumes não dão conta das exigências do presente.

Da política, espera-se que cresça, amadureça e entenda que nada mais pode ser como antes. Ou melhor, até pode, mas a custo altíssimo para a sociedade.

O que acontece nas comissões de meio ambiente é como andar para trás. A estratégia, ao que tudo indica, é a de "ocupar o espaço do inimigo". No discurso de muitos de seus novos membros, o meio ambiente "trava o desenvolvimento".

O objetivo imediato está claro: mudanças no Código Florestal para ampliar a área passível de desmatamento na Amazônia e reduzir matas ciliares em todos os biomas.

Assim fica difícil avançar.



Escrito por Marino às 18h37
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NOVA ORDEM AGRÁRIA E AMBIENTAL PARA O PAÍS

 

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CONVITE DA VIA CAMPESINA, FBOMS, CNBB, FNRA

SEMINÁRIO NACIONAL EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA E DO MEIO AMBIENTE

 

Enquanto o Governo Brasileiro assume metas para a redução do desmatamento na Amazônia, os Ruralistas, no Congresso Nacional, junto a setores deste mesmo governo, investem na modificação do Código Florestal e na transferência indiscriminada de terras públicas, objetivando facilidades à expansão do agronegócio na região e nos outros biomas brasileiros, aprofundando, assim, as suas ações criminosas contra o meio ambiente e a Reforma Agrária.

A edição da MP 458 que trata da regularização fundiária é uma sinalização clara de que o governo brasileiro irá repassar para os grileiros da Amazônia as terras públicas que historicamente são reivindicadas para a Reforma Agrária e que servem de suporte a relações mais equilibradas entre o meio ambiente, compreendido por esse território, e as populações tradicionais que o ocupam.  

Os ruralistas, tendo como centros de operações a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atuam de forma ostensiva para aprovar proposta de Lei formulada pelo Senador Flexa Ribeiro, do Pará, agravada pelos representantes do agronegócio. Tal proposta produziria efeitos na redução de áreas de preservação permanente e das reservas legais em todos os biomas do país, e acentuaria sobremaneira a devastação na Amazônia, que se torna trágica com a anistia proposta aos crimes ambientais praticados por grileiros e latifundiários. Na realidade, os ataques ao Código Florestal e à legislação ambiental integram uma estratégia mais geral dos "senhores da terra" pela supressão dos empecilhos legais, ambientais e fundiários para o avanço, a qualquer custo, da grande exploração agropecuária na Amazônia. Acresce-se a isto as intensas ações conduzidas pelos ruralistas contra a demarcação dos territórios indígenas e quilombolas.

Esta é uma pauta que os ruralistas irão defender com veemência no Congresso Nacional, a partir deste mês de março, a ensejar a necessária reação dos setores da sociedade identificados com a defesa do meio ambiente e com a realização de uma ampla reforma agrária, em bases absolutamente sustentáveis.

Diante desse cenário e dessa conjuntura setores da sociedade brasileira, imbuídos do dever constitucional, humano e ético constituem uma aliança Camponesa e Ambientalista para uma nova ordem Agrária e Ambiental no País.

Esta Aliança tem como objetivos a defesa da Reforma Agrária e do Meio Ambiente, considerando que estas são condições fundamentais para assegurar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras desse país, seja no campo ou na cidade.

É nesse espírito de unidade que estaremos realizando o SEMINÁRIO NACIONAL EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA E DO MEIO AMBIENTE e para o qual convidamos a toda sociedade brasileira (programação em anexo)

 

PROGRAMAÇÃO

Terça-feira, dia 10 de março de 2009

Auditório Petrônio Portela, Senado Federal, Brasília (DF)

 

8hs – Inscrições e entrega de materiais

9hs – Abertura (convidados: Senadora Marina Silva, CUT, CNBB, ABRA, Via Campesina, FBOMS, Deputado Federal da área)

10:30hs – Coletiva de imprensa: convidados especiais e componentes da mesa de abertura

10:30-13hs – Mesa 1: Código Florestal - GT Florestas/FBOMS, Frei Sergio Gorgen/MPA/Via Campesina

13:15 – Almoço

14:15-17hs –Mesa 2: Reforma Agrária e Regularização Fundiária - Ariovaldo Umbelino – USP, CNBB, GTA

17hs – Encaminhamentos e leitura da Carta do Seminário

18hs – Encerramento

 

 



Escrito por Marino às 09h48
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COMBATE AO DESMATAMENTO NO PARANÁ

 

 

Hélio Sydol/Ibama-PR: araucárias cortadas ilegalmente em General Carneiro

 

Operação conjunta do Ibama e Polícia Federal em Plamas

 

Plano de Combate ao Desmatamento no Paraná

 

Assessoria Ibama/PR, 07/03/2009

Áreas imensas com excepcionais reservas de araucárias são lentamente exploradas, retirando-se seletivamente exemplares para serraria. Aos poucos, o espaço permite a implantação de sivicultura (pinus, eucalipto) ou mesmo agricultura.

 

 

 

Na área sob processo de investigação, que soma 1 milhão de hectares, equivalente a 5% do Paraná, o IBAMA estima o desmatamento de floresta nativa, no equivalente a 30 caminhões por dia entre toras, lenha, carvão e cavaco. Nos últimos 6 meses, foram lavrados 31 autos de infração, que totalizaram R$ 6.158.058,40, apreendidos 4 caminhões, 1 trator de esteira e 1.310,424 m3 de madeira e foram abertos 12 inquéritos criminais pela Polícia Federal.

 

 

O Superintendente do IBAMA Paraná, José Álvaro Carneiro, em todo este período ficou em permanente contato com as autoridades ambientais do Paraná, pois a situação encontrada demanda muito mais que ações de fiscalização. Em conjunto com a SEMA (Secretaria de Estado do Meio Ambiente) e o IAP (Instituto Ambiental do Paraná), foi elaborado um Programa de Combate ao Desmatamento no Paraná, composto por 7 vertentes à saber: Mobilização Política, Ações de Conservação, Ações de Combate à pobreza – opções de renda, Ações de Comando e Controle, Definição e acompanhamento por indicadores, Programa Integrado de Comunicação e Origem de Recursos.

 

 

Enquanto prosseguem em ritmo acelerado os trabalhos para detalhar e planejar as ações e envolver os parceiros no Governo Federal (INCRA, Ministério da Ação Social, entre outros), no estadual (Secretaria da Agricultura, EMATER, Secretaria do Desenvolvimento Urbano, entre outros), no Municipal, no Terceiro Setor (Ong’s Paranaenses e Redes Nacionais) e o Setor Produtivo, o IBAMA e a Polícia Federal continuam as ações de fiscalização.

No transcurso da semana do Carnaval foram realizadas mais de 20 horas de vôos sobre a região foco e na primeira semana de março, 8 equipes se deslocaram por terra para as principais pontos com desmatamentos. Nestas incursões foram encontrados centenas de exemplares abatidos de nossa flora, com destaque para toras de araucárias centenárias.

 

 

Para o Governo Federal e para o Superintendente do IBAMA Paraná, José Álvaro Carneiro, a sociedade paranaense contará com um plano integrado de combate ao desmatamento ainda neste mês de março. Ele relaciona ainda o processo de desflorestamento à escassez de água, as mudanças climáticas e a necessária conservação da biodiversidade para reforçar a importância da aliança federal/ estadual que buscará salvaguardar os últimos remanescentes de floresta de araucária no Paraná.

 

Na próxima terça-feira dia 10 de março o Superintendente do IBAMA/PR, José Álvaro da Silva Carneiro e o Secretário Estadual de Meio Ambiente Lindisley da Silva Rasca Rodrigues, estarão apresentando na Escola de Governo do Estado do Paraná, a composição do programa de combate ao desmatamento. Em ambiente de floresta de araucária para o Estado do Paraná.

 

 

 



Escrito por Marino às 19h40
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MULHERES LUTADORAS

 

 

 

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8 DE MARÇO - DIA DE LUTA

 

suapesquisa.com

 

História

 

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

 

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

 

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

 

Objetivo da Data

 

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

 

Conquistas das Mulheres Brasileiras

 

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

 

Marcos das Conquistas das Mulheres na História 

  • 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.

  • 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

  • 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

  • 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

  • 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

  • 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas

  • 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres

  • 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

  • 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças

  • 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina

  • 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres



Escrito por Marino às 19h07
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O FUTURO DA VIDA NO PLANETA TERRA/ENTREVISTA

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O Futuro da Vida na Terra segundo James Loveloch

O cientista britânico James Lovelock afirmou que a mudança climática acabará com grande parte da vida na Terra durante o atual século e advertiu que a humanidade não poderá fazer nada para evitar a catástrofre.

A reportagem é do jornal Clarín, 28-02-2009. A tradução é do Cepat. Capturado de EcoDebate, 04/03/2009.

O especialista analisou que o aumento das temperaturas converterá algumas regiões em desertos e elevará o nível do mar, submergindo outras regiões terrestres. Lovelock é famoso pela ‘Teoria Gaia’, que determina que o planeta funciona como um sistema auto-regulado. Como consequência, Lovelock, de 89 anos de idade, estimou que a população mundial poderá cair de 7 bilhões para 1 bilhão de habitantes em 2100 devido ao fato de que as pessoas brigarão pelos escassos recursos naturais.

“Haverá mortes em grande escala pela fome e pela falta de água”, afirmou. De acordo com o seu prognóstico para 2040 as temperaturas nas cidades europeias subirão até 43 graus centígrados no verão, a mesma que em Bagdá atualmente. Segundo Lovelock, o destino do deserto do Saara é aproximar-se da Europa. “Não apenas a Europa, o mundo inteiro mudará”, alertou.

O cientista lamentou que é muito provável que as tentativas de reduzir as emissões que provocam o efeito estufa fracassem ao considerar que já é demasiado tarde para reverter a tendência atual. “É como um superpetroleiro. Não se pode pará-lo a não se que se parem os motores”, disse Lovelock.

Lovelock afirmou que as campanhas para promover a reciclagem e as fontes de energía renováveis são uma perda de tempo, mesmo reconhecendo que as usinas nucleares ajudarão a abastecer a crescente demanda de energia. Lovelok também assinalou que os mercados de emissões propostos por alguns países darão poucos resultados. Ao contrário, defendeu a construção de refúgios em áreas do planeta menos afetadas pela mudança climática.

Lovelock argumentou que os cientistas não devem subestimar o valor dos oceanos como indicadores do aumento das temperaturas e como instrumentos na redução do nível de dióxido de carbono em função de que ocupam grande parte da superfície terrestre.

Por fim, Lovelock lembrou os dados do Painel Intergovernamental de Mudança Climática que indicou em seu relatório de 2001 que as temperaturas serão “devastadaramente altas”.



Escrito por Marino às 17h55
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USINA NUCLEAR ANGRA III

google:ilustração de uma usina nuclear

 

Ibama emite licença de Instalação para Angra III

Janete Porto/Ascom/Ibama, 04/02/2009

O Ibama emitiu Licença autorizando a Instalação da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto -CNAAA- Unidade 3, para geração de energia elétrica. Localizada na praia de Itaorna, em Angra dos Reis/RJ. A usina terá potência térmica de 3.765 MWt e potência elétrica de 1.350MWe que somada às outras duas unidades produzirá energia suficiente para suprir uma cidade como o Rio de Janeiro.


Foram estabelecidas 44 condicionantes a serem cumpridas pela Eletrobrás Termonuclear - Eletronuclear. Dentre elas, a empresa deverá apresentar em 180 dias o cronograma de execução de Depósitos de Rejeitos de Longo Prazo dos combustíveis usados, homologado pela CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear e também o cronograma de execução do Depósito para Rejeitos de Médio e Baixo Nível de radiação.

O Laboratório de Monitoramento Ambiental deverá apresentar as certificações, ensaio, metodologia e parâmetro acreditados pelo ISO 17.025, juntamente com o cronograma de execução das análises.

Os estudos para melhoria da trafegabilidade, segurança e monitoramento rodoviário da BR 101 entre Angra dos Reis e Parati deverão ser entregues ao Ibama em 120 dias.

Ao Programa de Saúde Pública, deverá ser incorporada a perspectiva pedagógica do Programa de Educação Ambiental, particularmente no que se refere à saúde familiar, por meio dos agentes comunitários de saúde em suas visitas domiciliares, para dar capilaridade ao processo educativo de prevenção à saúde e de diálogo sobres as questões nucleares junto às famílias visitadas.

O monitoramento das tartarugas marinhas na área de influencia da CNAA deverá ser apresentado em 120 dias, conforme Termo de Referência do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade e respectiva aprovação desse Instituto.

A licença é válida por um período de seis anos desde que observadas todas as condicionantes discriminadas no processo.



Escrito por Marino às 17h40
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PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS

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Recuperar o meio ambiente pode render dividendos

 

Suelene Gusmão/Ascom/MMA, 03/03/2009

Conservar matas ciliares, proteger as nascentes dos rios, replantar encostas dos morros e outras providências de conservação ambiental, como a recuperação de carbono, está rendendo dividendos para quem as pratica. A iniciativa é chamada de Pagamento por Serviços Ambientais e é uma das alternativas para a recuperação ambiental de áreas públicas e privadas. Como forma de prover de informações técnicas, conceituais e de base de pesquisas e de cálculo para a nova modalidade de ferramenta para a conservação ambiental, foi lançado hoje o livro "Pagamento por Serviços Ambientais - Perspectivas para a Amazônia Legal", uma publicação feita em parceria com a GTZ (Cooperação Técnica Alemã) e o Ministério do Meio Ambiente.

Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o livro dos pesquisadores Jan Börner e Sven Wunder, chega em um bom momento para o Brasil, que está mostrando ao mundo uma série de iniciativas positivas na defesa do meio ambiente, como a acentuada queda do desmatamento na Amazônia, o controle e fiscalização de outros biomas, que não só o amazônico, e o Plano Nacional sobre Mudanças do Clima. "Essa idéia de pagamento por serviços ambientais é generosa e prática", disse Minc, na cerimônia de lançamento da publicação ocorrida hoje (3). Para ele, as informações contidas no livro tiram do nível utópico e traz para a prática diária a idéia de que é possível procurar alternativas sustentáveis para a conservação do meio ambiente. (...)



Escrito por Marino às 16h08
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VI FORUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

 

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Foi lançado o convite para o VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental a ser realizado na cidade do Rio de Janeiro, de 22 a 25 de julho de 2009. O lançamento do site está programado para o dia 09 de março. Através dele poderá ser feita a inscrição e se informar sobre toda a programação do evento. Além disso, ter acesso às regras para publicação e participação dos debates. Quando o endereço estiver disponível divulgarei aqui. Marino Elígio Gonçalves. 

 



Escrito por Marino às 15h44
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CHICO MENDES E A OPERAÇÃO BIXO

Carlos Alberto de Ferraresi Giovanni 

 



Escrito por Marino às 11h55
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TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO E LUTA ECOLÓGICA

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Fiquei muito satisfeito em receber a notícia que abaixo publico. Para quem não sabe, minha formação cristã e militante da Igreja se deu com a Teologia da Libertação. Com a Bíblia e os documentos do Concílio Vaticano Segundo e de Puebla fui forjando minha vida no exemplo de Jesus Cristo, não aquele dos postais angelicais, mas sim daquele que denunciou, lutou por Justiça, ficou ao lados dos pobres, foi revolucionário e imolado para salvar a humanidade. A expressão de sua vida se dá no AMOR que dedicou à todas as criaturas de Deus. Por sua clara opção pela transformação da sociedade para uma que fosse solidária, fraterna, justa e humana, a Teologia da Libertação foi duramente combatida dentro da própria Igreja. Mas, vejo que ela ainda resiste e agora se volta para defesa do meio ambiente. E, não há nada mais coerente do que lutar pela proteção ambiental já que a vida, em todas as suas formas, depende da Natureza e, portanto, de como nós a tratamos. Um outro mundo com sustentabilidade é possível. Marino Elígio Gonçalves.

Teologia da Libertação abraça agenda da luta ecológica

Clarissa Pont - Carta Maior, 2/2/2009 (Portal EcoDebate)

No III Fórum Mundial de Teologia e Libertação (FMTL), várias vozes destacam a necessidade de uma teologia de sustentabilidade da vida no planeta. "A ecologia significa uma nova relação dos seres humanos com a Terra e a natureza, uma relação que não seja destrutiva, mas que se beneficie dos recursos e dos serviços que a natureza oferece. A ecologia é um paradigma novo e a mudança climática será a grande questão do século XXI", defendeu Leonardo Boff.

Quase quatro décadas depois de a Teologia da Libertação se espalhar de forma especial na América Latina, quando muitos teólogos foram acusados de fomentar a formação de células comunistas dentro da Igreja Católica através das comunidades ecelesiais de base, como deve ser o novo cristianismo militante? Primeira atividade a dar cores de Fórum Social Mundial de Belém, o III Fórum Mundial de Teologia e Libertação (FMTL) tenta responder esta pergunta. A base da resposta está em uma teologia de sustentabilidade da vida no planeta.

“A teologia da libertação nasceu escutando o grito do oprimido e de tal preocupação nasceu a Teologia da Libertação. Mas a teologia não tem a chave da libertação. Em uma época eram os teólogos que mais falavam da libertação, mas eram outros que libertavam. Gente que estava na luta sindical, na guerrilha, estava em frentes duras de enfrentamento. A perspectiva é de como fazer do cristão um militante, que ele se comprometa e vá até a trincheira. Seja na luta sindical, política, de gênero, Direitos Humanos ou nas questões da ecologia”, resumiu Leonardo Boff.

A água e a terra foram apresentadas como base da biodiversidade do planeta e a Amazônia como palco para se reconhecer fronteiras e alternativas da relação do ser humano com o seu ambiente imediato. “Minha preocupação inicial é que a Amazônia não se torne tão somente o local do fórum e sua escolha não tenha apenas um mero caráter inspirador. Explico: da perspectiva das populações amazônicas hoje, não é mais possível abordar a região como apenas uma espécie de sub-tema da questão ecológica. A relação Teologia Libertadora e Ecologia têm sido objeto de reflexões em vias de aprofundamento, mas considero fundamental que essas reflexões cheguem à Belém muito mais dispostas a ver e ouvir do que para estabelecer pistas e mostrar resultados”, disse o teólogo Antônio Carlos Telles.

Uma ecumênica platéia de quase mil pessoas esteve no auditório do Centur, em Belém do Pará, para acompanhar a abertura do III FMLT. A mística uniu vozes em torno da frase “a, vida, que é sagrada, seja o centro dos nossos corações”. Sob o tema “Água, terra e teologia para outro mundo possível”, as conferências e debates seguem até domingo (25).

Segundo o secretário executivo do encontro, Luiz Carlos Susin, o FMLT recebeu grande apoio do governo do Estado do Pára e do comitê do Fórum Social Mundial. Ele destacou o café teológico como ponto alto do encontro, espaço permanente de troca de experiências e convivência comunitária.

“A ecologia é vista aqui não como uma operação de gestão de recursos escassos, aqui ela é tomada como um termo mais amplo, em uma reflexão contemporânea. A ecologia significa uma nova relação dos seres humanos com a terra e a natureza, uma relação que não seja destrutiva, mas que se beneficie dos recursos e dos serviços que a natureza oferece. A ecologia é um paradigma novo e a mudança climática será a grande questão do século XXI”, disse Boff no encontro.

Eleição de Obama e a Teologia da Libertação Negra

Assunto recente, a eleição de Barack Obama como novo presidente estadunidense esteve presente em mesas, conferências e conversas de corredor no III FMLT. Obama, durante a campanha, grifou diversas vezes sua relação com a Teologia da Libertação Negra. O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos foi formado pela Igreja Trinity United Church of Christ, conhecida por ser uma das mais liberais do país e inspirada na Teologia da Libertação Negra. Uma geração de líderes religiosos negros dos Estados Unidos, que eram jovens quando Martin Luther King morreu, viveu o suficiente para ajudar a eleger o primeiro presidente negro do país.

“Obama é completamente diferente de Bush. Ele já está, por exemplo, organizando o fechamento de Guantánamo e estruturando um governo independente daquilo que guiava o Governo Bush, que nos envergonhavam tanto. Ele também está bem consciente do papel que a força militar dos Estados Unidos tem no mundo e de que isso é um grande negócio. As pessoas em seu governo entendem o papel que os Estados Unidos tiveram no mundo até agora, Obama reconhece isso. Ele é uma pessoa capaz de engajar estas forças interessantes. Esse não é um governo fundamentado em mentiras”, avaliou Emilie Townes, professora da Yale Divinity School.

FMLT faz parte do processo de Porto Alegre à Belém

Em Janeiro de 2003, durante o III Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, um encontro entre teólogos gerou a idéia de uma atividade sobre a Teologia da Libertação na programação oficial do encontro. Em julho do mesmo ano, durante a Conferência "Cristianismo e Sociedade na América Latina" realizada na PUC de São Paulo, uma reunião decidiu levar adiante a idéia. Assim, em Porto Alegre, nos dias 11 e 12 de dezembro de 2003, a partir de várias entidades representadas, foi constituído um Comitê Organizador para realizar o que ganhava a dimensão de um "Fórum Mundial de Teologia e Libertação" (FMTL), a ser realizado sempre nas vésperas do FSM.

 



Escrito por Marino às 15h19
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CÓDIGO FLORESTAL

Apremavi

 

Mudanças no Código Florestal

Março se inicia com diversas discussões que certamente afetarão a vida do povo brasileiro. Entre elas está a reforma do Código Florestal.

Os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc e o da Agricultura, Reinhold Stephanes, travam um duelo público sobre a questão. Não há consenso em várias das propostas. A bancada ruralista no Congresso Nacional vem pressionando por sua flexibilização e tem no ministro da Agricultura o seu maior defensor. Promete votar a modificação do Código Florestal ainda neste primeiro semestre.

As principais propostas são: a redução para 50% da reserva legal na Amazônia (a lei atual exige a manutenção de 80% da floresta), a eliminação das restrições ao plantio em encostas, várzeas e topos de morros, a permissão da recuperação de áreas desmatadas ilegalmente com o plantio de espécies exóticas e o perdão a todos aqueles que praticaram crimes ambientais e respondem por isso.

O movimento ambientalista cobra uma posição mais clara do ministro Minc, que tem sofrido crítica por sua atuação que seria dúbia: num dia faz um forte discurso pró-ambiente e noutro recua. Minc tem argumentado que isso se trata de postura positiva para a negociação e não para o confronto, o que, não é engolido pelos ambientalistas.

A Amazônia é emblemática, porém, a situação é a mesma para todo o país. Qualquer modificação do código deveria ocorrer somente depois de concretizado o Zoneamento Econômico Ecológico – ZEE (instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente que determina as áreas e suas respectivas vocações, com a indicação do que pode ser explorado ou não); de recuperada as áreas degradadas; de ajustado o compromisso pela criação de corredores da biodiversidade; e de desenvolvido um amplo processo de educação ambiental que seja capaz de promover a mudança da cultura atual frente aos valores da Natureza.

É inconcebível que a variante ambiental seja descartada quando o mundo todo descobriu que a garantia de sobrevida da Terra depende de como nós a tratamos. Os serviços gratuitos prestados pela Natureza devem ser sopesados na equação Economia x Meio Ambiente. Aquela não pode desprezar os limites deste.

A cidadania brasileira deve ficar atenta às discussões. O resultado pode afetar o presente e o futuro da Nação. Deve, portanto, participar do quotidiano como protagonista e não como mero expectador. Abraços. Marino Elígio Gonçalves 

 



Escrito por Marino às 14h51
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E LÁ SE FOI FEVEREIRO...

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Não sei o que está acontecendo, mas sinto uma sensação de que o tempo anda mais rápido. Nem mesmo se apagaram as luzes de 2008, dois meses de 2009 já passaram como num piscar de olhos. Parece que não teremos tempo para realizar tudo o que queremos. Eu já nem me lembro mais quando foi que olhei para o céu a contar estrelas, nem quando foi a última vez que senti a brisa matinal de um campo longe da poluição das cidades, nem de quão ensurdecedor é  silêncio da mata... o tempo não para... ele é implacável.

Por isso, tenho de continuar forjando o presente para ter um futuro melhor. Sei que isso depende de mim e de cada um, não importa o tamanho da contribuição, pode ser singela, porém, certamente fará toda a diferença na luta por um mundo sustentável.

Março se inicia com diversas discussões que afetam sensivemente à vida do povo brasileiro. Destaco uma das principais a reforma do Código Florestal, que merecerá mais atenção em meu blog. É importante a gente participar desse debate. O agronegócio elegeu o código o seu inimigo número 1 e tem como seu maior defensor o atual ministro da agricultura. A partir de amanhã recomeçaremos com as publicações.

Abraços. Marino Elígio Gonçalves 



Escrito por Marino às 11h02
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