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UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NOS EUA

google: Grand Canion/Arizona/EUA

 

Obama promulga lei de defesa do meio ambiente

 

Yahoo, 31/03/2009
O presidente americano, Barack Obama, promulgou nesta segunda-feira (30) uma lei de defesa do meio ambiente que cria mais de 800 mil hectares de reservas naturais nos Estados Unidos.

A lei "separa mais de 800 mil hectares, em nove Estados americanos, para reservas naturais, quase tanto como nos últimos oito anos", destacou Obama ao firmar o texto.

A medida também amplia a área de vários parques nacionais e protege diversos rios.

A lei, batizada de "Omnibus Public Lands Management Act", identifica espaços protegidos na Califórnia (oeste), Virgínia (leste), Virgínia Ocidental (leste), Michigan (norte), Utah, Novo México (sudoeste), Idaho (noroeste), Colorado (oeste) e Oregon (noroeste).


Escrito por Marino às 16h52
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BOA NOTÍCIA

ecoparana

Parque fecha para revitalização no Paraná

 

G1, 31/03/2009
O Parque Estadual do Monge, no município de Lapa (PR), vai fechar a partir desta segunda-feira (30) para obras de revitalização. A previsão é que o trabalho seja concluído em seis meses.

Segundo o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Conselho Gestor do Parque Estadual, que vão coordenar as obras, o parque deve ser reaberto em seu aniversário de 50 anos.

Os ambientalistas vão remover espécies exóticas que ameaçam a vegetação nativa do local. O órgão ambiental irá arrecadar cerca de R$ 3,5 milhões com a venda da madeira retirada desse tipo de árvore.

A retirada das espécies exóticas faz parte do Programa Estadual de Erradicação de Espécies Exóticas Invasoras nas Unidades de Conservação, que o IAP desenvolve desde 2005. O Parque Estadual de Vila Velha foi o primeiro incluído no programa que hoje é modelo para o país. O programa visa prevenir e controlar a introdução de espécies que não são típicas de um ambiente.

De acordo com a gerente do Parque pelo IAP, Maria do Rocio de Lacerda, após a reforma serão implementadas atividades como escalada em rocha, mountain bike e trekking, entre outros esportes de aventura.
        
Parque - O Parque Estadual do Monge possui 370 hectares e foi criado em 1960. A cada final de semana, a área recebe mais de mil visitantes. As pessoas podem conhecer a Gruta do Monge e entrar em contato com a natureza. Está localizado a uma altitude de 1000 metros acima do nível do mar.


Escrito por Marino às 16h42
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ARTIGO: ARROZ TRANSGÊNICO

greenpeace

 

Campanha: "se você não quer ser cobaia da Bayer, junte-se a nós"

Marino Elígio Gonçalves

Com o lema acima, o Greenpeace iniciou campanha contra a aprovação do arroz transgênico LL62, da Bayer. O processo tramita na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

 

Com uma composição favorável às multinacionais da transgenia, a CTNBio escancarou as portas do Brasil para os produtos transgênicos. São várias cultivares de soja e milho já aprovadas e outras na iminência de aprovação, como o algodão. E, agora, entra em pauta o arroz.

 

O Greenpeace denuncia que se for aprovado o pedido pela CTNBio, o Brasil será o primeiro e único país no mundo a plantar e consumir arroz geneticamente modificado.

 

A questão é polêmica e, isso se justifica porque não há consenso sobre as consequências à saúde humana e nem mesmo ao meio ambiente. É por isso, que nestas circunstâncias, o Direito Ambiental informa que se deve aplicar o Princípio da Precaução, já que os efeitos, por serem desconhecidos, não permitem que se tenham meios eficazes de combate a eventual contaminação.

 

O risco de contaminação é real e até mesmo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), quando da audiência pública realizada no dia 18 de março, em Brasília, sobre a liberação arroz transgênico, se posicionou contra a intenção da CTNBio, com o argumento de que a probabilidade de contaminação de arrozais convencionais é enorme e não se tem a possibilidade de controle, caso a variedade transgênica seja liberada na natureza.

 

Na mesma audiência pública a pesquisadora e médica Nise Yamaguishi denunciou, através de fontes confiáveis, que a CTNBio nunca exigiu da Bayer, Monsanto ou Syngenta qualquer estudo sobre os efeitos dos transgênicos para a saúde humana. E concluiu que aquele que pede a liberação de qualquer produto transgênico deve provar que o mesmo é seguro ao ser humano e à Natureza.

 

Outra preocupação reside no fato de que a Bayer somente realizou testes em ratos de laboratório. Se o arroz transgênico for aprovado os testes complementares serão feitos diretamente nos brasileiros que consumirem o arroz transgênico. Por isso, o lema da campanha “se você não quer ser cobaia da Bayer, junte-se a nós”. O sítio do Greenpeace é: www.greenpeace.org/brasil. A participação da sociedade nesse debate é de suma importância. Diga não aos transgênicos, diga sim à vida.

 

 



Escrito por Marino às 11h56
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3.º ANIVERSÁRIO DA REBIO DAS PEROBAS

blog Carlos de Giovanni

 

No dia 20 de março p.p., participei do evento comemorativo ao 3º ano de criação da Reserva Biológica das Perobas, que ocorreu no município de Tuneiras do Oeste, onde se localiza a sede da Rebio.

 

Além do chefe da Unidade de Conservação, Carlos de Giovanni, estiveram presentes o atual Superintendente do Ibama, José Álvaro Carneiro, o Assessor para Assuntos Comunitários da PUC, Francisco Carlos De Marchi e autoridades do município – prefeito e vereadores, representante da Força Verde/Polícia Militar e do Sindicato patronal rural daquela cidade. Mas, quem roubou mesmo a cena foram os estudantes que lotaram as dependências da Câmara Municipal. Participaram ativamente do evento que acabou tendo forte inclinação na educação ambiental.

 

Carlos de Giovanni apresentou o histórico da Rebio das Perobas e projetou o futuro com boas notícias, inclusive sobre o aporte que os municípios de Tuneiras do Oeste e Cianorte receberão a título de ICMS ecológico, assim que ultimados os trabalhos de regularização fundiária, cujo processo está em curso, sendo que o edital para a compensação ambiental de áreas de reserva legal já estava pronto, aguardando tão somente o sinal positivo de Brasília para a sua publicação. Além disso, apresentou em detalhes a “Operação biXo” contra o tráfico de animais silvestres e corte ilegal de palmito no interior da Rebio.

 

Não me contive e usando da palavra fiz um relato sobre o processo de criação da Rebio que se deu juntamente com a criação de mais 4 Unidades de Conservação Federais no Paraná. Um momento ímpar e significativo da vida dos paranaenses. O dado mais interessante que registrei foi o processo de negociação que se estabeleceu entre o Ibama, MMA, Comissão de Técnicos proponente da criação das UCs e a Comissão de Membros representantes da comunidade de Tuneiras do Oeste e que possibilitou uma melhor delimitação da área da Rebio e evitou conflitos no campo administrativo e jurídico. A Rebio das Perobas foi algo “querido” por todos os interessados.

 

José Álvaro Carneiro, Superintendente do Ibama/PR., fez referência ao 3º Aniversário da Rebio e apresentou aos presentes o recém lançado Programa Integrado de Combate ao Desmatamento da Floresta com Araucárias no Paraná. Esse programa tem a missão de impedir o avanço do desmatamento ilegal dos últimos remanescentes daquele ecossistema seriamente ameaçado de extinção. Para tanto, contará com a participação integrada do IBAMA, IAP, Força Verde e Polícia Federal.

 

Após seguiu-se um almoço de confraternização em que um dos pratos servidos era a base de palmito (pupunha, é claro). Marino Elígio Gonçalves.

 



Escrito por Marino às 09h57
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CÓDIGO AMBIENTAL CATARINENSE -  ARTIGO DE MARINA SILVA 

 

google

 

 

A nova tragédia de Santa Catarina

Marina Silva, Folha de São Paulo, 30/03/2009


No final de 2008, as imagens da grande tragédia de Santa Catarina impregnaram de dor e perplexidade os olhos e corações de todos os brasileiros. Enchentes acontecem, mas o impacto foi muito maior devido à destruição sistemática do ambiente no Estado, campeão nacional de desmatamento dos remanescentes da mata atlântica na última década.

Agora, mais precisamente amanhã, nova tragédia ameaça Santa Catarina e o Brasil. Desta vez ela é política. A Assembleia  legislativa votará, em meio a um megaesquema de propaganda agressiva contra os ambientalistas, projeto de lei que inacreditavelmente pretende, entre outros absurdos, reduzir a faixa de proteção das matas ciliares, nas margens dos cursos d"água, de 30 para apenas 5 metros! 

Desde 2001 há iniciativas para elaborar um código ambiental estadual. Em 2006, entidades do setor produtivo recomendaram que ele se fundamentasse na "estrutura fundiária do Estado e em suas peculiaridades regionais". O que isso queria dizer vê-se agora. Ao longo de 2007, debates coordenados pelo órgão ambiental estadual (Fatma) resultaram em proposta encaminhada à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e entregue solenemente ao governador em março de 2008. Desde então, governo e membros da Assembleia desfiguraram de tal modo o texto que ele pode ser chamado de Código Antiambiental.

Retira competências e responsabilidades dos órgãos estaduais na proteção ambiental, reduz áreas protegidas e atenta contra a Constituição e a legislação federal, numa verdadeira desobediência civil às avessas, em nome de um pretenso desenvolvimento.

Bons tempos em que a desobediência civil era praticada em favor da sociedade.

Desse tipo de desenvolvimento já conhecemos os resultados, tanto no nível global quanto no local, como muito bem sabem os catarinenses que perderam suas famílias e casas nas enchentes de 2008.

Aonde querem chegar? Impossível não associar o que acontece em Santa Catarina com as reiteradas tentativas, no Congresso Nacional, de mudança no Código Florestal para flexibilizar normas ambientais. Como a pressão da sociedade e a atenção da mídia nacional têm empatado essas articulações em Brasília, parte-se agora para uma estratégia de minar o código nos Estados, apostando no fato consumado de "leis estaduais" sob encomenda, que desfigurem a legislação federal.

Santa Catarina deu a senha para arrombar a porta. Agora é o momento de saber de que substância é feito o Estado brasileiro.



Escrito por Marino às 09h20
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CÓDIGO AMBIENTAL CATARINENSE: ONG FAZ ALERTA 

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O apelo constante da carta abaixo transcrita de autoria da ONG Apremavi é a pura realidade vivenciada atualmente no Estado de Santa Catarina. É também um um apelo ao bom senso e, sobretudo, um apelo ao Direito à Vida. É impossível que os “legítimos representantes do povo de Santa Catarina” se mostrem insensíveis com os drásticos recados da Natureza. O ocorrido recentemente não foi só um excesso de chuvas. Na realidade, remete a uma profunda reflexão de como o meio ambiente vem sendo tratado. Desmatamentos, ocupação desordenada de morros e encostas, supressão das matas ciliares, o crescimento do deserto verde, enfim, uma série de contradições com as regras da Natureza que estão intimamente ligadas com os crimes praticados diariamente contra a Amazônia, além da inegável mudança climática em todo o planeta. Sabe-se que a Terra é um grande organismo vivo e tudo se relaciona de forma sistêmica, como rede interligada e sensível. Tudo está ligado em tudo. Assim, a combinação de todos esses fatores degradadores só pode resultar em catástrofes como essas a que assistimos estarrecidos e que vitimaram o povo catarinense. A questão que preocupa ainda mais, é a possibilidade que isso pode se agravar e acontecer com mais freqüência em intervalos cada vez mais breves. A aprovação do “Código Ambiental” de Santa Catarina, pelo visto, atende muito mais aos interesses econômicos do que os legítimos interesses socioambientais. Marino Elígio Gonçalves.

 

Apremavi lança alerta: Santa e Frágil Catarina

Às vésperas da votação do código (anti) ambiental de SC, a Apremavi lança um alerta à população catarinense: Governador e Deputados querem destruir a legislação ambiental e com isso a qualidade de vida no estado.

Desenvolvimento com proteção ambiental evita desastres naturais

135 mortes. Pelo menos dois desaparecidos. 78.707 desabrigados e 1,5 milhão de pessoas com vidas alteradas, segundo a Defesa Civil. Esse saldo serviu para quê? O que Santa Catarina aprendeu com os desastres ambientais do final de 2008? Pelo jeito, quase nada. O governo de Luiz Henrique da Silveira (PMDB) quer diminuir ainda mais a proteção ambiental do Estado que há oito anos figura como o campeão em desmatamento da Mata Atlântica, conforme dados da Fundação SOS Mata Atlântica e Inpe. Pior: garante que essas mudanças tem a conivência da sociedade civil.

Ciente de que a comunidade precisa compreender o que significam os movimentos que vêm sendo feitos para destruir o que ainda resta de áreas protegidaspor lei no Estado, a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida – Apremavi - lança esse alerta.

Não dá mais para ficar assistindo de braços cruzados. A população precisa ser esclarecida. O Governador com apoio da maioria na Assembléia Legislativa também está promovendo a “liquidação” do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro , já que não entende a necessidade de se ter Unidades de Conservação. Luiz Henrique , que pode ter seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral pelo uso indevido de propaganda, vem mostrando há muito tempo que é inimigo das áreas protegidas. Ele chegou até a entrar com ação no Supremo Tribunal Federal contra o próprio Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Todas essas iniciativas contra o meio ambiente vêm sendo arquitetadas pelo Governador e por diversos políticos e representantes do governo do Estado.

Os manda-chuvas fazem com que a natureza também sofra com a falta de fiscalização e de controle da qualidade ambiental. O efetivo da Polícia Ambiental não dá conta para atender os chamados e há várias denúncias de casos envolvendo corrupção no órgão ambiental. Isso sem falar das falcatruas no licenciamento ambiental como denunciaram as Operações Moeda Verde e a Dríade
da Polícia Federal.

Do caos da gestão aos desastres ambientais

Em meio ao caos da gestão ambiental, aconteceram os maiores desastres ambientais da história dos catarinenses no final de 2008. Eles não podem ser encarados simplesmente como mais uma enchente. Já que há anos, as chuvas vêm castigando distintas regiões. Na década de 80, a próspera Blumenau ficou debaixo d´água. Mas de lá pra cá, muita coisa aconteceu. Estamos em pleno século XXI, no entanto, os políticos de Santa Catarina ainda não acordaram para a realidade do planeta. Quem dá as cartas e dita as regras do jogo é o clima. E o belo estado do Sul do Brasil acabou virando rota de furacões e tornados.

Se de cima surgem temporais, rajadas de vento e tufões, quem está embaixo precisaria se precaver. Diz o ditado: é melhor prevenir, do que remediar. E não é isso que tem acontecido. Com a vista grossa de governantes, o desmatamento e a ocupação descontrolada das encostas, em especial em áreas de risco, estão se alastrando em um dos territórios mais acidentados do país, com planaltos, serras, morros, vales e planícies.

Por tudo isso, a Apremavi está preocupada e pergunta: se a formação geológica e a localização geográfica predispõem mais desastres ambientais a Santa Catarina, por que o governo do Estado propõe medidas para deixar a natureza ainda mais frágil? Será necessário um desenvolvimento com uma visão míope só para os próximos anos, que sacrifique a qualidade de vida daqueles que ainda estão por vir nas próximas décadas? Por que não se investe contra os prejuízos econômicos?

Por que o governo catarinense está propondo um código ambiental que permite vários retrocessos na legislação ambiental?

Proteger a natureza significa ter água na torneira, ar fresco no calor e proteção durante o inverno.



Escrito por Marino às 19h11
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ARTIGO DE MARINA SILVA

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Faça o que eu digo

Marina Silva, publicado na Folha de São Paulo, 23/03/2009

No encontro com Barack Obama, o presidente Lula pediu ao presidente americano pronta adesão à Convenção da Biodiversidade, renegada por George Bush. Oportuna cobrança, pois em 2010 entra em vigor o sistema de pagamento pelo uso da biodiversidade, que deverá gerar recursos importantes para conservação em países megadiversos, como o Brasil.

O problema é que, na maioria das vezes, temos posição externa ousada e correta. Internamente, contudo, fazemos mal a lição de casa. O Brasil ratificou a Convenção em 1994 e até agora não temos uma Lei para disciplinar o acesso aos recursos genéticos. Em 1995 apresentei ao Senado projeto com essa finalidade. Não foi votado até hoje.

Em 2003, o Ministério do Meio Ambiente articulou para que o governo apresentasse projeto atualizado e submetido a negociação exaustiva com todos os setores interessados.

Após cinco anos de complexa construção de consensos, sob a coordenação da Casa Civil, chegamos a um texto. Quando de minha saída do governo, faltavam apenas consultas a comunidades tradicionais e agricultores familiares para enviá-lo ao Congresso Nacional no segundo semestre de 2008.

Inesperadamente, o MMA interrompeu o processo para elaborar outra proposta, atendendo a demandas do Ministério da Agricultura, entre elas a de criar sistema paralelo de gestão dos recursos genéticos da agrobiodiversidade. Pretende-se retalhar artificialmente a gestão da biodiversidade para acomodar pressões diversas.

Continua-se a bater na tecla de que uma justa partilha de benefícios, para remunerar os conhecimentos tradicionais associados ao uso dos recursos naturais, limitará a pesquisa e os usos comerciais. Mas, sem regras, esses conhecimentos poderão ser apropriados por empresas a troco de nada ou quase nada.

Uma leitura otimista do recado do presidente Lula a Obama é a de que o governo resolveu, finalmente, pegar à unha a criação do regime nacional de acesso à biodiversidade, entendendo que ratificar a Convenção não é só apor uma assinatura. Implica replicar aqui as diretrizes do acordo internacional, numa política una, com força para alinhar ações públicas e privadas. Se essa leitura for a correta, em breve deverá chegar ao Congresso o texto do projeto do Executivo, sem retrocessos e condizente com o espírito da Convenção.

Se, ao contrário, a pauta foi sugerida ao presidente apenas para rechear seu discurso e projetar mais uma vez o óbvio cacife ambiental brasileiro, em prol dos biocombustíveis, é perda de tempo e de algo mais. De credibilidade, por exemplo.



Escrito por Marino às 10h12
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TRAGÉDIA ANUNCIADA

PNI

 

 

A notícia abaixo retrata o atropelamento e morte de uma onça-pintada no interior do Parque Nacional do Iguaçu.  Era uma tragédia anunciada. Há muito tempo a Administração do Parque vem discutindo uma forma de diminuir o fluxo de veículos automotores no interior da Unidade de Conservação. A resistência é forte, sobretudo, dos agentes ligados ao turismo que não querem que vans e outros veículos deixem de levar o turista até o local das Cataratas. Além desses veículos existem também aqueles a serviço dos diversos concessionários que exploram atividades dentro do Parque. Ao que tudo indica, o atropelador teria sido um dos motoristas desses veículos autorizados que têm livre acesso, mesmo depois do horário de visitação. Desde quando fui Superintendente do IBAMA as informações que tive era que nas proximidades da rodovia só se tinha conhecimento de onças pardas. A presença de uma onça-pintada deveria ser motivo de satisfação, pois confirma o que o Parque Nacional do Iguaçu se constitui um dos últimos remanescentes de florestas para a proteção de grandes felinos. Espero que o sacrifício desse belo animal não seja em vão. Avalio que a Administração do Parque deve impor modificações profundas sobre o acesso de veículos, controle mais rígido daqueles autorizados, redução e meios para o cumprir mento dos limites de velocidades, sistema de vigilância com câmeras e conscientização. A comodidade de alguns não pode por em risco a fauna e flora de qualquer unidade de conservação, quiçá a de um parque nacional, considerado por lei de proteção integral e, no caso do Parque Nacional do Iguaçu, de inquestionável relevância e patrimônio da humanidade.  Marino Elígio Gonçalves.   

 

 

Onça-pintada é atropelada e morta no Parque Nacional do Iguaçu

 

Portal H2Foz/blog do Pegoraro

Uma onça-pintada foi atropelada na BR 469, via de acesso às Cataratas do Iguaçu, no interior do Parque Nacional do Iguaçu. O animal é símbolo da unidade de conservação e está ameaçado de extinção.

O atropelador não foi identificado. O animal foi encontrado na manhã deste sábado, 28, por funcionários da concessionária Cataratas do Iguaçu, no quilometro 27 da rodovia. Eles avisaram os técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor da unidade. Devido ao atropelamento, o Instituto proibiu, por tempo indeterminado, a entrada dos veículos de turismo no interior da unidade pelo portão de serviços até que se encontre o responsável pelo atropelamento do animal.

A entrada dos turistas está concentrada pelo Centro de Visitantes. O órgão irá convocar os condutores que entraram no local pela madrugada para esclarecimentos sobre o ocorrido. Eles calcularam que o atropelamento na madrugada, por um veículo em alta velocidade. Nesse horário somente os veículo autorizados pelo ICMBio transitam no local.

A onça-pintada foi levada pelos os técnicos do instituto até a base de pesquisa do Poço-Preto, onde foram retiradas amostras de pêlos e peles para análise laboratorial, fotografada e feita a telemetria para observar o tamanho e peso. O animal era um macho adulto saudável, com cerca de 70 quilos e quase dois metros de largura, incluindo a cauda.

 

 



Escrito por Marino às 21h24
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CTNBio ABRE AS PORTAS PARA OS TRANSGÊNICOS. O PRÓXIMO SERÁ O ARROZ.

greenpeace

 

 

CTNBio aprova parecer favorável a liberação comercial de uma variedade de algodão
MCT, 19/03/2009

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio/MCT) aprovou, hoje (19), por 15 votos contra cinco, o parecer favorável a liberação comercial de uma variedade de algodão geneticamente modificado resistente a insetos (item 2).

Essa é a primeira deliberação importante de 2009 e, segundo o presidente da Comissão, Walter Colli, essa decisão foi tomada apenas observando aspectos de biossegurança. “É uma discussão técnica. Quem concede a liberação comercial é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)”, lembrou.

Além desse parecer favorável, a CTNBio aprovou três alterações de Comissão Interna de Biossegurança (CIBio), quatro liberações planejadas no meio ambiente, uma emissão de Certificado de Qualidade de Biossegurança (CQB) e cinco extensões e revisões de CQB.

Arroz

De acordo com Colli, a audiência pública para discutir o pedido de liberação comercial de arroz geneticamente modificado tolerante ao glufosinato de amônio, realizada ontem (18) , foi importante porque trouxe à tona muitas dúvidas sobre o produto em relação a biossegurança. “A empresa interessda terá que responder a cada pergunta levantada”, destacou.

Entretanto, Colli observou que muitos problemas abordados se referiam apenas a questões econômicas, fugindo dos aspectos de biossegurança. “Quero um debate técnico”, ressaltou.

Ele lembrou ainda que, apesar de constar na pauta das reuniões da Comissão, o arroz geneticamente modificado não tem data para ser apreciado. A audiência de ontem faz parte de todo o processo de análise. E, para ser votado, é necessário um estudo mais detalhado, com pareceres das reuniões setoriais. “Ainda não temos esses pareceres. E só será votado o pedido quando o parecer consolidado estiver pronto”, destacou.

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O OUTRO LADO: COBAIA DA BAYER

O Greenpeace iniciou campanha contra a aprovação de mais essa variedade de transgênico. Se a intenção da CTNBio prevalecer, o Brasil se tornará o primeiro país no mundo a ter um arroz transgênico aprovado para plantio e consumo.

Afirma a ONG ambientalista que ao contrário do que a lei exige, não há estudos de impactos ambientais, nem sobre a segurança de consumo deste arroz transgênico. Em contra partida, diversos estudos apontam perigo no uso do agrotóxico da Bayer, tanto para o meio ambiente como para a saúde humana.

Alerta ainda que até agora só foram feitos testes em ratos de laboratório e, caso esta variedade de arroz transgênico seja aprovada os testes serão feitos diretamente no ser humano, ou seja, naquele que consumir o arroz.

Por fim, faz um convite: "se você não quer ser cobaia da Bayer, junte-se a nós", Greepeace.

 



Escrito por Marino às 10h56
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BIODIVERSIDADE BRASILEIRA CONTRA O CÂNCER

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Erva comum no Brasil pode ser nova esperança contra câncer

Gonçalo Valduga, Terra, 26/03/2009

Uma erva comum no Brasil e que cresce na mata pluvial da costa litorânea pode se tornar futuramente uma aliada dos especialistas na luta contra o câncer. Análises feitas por uma equipe de pesquisadores de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Santa Catarina, demonstraram que compostos isolados da erva-de-são-simão (Vernonia scorpiodes) são capazes de destruir vários tipos de células tumorais, sem causar efeitos expressivos às células não tumorais.

"Uma das frações dos extratos da planta mostrou bons resultados em camundongos e quando testada em três tipos de células cancerígenas", explicou Tania Mari Bellé Bresolin, coordenadora do Mestrado em Ciências Farmacêuticas da Univali. Segundo a professora, algumas análises da erva-de-são-simão alcançaram uma atividade seletiva, destruindo células de melanoma e adenocarcinoma e estimulando células do sistema imune, que auxiliam na defesa do organismo.

Sabe-se que, entre os efeitos colaterais da maioria dos agentes quimioterápicos utilizados atualmente, está a destruição de células de defesa, o que torna o paciente mais suscetível às infecções. "Se comprovada a seletividade dos compostos, futuramente pode-se desenvolver um quimioterápico mais seguro", analisou.

Apesar de estarem confiantes com a pesquisa, os cientistas catarinenses garantem que os resultados ainda são preliminares. "Potencial a erva tem, mas até chegarmos a um medicamento existe um longo caminho a percorrer para sabermos se a planta pode servir como fonte de um fármaco contra a doença", destacou Tania.

Ela também alertou sobre os riscos da ingestão da erva-de-são-simão devido à sua toxicidade, que pode ser nociva ao ser humano em caso de uso indiscriminado. "Alguns compostos isolados afetam também células não-tumorais", avisou.

Por temer a utilização inadequada pelas pessoas, Tania optou por não divulgar uma imagem da planta, pois ela é facilmente encontrada em pastagens, terrenos baldios e beiras de estradas.

De acordo com a pesquisadora, o objetivo da equipe não é estimular o uso, mas tentar despertar o interesse da indústria farmacêutica para investir em estudos aprofundados da Vernonia scorpiodes - que tem mais de 200 variações no País. "Os estudos são iniciais e ainda serão necessários testes complementares para garantir a efetividade e segurança da sua utilização", completou.

Resultado comum

Uma pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que não quis se identificar, afirmou que muitas ervas encontradas no País e estudadas em laboratório possuem potencial para destruir células cancerígenas. "É possível uma erva como a Vernonia Scorpiodes ter capacidade antitumoral, no entanto, não quer dizer que ela vá ajudar na prática a acabar com o câncer", alertou.

Para a especialista, os resultados obtidos com a erva-de-são-simão surpreendem pouco a comunidade científica. "Os efeitos podem ser negativos no organismo do ser humano, quando envolve todo um conjunto de fatores, do que nos testes in vitro, onde é feita a cultura de células e o isolamento de compostos", explicou. Segundo ela, "a possibilidade da planta um dia ser utilizada em medicamentos ainda é uma incógnita".



Escrito por Marino às 16h48
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DONA DA DASLU NA CADEIA

Ana Ottoni/Folha Imagem

Relatório médico aponta agravamento da doença de Tranchesi; leia íntegra

 

Justiça condena dona da Daslu a 94,5 anos de prisão

Hermano Freitas, Terra, 26/03/2009

A 2ª Vara da Justiça Federal condenou a empresária Eliana Tranchesi, dona da butique de luxo Daslu, e seu irmão Antônio Carlos Piva de Albuquerque, a 94,5 anos de prisão cada um. Eles responderão por vários crimes. Além deles, também foi condenado o empresário Celso de Lima, da Mult Import, que pegou 52 anos de prisão. A decisão foi tomada ontem, e os acusados não poderão recorrer em liberdade da sentença. A legislação brasileira permite, no entanto, pena máxima de 30 anos de prisão em regime fechado.

Outros três acusados de envolvimento com esquemas de sonegação fiscal descoberto pela Operação Narciso ainda são procurados pela Polícia Federal: André de Moira Deukers, condenado a 30 anos de prisão; Cristian Polo, condenado a 14 anos de prisão; Roberto Facury Jr. (que está no exterior), condenado a 11,5 anos de prisão; e Rodrigo Nardi Figueiredo, condenado a 11,6 anos. Eles também não podem recorrer em liberdade.

"Rico também integra organização criminosa", disse o procurador Mateus Baraldi Magnani, para quem "a operação atingiu seu objetivo com as condenações". "A pena foi bastante severa para todos os réus por causa da soma das penas de cada um dos crimes". Segundo ele, as condenações elevadas devem-se a um mecanismo chamado concurso material, em que as penas por diversos crimes são somadas na hora de sua aplicação.

A impossibilidade de recorrer em liberdade deve-se à existência do delito de organização criminosa entre as condenações dos acusados. Todos os crimes (descaminho, descaminho tentado e falsidade ideológica) foram cometidos "repetidas vezes, de forma organizada", afirma Baraldi. Segundo ele, o mesmo procedimento que permitiu a sonegação fiscal usado no aeroporto de Guarulhos se repetiu no Porto de Itajaí, em Santa Catarina. Além disso, os empresários continuaram a cometer os delitos mesmo após a operação ser deflagrada e eles tomarem conhecimento da ação da Polícia Federal, após a divulgação de escutas envolvendo os acusados. Segundo Baraldi, após tomar conhecimento da operação, os acusados apenas mudaram a base de operações de lugar, de Guarulhos para Itajaí.

 



Escrito por Marino às 16h10
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PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA E A SUSTENTABILIDADE

 

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Programa prevê habitações populares ambientalmente sustentáveis

Lucia Leião, Ascom/MMA, 25/03/2009

Energia solar, reaproveitamento de água, sistemas de coleta e tratamento de esgoto, madeira de origem certificada. Esses são alguns dos materiais e tecnologias que vão garantir sustentabilidade ambiental ao Programa Minha Casa Minha Vida, lançado nesta quarta-feira (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a meta de construir um milhão de casas para famílias brasileiras de baixa renda. Mas, acima de tudo, é a própria oferta de habitações que reduzirá o impacto dos grandes aglomerados urbanos sobre o meio ambiente. Essa é a avaliação do ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, que participou da solenidade de lançamento do Programa ao lado de outros onze ministros, treze governadores e dezenas de parlamentares, além de representantes de movimentos sociais e entidades empresariais.

"A habitação popular, por si só, é ótima para o meio ambiente. A oferta de casas dignas em áreas regularizadas é o melhor antídoto contra a favelização. Quem não tem casa constrói na encosta dos morros e margens dos rios. Destroem e poluem e também são as primeiras vítimas dos deslizamentos e inundações", constatou o ministro.

As tecnologias e materiais ambientalmente sustentáveis vão variar dependendo da região do país. Em algumas localidades, por exemplo, poderão ser instalados sistemas de coleta e reaproveitamento de água de chuva. Já as placas solares devem ser utilizadas em todas as cidades.

Com base em estudos técnicos e experiências piloto realizadas no Rio de Janeiro - onde já se utiliza placas solares em casas populares - o aproveitamento da energia solar, mesmo que apenas para substituir os chuveiros elétricos nas habitações do programa, pode poupar 520 megawatts (MW) de energia/ano e evitar a emissão de 830 mil toneladas de gases poluentes. O custo estimado para a instalação dos equipamentos é de R$ 1,9 mil por habitação, o que corresponde a cerca de 3% do valor da obra.

"Isso não é custo, é investimento que vai virar economia. Será sentida no bolso dessas famílias, que vão pagar menos de conta de luz, e pelo ambiente, que será menos poluído".

O Programa também prevê mais rapidez e simplificação dos procedimentos para os licenciamentos ambientais dos projetos de casas populares. Resolução nesse sentido será apreciada na próxima reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que será realizada até o final de abril.

A proposta em pauta prevê procedimento uniforme e simplificado para o licenciamento de empreendimentos até 100 habitações; licença única para todo o empreendimento; um critério único para todos os estados; e um prazo máximo de 60 dias para a expedição da licença ambiental. As condições para o licenciamento serão: preservação de áreas de proteção permanente; o empreendimento não pode estar localizado em área de risco e terá que ter infra-estrutura de esgoto, entre outros.



Escrito por Marino às 15h20
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ISTO É UMA VERGONHA! (bordão de Boris Casoy)

blog do rigon

 

em pé: Mário Hossokawa (PMDB), Zebrão (PP), DR. Sabóia (PMN), Heine Macieira (PP), Wellington Andrade (PRP), Paulo Soni (PSB)

agachados: Belino Bravin (PP), Flavio Vicente (PSDB), John Alves (PMDB), Evandro Júnior (PSDB) e Luiz do Postinho (PRP).

Coisas do Legislativo de Maringá

Marino Elígio Gonçalves

Fui à sessão da Câmara Municipal de Maringá do dia 24 do corrente mês. A motivação era acompanhar a votação do veto do prefeito Sílvio Barros II ao projeto de lei que instituiu o feriado do dia 20 de novembro dedicado à Consciência Negra, sobretudo, porque também apoiava a derrubada do veto.

 

A esperança para isso era grande, já que o projeto de Humberto Henrique (PT), Zebrão (PP) e Belino Bravin (PP), havia sido aprovado por unanimidade dos vereadores.

 

O prefeito, atendendo ao apelo de parte do empresariado de Maringá, vetou o projeto. Na sessão do dia 24 havia expectativa deste veto ser derrubado. Mas, o que aconteceu causou repulsa e náusea aos que lá se fizeram presentes. O veto foi mantido por 11 votos a favor e 4 contra.

 

A subserviência de 11 vereadores às ordens do prefeito e de parte do capital maringaense ficou plenamente estampada. A Câmara Municipal esqueceu de seu papel protagonista e de que é um Poder independente. Caso, alguém ou algum setor se sentisse prejudicado poderia recorrer ao Judiciário para questionar a legalidade do ato da Câmara de Vereadores. No Brasil há aproximadamente 300 municípios que aprovaram o mesmo feriado e não se têm notícias de resistências jurídicas ou mesmo de ordem econômica. Na realidade, os líderes políticos e a sociedade daqueles municípios compreenderam a importância do feriado. Maringá não!

 

Os absurdos não pararam por aí. Os vereadores Zebrão e Bravin, co-autores do projeto, não tiveram a decência que se exige de um parlamentar. Votaram a favor do veto e contra o próprio projeto. Com a palavra os nobres vereadores.

 

Pensei que isso seria um fato isolado. Não foi. Na mesma sessão outro projeto foi votado. Se referia à desvinculação da cobrança da taxa de tratamento de lixo da conta de água. Os autores eram os vereadores Humberto Henrique (PT), Mário Verri (PT), Manoel Sobrinho (PCdoB), Marly Martins (DEM) e Wellington Andrade (PRP). O resultado da votação foi 11 a 4, o mesmo placar do veto ao feriado. O intrigante é que eram 5 os vereadores autores e, no entanto, o projeto só obteve 4 votos favoráveis. O edil e co-autor do projeto, Wellington Andrade, votou contra seu próprio projeto.

 

Aí, já é demais. Com a palavra o nobre vereador.

 

Os maringaenses depositaram suas esperanças de mudanças nesta nova Câmara de Vereadores, mas o que se vê são as velhas e reprováveis práticas de sempre. Não é por acaso que a seriedade do trabalho legislativo é colocado em xeque pela opinião pública. A sociedade não acredita no Legislativo municipal, o que é muito perigoso. A Câmara Municipal é uma instituição da sociedade e da democracia e, por isso mesmo deve ser defendida. Agora, os seus membros, que não são eternos, deveriam ter suas condutas acompanhadas pela população e esta, que possui o poder do voto, tem o dever de dar férias definitivas para àqueles que depõem contra a sobriedade e independência do trabalho legislativo. Mais uma vez, excetuando-se alguns vereadores, os demais se mostram subservientes como antigamente em que existia o tal de “grupo dos 13”, hoje, pelo visto, é o “grupo dos 11”. Como diria Boris Casoy: isto é uma VERGONHA!

 



Escrito por Marino às 15h02
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ARTIGO: A POSIÇÃO BRASILEIRA NO FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA

google: logo do 5.º Fórum Mundial da Água

Logo do 5° Fórum Mundial da Água

 

A posição do Brasil no 5.º Fórum Mundial da Água

Marino Elígio Gonçalves

O Brasil, durante o 5º Fórum Mundial da Água, realizado em Istambul, Turquia, se aliou aos Estados Unidos, Egito e Turquia na articulação para a aprovação de mudança no texto final da declaração ministerial (documento comum em eventos mundiais em que os países signatários expressam sua posição oficial). A mudança se deu na parte em que a água era considerada “direito humano básico”. O texto aprovado a retratou como “necessidade humana básica”.

A alteração, na prática, tornou o documento ministerial desprovido de força e menos contundente. As conseqüências políticas foram reduzidas. Não houve sinalização clara sobre a importância de se garantir água para todos os cidadãos planetários. Tratar a água como “necessidade”, não significa ter obrigação de assegurá-la para aquele que, a rigor, não possui “direito”.

A posição brasileira causou mal-estar entre os participantes do Fórum. Vários países, como Venezuela, Equador, Bolívia, Uruguai, Cuba, Espanha e Suíça, mostraram-se indignados. Aliás, referida posição é bastante questionável diante da própria Constituição Federal brasileira. É que no art. 1.º, consta que a República brasileira se fundamenta, entre outros, na dignidade da pessoa humana (inc. III). E, no art. 4.º, tem-se que a República brasileira rege-se nas suas relações internacionais por diversos princípios, com destaque ao da cooperação entre os povos para o progresso da humanidade (inc. IX). E, ainda, no parágrafo único do mesmo art. 4.º, tem a afirmação de que o Brasil buscará a integração dos povos da América Latina, com a finalidade de constituir uma comunidade latino-americana de nações.

Ora, a decisão do Brasil em relativizar a importância da água para os seres humanos vai na contra-mão dos princípios e diretrizes de sua Carta Magna. Não privilegia a integração e nem a cooperação para o progresso da humanidade. Ademais, a Natureza não conhece limites geopolíticos. As águas que correm em boa parte dos rios brasileiros, são as mesmas águas que correm nos rios do Paraguai, da Venezuela, do Uruguai e de tantos outros países limítrofes.

A solução, portanto, está no agir coletivo, em bloco e em cooperação. A água é bem da humanidade e assim deve ser reconhecido pelas nações do mundo todo, inclusive pelo Brasil.

 



Escrito por Marino às 18h58
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ARTIGO: DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Dia Mundial da Água: Refletir e Agir

Marino Elígio Gonçalves

Na Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, em 1992 (a Eco-92) ficou recomendada a instituição de um dia dedicado à água. A Organização das Nações Unidas (ONU), pela Resolução n.º 47/193, declarou o dia 22 de março como o Dia Mundial da Água. As nações deveriam, a partir de 1993, dedicar maior atenção à preservação da água, com ações que envolvam o cuidado com os rios, lagos e reservatórios subterrâneos, além de práticas visando conter o desperdício e evitar sua poluição.

Na Eco-92 foi evidenciado que a água está ligada ao Direito Humano Fundamental à Vida. A manutenção da vida em todas as suas formas depende do acesso à água com qualidade.

O Brasil ratificou as recomendações da Eco-92 e instituiu, através da Lei n.º 10.670/2003, o dia 22 de março como o Dia Nacional da Água. A sociedade brasileira deveria reflitir, discutir e executar ações voltadas à proteção, conservação e melhoria da qualidade da água.

Mais de 1/5 da população mundial não tem acesso à água potável, e mais de 5 milhões de pessoas morrem a cada ano por causas ligadas à péssima qualidade da água.

O tratamento dado à água pela humanidade está colocando em risco à própria sobrevivência humana. A poluição industrial, residencial e agrícola é cada vez mais crescente. Rios, lagos e nascentes são pressionados a todo o momento por lixo e descarga de poluentes. O desperdício de água tratada é absurdo. Até mesmo nas atividades diárias do lar se verificam práticas indevidas e que poderiam ser modificadas. Fechar as torneiras ao escovar os dentes ou ao se barbear, usar a vassoura para varrer a calçada e não a mangueira, não jogar lixo nos rios e nascentes, são exemplos válidos.

Por muito tempo dominou a idéia de que a água era infinita. Sabe-se agora que é um recurso natural não renovável e pode se esgotar, caso não se modifique o modo de tratá-la.

Cada um deve fazer a sua parte e, como cidadão, exigir das autoridades públicas a implantação de sistemas de tratamento de água, de saneamento básico, de coleta e disposição adequada de lixo e de políticas sérias de proteção e recuperação de áreas de mananciais, fundos de vale, rios, lagos e nascentes. E aí, quem sabe, se poderá desejar um feliz Dia Mundial e Nacional da Água. Brindemos, é lógico, com água!

 



Escrito por Marino às 19h08
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ARTIGO DO PRESIDENTE LULA

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O futuro dos seres humanos é o que importa

 

Luiz Inácio Lula da Silva (artigo publicado no jornal inglês Financial Times em 10/03/2009. Encontra-se também no site www.pt.org.br)


Para mim, o capitalismo nunca foi uma abstração, um conceito, mas uma realidade concreta, vivida.


Ainda menino, minha família abandonou a miséria rural do Nordeste brasileiro em direção a São Paulo. Minha mãe, uma mulher de extrema coragem e valor, deslocou-se, junto com seus filhos, para o grande centro industrial brasileiro em busca de uma vida melhor.


Minha infância não se diferenciou da de muitos meninos pobres. Empregos informais. Pouca educação formal. O único diploma escolar de toda minha vida foi o de torneiro mecânico, obtido em um curso do Serviço Nacional da Indústria.

Habilitei-me como um operário qualificado e passei a viver a realidade da fábrica. A vivência do mundo do trabalho despertou-me a vocação sindical. Participei do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, na periferia industrial de São Paulo. Fui seu presidente e, nessa condição, dirigi as grandes greves operárias de 1978-1980 que mudaram a cara do movimento operário brasileiro e tiveram grande influência na democratização do país, que vivia sob uma ditadura militar.

 

O impacto do movimento sindical no conjunto da sociedade brasileira, levou-nos a criar o Partido dos Trabalhadores, que reuniu operários, camponeses, intelectuais e militantes de movimentos sociais.


O capitalismo brasileiro, a partir de então, não nos aparecia apenas sob a forma de salários baixos, condições indignas de trabalho ou repressão da atividade sindical. Ele se expressava na política econômica e no conjunto das políticas públicas do Governo, mas também nas restrições às liberdades. Descobri, junto a milhões de outros trabalhadores, que não bastava reivindicar melhores salários e condições de trabalho. Era fundamental lutar pela cidadania e por uma profunda reorganização econômica e social do Brasil.


Disputei e perdi quatro eleições antes de ser eleito Presidente da República em 2002.

Na oposição conheci profundamente meu país. Com intelectuais, discuti alternativas para uma sociedade que vivia na periferia do mundo o drama da estagnação e de uma profunda desigualdade social. Mas meu conhecimento maior do país foi no contato direto com seu povo nas Caravanas da Cidadania, que realizei percorrendo dezenas de milhares de quilômetros do Brasil profundo.

Ao chegar à Presidência deparei-me não só com graves problemas conjunturais mas, sobretudo, com uma herança secular de desigualdades. A maioria dos governantes, mesmo aqueles que realizaram reformas no passado, haviam governado para poucos. Pensavam um Brasil onde apenas um terço da população teria vez.


A herança que recebi não foi somente de dificuldades materiais, mas de arraigados preconceitos que ameaçavam paralisar nossa ação governamental e conduzir-nos à mesmice.


Não poderíamos crescer – dizia-se - e lograr estabilidade macro-econômica. Menos ainda crescer e distribuir renda. Teríamos de optar entre voltar-nos para o mercado interno ou para o externo. Ou aceitávamos as duras regras da economia globalizada ou estaríamos condenados a um isolamento fatal.

Em seis anos derrubamos esses mitos. Crescemos e logramos estabilidade macro-econômica. Nosso crescimento foi acompanhado da inclusão de dezenas de milhões brasileiros no mercado de consumo. Distribuímos renda para mais de 40 milhões de brasileiros que viviam abaixo da linha de pobreza. Fizemos com que o salário mínimo aumentasse sempre acima de inflação. Democratizamos o crédito. Criamos mais de 10 milhões de empregos. Impulsionamos a reforma agrária. A expansão do mercado interno não se fez em detrimento das exportações. Elas triplicaram em seis anos. Fomos capazes de atrair muitíssimos investimentos estrangeiros sem sacrificar nossa soberania.

Tudo isso nos permitiu acumular 207 bilhões de US$ em reservas e, assim, proteger-nos contra os efeitos mais destrutivos de uma crise financeira que, nascida no centro do capitalismo, hoje ameaça o conjunto da economia mundial.

Ninguém se aventura a predizer hoje qual será o futuro do capitalismo.

Como governante de uma grande economia dita “emergente”, posso dizer que tipo de sociedade espero que surgirá desta crise. Ela deverá privilegiar a produção e não a especulação. O setor financeiro deverá ter como função estimular a atividade produtiva. e deverá ser objeto de rigorosos controles nacionais e multinacionais por meio de organismos sérios e representativos. O comércio internacional estará livre dos protecionismos que ameaçam intensificar-se. Os organismos multilaterais reformados manterão programas de apoio às economias pobres e emergentes, com o objetivo de reduzir as assimetrias que marcam o mundo de hoje. Haverá uma nova e democrática governança mundial. Novas políticas energéticas e reformas do sistema produtivo e dos padrões de consumo garantirão a sobrevida do Planeta hoje ameaçado pelo aquecimento global.


Mas, sobretudo, espero um mundo livre dos dogmas econômicos que invadiram a cabeça de muitos e que foram apresentados como verdades absolutas.

Políticas anti-cíclicas não podem ser apenas adotadas quando a crise se desencadeou. Aplicadas com antecedência – como o Brasil fez – elas podem ser uma garantia para lograr uma sociedade mais justa e democrática.

Como disse no início, dou menos importância a conceitos e abstrações.

Não estou preocupado com o nome que terá a organização econômica e social que virá depois da crise, contanto que ela tenha no centro de suas preocupações o ser humano.

 



Escrito por Marino às 09h49
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IMPORTAÇÃO DE PNEUS USADOS: NOVA INVESTIDA

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Em vários jornais paranaenses e de circulação nacional divulgaram artigo de Francisco Simeão, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Pneus Remoldados e proprietário da empresa BS Colwei, líder do setor. O artigo reabre a discussão sobre a importação de pneus usados, principalmente da Europa e dos EUA, justamente num momento em que o CONAMA está para decidir sobre a matéria, além de que se espera a decisão do STF diante de ação que tramita há alguns anos. Tudo isso recheado pela decisão da OMC que assegurou o direito do Brasil em impor barreiras contra tais importações. Acho interessante a cidadania brasileira entrar no debate, pois se as importações forem autorizadas, certamente o Brasil estará em risco sobretudo pelo possível aumento dos casos de dengue, além de se tornar a grande lixeira de países ricos. Motivado para o debate escrevi o artigo abaixo. Boa leitura. Marino Elígio Gonçalves.  

 

Reaberta a discussão sobre as Importações de Pneus no Brasil

 

O Brasil tem reafirmado a sua decisão de proibir a importação de pneus usados da Europa. O Ministério do Meio Ambiente - MMA e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, afirmam que pneus usados têm vida útil menor que os novos. A importação daqueles promove um aumento significativo de resíduos que prejudicam o meio ambiente e contribui para a proliferação de mosquitos como a dengue. Argumentam ainda que se as importações de pneus usados fossem autorizadas, isso seria um precedente muito perigoso para o Brasil, que certamente teria de aceitar a entrada de outros materiais usados, como os equipamentos elétricos e eletrônicos, o que poderia fazer do país um enorme depósito de lixo de países desenvolvidos, como a rigor já acontece em algumas nações africanas.

 

A Europa, preocupada com a decisão brasileira, sobretudo, porque lá vigora lei que proíbe a disposição de pneus em aterros e há limitação para incineração, recorreu à Organização Mundial do Comércio – OMC. Para frustração europeia, em 2007, a OMC decidiu favoravelmente ao Brasil, tendo reafirmado o direito e a responsabilidade do país de impor regras à entrada de produtos que podem afetar o seu meio ambiente, sem que isso desrespeite os protocolos mundiais de livre comércio entre as nações. Houve recurso que ainda não foi julgado.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA prometeu para o mês de março/2009 a aprovação de resolução sobre o assunto. O Supremo Tribunal Federal – STF, em razão da Argüição de Descumprimento Fundamental (ADF) n.º 101, feita pelo Governo Federal, deverá decidir se o Brasil pode ou não comprar pneus usados do exterior. Com a decisão se espera o fim da chuva de liminares do Judiciário autorizando tais importações.

As vitórias do Governo até agora se mostraram relevantes. A decisão da OMC, por exemplo, exige da sociedade brasileira maior participação nesse debate, não como mero coadjuvante, mas como principal ator e principal interessado. Exigir do Judiciário uma nova postura que resulte no fim de liminares que só contribuem para o agravamento da situação ambiental no país e exigir dos Poderes Legislativo e Executivo e também do CONAMA que apressem na aprovação de lei que seja capaz de assegurar o respeito ao meio ambiente e impeça o risco de o Brasil se transformar em lixeira da Europa e dos EUA, são deveres da cidadania.

 

Marino Elígio Gonçalves

 



Escrito por Marino às 12h02
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POLÊMICA: FERIADO DO DIA 20 DE NOVEMBRO - ARCEBISPO DE MARINGÁ E PASTORAL AFRO-BRASILEIRA PEDEM O FERIADO. 

google: imagem de Nossa Senhora Aparecida

 

Em carta enviada à Câmara de Vereadores de Maringá, o arcebispo metropolitano de Maringá, Dom Anuar Battisti e o Assessor da Pastoral Afro-Brasileira, Padre Ivaldir Camaroti dos Reis, pedem a confirmação do feriado do dia 20 de novembro. Na sessão de terça-feira, 17, alguns vereadores faltaram e, por isso, foi pedida a suspensão da análise do veto do prefeito por duas sessões.

 

No dia 24 deste mês, os vereadores se reúnem novamente para então decidirem se mantêm o que já aprovaram ou se acata o veto do prefeito que materializa o pedido de parte dos empresários de Maringá. Inicialmente, o apelo foi no sentido de que o feriado traria prejuízos milhionários à economia local. Esse argumento não se sustentou e mostrou-se equivocado. O exemplo de São Paulo, maior economia da América Latina, pôs por terra o argumento econômico, porquanto, em São Paulo o feriado do dia 20 de novembro é lei e, nem por isso, sua pujante economia foi abalada ou foi utilizada para impedir a aprovação do feriado. Aliás, nesse dia a Bolsa de Valores de São Paulo para. A "meca" do capital nacional não sofreu qualquer abalo e nem mesmo se articulou para impedir a aprovação do feriado. Porque Maringá tem de ser diferente?

 

Parece que o argumento econômico não mais se apresenta consistente, tanto é assim, que agora os contrários ao feriado em Maringá invocam o argumento jurídico.

 

Também, nesse campo, a empreitada é equivocada. A Lei n.º 9.093/1995 tem questionada a sua constitucionalidade (indireta) em razão de diversos recursos em tramitação no Supremo Tribunal Federal. A criação de feriados municipais, mesmo admitindo que  só podem ser os religiosos em número máximo de 4, ainda assim, em Maringá, não haveria qualquer impedimento, já que estes feriados não atingem o máximo prevista em lei, sendo certo, portanto, que o feriado do dia 20 de Novembro é perfeitamente possível nos estritos limites da lei.

 

Não se pode deixar de considerar a forte influência cultural e religiosa que o Brasil possui da raça negra, da "mãe-África". Tanto é assim, que a padroeira do Brasil é Nossa Senhora Aparecida, representação da Virgem Maria em pele negra.

 

Desta forma, sob qualquer ângulo que se analise não existe motivo capaz de impedir a criação desse feriado, a não ser que novamente o preconceito impere. Espero que nossos vereadores mantenham-se firmes nesse propósito de combater qualquer forma de preconceito. E, isso se dará com a derrubada do veto do prefeito. Marino Elígio Gonçalves.

 

Leia a seguir a íntegra da carta. 

 

 

Mandaguari, 16 de março de 2009.

Prezado Senhor prefeito do município de Maringá, SILVIO BARROS.

Vimos,  através desta, pedir-lhe que, sancione a lei que declara feriado municipal a data de 20 de novembro, dia de Zumbi dos Palmares. Para nós, da Pastoral Afro-Brasileira, Zumbi dos Palmares é o símbolo maior, de luta e resistência, àquilo que o homem possui de mais precioso: a sua liberdade.

 

Reconhecer a importância de comemorar o dia da Consciência negra é nos colocar a favor de uma possível reparação, de um longo processo de injustiça, contra o povo negro e, que, ao ser libertado da escravidão, não lhe foi dada as condições necessária de inserção na sociedade. Hoje, depois de 120 anos, a população afro-descendente continua sendo a mais pobre entre os pobres.

Em muitos municípios, de outros estados brasileiros, o dia 20 de novembro é feriado. Isso possibilita às organizações de consciência negra e também às escolas, igrejas, movimentos sociais, etc; desenvolver eventos de conscientização através de atividades, como: danças, músicas, exposição de vestimentas e culinária típicas, debates, teatros em praça, manifestações, etc.

A aprovação deste feriado municipal é um passo pedagógico importante para superação do preconceito e discriminação, e uma oportunidade de resgatarmos uma cultura tão presente em nossos costumes e ao mesmo tempo tão pouco valorizada.

Contamos com sua compreensão.

Assinam Dom Anuar Battisti (Arcebispo de Maringá) e Pe. Ivaldir Camaroti dos Reis (Assessor da Pastoral Afro Brasileira)

 



Escrito por Marino às 18h21
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COMBATE AO DESMATAMENTO NO PARANÁ

 

Hélio Sydol/Ibama-PR: araucárias cortadas ilegalmente em General Carneiro

Operação conjunta do Ibama e Polícia Federal em Palmas

 

Paraná apresenta Plano Integrado de Combate ao Desmatamento

Agência Estadual de Notícias, 17/03/2009

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues; o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Vitor Hugo Buko; e o superintendente regional do Ibama no Paraná, José Álvaro Carneiro, apresentaram nesta terça-feira (17), durante a Escola de Governo, o I Plano Integrado de Combate ao Desmatamento do País. “Aqui se inicia uma integração em todas as esferas da administração pública para o combate à predação das nossas florestas”, disse o governador Roberto Requião.

A ação terá como prioridade a proteção da floresta com araucária, na região Centro-Sul do Estado, em uma área de um milhão de hectares onde estão localizados os maiores remanescentes florestais do Paraná. Os municípios de General Carneiro, Bituruna e Coronel Domingos Soares são apontados pelos órgãos ambientais como os locais onde ocorrem os maiores desmatamento do Estado.

(...)

PLANO DE AÇÃO - Durante a apresentação, o governador Roberto Requião reforçou a inclusão de uma força-tarefa com a participação do Ministério Público Estadual, Polícia Federal, Polícia Ambiental, IAP e IBAMA para integrar o plano de ação de combate ao desmatamento clandestino. “Para que se tenha uma idéia, a barbaridade mais completa foi cometida por uma empresa paulista a Madepar, ou seja, milionários destruindo florestas no Paraná”, declarou o governador. “Teremos uma força-tarefa no combate ao desmatamento, com todos os nossos equipamentos à disposição e que não são poucos”, reforçou Requião. Ele pediu que a Secretaria de Segurança dê prioridade absoluta à reintegração de posse em locais onde há desmatamento.

A atuação conjunta será realizada, primeiramente, com presença ostensiva da polícia e dos técnicos em campo, voltada para a fiscalização. Posteriormente, em um prazo de 60 dias, serão apresentadas ações de preservação de todo o bioma da araucária, que inclui outras espécies nativas exploradas indevidamente, como cedro, canela e imbuia.

(...)

DIAGNÓSTICO - Os representantes dos órgãos ambientais estaduais apresentaram um diagnóstico do desmatamento no Estado, realizado no decorrer de 2008 e que incluiu operações de fiscalização aéreas, terrestres e o monitoramento com o uso de imagens de satélite. O Ibama estima que 100 árvores estavam sendo derrubadas diariamente nas florestas da região Centro-Sul.

O superintendente estadual do Ibama mostrou um levantamento com 68 pontos de desmatamento grave encontrados e 1.108 fornos de carvão construídos no meio da floresta, para transformar a madeira recém-cortada. “Este material se transforma em toras, que viram tábuas e lâminas. O que não é aproveitado é transformado em carvão, lenha ou cavaco (madeira moída que será queimada em grandes caldeiras para a geração de energia)”, contou o superintendente do Ibama.

Também foram constatados avanços em cima das florestas para abertura de área agrícola, palanques de imbuia sendo carregados clandestinamente à noite e araucárias com mais de 200 anos aguardando para embarque em depósitos, no município de General Carneiro. Imagens dos principais desmatamentos encontrados nos municípios de Bituruna e no acampamento Primeiro de Maio foram mostradas pelo Ibama.

Carneiro disse que os órgãos ambientais têm conhecimento de que áreas de florestas vinham sendo desmatadas por empresários e pessoas ligadas à política, e que culpavam o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) pelo crime. “Pessoas conhecidas no meio político e empresarial tentavam culpar integrantes do MST pelo corte de floresta nativa, mas descobrimos que eles estavam usando mão-de-obra de pessoas que vivem na miséria para este serviço”, finalizou.



Escrito por Marino às 17h40
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ENERGIA EÓLICA: BOA OPÇÃO

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MMA vai incentivar geração de energia eólica para mudanças globais

Ascom/MMA, Carlos Américo, 17/03/2009

O Ministério do Meio Ambiente vai incentivar os estados a ampliar a geração de energia eólica como fonte sustentável de eletricidade, com baixo impacto ambiental, para ajudar a combater os efeitos das mudanças climáticas. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou nesta terça-feira (17), em Brasília, do Fórum de Secretários de Estados para Assuntos de Energia onde foram debatidas medidas necessárias para incentivar a participação dessa modalidade na matriz energética do País. Representantes dos estados do Rio Grande do Norte e do Espírito Santo apresentaram projetos que vêm dando certo na área, alguns já em estado avançado de implementação.

Minc propôs aos participantes do Fórum a realização de um ato público para apresentar à sociedade o potencial eólico do País. O ministro quer ampliar o debate com a participação de ministérios, universidades, secretarias estaduais e sociedade civil. "A fruta está madura para
mostrar para a sociedade", disse o ministro.

Segundo ele, o avanço da energia eólica no Brasil é a oportunidade de promover o desenvolvimento regional de maneira sustentável, proporcionando emprego e renda. Minc propôs que o ato público resulte na "Carta dos Ventos", com recomendações ao governo. A reunião de ontem foi proposta pelos secretários para conversar com o ministro sobre a viabilidade dos empreendimentos energéticos e a legislação ambiental.

A oferta de eletricidade por fonte eólica no Brasil representa apenas 0,23% do mercado total, segundo o Operador Nacional do Sistema. Mas o Brasil tem potencial para expandir a oferta, já que o Nordeste é considerado uma das regiões mais bem servidas de ventos. A energia eólica utiliza o vento para mover aerogeradores que têm forma de catavento.

Além da energia eólica, o Ministério do Meio Ambiente vai propor à Casa Civil a utilização de energia solar nas casas populares construídas pelo PAC da Habitação. Ele destacou a importância de um programa de incentivo à geração de energia solar e eólica como formas de auxiliar o País na implementação do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, já que as duas têm baixo impacto ambiental.
Para o diretor do Fórum e secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro, Julio Bueno, que participou dos debates, a participação do MMA na reunião representa a necessidade de aliar a área ambiental com a energética.



Escrito por Marino às 17h26
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FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA - INSTAMBUL - TURQUIA - 16 A 22/03/2009

 

 

Fórum Mundial da Água busca respostas para escassez

 

Yahoo, 17/03/2009
O V Fórum Mundial da Água, aberto nesta segunda-feira (16), pretende apresentar respostas para escassez do recurso provocada pelo crescimento da população, o esbanjamento, o consumo extravagante e o aumento da necessidade de energia.

O encontro, de uma semana, acontece a cada três anos e nesta ocasião reúne um número de participantes nunca visto, 28.000 pessoas de mais de 180 países, segundo os organizadores.

O fórum analisará os problemas da escassez de água, o risco de conflito por enfrentamentos entre países por rios e lagos e a melhor maneira de proporcionar água limpa a milhões de pessoas.

"Nosso comportamento é cada vez mais irrefletido e inconsecuente", denunciou na abertura o francês Loïc Fauchon, presidente do Conselho Mundial da Água, que convoca o encontro.

"Aumentar indefinidamente a oferta de água é caro, muito mais caro hoje, em um contexto de evolução do clima e crise financeira. Aumentar a oferta coloca em perigo o meio natural", explicou.

"Somos responsáveis pelas agressões cometidas contra a água, responsáveis pela evolução do clima, que vem se somar às mudanças globais, responsáveis das tensões que reduzem a disponibilidade das massas de água doce, indispensáveis para a sobrevivência da humanidade", completou.

A previsão é de que a população mundial, atualmente superior a 6,5 bilhões de pessoas, pode chegar a nove bilhões até meados do século, o que aumentará consideravelmente a demanda de recursos hídricos, a 64 bilhões de metros cúbicos por ano, segundo a ONU.

Segundo a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), o número de pessoas com graves problemas para conseguir água chegará a 3,9 bilhões em 2030, ou seja, metade da população do mundo. A maioria vive na China e sul da Ásia.

As contas da OCDE não incluem o impacto da mudança climática, que pode já estar afetando as coordenadas da água, mudando o lugar e o momento das chuvas e nevascas, segundo especialistas.

Quase 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico, o que contraria as Metas de Desenvolvimento do Milênio da ONU.

Os cientistas acreditam que as causas da crise são a irrigação excessiva, as falhas no fornecimento urbano, a contaminação dos rios e a extração desefreada de qualquer fonte.

O Fórum da Água, que terminará no próximo domingo, começa com uma reunião com um pequeno número de chefes de Estado e de Governo convidados pela Turquia.

Também acontece uma reunião ministerial para elaborar projetos de melhor gestão da água e para a resolução de conflitos motivados pelos recursos hídricos.

Além da dimensão política, a conferência também tem a participação de empresas que atuam na bilionária indústria da água.

"Temos que nos organizar para usar a água de modo sustentável. Precisamos de sistemas para administrar a água", afirmou Mark Smith, do grupo ecológico União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).


Escrito por Marino às 17h21
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MORCEGO NO ESPAÇO

Nasa: imagem feita pela Nasa mostra um morcego agarrado ao ônibus espacial Discovery durante o lançamento

Imagem feita pela Nasa mostra um morcego agarrado ao ônibus espacial Discovery durante o lançamento

 

Morcego "viaja" ao espaço junto com missão do Discovery

Folha On line, 18/03/2009 

Um morcego se agarrou ao tanque de combustível do ônibus espacial Discovery durante o lançamento da expedição, no domingo, e seguiu com a missão até o espaço, informou a Nasa nesta quarta-feira (18).

O Discovery chegou à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) ontem.

Os analistas do Kennedy Space Center consultaram imagens, vídeo e um especialista em animais selvagens.

Segundo ele, o morcego teria quebrado a asa esquerda, e teve algum problema com seu punho ou ombro direito. O animal provavelmente morreu quando o Discovery entrou em órbita.

A Nasa possui um departamento interno que monitora, inclusive por intermédio de sirenes, pássaros e outros animais que se aproximem demais dos veículos espaciais.

De acordo com a rede de televisão CNN, esta não é a primeira vez que um morcego "viaja" com um ônibus espacial: durante o lançamento da nave Columbia, em 1998, um mamífero também se agarrou ao tanque.



Escrito por Marino às 17h10
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CÓDIGO FLORESTAL: MINISTRO QUER APP´S INCLUÍDAS NO CÁLCULO DA RESERVA LEGAL

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A matéria abaixo retrata o nível de subserviência do Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes frente à Bancada Ruralista e do agronegócio, ao qual serve com dedicação e afinco. A proposta apresentada é um absurdo, pois, praticamente inexistem reservas legais que foram, ao longo da vigência do Código Florestal, simplesmente desconsideradas. Quando o Ministério Público e os órgãos ambientais integrantes do SINAMA passaram a exigir o cumprimento da legislação o que se viu foi uma chiadeira geral. Muitos proprietários foram multados por crime ambiental por conta dos desmatamentos e, agora, o Sr., ministro Stephanes propõe, na prática, que as áreas desmatadas ilegalmente não sejam recompostas. É isso que se vislumbra com a medida em questão. Em alguns estados, como o Paraná, existem mecanismos de idêntica natureza, todavia, esses são dirigidos somente para a pequena propriedade de até 30 hectares. Nesse aspecto, a permissão é defensável, porque, geralmente, quem trabalha na terra é a própria família. Agora, o latifúndio, caracterizado por extensa área rural, que pode ceder o previsto na lei para a manutenção da biodiversidade do ecossistema ou do bioma, ser agraciado com mais esta facilidade e permissividade, aí já é demais. O sr. ministro deveria se exonerar. Não pode, em minha opinião,  se utilizar de um cargo no governo federal que, a princípio, exige de seu ocupante atuação de forma republicana para o bem de todos os brasileiros e não para uma pequena parcela, sobretudo, dos latifundiários do agronegócio. Marino Elígio Gonçalves.

Stephanes vai defender novo critério para compensação de desmatamento

Luana Lourenço, Agência Brasil-EcoDebate, 17/03/2009

O ministro da Agricultura, Reinholds Stephanes, vai defender a manutenção de áreas de preservação permanente (APP) como forma de compensação por desmatamento além da área permitida, a chamada reserva legal, na discussão de mudanças no Código Florestal brasileiro. A argumentação terá o respaldo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de quem o ministro encomendou estudos sobre a viabilidade da proposta.

As conclusões da Embrapa foram apresentadas ontem (16) por Stephanes à senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e devem ser repassadas em reunião com a bancada ruralista amanhã (17).

As APPs são locais de floresta e vegetação ao longo de rios, nascentes, várzeas, encostas e topos de morro. Já a reserva legal é o percentual de floresta que deve permanecer intacto em propriedades rurais e que varia de acordo com os biomas: 80% na Amazônia, 35% no Cerrado e de 20% nos demais.

“A Embrapa propõe o cômputo geral da APP com a reserva legal. Não temos que priorizar pedaços de reserva legal que não vão permitir que a biodiversidade se recupere. Por que não compensar e não recompor áreas de reserva legal e APP juntas priorizando os rios do Brasil”, afirmou Kátia Abreu. De acordo com a senadora, a idéia é criar “corredores” para preservação ambiental.

“Se ao reflorestar as beiras dos rios, um proprietário tiver recomposto 20% de florestas da sua propriedade, isso contaria também como reserva legal”, explicou Stephanes.

Na prática, a medida permitiria que proprietários que tenham desmatado possam contabilizar como recuperação uma área que deveriam ter preservado obrigatoriamente, as APPs.

Pela proposta, a recomposição poderá ser feita fora das propriedades originalmente desmatadas. “No mesmo bioma, mas em outra bacia hidrográfica”, disse Kátia Abreu. Em rodadas de discussão, organizações não-governamentais ambientalistas e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) já criticaram essa possibilidade.

No entanto, de acordo com o ministro Stephanes, as novas propostas não deverão causar atritos entre ruralistas e ambientalistas. “No final não divergem muito do que vinha sendo discutido há alguns meses, daquilo que fazia parte de uma pauta de reuniões com o MMA”, afirmou.



Escrito por Marino às 11h21
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UONIOESTE CONVIDA

google: logo Unioeste

 

Unioeste - I Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Ambiente

 

28 a 30 de abril de 2009,

LOCAL: Unioeste - Cascavel, PR.

 

O I Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Ambiente da Unioeste é um evento de caráter tri-nacional que objetiva integrar as ações propostas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, e proporcionar à comunidade acadêmica, em âmbito nacional, a discussão das matrizes atuais da Ciência, Tecnologia, Sociedade & Ambiente (CTS&A). O mesmo visa sensibilizar a comunidade acadêmica (alunos, professores e gestores) e a sociedade acerca da importância da educação científica, já que a mesma promove o ensino e a aprendizagem de questões CTS&A, na busca pela alfabetização científica dos cidadãos e o desenvolvimento do País.

As atuais políticas públicas, relacionadas à Ciência, Tecnologia e Ambiente, têm colocado em pauta a articulação, planejamento e vocação regional. A Unioeste busca articular e fomentar o desenvolvimento regional e assim consolidar sua posição como instituição de pesquisa, por meio da extensão e das inovações tecnológicas, levando em conta a forte vocação agroindustrial e agrícola da região oeste e sudoeste do Paraná.

Estrategicamente situada em território limite com os países do Mercosul, através de seus Campi de Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon e Beltrão, a Unioeste tem como meta, ao sediar este I Seminário Internacional, abrir um espaço no qual possa congregar pesquisadores, técnicos, professores e acadêmicos parceiros, de diversos países, entre eles nossos irmãos da América Latina. Tem ainda como propósito trazer a comunidade para discutir as políticas públicas que norteiam e podem se constituir como ações balizadoras e fomentadoras do meio ambiente e desenvolvimento regional, numa proposta de projetos em redes articulando a Ciência, Tecnologia, Sociedade e Meio Ambiente.

Também, abrem-se as portas da Unioeste para que pesquisadores e parceiros apresentem à comunidade suas inovações e projetos na forma de stands, oficinas e serviços para a comunidade.

Fundamentados neste propósito, é com imensa satisfação que convidamos as comunidades acadêmica e técnica para participarem deste evento, cujas discussões e encaminhamentos lançarão novas sementes para parcerias em extensão e pesquisa.

Sua participação será uma valiosa contribuição para o sucesso e qualidade deste evento, assim aguardamos ansiosos sua contribuição com o envio de artigos científicos de pesquisa, de inovações e de resultados de projetos de extensão comunitária que poderão ser submetidos à página da Unioeste em http://www.unioeste.br/eventos/ctsa, no período de 02/02/2009 a 18/03/2009.

Contamos com seu apoio, divulgação e sua presença no evento.

A Comissão Organizadora

Prof. Drª. Irene Carniatto (Coordenadora do Evento)

Prof. Dr. Wilson João Zonin (Pró-Reitor de Extensão - UNIOESTE)

 

 



Escrito por Marino às 10h55
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ARTIGO - CRISE E MEIO AMBIENTE

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A crise financeira atual é uma crise também da sustentabilidade

Rachel Biderman, 13/03/2009, amanha.com 

 

É uma crise da ética empresarial, do meio ambiente, dos direitos humanos e sociais, da governança corporativa, enfim, de tudo que está sob o guarda-chuva da sustentabilidade. Se houvesse sustentabilidade enraizada nas organizações, a crise não estaria acontecendo. E o movimento em prol da sustentabilidade empresarial e governamental tem de se fortalecer ainda mais a partir de agora. Não é momento de preocupação sobre eventual arrefecimento do movimento. É uma chance de trazer esse debate à tona, de chamar à responsabilidade os tomadores de decisão. E jogar a luz sobre os bons exemplos, para que se tornem os guias dessa nova fase da história da humanidade. Os atuais tomadores de decisão têm em suas mãos a chave para um futuro saudável. Aqueles que abraçarem a causa socioambiental certamente serão os líderes do futuro.

Essa crise põe em cheque o modelo da atual sociedade de hiperconsumo, que se inspira no padrão norte-americano de consumo, cujos excessos tornam irreversíveis certos danos à sociedade e ao ambiente. Não é possível todos os seres humanos manterem o mesmo padrão de consumo dos norte-americanos e, quiçá, dos futuros chineses. Não há recursos suficientes no planeta, nem válvula de escape para a poluição decorrente.

Estamos na rota do irreversível. Não pode haver alerta mais eloqüente do que os quatro relatórios de cientistas de todo o mundo - inclusive do Brasil-, reunidos no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), afirmando que a mudança climática é real, causada pelas atividades humanas, e se tornará irreversível em poucos anos. O presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, tem avisado que os próximos quatro anos serão os mais definitivos da história da humanidade e que está em nossas mãos a chave do futuro.

Unem-se a ele, nesse alerta, Al Gore, Nicholas Stern, dentre outros. O sistema climático tem sido nosso melhor despertador. Está tocando um alarme já faz tempo, e estamos com preguiça de acordar...O sono demorado pode nos fazer perder o bonde da história.

Portanto, uma das tarefas que temos pela frente é trabalhar um modelo de economia que se sustente não no consumo exacerbado de bens inúteis e poluentes, mas no modelo de prestação de serviços que melhorem o nível de vida das pessoas. Precisamos de mais inteligência. Comida há para todos no planeta, basta organizar um sistema inteligente de produção e distribuição.

Podemos prescindir de alguns excessos. A sociedade hiperconsumista de hoje certamente não é uma sociedade feliz. A felicidade não está à venda costurada como adereço de um último item da moda, numa embalagem superfashion, ou num carro hiperturbinado. Ela está nas coisas simples. No fundo, precisamos de uma nova doutrina, um choque de generosidade e um resgate de valores que ficaram para trás.

Essa é a mensagem que a crise nos traz, e o planeta também.



Escrito por Marino às 18h15
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ANIVERSÁRIO - REBIO DAS PEROBAS

blog: Carlos Giovanni



Escrito por Marino às 17h33
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POLÊMICA: FERIADO MUNICIPAL DO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - ARTIGO

google: Zumbi dos Palmares

O Lucro acima de tudo e de todos

Maringá tem protagonizado discussões em que a variante “lucro” tem se sobreposto a vários interesses sociais, culturais e ambientais.

A polêmica sobre a demolição da Rodoviária Velha é um desses exemplos. Em nome do lucro querem demoli-la para ali construírem um imenso arranha-céu que abrigaria várias lojas e um hotel. Enquanto isso, o patrimônio histórico e cultural não passa de mera retórica. O lucro é o que importa.

Mais recente ainda é o episódio do feriado do dia 20 de Novembro. A Câmara Municipal aprovou o projeto em resposta à antiga reivindicação da comunidade negra maringaense.

Antecedendo a sanção do prefeito, setores do empresariado maringaense articularam uma campanha contrária ao feriado. Apresentaram estudo sobre os prejuízos que esse feriado causaria à economia local. Seus cálculos, no entanto, foram contestados. Especialistas afirmaram que os mesmos foram superestimados. O exemplo de São Paulo coloca em xeque os dados anunciados. É que em São Paulo o dia 20 de Novembro é feriado municipal e, nem por isso, sua gigantesca economia restou afetada ou foi motivo para impedir a fixação daquela data em lei. Porque em Maringá haveria de ser diferente?

Infelizmente, o projeto de lei foi vetado. Novamente a questão econômica subjugou a memória histórica e o patrimônio cultural do povo brasileiro.

A luta do povo negro se confunde com a própria história do Brasil. O dia 20 de Novembro (Dia Nacional da Consciência Negra) é dedicado às profundas reflexões sobre a resistência negra contra a escravidão e por liberdade.  O principal ícone dessa resistência foi Zumbi, um dos líderes do Quilombo dos Palmares, localizado na serra da Barriga, entre Alagoas e Pernambuco. Chegou a ter 30 mil pessoas.

Zumbi foi traído por Antônio Soares, um de seus principais comandantes e, no dia 20 de novembro de 1695, foi capturado e torturado. Teve a cabeça decapitada e pendurada na praça do Carmo, na cidade de Recife, até se decompor integralmente.

Não importa o tempo, o certo é que o ideal por liberdade e a luta de Zumbi contra a escravidão permanecem e sua história é relembrada com orgulho pelo povo negro do Brasil.

Um dia, quem sabe, em Maringá, possamos comemorar o respeito à memória das lutas do povo brasileiro, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. O lucro não pode sobrepor a tudo e a todos. Marino Elígio Gonçalves. 

 



Escrito por Marino às 12h15
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